Manuel Bandeira – In Memoriam (1968)

Muito bom dia, meus caros e prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós de volta a poesia e em especial ao grande poeta Manuel Bandeira. Depois de termos postado há menos de um mês atrás um lp do Manuel Bandeira e Sérgio Milliet, muitas pessoas mandaram e-mail pedindo mais discos dele. Por acaso, temos este, herança do vizinho. Aqui, um lp de 12 polegadas lançado em 1968 pelo selo Festa. Um disco póstumo, lançado alguns meses depois, no ano em que faleceu o poeta. Aqui temos reunidas as gravações que ele fez para o selo Festa, incluindo os poemas do disco anterior. Então, vamos conferir?
 
a chave do poema
evocação do recife
berimbau
pneumotorax
estrela da manhã
canção do vento e da minha vida
rondo dos cavalinhos
boi morto
profundamente
noturno do morro do encanto
o último poema
vou me embora para  passargada
consuada
última canção do beco
os sinos
modinha
 
 
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Alceu Bocchino – Temas Brasileiros Em Estilo Clássico (1952)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Nosso encontro neste domingo é com Alceu Bocchino, pianista, compositor, maestro e professor, nascido em Curitiba. Músico de formação clássica e erudita, foi fundador de diversas orquestra sinfônicas, em especial a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, na qual também foi seu diretor. Atuou como maestro na Orquestra Sinfônica Brasileira e também foi um dos criadores da Orquestra Sinfônica do Paraná. Também foi diretor de rádio, arranjador e produtor. Embora sempre envolvido com a música popular, Alceu Bocchino era um músico essencialmente clássico. Aqui temos este lp de 10 polegadas, lançado em 1952, pelo selo Rádio, onde ele nos apresenta oito temas populares tradicionais ao piano e de forma clássica. Os arranjos para essas músicas ao piano são realmente maravilhosos e como intérprete, então, impecável. Taí, um disco muito bonito que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
 
prenda minha
sapo jururu
lampeão
não quero que ninguém me prenda
boi barroso
meu boi morreu
pau rolou… caiu
mestre carreiro
 
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3º Festival Da Música Popular Brasileira Vol. 1 (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Há tempos eu não posto em nosso Toque Musical um disco de festival, não é mesmo? Para dizer a verdade, se não consultar, sinceramente, não sei mais o que já postei por aqui. “São tantas emoções”, como diria Roberto Carlos.
Então, temos para hoje o volume 1 do 3º Festival da Música Popular Brasileira, disco lançado pela Philips, em 1967. Este é mais um dos famosos festivais e de altíssima qualidade realizado pela saudosa TV Record (digo saudosa, porque o que temos hoje em dia não representa o que foi no passado). O evento era organizado por Solano Ribeiro e teve quatro edições, de 1966 a 69. Este terceiro festival aconteceu em outubro de 1967, no antigo Teatro Paramout, em São Paulo. Neste lp, que é apenas uma parte, temos doze canções classificadas, inclusive a música que ficou em primeiro lugar, “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinan.
Em uma outra ocasião chegamos a postar aqui um outro disco deste festival, uma edição com as doze finalistas, só  que era do selo Chantecler. Num próximo momento eu trago os outros discos que fazem parte desta edição da Philips. Por enquanto, ficamos com este volume 1 que como todos podem ver trazem as seguintes músicas e artistas…
 
ponteio – edu lobo, marilia medalha e momentoquatro
dadá maria – gal costa e renato teixeira
ela felcidade – claudette soares
minha gente – ronnie von
eu e a brisa – márcia
bom dia – gal costa
o combatente – jair rodrigues
roda viva – mpb-4
a morerinha – gilberto gil
…e fim – claudette soares
maria carnaval e cinzas – luiz carlos paraná
o milagre – joão mello
 
 
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Dalva De Oliveira – A Voz Sentimental Do Brasil (1953)

Bom dia, boa madrugada a todos amigos cultos e ocultos! E enquanto houver estoque, vamos nessa dobradinha de postagens, alternando com discos de 10 e 12 polegadas. 
Aqui um exemplar do primeiro lp gravado por Dalva de Oliveira em 33 rpm e também um dos primeiros lps lançados no Brasil, este, da Odeon, em 1953. Nele temos Dalva de Oliveira e orquestra interpretando uma seleção musical com sete sambas e uma toada, um repertório de sucessos, algumas dessas músicas já gravadas por ela. Mas aqui ganham mais personalidade, a marca oficial do ‘Rouxinol do Brasil’ ou ainda, ‘A Voz Sentimental do Brasil’, a inesquecível Dalva de Oliveira.
Vamos conferir no GTM…
 
ave maria
poeira do chão
senhor do bonfim
palhaço
segundo andar
errei sim
calúnia
esta noite serenou
 
