Sacha – Seven To Seven With Sacha (1960)

Seguindo, aqui temos mais uma vez o lendário pianista Sacha Rubin que fez parte da história das casas noturnas dos anos 50 e 60. Foi pianista de boates como a ‘chiquérrima’ Vouge e também das não menos badaladas, Balaio e Seven To Seven, de sua propriedade. Este lp, assim como outros de Sacha, procura trazer a atmosfera musical, o repertório do que embalava as noites nessas boates. As músicas são apresentadas em sequência, sem pausa, num extenso pot pourri, sendo mais de vinte, entre temas nacionais e internacionais. Um pianista divagando entre um variado leque de canções e ritmos, eventualmente acompanhando por um conjunto com músicos como Cipó, Dom Um Romão, Luiz Marinho, Rubens Bassini e outros.. Por aí já dá pra sentir a qualidade da coisa…
 
‘til tomorrow
the very thought of you
too marvelous for words
ace in the hole
a felicidade
eu sei que vou te amar
o nosso amor
samba de orfeu
manhattan
ich waer’so gern einmal verliebt
close to you
roses of picardy
frag night warum ich gehe
rede rose for a blue lady
in einem kleinen cafe
tua
carina
indiscreet
dancing on the ceiling
the best of everything
talk to me
chuvas de verão
brigas nunca mais
o orvalho vem caindo
a room with a view
just in time
please
the last time
 
 
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Golden Boys – Só Vou Criar Galinha (1971)

Taí, outro disco que ainda não havia entrado em nossa lista de toques, “Só vou criar galinha”, lp de 1971 do trio vocal Golden Boys, lançado pela Odeon. Disco este que fez muito sucesso. Aliás, todos os discos dos Golden Boys foram sucesso…
 
good night my love
avião supersônico
sem essa
by by cristina
só vou criar galinha
chuva de verão
bahia baia
ando na velocidade
vou voltar pro meu país
o nazareno
venha logo
com a lembrança apenas
 
 
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Beth Carvalho – Pandeiro E Viola (1975) 

Novamente, para alegrar o nosso Toque Musical, trazemos a Beth Carvalho, artista que muita saudade nos deixou. Uma das grandes defensoras do samba, cantora personalíssima da nossa MPB. Aqui temos dela “Pandeiro e Viola”, disco lançado em 1975 pelo selo Tapecar. Mais um clássico do samba, disco indispensável na lista de qualquer amante da música popular brasileira.
 
só queria ser feliz
o pior é saber
pandeiro e viola
amor sem esperança
onde está a honestidade
gota d’água
enamorada do sambão
o dia de amanhã
amor fiel
de novo desamor
sente o peso do couro
cansaço
 
 
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O Quarteto (1968)

Atingimos um número de postagens, títulos fonomusicais, tão grande ao longo dos nossos quase 18 anos de toques, que mesmo com os recursos de buscas oferecidos pelo site/blog, ainda é possível que algum disco já postado passe batido, ou seja, não apareçam nos resultados. Por outra, através do index também pode acontecer de não aparecer todas as respostas. Creio que isso acontece por conta das constantes alterações que fazemos para evitar as invasões ao nosso espaço (sinceramente, não sei o que uma pessoa ganha invandindo o Toque Musical além do prazer de ser um sacana). Enfim, muito por conta disso pode acontecer de estarmos repetindo aqui algo já postado. Como se vê, até para quem publica (eu) é preciso pesquisar se determinado artista/título/disco foi ou não postado. O monstrinho cresce… E aqui estamos nós com este lp do grupo vocal O Quarteto, lançado pelo selo Philips, em 1968. Ao que tudo indica, ainda não havíamos postado. O Quarteto foi um grupo vocal surgido em São Paulo no final dos anos 60. Formado por Carlos Alberto de Lima Vianna, Walter Gozzo, Hermes Antonio dos Reis e Paulino Palarico Corrêa, curiosamente, estudantes de Engenharia e Economia, que viviam naquele momento o fervor dos festivais, os concursos de música popular. Foi a partir da participação do quarteto no IV Festival da Música Popular Brasileira/68 que eles vieram a gravar este que foi o primeiro lp. Talvez por conta das atividades dos integrantes, enquanto engenheiros e economistas, a carreira artística tenha ficado em segundo plano, o que explica um certo obscurantismo sobre O Quarteto, embora tenham gravado mais uns dois ou três discos até os anos 70. Por certo, diante ao que produziram, discos relevantes para a MPB, faltam maiores informações e também, porque não dizer, alguma reedição, mesmo que se limite a este toque musical.
 
os grilos
live for life
o velho
bonita
rua antiga
who needs forever
waves
maria madrugada
canta
here there and everywhere
isso não se faz
tenderly
 
