E aqui temos o ator e humorista Lúcio Mauro, um dos pioneiros da televisão, conhecido por sua versatilidade em personagens icônicos em programas como “Balança mais não caí”, “Zorra Total” e “Escolinha do Professor Raimundo”. Ele também atuou no teatro e no cinema. E como muitos outros artistas de sua época, também transitou pelo mundo fonográfico. Aqui temos ele em dois emocionantes monólogos…
Temos desta vez, o grande João do Vale, um artista que aqui já dispensa maiores apresentações. Cantor e compositor maranhense, autor de vários clássicos, conhecido como o ‘poeta do povo’, ícone da música nordestina, famoso por obras como “Carcará”, “Pisa na fulô” e “Peba na pimenta”. Aqui temos dele este compacto duplo, seu primeiro disquinho de 7 polegadas, lançado pelo selo Philips, em 1967. Uma maravilha…
Hoje temos a presença de Maria Claudia, atriz muito atuante no final dos anos 60 e durante os 70. Por certo, muitos irão lembrar dela em diversas novelas, também atuou no teatro e no cinema. Era belíssima, um das mais belas atrizes da época. Entre os muitos trabalhos que fez, sobrou uma pausinha, na qual ela teve a oportunidade de gravar duas músicas da trilha da novela “Assim na terra como no céu”, de 1970, novela essa que ela também participou. Porém, as duas músicas que ela canta neste compacto da RCA, não são as mesmas versões originais da trama. Vale a pena conhecer…
Mais um disquinho raro, lanaçado pelo selo Elektra, em 1983, trazendo a cantora e compositora carioca Malu Vianna. Este foi seu primeiro e único trabalho autoral. Também participou da coletânea Rock Voador junto com outros artistas do pop/rock nacional. Malu iniciou sua carreira participando de festivais. Trabalhou com grandes artistas da nossa mpb fazendo backing vocal. Durante toda a década de 80 ela trabalho na Rede Globo gravando vinhetas dos mais diversos programas da emissora. Infelizmente, faleceu prematuramente, em agosto de 1996.
Mais uma curiosidade musical para vocês conhecerem, ou relembrarem. Lançado em 1978, através de um selo americano multinacional, Capitol, o grupo vocal feminino Caras & Bocas foi um projeto que se baseou no sucesso das Frenéticas. Seguindo a mesma receita, criaram esse quarteto no mesmo estilo, mas que infelizmente não decolou. Mesmo aparecendo em diversos programas de tv e também tocando em algumas rádios, o conjunto não emplacou a ponto de lançarem um lp. Acabaram ficando neste único compacto.
Mais uma cantora, desta vez temos a ‘fada loura’ Morgana, artista que também já apresentamos outras vezes aqui no nosso Toque Musical. Famosa por sucessos como “Serenata do Adeus”. Era uma cantora versátil tanto com gêneros quanto com músicas em outro idioma.
Desta vez, por se tratar de compacto, vamos postando dois dos seus disquinhos lançados em 1965 e 66, com sucessos que marcaram sua carreira…
Entre os obscuros, coisa que não falta no universo dos compactos, temos desta vez o disquinho da cantora Maria Stella. Infelizmente, o pouco que sabemos é que se trata de uma produção do selo Caravelle e que foi lançado em 1976. Compacto simples tranzendo músicas de Arnaud Rodrigues, Mirabeau e Jorge Gonçalves. Vale a pena conhecer e conferir. Logo alguém coloca no Youtube…
A cantora Brigite, cujo verdadeiro nome era Irene Andrade, teve sua carreira marcada principalmente pela participação no movimento da Jovem Guarda, nos anos 60. Já a apresentamos aqui no Toque Musical. Ela ficou mais conhecida através de seus compactos e participação em coletâneas. Foi uma das primeiras cantoras a gravar “Viola enluarada”, de Marcos e Paulo Cesar Valle. Aqui temos ela neste compacto de 1967 trazendo duas canções…
Em nossa variada mostra de discos de sete polegadas, vamos agora com este compacto, um dos primeiros lançados em 1957 pela Odeon e ainda em 45 rpm. Temos aqui a cantora Wilma Bentivegna, artista que em outros tempos apresentamos no Toque Musical, inclusive o lp onde constam as quatro canções deste compacto duplo, certamente lançado com antecedência antes do discão de 12 polegadas. Wilma fez muito sucesso com essa canção, uma versão para um clássico de Edith Piaf. E este compacto é algo bem raro. Uma curiosidade que não pode faltar aqui neste nosse espaço fonomusical 🙂
Seguimos trazendo agora a trilha da peça “Brincando em cima daquilo”, com textos de Dário Fo e Franca Rame. Peça encenada pela atriz Marília Pêra e neste disquinho, um compacto duplo com cinco faixas, todas assinadas por Oswaldo Montenegro, que também participa ativamente tocando e cantando. Com esta peça, Marília Pêra conquistou seu terceiro prêmio Molière de teatro.