 
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Zé Beto – Muito Prazer (1986)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Agora sim, de verdade, estamos no mês de aniversário do Toque Musical e apesar dos pesares, quero manter as postagens deste mês como sempre foram, diárias e se possível fazendo deste um mês mais que especial, trazendo sempre discos, músicas e curiosidades desse universo. Vamos lá…
Hoje eu estou trazendo para vocês e mais uma vez marcando presença aqui o cantor e compositor mineiro Zé Beto Correa, ou Zé Beto, ou ainda Zebeto, como passou a assinar. Ontem, vendo vídeos no Youtube, acabei caindo no Zebeto e foi muito bom ver seus vídeos e apresentações. Zébeto foi integrante da banda mineira Fogo no Circo, raridade em disco que hoje em dia é super cobiçada por colecionadores. Eis aí um autêntico músico mineiro, que trabalha muito, mas que infelizmente não tem a merecida divulgação e reconhecimento. Na verdade, hoje em dia, qualquer bom artista que não se enquadre nos padrões do modismo, da ‘ordem geral’, acabam sempre correndo pelas marginais. Mas quando o cabra é artista de verdade e tem o que contar, esse não larga o osso, segue em sua arte, levando para aqueles que são o seu verdadeiro público. Gostei muito das apresentações dele no canal a ponto de procurar aqui este trabalho, este disco para postarmos hoje. Aqui temos o seu disco de estreia, lp gravado em Belo Horizonte, no estúdio do baterista João Guimarães (do grupo Kamikaze), com produção de outro fera, também pouco lembrado, Marcos Gauguin que também é parceiro de Zebeto em várias faixas e também tocou e fez os arranjos. Como primeiro trabalho e “contando com uma pequena ajuda dos amigos”, como  é comum entre músicos mineiros, Zebeto lançou este disco independente que é mesmo um belíssimo trabalho e que merece ser revisitado e conhecido por mais gente. Então, vamos conferir? 
 
muito prazer
eternamente
pequenas certezas
lições de vida
de repente
sonata
diamante bruto
paixão
prá te ver sonhar
moda do busum
valeu
 
 

Rosita Gonzales (1956)

Olá, amigos cultos e ocultos! Enfim, chegamos ao fim de mais um mês… eu eu achando que hoje é que era o aniversário do Toque Musical. Sempre me engano 🙂 Mas é agora em julho, 30 de julho 🙂
Na alternância entre um disco de 10 e outro de 12 polegadas, hoje é dia do disquinho, os de dez. E aqui temos pela primeira vez em nosso Toque Musical a cantora Rosita Gonzales, mais uma das inesquecíveis cantoras do rádio. Seu nome verdadeiro era Jussara de Melo Vieira. Iniciou sua carreira nos anos 40, na Rádio Nacional. Passou também por outras rádios, gravou uma dezena de discos, inicialmente os bolachões de 78 rpm. Ao que parece, este foi seu primeiro lp de 33 rpm, gravado em 1956 pelo selo Rádio. Cantora de estilo romântico e e voz forte, naeste  pequeno lp sintetiza bem suas preferências musicais, sempre aos estilos latinos como bolero, tango, samba… Aqui ela vem acompanhada por Waldir Calmon interpretando as seguintes faixas…
 
pecado
oye corazón
dejame en paz
desespero de amor
me voy pal pueblo
no mas
muchachito
babalu
 
 
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O Fino Da Flauta (1980)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! A dificuldade para digitar um texto ainda é grande e no momento também estou sozinho na peleja diária das postagens. Já não tenho mais a colaboração do Samuca, o jeito é tentar escrever no teclado usando apenas a mão direita. Vamos lá…
Para o dia de hoje eu selecionei este lp, O Fino da Flauta, lançado em 1980 como parte integrante de uma série produzida pela Bandeirantes Discos (TV Band) e seu selo Clark. Por certo vocês devem se lembrar de outros (O Fino da Fossa, da Bossa, do Samba, da Gafieira…). Ainda hoje é possível se encontrar esses discos que em alguns casos são somente coletâneas, mas em outros, como este aqui, são verdadeiras produções e que merecem nossa atenção. “O Fino da Flauta” é um disco de samba e choro cujo repertório é formado por clássicos do nosso cancioneiro, músicas que todos nós conhecemos e gostamos, por certo. Contudo, o que faz este disco ser ainda mais especial é a presença do solista, o flautista e compositor gaúcho, Plauto Cruz, que foi um dos grandes nomes da flauta brasileira. Considerando este como disco solo, foi seu segundo lp, embora esteja presente em discos, nas rádios e programas de televisão desde os anos 50. Eis aqui uma oportunidade de conhecer o talento deste instrumentista. Vamos conferir? 😉
 
falsa baiana
foi um rio que passou em minha vida
saudades da amélia
gente humilde
pelo telefone
vou vivendo
as rosas não falam
marina
desafinado
eu sei que vou te amar
feitio de oração
valsinha
 