 
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Morris Albert (1976)

E por falar em artista brasileiro que se deu bem lá fora, temos desta vez o Morris Albert, autor de uma das músicas pop-romanticas mais famosas, certamente conhecida no mundo inteiro, a emblemática “Feelings”, lançada em 1975. No embalo deste sucesso, em 76 ele lançou este novo lp que trazia “She’s my girl” e “Memories”, outros sucessos, mas nada comparado a “Feelings”. Ao que consta, Morris Albert mudou-se para a Itália, onde por lá desfruta dos eco$ do seu passado de glória. 
Uma outra curiosidade sobre este disco. Coincidência ou não, a capa deste lp é bem parecida com a de Roberto Carlos em disco daquele mesmo ano. Por conta disso Robero mandou parar a produção dos lps que já estavam para serem distribuidos nas lojas. Tiveram que refazer a capa e a imagem da capa acabou entrando no miolo do álbum.
 
summer in paris
la puerta/down to mexico
father
same things
to
back to the rock
she’s my girl
memories
everybody loves somebody
te quiero
run away
land of love
 
 
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Eumir Deodato – Knight Soft Fantasy (1979) 

E aqui temos Eumir Deodato, um dos mais consagrados artistas brasileiros no cenário da música internacional. Radicado nos “States” desde os anos 70, gravou por lá uma dezena de discos autorais, além de trilhas para cinema e televisão.. É também super requisitado como arranjador e produtor. Já trabalhou com os mais diversos artistas. Um cara de muita bagagem. 
Aqui temos dele, “Knight Soft Fantasy”, lp de 1979, ainda no auge da ‘dance music’. Com maestria, Deodato explora o ritmo e dita o compasso. Disco que cai bem numa pista de dança, assim como numa sala de som sofisticada de um audiófilo. Beleza de trabalho que vale a pena ouvir com atenção e sem restrições. Confiram…
 
space dust – sherlock
shazam
bachmania
knights of fantasy
lovely lady
 
 

Cidinho E O Som Tropical – Muito Suingue (1980)

Abrindo nosso último mês de 2024, vamos com este lp do Cidinho e a sua banda Som Tropical. Um disco muito procurado por dj’s e hoje em dia coisa rara. De fato, um disco com muito suingue e agrada bastante. Cidinho (Milcíades Teixeira) é um músico gaúcho, radicado nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Pianista, compositor e arranjador, iniciou a carreira nos anos 60. Músico de larga experiência, já trabalhou com músicos como Gilberto Gil, Simone, Gal Costa, Alaide Costa, Johnny Alf e muitos outros. “Muito suingue”, ao que parece, foi seu único disco gravado no Brasil.
 
é o seguinte
rumbafrica
sarará sem bandeira
tô dando um toque
morro de saudade
som maneiro
reggae do amor
meu estado civil
amor proibido
samba carinho e amor
nada restou
 
 

The Limelites – Sax Sex (1973)

Para fechar o mês, aqui vai um disco dos mais interessantes, The Limelites – Sax Sex. Um lp romântico e pelo título logo se percebe que se trata de uma trilha perfeita para um momento de amor. Música ambiente de motel, no tempo em que motel era algo mais discreto. The Limelites tocando ao fundo, corpos suados, cigarros acessos, o ar condionado refrescando os amantes… Eita, que era um tempo perfeito! Até na hora da foda a música era legal. The Limelites, por certo, era um conjunto de estúdio. No álbum não vem nenhuma informação sobre quem eram os músicos. Uma pena, pois é algo de chamar a atenção, inclusive dos gringos, que pelo menos no You Tube, em comentários, elogiam bastante a performance dos músicos. Recheado de sucessos internacionais marcantes, são dez músicas famosas, sendo duas delas sucessos de artistas nacionais que, na época, faziam de ‘artistas internacionais made in brazil’, no caso Chrystian, com  “Don’t say good bye” e o Light Reflections com “Tell me once again”. Se você ainda não ouviu, cola lá no GTM. Muito bom!
 
the shadows of your smile
last tango in paris
don’t mess with mister
the look of love
don’t say goodbye
fly me to the moon
killing me softly with his song
don’t misunderstand
the summer knows
tell me once again
 
 
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Pela Qualidade Da Nossa Geração (1980)

Existem coletâneas que podemos considerar impecáveis pela qualidade de sua seleção. Aqui ainda mais, pois se trata de uma coleta de alguns dos melhores artistas com discos lançados pela EMI no início dos anos 80. “Pela qualidade da nossa geração” é bem isso, um verdadeiro manifesto de uma época, quando ainda se fazia música popular de alto nível.
 