Hoje temos este compacto lançado em 1971 pela RCA trazendo o ator, comediante, produtor, dublador e também cantor, o paulista Roberto Marquis que resolveu adotar o nome de um de seus personagens, o Teobaldo. Ele era famoso em comerciais e também em programas humoristicos como o personagem ‘guarda Juju’. Além deste compacto, Teobaldo gravou também algumas marchinhas de carnaval.
Outro compacto curioso é este aqui do Bourbon Blues Band, um grupo brasileiro que surgiu apenas para gravar a versão do clássico sertanejo “Fuscão Preto”, música que foi eternizada inclusive no cinema. Aqui, ela se torna “Black Mustang”, uma versão em inglês, onde fusca dá lugar a um Mustang e o estilo sertanejo vira uma espécie de bluegrass. Curioso…
E aqui temos mais uma vez, Benito Di Paula, um artista que dispensa maiores apresentações. Temos dele este compacto, lançado pela Copacabana, em 1968. Compacto simples com duas canções, mas que chama a atenção pela faixa de destaque: “Andança”. À primeira vista, passa a ideia de que seja a composição de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi, música essa imortalizada por Beth Carvalho no Festival Internacional da Canção.Curiosamente, este disquinho e essa música foi lançado também em 1968. Seria uma feliz coincidência duas músicas com o mesmo nome e do mesmo ano? Ouvindo, a gente percebe que há mais coisas em comum entre as duas músicas…
Depois de uma pausa merecida durante o mês de novembro, retomamos nossos toques e desta vez e novamente trazendo uma seleção mista e aleatória dos mais variados discos de 7 polegadas, também conhecidos como ‘compactos’.
Começamos trazendo Almir Ricardi, um artista que iniciou sua carreira nos anos 60, no movimento da Jovem Guarda (segundo contam, Alimir era primo de Erasmo Carlos) e depois seguiu as trilhas da soul e funk music tupiniquim. Por conta dessa onda ‘soul’, ganhou certa notoriedade entre DJ’s, principalmente por conta do lp “Festa”, com produção de Lincoln Olivetti e Robson Jorge e também, claro, partindo deste compacto, também com produção da dupla e que por certo impulsionou o lançamento da “Festa” alguns anos depois.
Em meio a esse leque de variedades, hoje vamos mais uma vez trazendo o grupo Pholhas. Já postamos aqui pelo menos uns três discos dessa banda paulista que fez muito sucesso cantando em inglês, numa época em que era essa a grande sacada comercial da indústria fonográfica brasileira. Desta vez vamos apresentando aqui uma versão em espanhol do primeiro disco que eles gravaram, o Dead Faces, álbum originalmente lançado em 1972. Este lp, foi lançado na Espanha em 1975, trazendo uma nova capa, porém, as músicas são as mesmas do disco original e que por acaso não chegamos a postar. Assim, garantimos agora a sua apresentação como uma das muitas curiosidades (tradicionalmente) do Toque Musical.
Fechando nossa última semana ‘temática’ com os portugueses, vamos, pois, com Julio Pereira, músico, compositor, multi-instrumentista das cordas e produtor. Iniciou a carreira tocando em bandas de rock nos anos 70 (Xarhanga e Petrus Castrus), mas logo passou a se dedicar à música tradicional portuguesa, porém dentro de uma nova concepção artística. Podemos dizer que a música que ele faz, numa linguagem internacional, é o folk português. Aqui temos ele em “Cavaquinho”, álbum lançado em 1981. Um disco onde ele explora com maestria o cavaquinho português, que é diferente do cavaquinho que aqui no Brasil se toca no samba. Este lp de Julio Pereira é verdadeiramente interessante, totalmente instrumental, ‘world music’ total. Vale a pena conhecer…
Em nossa mostra portuguesa, temos agora Luis Cilia, um dos grandes nomes da chamada ‘música de intervenção’, aqui no Brasil conhecida como ‘música de protesto’. É um artista que nasceu em Angola, mas fez sua formação em Portugal. Por conta de seu posicionamento político, teve que se exilar na França. Gravou dezenas de discos e produziu trilhas para teatro, cinema e dança.
Aqui temos dele “Contra a ideia da violência a violência da ideia”, quinto álbum autoral, disco gravado na França pelo selo Le Chant Du Monde, em 1973, porém lançado em 74 antes da Revolução de Abril. No álbum inclui poemas musicados de alguns expressivos poetas portugueses daquela geração. Este disco é considerado um de seus melhores trabalhos.
pátria lugar de exilio
gabriel
cantiga de amigo
fecundou-te
canto de esperança
contra a ideia da violência e a violência da ideia
Seguindo na sessão portuguesa, temos Luís Fernando de Souza Pires de Goes, que foi um cantor e compositor, considerado um dos expoentes da chamada ‘canção de Coimbra’ e do fado. Famoso por sua voz marcante e interpretação. Também era médico. Segundo consta, era um ícone da música estudantil e popular portuguesa.