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Almir Ribeiro – Spot Light Nº2 (1958)

 
 
 
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Boa noite aos amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais um disco que eu jurava já tê-lo postado aqui no Toque Musical. Mas, assim como o Don Pablo de Havana, acabou ficando mesmo para os tempos de agora. Este também é outro disco que esteve rodando em vários blogues de um passado não muito distante. E para variar, acabei me confundindo e postei o disco errado. Na verdade, eu já havia postado o disco de 10 polegadas do Almir Ribeiro, na boate Cave. Assim, estou fazendo a correção e quem entra é este outro álbum do cantor, no caso, já um lp de 12 polegadas. Este disco foi lançado em 1958, um long play póstumo, pela Copacabana Discos. São gravações feitas para um programa de televisão da época chamado “Spot Light”. Nessas gravações, cujo o repertório é misto, como canções em português e em inglês, Almir vem acompanhado por orquestrações de Luiz Arruda Paes. Confiram no GTM…
 
joão valentão
da cor do pecado
spring is here
folha seca
valsa de uma cidade
with a song is my heart
risque
verão em veneza
hey there
dora
só louco
i believe
 
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Don Pablo De Havana (1960)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! E então, eis que descubro que ainda não havia postado este disco aqui no Toque Musical. E eu jurava que já o tinha aqui. Creio que deixei passar por conta de que em outras épocas ele estava em todas as ‘praças’, daí, nem fazia sentido ficar replicando. Mas agora, passado o vendaval e muito embora hoje se possa encontrar em outros sites para ouvir e baixar, aqui vai ser sempre mais gostoso, afinal nosso toque é completo e só para os associados, né? 😉
Temos assim o celebrado “Don Pablo de Havana”, um pseudônimo para Ed Lincoln, em lançamento original da Musidisc, em 1960. Aqui, um exemplar de relançamento, possivelmente do início dos anos 70, sem muitas diferenças do original, apenas a contracapa. Este lp é mesmo o máximo, um repertório misto com temas nacionais e internacionais, todos muito bem arranjados ao ritmo do ‘cha-cha-cha’. Gravado no melhor padrão da época, em hi-fi estéreo, seguindo a linha de orquestras exóticas tipo Perez Prado e Esquivel. Simplesmente genial. Confiram no GTM…
 
alguém me disse
el choclo
andalucia (the breeze and i)
bahia (na baixa do sapateiro)
together wherever we go
adios
mustapha
aquarela do brasil
la cumparsita
climb ev’ry mountain
quero beijar-te as mãos
delicado
 
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A Lyra de Xopotó no Arraial de Santo Antônio (1958)

Alô, alô… amigos cultos e ocultos! Ontem eu levei um tombo e ao amortecer a queda com as mãos acabei quebrando um dedo. Até ontem eu ainda conseguia digitar textos numa boa, hoje já complicou, estou escrevendo com apenas a mão direita. Portanto, seremos breve…
Antes que junho acabe, vai aqui mais um disquinho dedicado as festas juninas. Só para matar saudade, já que neste ano ainda estamos na pandemia e a quadrilha da vez é a turma do Bolsonaro (argh!). Assim sendo, melhor ficar mesmo em casa, ouvindo este disquinho da querida Lyra de Xopotó. Desta vez a Lyra sai do coreto e vai para a festa de São João. Aqui temos uma seleção musical junina na interpretação singela da bandinha mais famosa do Brasil. Confiram no GTM…
 
pula a fogueira
arraial de santo antônio
são joão a moda
noites de junho
mané fogueteiro
história joanina
chegou a hora da fogueira
cae cae balão
santo antônio são pedro e são joão
isto é lá com santo antônio
pedro antonio e joão
pistolões
lá vem a rita
santo antônio sabe
santo antônio disse não
capelinha de melão
noites de junho
sonho de papel
 
 
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Alexandre Gnatalli E Orquestra – Samba, Samba, Samba (1961)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje tenho para vocês um excelente disco de orquestra e coro, sob a direção do maestro Alexandre Gnattali. Só por aí já seria uma bela dica, mas para ficar ainda melhor é também um disco de sambas. Sim, uma seleção de sambas canções clássicos, muitos desses já apresentados aqui em outras versões e interpretações. Álbum lançado pela Columbia em 1961, uma boa safra, com certeza! Vamos conferir no GTM…
 
mulata assanhada
apito no samba
fechei a porta
volta
enlouqueci
carnaval
guarda a sandália dela
jarro da saudade
solução
a fonte secou
a voz do morro
não me diga adeus
 
