





Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo para vocês um disco bem bacana no qual temos em destaque duas grandes figuras: a cantora Elizeth Cardoso e o compositor Ary Barroso. Trata-se de um álbum não comercial, de tiragem limitada, feito de encomenda para uma fábrica de móveis presentear os seus clientes.(época das vacas gordas, lembram?). A produção deste lp ficou a cargo de Hermínio Bello de Carvalho, o que faz este trabalho ser ainda mais especial. Elizeth mais uma vez brilha como nunca. Discão imperdível. Confiram no GTM..
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Fala, meus amigos cultos e ocultos! Diante a mais de uma dezena de pedidos para que postássemos aqui outros disco de tango, eis que temos um que atende e não foge a regra. Quer dizer, como estamos numa fase de cantoras, foi sorte ter encontrado para postagem este lp com a Dalva de Oliveira cantando tangos. Aqui temos um lp lançado pela Odeon, o volume 2, em 1963. Uma seleção de tangos clássicos, em versões em português na voz inesquecível de Dalva. Espero que esteja no agrado e logo que possível postaremos também o volume 1.
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Boa noite prezados amigos cultos e ocultos! Cá estamos novamente com toque musical do dia. Hoje trazendo a cantora Celeste. Eis aqui uma artista que teve o seu destaque nos anos 70 e 80. Segundo as informações que colhi, ela veio da Bahia, onde se apresentava em casas noturnas, de Salvador. Gravou seus dois primeiros disco ainda nos anos 70. Em 83 ela foi convidada pelo compositor Roberto Mário a gravar este disco com suas composições. Um trabalho no qual ela contou com o apoio de um time de músicos de primeiríssima, entre esses Célia Vaz, responsável em boa parte também pelos arranjos e regências. As músicas de Roberto Mário e parceiros são muito bem interpretadas por Celeste. Sem dúvidas, um disco bacana e que vale conferir.
Uma curiosidade a parte… Procurando mais informações sobre Celeste, me deparei com uma triste realidade. Algo realmente lamentável. Espero até estar enganado, mas em minhas buscas sobre ela acabei chegando numa mulher que supostamente trocou a música pela ioga e em contraponto, pasmem, se tornou uma defensora de intervenção militar e outras loucuras do universo bolsominion. Quem te viu e quem te vê, já dizia Regina Duarte, kkkk…
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Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus às nossas tradições de ter sempre aqui o que não se vê muito por aí, temos para hoje a cantora e compositora Ester Mazzi, artista de que teve sua formação e base no Espírito Santo, ou mais exatamente Vitória, onde vivia e era reconhecida como a ‘musa do jazz capixaba’. Ela nasceu em Nova Friburgo, RJ, mas ainda na infância mudou-se para o Espírito Santo, o que a faz ser uma autêntica artista capixaba. Ao longo de sua carreira gravou uns cinco discos. “Explicação”, lp gravado de forma independente, foi seu primeiro trabalho lançado em 1989. É um disco muito intimista com músicas curtas, onde ela canta e toca acompanhada de apenas outro artista, Chrysio Rocha. Ester era dona de uma voz singular. Segundo contam, o João Gilberto dizia que ela era ‘a voz mais caliente do Brasil’. Infelizmente faleceu, aos 71 anos, em 2016.
Não percam a chance de conhecer o trabalho desta artista, pois vale a pena. Confira no GTM…


Boa noite, amigos cultos e ocultos! Não sei se vocês perceberam, mas estamos agora com duas opções para download, pelo Depositfiles e pelo Mediafire. Isso, por certo, irá facilitar a vida de muitos por aqui que as vezes encontram dificuldades em baixar pelo Depositfiles.