pela claridade da nossa casa – beto guedes
aguaceiro – teca e ricardo
ela – lô borges
clareana – joyce
joga na bandeira – wagner tiso
tô aqui te esperando – viva voz
aquele um – djavan
mais uma boca – fatima guedes
canção da américa – 14 bis
de volta ao começo – nana caymmi
dia de criação – claudio jorge
sol de primavera – beto guedes
 
 
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Grupo Acaba – Última Cheia (1989) 

Em nossa mostra de variedades fonomusicais, temos para hoje o Grupo Acaba. Conjunto musical regional nascido no Mato Grosso do Sul, no final dos anos 60 e cujo o trabalho é voltado ao folclore matogrossence e também sobre as questões ambientais do pantanal. O Grupo Acaba embora seja um conjunto semi-profissional, tem um carreira sólida e ao longo de mais de 50 anos de atividades participou de diversos projetos musicais em defesa do Pantanal. Gravaram uma dezena de discos, sendo este, “Última cheia” seu quarto lp, lançado de maneira independente. Já apresentamos aqui o primeiro disco, lançado pelo selo Marcus Pereira, em 79, mas por conta de algumas alterações acabou sendo deletado, mas vamos repostá-lo em breve.
 
papagaiada
fernando vieira
nos barrancos do rochedo
waradzu
raizes
nos mares de xaraés
cavalinho de apu
pássaro branco
vaca tucura boi pantaneiro
última cheia
assinatura
 
 
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Mário Reis (1967) 

E aqui, um lançamento da RCA em 1967, Mário Reis, um dos mais importantes e singulares cantores da era do rádio. Gravou dezenas de discos ao longo de quase cinquenta anos de atividades. Além de cantor, foi jogador de futebol pelo América do Rio, atuou como advogado, foi ator e também parceiro de Francisco Alves com quem gravou doze discos de 78 rpm. É ainda deste período, das bolachas de 78 rotações, já em carreira solo pela Victor, que estão reunidas neste lp doze registros de sucesso ao lado do grupo Diabos do Céu e também em dueto com Carmem Miranda.
 
agora é cinza
eva querida
a tua vida é um segredo
ridi palhaço
moreninha tropical
chegou a hora da fogueira
linda morena
alô alô
uma andorinha não faz verão
o sol nasceu pra todos
doutor em samba
isso é lá com santo antonio
 
 
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Sylvio Vianna – Mil e Uma Noites (1959)

Uma das curiosidades de Sylvio Vianna, pelo menos por aqui, ou ainda, nesta segunda vez/postagem são as capas dos discos. A primeira, no mínimo, divertida. Já esta, bem… totalmente fora do tempo e do contexto. As gravações, o disco “Mil e Uma Noites – Dançando no Cabaret” é de 1959. Este aqui é um relançamento de uns dez anos depois cujas a referências de capa se perderam, o que fez a gravadora lançar mão de uma nova arte. E vieram com esta. Bonita capa, mas não tem nada a ver e ouvir com o conteúdo, um disco. O que temos é o pianista Sylvio Vianna e seu conjunto desfilando uma série dançante com temas mistos, nacionais e internacionais
 
recado
non dimenticar
smoke gets inyour eyes
intermezzo da cavalleria rusticana
sem ti
secret love
mais um samba pra dançar
come prima
pione
amok
samba sincopado
quiereme mucho
 
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Ipanema Pop Orchestra – Bossa Nova for Swinging Lovers (1965) 

Temos desta vez uma curiosidade, disco de bossa nova editado na Austrália. Trata-se de um dos discos gravados pela Ipanema Pop Orchestra, uma orquestra de estúdio com orquestradores/arranjadores encabeçada por nomes como Eumir Deodato, Luiz Eça e Cipó. Este disco foi editado também na Europa e Estados Unidos e no caso, com outras capas. Um autêntico disco de Bossa Nova, da melhor qualidade, recheado de clássicos do gênero. Tipo exportação 😉
 
o barquinho
garota de ipanema
insensatez
vivo sonhando
amor e paz
rio
desafinado
consolação
samba de uma nota só
corcovado
berimbau
meditação
 
 
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Bossa Velha Sempre Nova (1963) 