 
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Ronaldo Lupo – Varietée… Variedades (1956)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Ah! Nada como uma manhã fria e ensolarada, um céu azul e uma bike esperando seu dono para sair por aí. Mas antes disso, vou  logo deixando aqui o toque musical dessa quinta feira.
Como podemos ver, temos aqui um raríssimo lp de 10 polegadas do “cancioneiro galante do Brasil”, o cantor, compositor, ator, produtor e cineasta, Ronaldo Lupo. Já tivemos a oportunidade de apresentá-lo aqui no Toque Musical, dentro da série Grand Record Brazil, só para discos de 78 rpm. Agora nós o trazemos de volta neste lp lançado pelo selo Mocambo, em 1956. Acredito que este disco seja uma seleção das gravações que fez nesta época para o selo pernambucano, de discos inicialmente lançados em 78 rpm. Como sabemos, a partir dos anos 50, surgem os discos de 33 rpm aqui no Brasil, os primeiros ‘long plays’, se é que podemos dizer assim, de dez polegadas e que traziam geralmente e no máximo quatro faixas de cada lado. Disquinhos charmosos que agora estão voltando a serem procurados por conta do colecionismo. Vamos então conferir mais este…
 
mile rococó
sem ti
dançando com lágrimas nos olhos
vocÊ nasceu pra mim
suave melodia
bambu-lê-lê
j’attendral
fim de semana em paquetá
 
 
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Leila Silva – Quando Canta Leila Silva (1962)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos, muito boa noite! Vejam vocês como eu sou avoado…Estava crente que o aniversário do Toque Musical fosse agora neste fim de mês. Mas, na verdade, é no dia 30 de julho. Portanto, ainda temos muitos toques antes de chegarmos lá 🙂
Muito bem, então, o nosso encontro hoje é com a cantora Leila Silva e seu lp de 1962, lançado pela Chantecler. Leila Silva (Inezilda Nonato da Silva) fez parte do cast da gravadora Chantecler onde gravou também outros discos desde o final dos anos 50. Uma cantora popular que fez um relativo sucesso e tal como outras que atuaram no rádio e na televisão, hoje são pouco lembradas, como também são difíceis de achar os seus discos. Assim, nada mais oportuno que um lp da Leila Silva, em quatorze faixas, entre sambas, tangos, boleros e mais… Ela vem com o acompanhamento de orquestras regidas por Elcio Alvarez e Zico Mazagão e também com o Regional de Poly. Eis aqui um dos raros discos dessa época que traziam as letras das canções. Vamos conferir?
 
com você
esquece-me
libelo
promessa
perdão pela minha dor
um minuto de amor
adeus amor
justiça de deus
altares profanos
nossa união
decisão cruel
boite da ilusão
assim como o rio
na solidão do meu quarto
 
 
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Aldo Taranto E Orquestra Rádio – Valsas Brasileiras (1954)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como eu sei que aqui não faltam amantes de valsas, os famosos “pé de valsa”, não poderia deixar de trazer para essa nossa mostra mais um disquinho de 10 polegadas do gênero. Aqui temos Aldo Taranto com a Orquestra Rádio e seus solistas em disco lançado em 1954. O repertório nos traz sete famosas valsas brasileiras, números clássicos que aqui no Toque Musical, muitos deles, já foram apresentados em outros discos. Contudo, é sempre bom conhecer novos velhos discos e suas diferentes interpretações, não é mesmo? Confiram no GTM…
 
abismo de rosas
primeiro amor
glória
clélia
elegantíssima
terna saudade
tardes em lindoia
 
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Paulo Alencar E Sua Orquestra – Melodias E Danças Das Américas (1961)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Estou tentando não deixar a peteca cair, fazendo todo possível para não atrasar nas postagens e nessas, nas últimas semanas nos dedicamos a apresentar de maneira alternada, discos de 10 e 12 polegadas. E nessa, temos hoje um disco nota 10, uma bela raridade que enche os olhos e os ouvidos de colecionadores de verdade. Eis aqui um disco do músico, compositor, instrumentista, produtor, narrador e tradutor, Paulo Alencar. Um nome hoje pouco lembrado, mas ele foi um dos maiores divulgadores da música brasileira nos Estados Unidos. Antes, porém, Paulo Alencar foi um violonista clássico, famoso nos ‘States’, tendo tocado na Sinfônica da NBC, sob a regência de Arturo Toscanini. E seu nome verdadeiro era Isaac Feldman. Mas, devido a um acidente no braço direito, se viu impedido de seguir a brilhante carreira. Tornou-se um compositor, produtor, tradutor e narrador dos famosos jornais cinematográficos, como “A Voz do Mundo Paramount”. Para essa nova faceta, mudou também de nome passando a ser conhecido como Paulo Alencar. A história desse músico merecia um livro (se é que já não o fizeram). Mas no texto de contracapa deste lp há mais informações sobre ele. Paulo Alencar gravou outros vários discos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde vivia. “Melodias e Danças das Américas”, lançado pela Copacabana em 1961, foi um dos disco que ele gravou com sua orquestra, conforme nos esclarece o texto, quando esteve de passagem pelo Rio de Janeiro, em férias, aproveitando o momento para também produzir este disco de ritmos panamericanos, uma espécie de leque musical com diferentes gêneros da música brasileira preparados especialmente para o público americano. Um trabalho que seguia nos moldes de discos de sucesso da época que exploravam sons exóticos, tal como faziam Martin Denny, Arthur Lyman, Les Baxter, Esquivel e outros… É claro que não se trata de uma comparação, até porque, para nós brazucas, esse repertório nada tem de exótico. Mas naquele tempo, esses eram os discos ‘quentes’, apreciados por audiófilos em seus modernos aparelhos estereofônicos. A propósito, como podemos ver estampado na capa, este foi um dos primeiro lps realmente gravados em som estéreo e lançados no Brasil. Algumas das faixas deste disco são hoje em dia muito apreciada por dj’s estrangeiros, em especial “Capoeira na Pituba”, “El baion” e “Mulher rendeira”. Vale muito a pena conhecer este disco. Confiram no GTM…
 