E aqui temos dele este lp, “Canções de Amor e de Espeerança”, um disco autoral, gravado em 1971. As composições são suas e também (boa parte) de Leonel Neves. Um trabalho simples, gravado em poucas horas de estúdio, mas cujo resultado é surpreendente. Por certo, mais um clássico da música portuguesa. Vale a pena conhecer…
Mais um disco da música portuguesa que vale a pena conhecer. Aqui temos o Trovante, grupo formado nos anos 70. Gravou alguns discos, porém foi “Baile no bosque” o trabalho mais expressivo. Lançado originalmente em 1981, este disco marcou a consolidação do sucesso do grupo, sendo considerado um dos marcos da música popular portuguesa. O álbum inclui várias canções que se tornaram clássicos por lá. Mas é “Balada das Sete Sais” o maior sucesso. Confiram…
Aqui outro disco bacana da música popular portuguesa que vale a pena conhecer, Quarteto 1111, em seu primeiro álbum. Um trabalho contestador que foi logo reprimido, proibido durante anos pela ditadura portuguesa. Era um disco moderno pra a época com canções que denunciavam o racismo, a imigração causada pela pobreza, questões humanistas de igualdade, assuntos enfim que eram nitidamente de esquerda, o que o levou a ser recolhido pelo regime militar. Mas antes de ser um disco de contextação (não diretamente de protesto), é u trabalho musical de qualidade, bem executado e bem gravado. Um disco fundamental na fonografia portuguesa.
Hoje e talvez nos próximos dias iremos teremos a presença de artistas portugueses. Nosso Toque Musical, como todos devem saber, é voltado para a fonografia brasileira, mas eventualmente contamos também com discos que trazem alguma relação com o Brasil e os portugueses a gente nem precisa falar, né? Já apresentamos aqui dezenas de discos de Portugal, em lps e compactos. Desta vez, apenas alguns que não podiam faltar.
Mais uma vez trazemos o cantor, compositor, escritor e poeta Sergio Godinho, um dos mais importantes artistas da música popular portuguesa e também da chamada ‘musica de intervenção’, que aqui no Brasil chamamos de música de protesto.
“De pequenino se torce o destino” é um trabalho de destaque em sua discografia, lançado em 1976. A música “Os demónios D’Alcácer Quibir” foi tema do filme de mesmo nome, do cineasta português José Fonseca e Costa. O disco, no todo, é realmente muito bom e vale a pena ouvir e conhecer. Confiram no GTM…
Entre os diversos discos de música erudita brasileira temos este aqui que é uma autêntica raridade, pois não há quase nenhuma informação sobre o disco e também sobre o compositor, Walter Schultz Portoalegre. O pouco que temos é mesmo o que consta no texto de contracapa e algumas ‘dicas da IA’ que a gente nem sempre pode confiar. Mas, enfim, aqui temos este compositor, que segundo consta era gaúcho, de origem alemã. Figura de relevância no cenário musical do Rio Grande do Sul. Sua formação e atuação foram multifacetadas, envolvendo música, teatro e cinema. “Sinfonia Amazônica” é talvez sua obra mais importante, embora não haja hoje nenhuma informação a seu respeito acessível ao grande público. Segundo consta, sua obra foi objeto de estudos acadêmicos que abordam como ele incorporou a cultura regional gaúcha e brasileira em suas composições, superando a herança cultural germânica de sua família. “Sinfonia Amazônica” é uma peça inspirada numa experiêncial visual, uma tomada cinematográfica e sua própria trilha. Muito interessante…
Ainda dentro do cenário da música erudita, temos hoje a presença de Iberê Gomes Grosso, um dos mais importantes violoncelistas brasileiro. Também professor que formou inúmeros outros grandes músicos brasileiros. É amplamente considerando um dos principais celista brasileiro, reconhecido internacionalmente. Neste lp, uma homenagem, como o próprio título do disco já nos indica, temos do lado A, o solista interpretando Radamés Gnatalli e Bruno Kiefer. No lado B a homenagem, através de seus ex-alunos interpretando obras que por ele foram executadas e gravadas. É, sem dúvida, um disco que agrada mesmo a quem não é muito fã de música erudita. Vale a pena ouvir e conhecer…
Temos hoje outro disco com tons eruditos, “Rio de Janeiro, Album Pitoresco Musical”, uma releitura com a pianista Clara Sverner de um trabalho musical editado originalmente em 1856, umlivro de partituras contendo litogravuras de J. Martinet e composições dos amis destacados compositores do século XIX. Essa obra teve outras edições e mais recentemente (2014) foi novamente reeditado.Porém, aqui nesta versão fonográfica, focada especificamente na música, reúne as músicas deste Album Pitiresco Musical do Rio de Janeiro, mais a música do compositor francês Darius Milhaud, no caso a Suite de Danças, “Saudades do Brasil”.