“Bossa Velha Sempre Nova”, eis aqui uma boa sacada de gravadoras no tempo em que havia indústria fonográfica. No caso, trata-se de uma coletânea de gravadora, no caso, a Copacana. Justamente num momento da Bossa Nova, a gravadora lança este lp, uma coletânea de sucessos extraída de outros discos e diferentes artistas de seu ‘cast’. Uma ideia muito boa, com apresentação de Sérgio Porto: “Eis 12 dos maiores compositores brasileiros, 12 das melhores músicas brasileiras, interpretadas por alguns dos nosso maiores artistas, com Roberto Silva, Marisa, Jorge Veiga, Titulares do Ritmo e Gilberto Alves.”
Taí uma seleção inteligente, bem pensada e da melhor qualidade. 🙂
 
palpite infeliz – roberto silva
gosto que me enrosco – gilberto alves
leva meu samba – marisa
faustina – jorge veiga
se acaso você chegasse – roberto silva
minha cabrocha – gilberto alves
gavião cascudo – gilberto alves
falsa baiana – roberto silva
maria boa – titulares do ritmo
acertei no milhar – jorge veiga
pombo correio – gilberto alves
rancho fundo – roberto silva
 
 
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Nana Vasconcelos & The Bush Dancers – Rain Dance (1989)

Aqui temos Naná Vasconcelos em um disco que, curiosamente, não consta na discografia oficial de seu site. Por certo, uma falha na lista. Mas estamos aqui também para lembrar 🙂
“Rain Dance” é um lp de Naná acompanhado pelo The Bush Dance, grupo formado com  o percussionista, inventor de instrumentos Cyro Baptista, o contrabaixista Sérgio Brandão que tocava como Arto Lindsay e o músico suíço Teese Gohl que trabalha com trilhas de cinema. “Rain Dance” foi lançado para o mercado internacional, mas teve também lançamento aqui no Brasil. Este disco faz parte do catálogo do selo inglês Antilles New Directions, da Island Records, dedicado ao jazz e ao longo de sua existência ampliando seu leque com os mais diferentes músicos e gêneros instrumentais na linha ‘world/new age’ e coisas parecidas., ou seja, música do mundo.
 
bird boy
anrrie – rain dance
push dance
eh bahia
cantei oba
batida
olhos azuis
pasha love
bentivi – festa
 
 

Nalva Aguiar – Foi Bom Voce Chegar (1973)

Vamos hoje com a cantora Nalva Aguiar. Já apresentamos ela aqui no Toque Musical, em resenha do nosso saudoso Samuca. E a ele nos recorremos, replicando parte do seu texto na primeira postagem:
O TM põe hoje em foco uma cantora surgida nos tempos da Jovem Guarda, que, a exemplo de Sérgio Reis, abrigou-se entre os intérpretes de música sertaneja. Trata-se de Nalva de Fátima Aguiar, mineira de Tupaciguara, nascida em 9 de outubro de 1945, e carinhosamente conhecida como rainha das festas de peão de boiadeiro, título que ganhou por cinco vezes. Filha de um alfaiate que tornou-se dono de hotel, Nalva sonhava em ser cantora desde muito pequena, e com sete anos já estudava acordeão, instrumento do qual tornou-se mais tarde professora. Um pouco mais tarde, passou a cantar em festas e rádios do Triângulo Mineiro, e na TV Triângulo de Uberlândia . Na primeira metade dos anos 1960, participou de um disco da dupla Nízio e Nestor. Em 1966, atraída pela Jovem Guarda, mudou-se para São Paulo e gravou seu primeiro disco, um compacto simples com as músicas “Garota diferente” e “É o amor”. Um ano depois, representou Minas Gerais em um concurso da lendária Rádio Nacional do Rio, interpretando, em inglês, o clássico country “Jambalaya”. Atuou ainda no cinema, em filmes como “Adorável trapalhão”, “Dois mil anos de confusão” e “O conto do vigário”. Em 1971, gravou seu primeiro LP, “Nalva”, fazendo sucesso com “José (Joseph)”, do francês Georges Moustaki em versão de Nara Leão, já gravada antes por Rita Lee. Em meados da década de 1970, passou a dedicar-se à música sertaneja, lançando, em 1975, um compacto simples com “Beijinho doce”, de Nhô Pai, regravação de um antigo sucesso das Irmãs Castro, que interpretara no filme “O conto do vigário”, e vendendo mais de 500 mil cópias. Tornou-se uma das mais importantes figuras femininas da música sertaneja, e é pioneira do gênero. Nos anos 90, afastou-se das gravações, tendo morado durante longo período na América do Note, entre o Canadá e os EUA, onde recebeu o título de “Rainha da Música Country no Brasil”. Voltou ao disco em 1999, lançando um CD com participações especiais de Chitãozinho e Xororó, Ivan Lins, Sérgio Reis e do locutor de rodeios Barra Mansa. Em 2010, foi uma das convidadas de Roberto Carlos para o especial de TV “Emoções sertanejas”, lançado depois em CD duplo.
E desta vez trazemos o seu segundo lp, lançado CBS, através do selo Epic, em 1973. Uma produção artística de Mauro Motta, na qual Nalva Aguiar nos apresenta um repertório romantico-pop-sertanejo fortemente influenciado pela música country americana.
 