capoeira na pituba
sarambá 
foi a noite
ai ai ai
meu grande amor (suzanne)
el baion
ternura antiga
pasillo colombiano
eterna lembrança
ninguém na rua
oba oba
mulher rendeira
 
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Os Violinos Mágicos (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! Então, aqui temos hoje uma das boas produções da Musidisc, um selo que se notabilizou pela qualidade de sua produção. E a isso eu me refiro não apenas ao conteúdo musical, mas também tudo que envolve a elaboração de um disco. Nesse sentido a Musidisc era exemplar, criando álbuns maravilhosos, a começar pelas capas, sempre um trabalho refinado, discos para audiófilos, ou coisa parecida. Também primava pela qualidade técnica de suas gravações e este é um disco com essa preocupação. Um álbum orquestral bem aos moldes do repertório da época, mas com esse diferencial que se expressava inclusive na contracapa, com informações técnicas, tal qual algumas gravadoras estrangeiras também faziam. E a propósito, já postamos aqui dois outros lps dOs Violinos Mágicos. Inclusive, estou postando este agora que foi o volume 1 que estava faltando. Ah, sim…o repertório… olha ele aqui…
 
september song
na madrugada
dream
ontem e hoje
dó ré mi
se todos fossem iguais a você
you’ll never know
ninguém me ama
tua
castigo
 
 
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Louis Cole E Seu Sexteto – Uma Noite No Vogue (1955)

Boa noite, meus camaradinhas, amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais um 10 polegadas, desta vez um disco desse padrão e época, dos mais raros. Discos como este, de 10 polegadas e em 33 rpm foram lançados nos Brasil na década de 50. Já no final dessa década os lps de 12 polegadas começaram a aparecer por aqui e aos poucos, discos nesse formato foram caindo em desuso. Porém, durante os anos 50 foram lançados centenas de títulos e esses discos dariam início a um padrão de capas decoradas com fotografias e artes gráficas. E, convenhamos, essas primeiras capas são realmente muito bonitas. Aqui no Toque Musical sempre demos muito valor a isso. Uma capa fala muito…
Mas, então… temos aqui um disquinho do selo Rádio, lançado em 1955, Louis Cole e seu Sexteto. Este era um grupo formado pelo cantor americano Louis Cole quando então se apresentava na lendária boate Vouge e no qual trazia Maurício Santos no piston, Moacyr Silva no sax, Fats Elpidio no piano, Célio D’Amazio no contrabaixo, Juca na bateria e ainda um segundo cantor, o Zezinho (José Dephino Filho). “Uma noite no Vogue” é um disco diferente dos discos de 10 polegadas que em geral traziam apenas quatro faixas de cada lado. Aqui, encontramos as onze músicas interligadas, sem pausa entre uma e outra. A ideia talvez tenha sido a de melhor aproveitar o espaço de gravação, incluindo assim mais músicas. Confiram no GTM…
 
because of rain
there’s go my heart
inspiração
quem manda na minha vida sou eu
vogueando
calado venci
tamborim
i’ve got you under mu skin
choro de criança
todo mundo sabe
mr. sandman
 
 
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Miguel Gustavo (1972)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Se antes já era difícil manter as postagens diárias, agora então nem se fala. Já não tenho mais o Samuca, que eventualmente me dava uma força. Agora vamos nos arrastando pelo menos até o dia 30, quanto então, oficialmente, o Toque Musical completa 14 anos. Dessa forma, até lá, temos que manter o fluxo e também a pose 🙂 Mas já temos algumas novas ideias engatilhadas. Vamos aguardar…
Hoje temos aqui e mais uma vez um disco com músicas do compositor e publicitário Miguel Gustavo. Em uma outra ocasião chegamos a postar aqui um disco não comercial, da MPM Propaganda e como este, lançado em 1972. No caso, trata-se de um disco póstumo. Miguel Gustavo faleceu aos 49 anos, em janeiro de 72. Para os que ainda não o conhecem, ele foi um compositor de muitas músicas e jingles famosos, músicas que ainda hoje são relembradas com sucesso. Este lp faz parte da série Colagem, da gravadora Continental, lançada em 1971, na qual estão presentes uma dezena de outros artistas populares. Neste lp dedicado a Miguel Gustavo iremos encontrar doze composições suas, algumas, inclusive, que não apareceram no outro disco do qual já falamos. Sem dúvida, um disco essencial em qualquer discoteca dedicada a música popular brasileira. Vamos conferir…
 