Olha aí, amiguinhos cultos e ocultos, mais um que ficou na gaveta esperando não sei o quê. É que são tantas as emoções…, como já dizia o Roberto Carlos, que as vezes umas passam batidas…
Taí, então a Elza Soares, em “Sambas e mais sambas”, disco lançado pela Odeon em 1970. Repertório, nem precisa dizer, só sambas com muito swing e da melhor qualidade. Discão bacana que não perde o rebolado, sempre fazendo sucesso. Afinal, é Elza Soares! Confiram essa belezura no GTM…
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Caríssimos amigos cultos e ocultos, aqui vai mais um disco, que eu também achava já ter postado aqui no Toque Musical. Já foram tantos discos que as vezes é difícil lembrar. Mas, enfim, chegou a vez de “A Noite de Dolores”, um disco onde se celebrar a grande intérprete da noite, das boates e bares cariocas daquele tempo, a grande Dolores Duran. Este lp nos apresenta, entre composições próprias e de outros autores, inclusive internacionais, um típico repertório dela como intérprete e cantora da noite. Um belíssimo disco, diga-se de passagem, que merece aqui o nosso toque musical. Não deixem de conferir no GTM…
















Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos. Tempos difíceis os que vivemos, heim? Dias de tristezas e incertezas. A cada momento uma notícia ruim e de ontem para hoje não foi diferente. Estou chocado com a morte do Flávio Migliaccio e não menos triste com a passagem do Aldir Blanc. Aos poucos a turma toda vai nos deixando. Tudo passa, não é mesmo?
Hoje o nosso dia não podia ser outro senão homenagear a figura de Aldir Blanc, um dos maiores e mais importantes compositores da nossa Música Popular Brasileira. Infelizmente falecido no dia de ontem. Perdemos um dos autores de clássicos inesquecíveis, cantados por tantos outros grandes artistas e intérpretes. Pensei em postar algum de seus discos, porém me pareceu mais marcante criar para hoje esta coletânea. Uma seleção de composições de Aldir Blanc, cantadas por ele próprio. Boa parte da músicas fazem parte do disco (cd) “Vida Noturna”, de 2005, mas há outras coisas bem interessantes. Aqui, como de costume criei essa seleção exclusiva e com capinha. São vinte e duas músicas cantadas por ele e de abertura uma apresentação do artista feita por Dorival Caymmi. Nossa homenagem ao genial Aldir Blanc.
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Boa noite, amigos cultos e ocultos! Domingo, mesmo numa quarentena é sempre um domingo, não é mesmo? Mesmo quando todos os dias pareçam hoje em dia domingo, o domingo vai ser sempre aquele dia, o dia de hoje 🙂 E o dia hoje pede jazz… Vamos aqui com este registro raro do Jazz no Brasil, um disco dos mais interessantes lançado em 1978, pelo selo Band. Em “Historia do Jazz Em São Paulo” temos o resgate do que foi um primeiro festival de jazz apresentado ao público brasileiro, realizado em 1956, no Teatro de Cultura Artística de São Paulo. São gravações raras nas quais figuram Dick Farney, Ed Lincoln, Rubinho, Casé, Shoo Viana, Simonetti e muitos outros e que após 22 anos se transformaram neste disco. Sem dúvida, um lp muito bacana, com um áudio de qualidade para um grupo de músicos também da melhor qualidade. Disco que não pode faltar na coleção de um amante do gênero. Na contracapa temos um texto de Roberto Côrte Real que desenha bem toda cena. Vale a pena conhecer… Confiram no GTM.
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Boa noite, amiguinhos cultos e ocultos! Para manter o nível e fazer valer este sábado de quarentena, vamos hoje com o quarteto vocal, Os Cariocas. Mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical e em um disco que eu pensava já ter postado por aqui. Vejam vocês, estava ainda inédito em nossa praça. Aliás, por falar em inédito, “A Grande Bossa dos Cariocas” é um disco clássico da Bossa Nova e trouxe, na época de seu lançamento, um repertório de músicas todas inéditas, que logo viriam a ser um grande sucesso. Trabalho maravilhoso, que de tanto ter sido divulgado (literalmente) a quatro cantos, dispensa maiores informações. Melhor correr para o GTM e conferir…