terminou tudo assim
que vai ser do meu futuro sem você
é sempre assim
o fim do amor
foi bom você chegar
isso sim é amor
quero que volte
não me interessa mais você
mais uma vez vou te perder
todos dizem que mudei
minha vida sem você
se eu pudesse
 
 
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Simonetti – Dançe Com Simonetti (1961)

E aqui, mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, Simonetti e sua orquestra. Este pianista, compositor e maestro italiano, que passou uma boa temporada no Brasil, acabou também fazendo parte da história da música popular brasileira, participando de dezenas de discos. Foi o maestro da orquestra da gravadora RGE e por esse selo ele lançou diversos discos, como os já apresentamos em outros momentos. Agora, vamos com “Dance com Simonetti”, disco de 1961. Um lp voltado para o público jovem da época e talvez um dos últimos gravados aqui no Brasil antes de voltar para a Itália.
 
o home do braço de ouro
chá chaá chaá egypcio
blue moon
babá de mulher
bombay
brasil 61
the exodus song
c’est magnifique
la habanera
tonight my love tonight
the continental
sheherazade
 
 
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Moura Junior – Embolabalanço (1964)

Há algum tempo atrás recebemos um lote enorme de gravações/discos digitalizados de alguém que pensava em nos dar uma colaboração. Havia muita coisa nesse lote, inclusive, arquivos de postagens aqui do Toque Musical. Se tratava, por certo, de alguém que coleciona que garimpa música em arquivos digitais. Este lote ficou esquecido aqui por esse tempo, mas agora estamos começando a explorar o que ele tem para nos oferecer. E então aparece isso, “Embolabalanço”, com Moura Junior. Um disco muito curioso, ou melhor dizendo, interessante e mais ainda, obscuro e raro. Lançado pela Companhia Brasileira de Discos, selo Philips e ao que tudo indica, em 1964. Informações sobre Moura Junior, só mesmo o que se lê na contracapa. Sabemos que Moura Junior foi um artista pernambucano, que gravou também outros discos. E aqui em “Embolabalanço” podemos ver e ouvir o cantor numa seleção de repertório dos mais interessantes que busca valorizar a música regional do norte e nordeste através de arranjos então modernos do maestro Guerra Peixe que busca fundir com elementos e a leveza da bossa nova. Não bastasse, ainda temos um time de músicos de primeiríssima, que dá a esse trabalho toda a garantia de qualidade que ele merece. O texto de contracapa é de ninguém menos que Antonio Carlos Jobim, que também está presente em duas das faixas deste disco. Precisa de dizer mais alguma coisa? Precisa, mas vamos logo procurar, pois numa próxima oportunidade a gente traz também outros discos deste artista. Confiram, vale muito a pena…
 
caminho de pedra
moinho d’agua
maria moita
galo de briga
lamento amor, mas é o fim
amoroso
vida ruim
morena do grotão
não tá certo não
nascer baiano
vida bela
saudades de maceió
 
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Radamés Aida E Sandoval – Brasiliana 7 E 8 (1958)

Eis aqui um lp, de dez polegadas, que merece toda a nossa atenção. Radamés Gnattali, sua irmã, pianista e professora Aida Gnattali e o saxofonista Sandoval Dias, um momento que é também histórico na música brasileira. Aqui, Radamés nos apresenta a série “Brasiliana Nº 7 e 8” com peças para piano e saxofone. Como se pode ver, na contracapa, há toda informação necessária sobre este disco.  Simplesmente maravilhoso e por certo, merecedor de uma reedição em cd em 1998, ou seja, 40 anos depois. Para quem necessida da obra material, ainda é possível encontrar a vesão em cd.
 
variações sobre um tema de viola
samba canção
choro
schottish
valsa
choro
 
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Conjunto Sergio Carvalho – Ritmo Dança Alegria (1968)

Mais uma vez, em nosso Toque Musical, Sérgio Carvalho e seu conjunto apresentando o lp “Ritmo Dança Alegria”, lançado em 1968 pela Companhia Brasileira de Discos e Selo Philips. Um disco com aquela cara (se é que sonoridade tem cara) dos saudosos anos 60. Sergio Carvalho e seu conjunto desfilam um repertório então moderno, da época, com temas em ‘pot-pourri’, nacionais e internacionais. Sucessos pop que ganham arranjos bem interessantes. Disco bem gostoso de ouvir, por isso não podia faltar 🙂
 
canzone per te
adieu a la nuit
l’amour est bleu
the look of love
san francisco
o homem proibido
malayisha
pata pata
suck ‘um up
alegria alegria
ponteio
até quarta feira
noite dos mascarados
amor de carnaval
triste madrugada
voltei
você voltou
gana
 