é tempo de amar – francisco alves
café soçaite – jorge veiga
achados e perdidos – elizete cardoso
brigitte bardot – jorge veiga
per omnia secula seculorum – carminha mascarenhas
e daí – elizete cardoso
pra frente brasil – coral de joab
hino do sesquicentenário da independência – coral de joab
brasil eu adoro você – angela maria
obrigado pelé – conjunto nosso samba
fanzoca de rádio – carequinha
é tempo de rio grande – teixeirinha
 
 

Banda Polydor – Retreta Domingueira (1958)

Boa noite, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Esta postagem era para ser publicada num domingo, para combinar ainda mais com o toque musical. Temos aqui um disquinho de 10 polegadas lançado pela Polydor, em 1958, trazendo um gênero musical bastante apreciado, principalmente pelo público interiorano, das pequenas cidades que tem na praça um coreto. E se tem um coreto, com certeza tem uma banda. E é dessa tradição, das liras, das retretas, das bandinhas que este disco fala. Certamente, seguindo o sucesso, na época, de discos como os da Lira do Xopotó, a Polydor recrutou alguns de seus músicos de estúdio e um repertório bem apropriado para lançar este “Retreta Domingueira”. Afinal, era nos domingos que as bandas desfilavam, “tocando coisas de amor”. Confiram no GTM…
 
jura
cidade maravilhosa
treze listas
são paulo quatrocentão
ta-hi
centenário de botucatu
presidente altino
ponto chic
 
 
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Sérgio Carvalho – P’ra Frente (1964)

Boa noite para todos os amigos, cultos e ocultos! Em outros tempos estaríamos agora festejando o mês de aniversário do Toque Musical. Mas ando tão desanimado e cada dia mais. Mesmo com tanta música a gente não consegue fugir dos problemas e as vezes nem ela pode nos salvar. Porém, a gente segue…
Hoje aqui temos esse ‘arquivo de gaveta’, por pura preguiça de preparar algum dos discos que, na verdade, já estão engatilhados. Enfim, não importa muito, pois o ‘arquivo de gaveta’ aqui não deixa nada a desejar.
Trago para vocês o primeiro lp de Sérgio Carvalho, músico compositor, pianista e arranjador. Gravou apenas três discos nos anos 60, se dedicando a partir dos anos 70 a trabalhar em discos de outros artistas como músico e arranjador. Nessa, a lista é bem grande, mas só para se ter uma ideia: Roberto Carlos, Alcione, João Nogueira, João Bosco, Carlinhos Vergueiro, Cartola, Leci Brandão, Fagner, Beth Carvalho, Elis Regina, Wilson Simonal e outros bambas da nossa mpb. Neste primeiro disco lançado por ele em 1964, através do selo Continental, temos um repertório fino, entre composições próprias e de outros autores. Um autêntico disco de bossa nova e como tal, um registro hoje raro, disco difícil de se achar por aí até mesmo no formato digital. Está aí uma boa razão para publicá-lo e incluí-lo em nosso acervo. Confiram no GTM..
 
lágrima flor
na manhã
vem viver
amor de nada
fada bombom
tudo era você
noa noa
enquanto a tristeza não vem
nosso amanhã
até amanhã até mais ver
louca de saudade
tanto amor
 
 
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Lamartine Babo – Noites De Junho (1956)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Embora essa pandemia que muda tudo em nossas vidas, não podemos esquecer que estamos em Junho, mês das festas ao luar, com direito a fogueira, quadrilha, quentão, canjica… As tradicionais festas juninas. Por aqui, no Toque Musical, sempre tivemos essa preocupação em lembrar datas e momentos marcantes do ano, mas é certo também que de uns tempos prá cá isso não tem acontecido. Coincidentemente, achei de postar aqui um disco do Lamartine Babo, que não sei porque razão não o postei antes. E que ótimo, tudo a ver, “Noites de Junho” de Lamartine Babo é um disco perfeito para a noite de hoje. Noite de junho, fria, triste por tudo que estamos passado, mas apesar disso, ainda está acessa uma fogueirinha em nossos corações. Eis aqui um disquinho muito apropriado, talvez já visto e ouvido por muitos, mas ainda assim imprescindível em nossa lista. Aqui temos oito temas clássicos interpretados pelo próprio ‘Lalá’, com arranjos e orquestração do maestro Lyrio Panicali. E viva São João!
 