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Boa tarde caríssimos amigos cultos e ocultos! Há pouco tempo atrás alguém me mandou este disco da Wanderléa. Tremenda falha minha, não me lembro mais quem foi, pois é tanta coisa que eu recebo e além disso veio a quarentena, acabei esquecendo tudo em um hd portátil. Hoje foi que realmente pude ouvir e confesso, fiquei impressionado com este trabalho. Bacana demais. Não tinha intensão de publicar cds, mas este aqui realmente vale a pena, além do mais é um disco de um grande nome da Jovem Guarda. Lançado em 2003, este disco foi produzido e arranjado por Lalo Califórnia, marido da Wandeka. O cara é mesmo fera e o disco não deixa nada a desejar, Passados 17 anos, “O Amor Sobreviverá”, ainda soa com modernidade, continua atualíssimo. A escolha do repertório também foi feita com esmero, pela própria cantora. Muita música conhecida, as quais nossa artista interpreta com perfeição. Por sinal, Wanderléa, continua até aqui, dando um show. Há no cd duas músicas inéditas, de sua autoria, “Veio Mostrar” e “O Amor Sobreviverá, feitas em homenagem ao seu filho falecido Leonardo. Este disco, ela e o marido, dedicaram a entidade de amparo a crianças deficientes, Pequeno Cotolengo do Paraná Dom Orione. Um gesto muito bonito onde a cantora reverteu o lucro da venda para ajudar a essa associação. Vale a pena conhecer este trabalho. Confiram no GTM…
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Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Temos para hoje um disco bem intimista gravado em 1985 por Pery Ribeiro e Luiz Eça. Um trabalho de releitura de alguns clássicos do período Bossa Nova e também outras músicas desse mesmo universo. Certamente o mesmo tipo de repertório que os dois apresentavam em casas noturnas, tipo o Horse’s Neck Bar, do Rio Palace Hotel naqueles anos 80, com piano e voz. Aqui eles seguem essa mesma linha, no entanto em algumas faixas também contem com o contrabaixo de Luiz Alves, a bateria de Wilson das Neves, Carlos Bala e Robertinho Silva, o violão de José Carlos e Rafael Rabello. A faixa que dá nome ao disco, “Pra tanto Viver”, é uma música de autoria de Pery Ribeiro. Disco bacana, que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…
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Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um ícone da Bossa Nova, o grande Roberto Menescal em um dos seus discos dos anos 90. Disco gravado em 1991 e lançado no ano seguinte, traz, entre outras, uma série de releituras de algumas de suas célebres composições. Neste lp ele conta com a participação vocal de Cristiane Britto, que logo passaria a ser chamada artisticamente de Cris Delano, companheira de muitos outros projetos de Menescal. É um trabalho bacana, produzido pelo próprio artista e com ares de exportação. Disco para gringo, com certeza. Confiram no GTM..



Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós com mais uma bela curiosidade musical. Hoje temos para vocês este lp, provavelmente de 1964, do provavelmente Conjunto Bembossa. Ironia a parte, este é mais um daqueles discos feitos para vender. Tipo de disco muito comum nos anos 60 e até antes, quando se montava um lp, as vezes, usando fonogramas de outros discos. Pequenos e obscuros selos/editoras criavam seus discos a partir de fonogramas, possivelmente comprados de gravadoras. Parece ser uma prática comum, pois a esses, pouco importava autores e intérpretes, o que contava mesmo era um produto, fazer um disco de um determinado gênero e tudo isso pensando exclusivamente em questões comerciais. Aqui temos um bom exemplo disso. O tal Conjunto Bembossa, cujas as informações na contracapa são irrisórias, apenas para ‘encher linguiça’, foi lançado também (com a mesma capa) pelo selo Diamond, talvez alguns anos depois, ou antes, quem sabe… Em nenhuma das edições consta a data do lançamento, oque nos deixa na dúvida, quem veio primeiro? Mas o que nos chama mais atenção é que alguns desses fonogramas são os mesmo do lp “Céu e Mar”, lançado pela Paladium para um fictício conjunto, o “Raul Ferreira e Seus Ritmistas” (já postado aqui), que na verdade nada mais é que “Rubens Bassini e Os 11 Magníficos”, no álbum “Ritmo Fantástico”, lançado originalmente em 1961 pelo selo Pawal (também já postado aqui). Então, resumindo, temos aqui, “Bembossa/Samba”, um disco onde boa parte do repertório e gravações são originalmente do conjunto do ritmista carioca Rubens Bassini. E certamente, outras gravações que constam neste disco são também dele. Coisas da nossa indústria fonográfica…