 
 
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Steve Bernard E Seu Conjunto – Mosaico (1958) 

E aqui, mais uma vez marcando presença, Steve Bernard, ou ainda Stephen Bernahardt, organista e pianista romeno radicado no Brasil no início dos anos 50. Fez muito sucesso por aqui, no Brasil, tocando nas principais boates do Rio de Janeiro. Já apresentamos no Toque Musical outros discos dele. Aqui temos este lp, “Mosaio”, de 1958, um disco ainda no formato 10 polegadas, produzido pela Odeon. Neste álbum, como o próprio título indica, temos um repertório misto, com músicas de sucesso, de compositores nacionais e internacionais. Seleção boa, com destaque para o instrumental, “Se todos fossem iguais a você”, de Antonio Carlos Jobim…
 
o apito no samba
love me forever
cabuloso
ouça
an affair
to remember
choro de criança
hora stacatto
gadu namorando
wild is the wind
ay cosita linda
se todos fossem iguais a você
por quanto tempo
 
 
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Kyd Bayano – Compacto (1975)

Curiosidades que cabem como uma luva em nosso blog Toque Musical. Aqui temos este compacto da Odeon, lançado em 1975, trazendo o cantor e compositor Kid Bayano, que como o próprio nome indica, trata-se de um arista baiano, vindo lá de Feira de Santana. Ele foi morar no Rio de Janeiro, nos anos 60, em busca do sonho de se tornar músico profissional. Por mais de 20 anos ele esteve trabalhando com os mais diversos artista, tocando violão e guitarra. Acompanhou músicos da Jovem Guarda, músicos populares e até Nelson Gonçalves. Trabaqlho também em boates e casas noturnas do Rio. Conseguiu finalmente, em 75 gravar este compacto que aqui apresentamos. Influenciado musicalmente por seus conterraneos, compôs em parceiria com outro, ‘Pitter Pitter’ dois sambas bem suingados e curiosos, pois são quase plágios descarados e em especial a faixa “Eu não tenho onde morar”, titulo também do clássico de Caymmi e que como esta tem o mesmo refrão, ou parte dele e da melodia. Não sei como Caymmi, ou seus empresários deixaram passar isso. O certo é que Kid Baiano acabou não vingando e voltou para Feira de Santana. Seu nome voltou a tona quando alguns dj’s descobriram esse disquinho, que soa muito bem nas discotecagens. Confiram…
 
roda baiana
eu não tenho onde morar
 
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João De Barro Braguinha – Claudio Santoro – Prêmio Shell Para A Música Brasileira (1985)

Desta vez temos um lp lançado de Selo Kuarup. Disco esse sem finalidade comercial, pois se trata de um produto que faz parte do pacote Prêmio Shell de Músíca, no ano de 1985. O Prêmio Shell é um evento cultural patrocinado pela empresa Shell do Brasil. Criado em 1981, tem como finalidade premiar, incentivar e homenagear grandes artistas da música brasileira. A cada ano são escolhidos até dois artistas de destaque para essa homenagem. Neste, temos dois compositores importantes, um da música popular, o Braguinha, outro, Cláudio Santoro representando a música erudita. No presente álbum, temos para cada lado uma seleção com algumas de suas obras mais representativas. No caso, diferntes artistas e gravações que marcaram. Curiosidade que vale a pena ouvir 🙂
 
balancê – gal costa
copacabana – dick farney
pastorinhas – silvio caldas
anda luzia – maria bethania
cantoras do rádio – aurora e carmem miranda
pirata da perna de pau – nuno rolland
touradas de madri – almirante
primavera no rio – dalva de oliveira
carinhoso – elis regina
cinco prelúdios de amor – aldo baldin e lilian barreto
quatro prelúdios para piano – lilian barreto
ponteio – orquestra sinfônica de moscou (regida pelo autor)
 
 
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Sonia Mello – Grandes Mulheres Grandes Sucessos (1980)