Por certo, o texto da contracapa explica melhor este trabalho que tem fundamental importancia no contexto histórico-musical brasileiro.
Vez por outra a gente tem que lembrar aqui que o Toque Musical é uma caixinha de surpresas. Cada dia pode sair algo completamente diferente do dia anteior. Depende muito da onda, do que temos disponível e o que temos a mão. E isso é que faz o TM ser um blog com um diferencial 🙂
Hoje nosso encontro é lírico, ou melhor dizendo, com dois artistas do mundo lírico, da música erudita, André Lorieri e Marcel Klass. O primeiro foi um cantor lírico, nascido em São Lourenço, MG. Só mesmo quem é do ‘métier’ sabe realmente a grandeza desse artista no universo da música erudita, em especial a ópera. Cantou os papéis principais em temporadas internacionais de óperas famosas, se apresentando em diversas capitais. Artista premiado sendo reconhecido internacionalmente. Também foi professor de canto. E a propósito, Marcel Klass foi seu professor. Este segundo, um maestro, formado em canto e em piano, na Europa. Ao que se entende, um artista estrangeiro que veio morar no Brasil e acabou se tornando professor de canto. Ao que se sabe também, gravaram este único lp de forma independente, no início dos anos 80. Um disco que como podemos ver pelo repertório, traz uma série extraída de diferentes cantos operísticos clássicos.
Vamos pra roça, vamos para o Globo Rural. Está aqui um disco interessante lançado pela Som Livre, em 1981.Uma seleção musical rural, sertaneja, ainda do tempo em que o sertão só importava música mexicana e paraguaia. Mas ainda assim, autêntico e ingênua. Hoje a treta é outra, é agro!
Mas, enfim, temos neste disco 12 músicas e duplas muito bem selecionadas naquele início dos anos 80. Coisa que só seria possível mesmo em um lp como este, de coletânea, trilhas para o famoso programa da emissora, um telejornal das manhãs de domingo e voltado para o campo. Daí, música rural…
solidão – lucas e espanhol
sonho maldito – juliano e jardel
passaporte para o asilo – leo canho e robertinho
menina tentação – reberto e meirinho
eu sigo o caminho dela – zé do rancho e zé do pinho
O disco de hoje é, “Certinha para dançar”, um interessante lp lançado pela RCA Camden, em 1961, trazendo “Paulinho e Seus Night-Boys”. Paulo Nunes, violonista/guitarrista, atuou em diversas casas noturnas, boates famosas do Rio de Janeiro. fez parte do conjunto de Waldir Calmon A pattir dos anos 1960 criou seu próprio grupo, um conjunto instrumental, no caso, os Night Boys. Gravaram quatro discos, sendo este o primeiro lp e como o próprio nome já diz, um disco para dançar. Um trabalho que contempla músicas internacionais e nacionais, nas quais inclui composições próprias, com destaque para o samba “Badenbop”, dele em parceria com Baden Powell. Paulinho é considerado como um dos precursores do chamado “sambalanço”. Disco, realmente, muito bom. Confiram….
Trazemos hoje “Salerosa”, produção da gravadora Chantecler, com Miranda e seu conjunto. Um lp instrumental trazendo um repertório de clássicos da música latinoamericana. Antonio Miranda Netto foi um músico que dominava bem diferentes instrumentos de cordas. Iniciou nos anos 40 e tocou no conjunto de Poly. Aqui ele aparece neste que foi o primeiro disco e ao lado de um conjunto, tocando guitarra elétrica.
Entre os diversos discos que recebemos ultimamente, aqui temos este de cunho religioso católico. Trata-se de um lp comemorativo dos cem anos da congregação das Irmãs de Santa Dorotéia, no Brasil, então no ano de 1966. Essa congreção foi fundada na Italia em 1834. Está presente em diversas partes do mundo. O disco foi gravado pelo selo Mocambo.
Atendendo, como sempre, a gregos e troianos, temos desta vez o Conjunto Masculino Filadelfia, um grupo vocal, segundo consta, nascido em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Ao que tudo indica, este lp foi lançado em 1966, pelo pequeno selo cristão GBM (Gravadora Boa Música) direcionado a música religiosa. Este foi o primeiro lp deste conjunto vocal amador, formado conforme o texto por jovens profissionais diversos e estudantes da cidade. Consta que o grupo gravou um outro lp e já nos anos 70.
“Luar da serra” é um disco com um repertório, que se baseia em clássicos da música folclórico regional.