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Boa noite, amiguinhos cultos e ocultos! Hoje eu fiquei mesmo sem tempo para preparar um disco aqui para nossa postagem. No final, achei melhor buscar ajuda na gaveta, nos ‘discos de gaveta’. E daí, escolhi este compacto do Tamba Trio, de 1965. Compactos, em geral são coisas raras, este então nem se fala. Compacto duplo trazendo músicas que não foram lançadas em lp, o que podemos então chamar de EP/compacto de carreira. Essas músicas só aparecem em algumas coletâneas do grupo. Disquinho, por certo, bem manjado no mundo dos blogs e agora está aqui para o deleite de nosso público. Confiram, pois aqui a gente tenta sempre fazer um serviço completo 😉
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Boa noite, amigos cultos e ocultos! Ainda no embalo da dança, ou melhor dizendo, no embalo de discos feitos para dançar, coisa muito comum nos anos 40. 50 e 60, tenho hoje para vocês a pianista Tania Maria, artista já apresentada aqui através de outros três de seus discos. Desta vez temos o lp Tania Maria Para Dançar – Volume 2, disco gravado por ela em 1963. Curioso notar que este seja o volume 2, o que nos leva a entender que ela tenha gravado antes o volume 1, por certo. Mas lendo o texto de contracapa, é dito que este foi seu disco de estréia. Busquei, numa pesquisa rápida informações sobre o primeiro volume. Qual nada… Estou certo de que esse disco não existe e assim entendo que houve aí algum erro da gravadora. “Para Dançar” foi gravado quando Tania Maria tinha apenas 15 anos de idade. Ela, na verdade, começou a estudar piano com 3 anos de idade, aos 14 já tinha seu próprio conjunto, era uma ‘band leader’. Daí, a gente entende porque ela é hoje um dos nomes mais respeitados do jazz internacional. Neste disco ela já demonstra seu talento, nos trazendo um repertório que passeia pelo samba e também pelo jazz, em arranjos feitos para dançar. Não deixem de conferir no GTM, o tempo é limitado!
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Boa noite, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com Luiz Bonfá, um dos grandes violonistas brasileiro, também cantor, compositor e arranjador. Um dos mais importantes autores brasileiros. Sua música é conhecida internacionalmente. Como instrumentista promoveu várias inovações técnicas no violão. Gravou uma centena de discos, muitos, inclusive fora do Brasil.
Neste lp, lançado em 1958 pela Odeon, temos o artista interpretando uma série de músicas, nacionais e internacionais, num modelo muito comum da época, discos feitos para dançar. Assim, já de saída temos um desfile com um variado leque musical, interligados como um ‘pot-pourri’ que toma todo o lado A. Uma dezena de músicas dos mais variados ritmos, aqui costuradas com maestria para se dançar. No lado B há outras seis músicas, incluindo duas composições próprias, “Melodiando” e “Swingin em Madrid”. Este disco teve uma segunda edição, com outro nome, “Luiz Bonfá Toca Melodias das Américas”. Na verdade, uma edição que consta boa parte dessas gravações. Confiram os “Ritmos Continentais” no GTM.
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Olá, amigos cultos e ocultos! Para esta nossa sexta-feira de clausura, estou trazendo um artista internacional, o lendário saxofonista americano Lee Konitz e que, infelizmente, faleceu dias atrás, segundo informam, por conta de infecção pelo Covid-19. Konitz foi um compositor e saxofonista dos mais importantes no estilo ‘cool jazz’ e ‘post-bop’, mestre do improviso. Tocou com meio mundo de artistas, grandes nomes do jazz, tanto americano quanto o internacional. E como todo bom músico de jazz, também gostava da música brasileira, tendo passado por aqui algumas vezes. No final dos anos 80 ele encarou um projeto criado pelos produtores Allan Botschinsky e Marion Kaempfert, vindo a gravar aqui no Brasil este disco, “Lee in Rio”, acompanhado por um time de instrumentistas brasileiros: Luiz Avellar, Victor Biglione, Nico Assumpção, Carlos Bala e Marçal. As músicas e os arranjos são todos do produtor Allan Botschinsky. O disco foi lançado por aqui em 1990. Um trabalho bacana com sabor tropical, que merece ser ouvido. Confiram no GTM…
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Bom dia, amigos cultos e ocultos! Considerando o fato de que aqui postamos essencialmente discos e músicas com mais de 20 anos, por certo acredito que nosso público são de pessoas maduras e nos dias atuais, grupo de risco nessa pandemia. Daí, volto mais uma vez a lembrá-los: FIQUEM EM CASA! Aproveitem para degustar nosso cardápio, que até então está sendo diário, como nos bons tempos 🙂