chegou a hora da fogueira
isto é lá com santo antonio
noites de junho
quero quero
pistolões
são joão a moda
babo… seiras
mineirinha
 
 
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Sérgio Murillo (1969)

Muito boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Alternando entre um disco de 10 e outro de 12 polegadas, assim vamos nós, enquanto durarem os estoques, hehehe… Aqui, mais um disco da série doação de vizinho, aqueles que por pouco não foram parar na cesta de lixo. Olha só o que temos aqui… Um lp do cantor Sérgio Murillo, lançado em 1969, pela Continental. Taí um disco que eu não conhecia dele e sinceramente, me surpreendeu. Repertório legalzinho com músicas de Fábio, Paulo Diniz, Luiz Vagner, Martinha e outros… Este foi o seu sétimo lp e já nesta época ele fazia mais sucesso em países da América Latina do que propriamente no Brasil. Aliás, nos anos 70 ele praticamente ficou reduzido a compactos e com o passar do tempo foi se tornando esquecido. Segundo contam, morreu na infelicidade de uma decadência, aos 51 anos de idade. Triste. E pensar que ele era para ser um astro, considerado ‘rei do rock’ e coisa tal… Infelizmente o destino não lhe foi tão promissor. Lamentável…
 
tanta chuva em meu caminho
lia não existe
as estradas
um garoto como eu
jaguar espacial
a guitarra
a diligência
o que eu quero é viver
quando eu digo acabou
as verdes colinas
acredite se quiser
ordem geral
 
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Manuel Bandeira E Sérgio Milliet – Poesia (1958)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Coisa que há tempos eu não publico aqui são os discos de poesia, que sempre fazem muito sucesso, principalmente os discos lançados pelo memorável selo Festa. Da série produzida por essa gravadora nós já apresentamos vários e agora temos mais um, desta vez apresentando dois outros grandes escritores e poetas, Manuel Bandeira e Sérgio Milliet. Como de costume, cada lado do disco é dedicado a um poeta. Confiram, pois se tem uma coisa rara de se encontrar disponível na internet são esses discos de poesia lançados nos anos 50. 
 
Sérgio Milliet:
paisagem italiana
longetudes
que nada recorde nada
o morto
bem da gente
o mar outrora
lembrança
tristeza
vazio
sob o signo da virgem
inverno suíço
 
Manuel Bandeira:
a chave do poema
berimbau
o cacto
pneumotorax
namorados
estrela da manhã
piscina
a ninfa
 
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Olivia Byington E João Carlos Assis Brasil (1989)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para mantermos a diversidade fonomusical, que é uma característica do nosso blog, vamos a cada dia sempre com uma boa surpresa. Hoje eu resolvi encaixar aqui este belíssimo trabalho, lançado em 1989 pela CBS, trazendo um encontro dos mais perfeitos, a afinadíssima cantora Olívia Byington ao lado do excelente pianista João Carlos Assis Brasil. O repertório é uma seleção de algumas das mais belas composições de autores como Cole Porter, Gershwin. Tom Jobim, Cartola, Kurt Weill, Villa-Lobos e mais… Lindo disco, vale muito a pena ouvir. Confiram no GTM…
 
just one of those things
i get a kick out of you
let’s do it (let’s fall in love)
summertime
bess you is my woman
embraceable you
canta mais
anos dourados
por toda a minha vida
o mundo é um moinho
acontece
la vie en rose
don’t be afraid
september song
uva de caminhão
luar do sertão
tico tico no fubá
caravela
beau soir
villa-lobos medley
 
 
 

Britinho – Vamos Dançar Com Britinho (1956)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Olha só, aqui mais um disquinho de 10 polegadas com o pianista João Leal Brito, ou Britinho, ou ainda uma série de outros pseudônimos que ele assumiu para diversos outros discos lançados nessa época, A época da dança e disco que vendia, era disco com músicas para dançar, principalmente música lenta, de boate, como temos aqui neste disquinho lançado pela Sinter em 1956. Britinho nos apresenta oito temas dançantes, entre boleros e fox-trot e também três composições próprias que se integram bem as demais. Confiram no GTM…
 
dolores
blue moon
olhando o céu
e bello
malafemmena
na voce, na chitarra e o poco e luna
em teus braços
gizella
 
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Kleiton Ramil – Sim (1991)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas rodando em 10 polegadas, vamos também para os de 12. Aqui, um sortido, puxado no acaso, Kleiton Ramil e seu disco solo ‘Sim”, lançado em 1991 pelo selo RGE. Trabalho muito bonito deste artista gaúcho, que aqui se aventura sem o irmão, Kledir, com quem formou uma das mais importantes duplas da mpb. Este disco foi gravado em 1990, nos Estados Unidos e ao que parece com músicos estrangeiros. Traz um repertório praticamente todo autoral e bem interessante. Vale uma conferida…
 
sim
porto é meu porto
un deus trois
mesmo que
nunca diga nunca
voltar na primavera
animais
couvert artístico
phaneron
sombra fresca e rock no quintal
 