Temos aqui, Sonia Mello… Um bom exemplo de artista moldado pela indústria fonográfica. Não que boa parte dos artistas, no auge da produção dessa indústria, deixasse de passar por isso. Poucos na verdade, são (ou foram) os artistas que tiveram total liberdade na produção e direção de seus discos, aliás, dos seus trabalhos. Na verdade, o que queremos dizer é que existem duas classes de artistas nesse então mundo fonográfico: os artistas que naturalmente criam músicas, quem tem um trabalho autoral e os que são contratados, cooptados, formados ou moldados para atender a uma demanda essencialmente comercial. Sonia Mello é parte dessa segunda classe. Trata-se de uma moça, ainda muito nova, colegial, que gostava de ficar nas portas de gravadoras tietando os artistas. Foi vista pelo produtor Nilton Miranda, talvez encantado pela moçoila, levou ela para uns testes no estúdio, sendo em seguida contratada pela Odeon. Seu grande feito, ou que dá a essa cantora um certo destaque foi ter gravado um primeiro disco com um repertório exclusivamente de Roberto e Erasmo Carlos. Uma produção, por certo encomendada, pois algumas dessas músicas foram usadas em temas de novelas (saía mais barato usar um intéprete do que o autor). E foi regravando músicas do RC e aparecendo em programas de auditório que Sonia Mello conseguiu se destacar. Gravou somente para a Odeon dois lps com músicas de Roberto e Erasmo, um compacto duplo e este último lp, “Grandes Mulheres Grandes Sucessos”. Como os demais, este foi outro disco onde a gravadora aposta numa coletânea de sucessos de outras cantoras e de diferentes gravadoras e para isso, coloca a Sonia Mello numa interpretação que nada mais é que um ‘cover’, mantendo sempre os mesmos arranjos. Enfim, nessa condição, a cantora tem aqui apenas a função de incluir sua voz. E frente às gravações originais, dá uma certa preguiça ouvir e uma inevitável comparação.
Sonia Mello após esses discos, desapareceu da mídia e ao que se sabe, se afastou do meio artístico. Hoje, virou apenas uma lembrança para um pequeno grupo de fãs no Facebook. Aliás, ao visitar o perfil da ex-cantora, inevitavelmente nos deparamos com fotos de seu ‘mito’. A mulher se tornou uma apoiadora do crápula golpista. Agora a gente entende de onde vem tanto ressentimento… 
 
momentos
folhetim
grito de alerta
nosso estranho amor
foi deus quem fez você
clareana
começar de novo
menino do rio
mania de você
amor meu grande amor
romaria
 
 
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Moleque De Rua (1991)

E seguimos nossas postagens trazendo hoje o Moleque de Rua, grupo formado por jovens da periferia de São Paulo, no final dos anos 80. Ganhou destaque por conta de seus integrantes criarem instrumentos ritmicos a partir de sucatas, de materiais como latas, tubos e tambores. Criando também as suas próprias músicas, o Moleque de Rua foi assunto no Fantástico, programa da TV Globo. Em 1991 tiveram então a oportunidade de gravarem este disco, produzido por Charles Gavin, dos Titãs.
 
rap do moleque
herodes
pagode japonês
fim de feira
zé do brasil
os insetos
o sósia
assaltar papai noel
dor de dente
filosofia do bom malandro
ensaio geral
 
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K-Ximbinho – Saudades De Um Clarinete (1981) 

Aqui um disco bem bacana de um dos grandes músicos brasileiros, Sebastião de Barros, ou como se tornou conhecido, K-Ximbinho, instrumentista, compositor, arranjador e regente. Considerado como um dos mais originais instrumentistas de sua geração, atuou tanto em orquestras populares como em regionais, grupos de choro e jazz. Este disco foi gravado no intúito de ser o primeiro lançamento de um selo/gravadora independente idealizado por Chico Buarque, Paulinho da Viola, o pessoal do MPB-4, Fernando Faro e Toninho Morais. Porém, conforme nos cona Aluízio Falcão, no texto de contracapa, o projeto não vingou. A gravação acabou engavetada. Nesse meio tempo, K-Ximbinho veio a falecer. O projeto foi resgatado no ano seguinte e o disco acabou saíndo pelo selo Eldorado.
Sem dúvida, um trabalho maravilhoso de se ouvir. Quem não conhece, a gente recomenda… 
 
eu quero é sossego
sempre
meiguice
tô sempre aí
gilka
mais uma vez
velhos companheiros
penumbra
simoninha na barra
ternura
autoplagio
catita
 
 
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Quarteto Em Cy – Em 1000 kilohertz (1979)

O toque de hoje é o Quarteto em Cy, Em 1.000 Kilohertz, um dos muitos e excelentes álbuns deste quarteto vocal feminino fantático, que se iniciou com as irmãs, Cyva, Cybele, Cynara e Cylene, nos anos 60. O grupo, ao longo de cinco décadas, teve várias formações, com outras cantoras substintundo as que foram saíndo. O Quarteto em Cy gravou dezenas de disco, uma discografia exemplar que carece maior reconhecimento, ou conhecimento por parte de um público que não chegou a conhecer esse grupo vocal. “Em 1.000 Kilohertz, disco de 1979, a formação do quarteto era Cyva, Cynara, Sônia e Dorinha Tapajós. A direção musical é de Luiz Claudio Ramos. O repertório, como sempre, impecável, 
é parte do show com o mesmo nome, levado a público em junho de 79, no Teatro Vanucci, no Rio de Janeiro.
 