Hoje, tenho para vocês o pianista e organista Lauro Paiva em um álbum de 1960, lançado pelo selo Copacabana. Lauro Paiva, embora hoje em dia seja quase um desconhecido, foi nos anos 50 e 60 um músico e compositor bem popular, principalmente em São Paulo, onde ele fez seu nome. Nascido na Bahia, trabalhou no início dos anos 50 na Radio Excelsior baiana. Mudou-se para o Rio de Janeiro logo em seguida e a partir de então vieram as gravações. Pelo que eu pesquisei ele gravou por volta de uns nove ou dez discos ao longo de sua carreira. Estabeleceu-se em São Paulo onde também tocava na noite. Aqui temos ‘Gafieira em Bossa Nova”. Como nessa época a Bossa Nova estava nascendo, começando a brilhar, muita coisa também passou a adotar o termo e não só no campo da música. Neste lp cujo repertório é pautado no samba e no choro e se complementa com uma roupagem a la bossa nova e acaba se transformando numa gafieira em bossa. Lauro Paiva mostra o quanto domina o orgão, dando um verdadeiro show de talento. Disco muito bacana que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…
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Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho para vocês mais um daqueles discos que é bem a cara do nosso Toque Musical. Embora já tenha sido bem divulgado em outras praças, não poderia faltar por aqui. Estamos falando deste interessantíssimo lp, lançado pela Chantecler, segundo consta, em 1960. Conjunto de Percussão Dora Pinto. Este é um daqueles discos que entrou para a listas das raridades e absurdamente muito caros (coisa de maluco no Mercado Livre). É, realmente um disco que merece atenção. Embora seja um trabalho excepcional, hoje em dia nada encontramos, além de anúncios, em pesquisa pelo Google. Daí, a única fonte de informação acaba sendo o próprio álbum. E por sorte há uma boa ficha técnica. O Conjunto de Percussão surgiu nos anos 40, por obra e inciativa da professora e pianista Dora Pinto. Um grupo musical formado exclusivamente por mulheres e conforme nos fala o texto de contracapa, inicialmente criado para acompanhar danças através da percussão. Dentro dessa linha de atuação, Dora e seu grupo pesquisaram os diferentes ritmos e percussões dentro do universo folclórico, trazendo a tona não apenas a música, mas também os instrumentos. Este lp não poderia deixar de ser uma síntese do que foi esse conjunto percussivo e até então unica fonte de referência sobre esse interessantíssimo trabalho, o qual não poderia ser esquecido.
O conteúdo musical é variado e mesmo tendo sido criado há quase 60 anos pode nos soar bem atual. Vamos encontrar obras de Dorival Caymmi, Babi de Oliveira, Waldemar Henrique, Lorenzo Fernandez, Arnaldo Rebello, Abigail Moura além dos estrangeiros Saint-Saens e Ernesto Lecuona. Muito interessante, vale conferir…


Bom dia, amigos cultos e ocultos! Lançando mão das reservas, discos de gaveta e outros tantos que ficaram esperando sua hora chegar, hoje finalmente vem a público aqui o pianista Hélio Mendes e seu conjunto. Hélio Mendes era capixaba e entre tantos, foi um dos mais importantes nome da música vinda do Espírito Santo. Seu conjunto fez muito sucesso por lá, a tal ponto que ecoou nos grandes centros de produção musical, como Rio e São Paulo. O disco que temos aqui, “Week-end no Rio” foi seu disco de estréia no pequeno selo Musiplay, onde também viria a gravar outros discos. Acompanhado por um conjunto muito bom, Hélio Mendes nos apresenta um repertório misto, com músicas nacionais e internacionais. Uma seleção de sucessos e músicas modernas da época. Este lp, embora seja indicado como sido lançado no ano de 1963 foi, por certo, gravado em 61. Em 63, Hélio Mendes e seu conjunto era tido como o melhor grupo daquele ano e já havia lançado outros discos. Curiosamente este lp foi também relançado por outro pequeno selo, o Itamaraty, tendo a ordem das músicas trocadas. Essa versão apareceu no saudoso blog do Mauro, o Loronix, mas faltando duas faixas e nesta postagem como sendo um disco de 63. Possivelmente essa segunda edição seja mesmo de 1963 e tenha sido relançada por conta do sucesso do ‘band leader’. Neste disco que postamos hoje há outra curiosidade, ele é apresentado como um disco estéreo, coisa até então ainda novidade, visto que o o primeiro disco estéreo, no Brasil, foi lançado em 1958. A segunda versão era mono. Mas isso são apenas detalhes. O certo é que aqui temos o pacote completo, com todas as músicas, capa, contracapa e selos. Tudo bonitinho como manda o nosso figurino 😉 Confiram…
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