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As Três Marias, Leal Brito e Catulo de Paula – Baião Nº2 (1953)

Olá, amigos cultos e ocultos! Percebendo o meu enorme interesse por ‘discos velhos’, meu vizinho me presenteou com mais uma caixa. Cheio de disquinhos de 10 polegadas e muitos nacionais. Olha só este Baião Nº2, com Leal Brito, As Três Marias e Catulo de Paula. Disco lançado pela Musidisc em 1953. Há algum tempo atrás postamos aqui o Nº1 e agora finalmente temos o segundo, desta vez apresentando, além do pianista Leal Brito e do trio vocal As Três Marias, o cantor e compositor Catulo de Paula, que aqui aparece pela primeira vez em um lp. O baião foi um ritmo que fez muito sucesso, principalmente nos anos 40 e 50. A Musidisc, como muitas outras gravadoras também investiu no ritmo nordestino e este foi o seu segundo lp de 10 polegadas, em 33 rpm. Confiram no GTM…
 
onda do mar
choveu tô vortando
celeste no baião
concerto no baião
tico tico de campina
mania do mané
baião moreno
 
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Quinteto Armorial – Aralume (1976)

Olá, amigos cultos e ocultos! Tem sempre uns discos que eu fico querendo postar e nesse vai e vem acabo deixando passar. Aqui o “Aralume”, outro maravilhoso lp do Quinteto Armorial. Lançado em 1976, pelo selo Marcus Pereira. Um disco, para mim, fundamental em uma discoteca de música brasileira.  Na verdade, todos os quatro discos lançado pelo grupo é genial. 
O Quinteto Armorial foi um grupo de música instrumental formado no Recife, no início dos anos 70. Sua proposta era criar um trabalho o qual fundia elementos da música de câmara erudita com as raízes populares do nordeste e também medievais de origens portuguesas 
Aqui no Toque Musical eu bem que achava que já havia postado todos, mas me enganei. Creio que não o fiz por conta de que, em outro momento, era figurinha fácil, que se encontrava em outros blogs. Hoje nem os blogs se encontram mais. Só mesmo aqui no nosso tradicional espaço de curiosidades fonomusicais. Confiram no GTM…
 
lancinante
improviso
o homem da vaca e o poder da fortuna
abertura
a preguiça
a troca dos bichos
ironia ao rico
aralume
reisado
guerreiro
ponteado
chamada e marcha caminheira
 
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Vozes Em Harmonia (1957)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Depois de postarmos um disco onde o destaque é a voz (me refiro a Tetê Espíndola), na melhor que um outro disco onde também o destaque é a harmonia vocal. Aqui temos “Vozes em Harmonia”, disco de 10 polegadas lançado pela RCA Victor em 1957 e apresentando quatro de seus melhores grupos vocais na época. Como podemos ver temos neste disquinho as presenças do Trio Nagô, Trio de Ouro, Trio Itapoã e o quarteto Os Gaudérios. No disquinho de oito faixas cada grupo apresenta duas músicas. Um pequeno mostruário da gravadora.
Vamos conferir essa joinha?
 
dei ao mar pra guardar – trio nagô
tudo é samba – trio de ouro
plazito carreteiro – os gaudérios
praia vermelha – trio itapoã
era boi – os gaudérios
maria loira – trio de ouro
quem é – trio itapoã
natal pobre – trio nagô
 
 
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Tetê Espíndola – Ouvir (1991)

Muito bom novo dia a todos, amigos cultos e ocultos! Para começarmos bem, trago aqui a maravilhosa Tetê Espíndola em seu álbum “Ouvir”, de 1991. Um disco lindo, como todas as coisas feitas por essa artista. Resultado da Expedição Macauã, uma viagem de cinco dias pelas matas amazônicas feitas pela cantora juntamente com pesquisadores da Unicamp. Nessa oportunidade de vivência e criação ela afinou ainda mais o seu canto, ou por outra, cantou com os pássaros da Amazônia. Acompanhando a expedição do pesquisador francês Jacques Vielliard, especialistas em cantos de pássaros da região neo-tropical. Dessa experiência ela reúne material para compor este álbum em parceria com seu companheiro, o também compositor, Arnaldo Black. O disco fica ainda mais bonito com a participação especial da irmã Alzira Espíndola, do Duofel e de Itamar Assumpção. Trabalho muito bacana que não poderia faltar por aqui. Confiram no GTM…
 
colagem da mata I
migração
quero-quero
jaó & cia
tinguaçu
garrincha da chuva
colagem da mata II
bico de brasa
siriema
sabiá verdadeiro
urú
festa da curicãca
 
 
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