sim ou não
feminina
passageiro
nada além
feira das almas
bom dia
maria maria
vinho amargo
nadando no seco
a cidade contra o crime
sabiá
 
 
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Tibor E Sua Orquestra – Ray-O-Vac 3 (1969)

Seguindo em nosso ‘drops sortido’, temos aqui mais um exemplar Ray-O-Vac. Para aqueles que já seguem o nosso Toque Musical a mais tempo, há de lembrar de outros discos desta série promocional, lançada em 1969 pelo obscuro selo PAT Records, trazendo o maestro Tibor Reisner e sua orquestra. 
Vamos repetir aqui, praticamente, o mesmo texto de uma outra postagem desta série de 4 volumes…
Lançado como promoção das pilhas Ray-O-Vac, este lp nos traz um encontro exclusivo com o maestro e arranjador Tibor Reisner e sua orquestra. Por certo, a maioria das pessoas não fazem ideia de quem foi este músico. Húngaro naturalizado brasileiro, o maestro Tibor viveu e atuou em Joinville – SC por muitos anos. Foi regente da extinta Orquestra Filarmônica-Lyra e diretor da Escola de Música Villa Lobos, ambas nessa cidade. Nos últimos anos de vida mudou-se para São Paulo, depois de ter amargado o desgosto de não conseguir criar em sua cidade uma Orquestra Sinfônica. Segundo informações, ele vivia sozinho em São Paulo. Já doente, foi resgatado por amigos e levado de volta a Joinville. Seu único parente era uma irmã que veio da Alemanha para cuidar dele. Levou-o de volta para a capital paulista para tratamentos. Faleceu aos 73 anos, em 1999. Deixou uma obra volumosa, inédita e inacaba.
Neste álbum promocional, encontramos o arranjador, regente e instrumentista a frente de uma pequena orquestra formada por músicos estudantes, possivelmente da sua Escola de Música Villa Lobos. O repertório, como nos demais discos já apresentados traz em ‘pot pourri’  uma série mista com temas nacionais e internacionais, sucessos dos anos 60. Um trabalho feito exclusivamente para o disco promocional das populares pilhas ‘amarelinhas’ para agradar a todo tipo de público daquela época.
 
afrikan beat
garota de ipanema
balanço zona sul
samba de verão
hully gully portugues
coimbra
uma canção portuguesa
la bamba
amore scusame
monn river
mavie
red roses for a blue lady
san farncisco
i could have dance all night
ganz paris treumt von der liebe
sur le ciel de paris
sur le pont de paris
madmoiselle de paris
le petit valse
 
 
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Jan Garbarek John Abercombie Nana Vasconcelos – Eventyr (1983)

Que salada mista está sendo este mês de novembro. Cada dia algo diferente, alegrando gregos, troianos e quem mais chegar. Na postagem de hoje nosso destaque é para o genial Naná Vasconcelos. Como sabemos, ele construiu uma sólida carreira internacional se tornando um dos mais respeitáveis percursionistas mundiais. Tocou com inúmeros artistas, estando presente em dezenas de discos nacionais e internacionais. Aqui temos ele em sua fase tocando e gravando pelo conceituado selo ECM, dedicado a música instrumental jazzistica. Já apresentamos Naná em outro disco desta gravadora e agora trazemos “Eventyr”, trabalho que ele participa ao lado do saxofonista Jan Garbarek e do violonista e guitarrista John Abercrombie, gravado no início dos anos 80.
 
soria maria
liliekort
eventyr
weaving a garland
once upon a time
the companion
snipp snapp snute
east of the sum and west of the moon
 
 
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Astrud Gilberto – I Haven’t Got Anything Better To Do (1969)

Seguinos desta vez com a cantora brasileira radicada nos Estados Unidos, Astrud Gilberto, artista já apresentada em nosso Toque Musical diversas vezes. Volta, literalmente, a mostrar a cara neste lp, “I Haven’t Got Anything Better To Do”, pelo conceituado selo americano Verve, lançado também no Brasil, em 1969. Um repertório pop com arranjos e regência de Albert Gorconi. O interessante para nós neste disco é a última faixa do lado A, a música de Dori Caymmi e Nelson Motta, “O mar é meu chão” que ganha uma versão em inglês,”The sea is my soil”.
 
a time for us
i haven’t got anything better to do
didn’t we
wailing of the willow
where’s the love
the sea is my soil
trains and boats and planes
world stop turning
without him
weesmall hours
if
 
 
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