Temos para hoje mais uma curiosidade fonográfica e por certo, até então, uma raridade que não iremos encontrar em outro lugar a não ser aqui mesmo, no Toque Musical. Este é um daqueles discos ficou esquecido no baú das coisas descartadas num porão. Como a capa já mostra, trata-se de um compacto com a trilha de uma peça musical de Oscar Hammerstein, baseada na famosa “Noviça Rebelde”, de Richard Rodgers. A peça traz versões musicais feitas por Billy Blanco. Foi montada em 1965, no Teatro Castro Alves, com direção de Sérgio de Oliveira. Inicialmente com Teresa Cristina como a noviça rebelde, que seria substituída por Norma Suely, que na verdade é quem aparece na foto da capa deste disco.
Infelizmente, o disquinho que temos apresenta muitos arranhões que compromete um pouco a audição. Mas ainda assim vale a pena ouvir e conhecer. Caso apareça outro disco deste em melhor estado terei o prazer de trocar por um novo arquivo. Por hora, ficamos assim, ok?
dó ré mi – tereza cristina e os filhos do barão von trapp
Há tempos atrás alguém me enviou os arquivos deste curioso e raro compacto com a cantora Dalva de Oliveira, disquinho este que até então eu não conhecia. Trata-se de um lançamento promovido por uma antiga e famosa loja de departamento, a Radiolux (tipo Mappin, Mesbla, Casas Bahia…), que existia em Belém do Pará, comemorando os 350 anos da cidade, naquele ano de 1966. Segundo contam, a composição principal do disquinho, “Parabéns Belém”, é uma homenagem à cidade, de autoria dos proprietários das Lojas Radiolux. Certamente, a produção foi limitada e assim poucos devem ter ouvido ou conhecer essa raridade. O compacto simples foi gravado por Dalva de Oliveira quando atuava pelo selo Odeon, em 1966. Nesta época, Dalva ainda se recuperava do terrível acidente de transito que vitimou quatro pessoas, sendo que ela também se machucou bastante. Ela retomaria a carreira e ao público de verdade, no início dos anos 70. Portanto, este compacto, para a grande maioria de nós, era até então um trabalho obscuro. Para os que não conhecem, confiram no GTM…
Estive observando que nosso Toque Musical quase nada postou ao longo do tempo coisas do Trio Ternura. Na verdade, nunca chegamos a postar um disco, o que é de se estranhar, afinal são quase vinte anos de blog e o Trio Ternura fez parte da história da música popular brasileira e por certo, não poderiam ficar fora da nossa lista. Então, aqui vamos com um grande sucesso, o segundo compacto, do trio vocal formado pelos irmãos Jussara, Jurema e Robson. Neste disquinho temos duas canções, “Palavras inúteis” e “Nem um talvez”, sendo essa segunda um grande sucesso da época, o que acabou levando o trio ao primeiro lp, que viria em seguida, em 1968.
Para compensar a falta, ou a demora em postar coisas desse trio, prometo que ainda nesta semana a gente traz o lp, ok? Confiram no GTM…
Entre os diversos discos que andei digitalizando para um amigo, havia entre eles este compacto de uma dupla, Zezé e Simões, supostamente, músicos paranaenses, pois o disquinho foi gravado em um estúdio em Curitiba. Me chamou a atenção por ser algo que até então eu não conhecia. Produção independente, música rural de boa qualidade (não confundir com sertanejo) que vale a pena conhecer. Infelizmente, não achei nada a respeito dessa produção e seus autores. Mas fica aqui registrado. Afinal, só mesmo no Toque Musical pode haver tanta diversidade e surpresas. Não é mesmo?
Na pressa, em busca de um compacto, acabei achando, por acaso, esta raridade aqui… Alguém me mandou os arquivos deste disquinho há algum tempo atrás. Pena que as imagens da capa estão em baixíssima qualidade. Como se vê, trata-se da trilha original do filme Boca de Ouro, de Nelson Pereira dos Santos, história adaptada da peça de Nelson Rodrigues, de 1963. O filme é estrelado por Jece Valadão, Daniel Filho e Odete Lara. A trilha é do compositor e maestro Remo Usai, que também era dono do pequeno selo San Remo. Bem legal, vale a pena ouvir e também ver o filme, claro! 🙂
Na pausa entre os bloquinhos, aqui em Beagá, aproveito para postar mais um disquinho de embalar o carnaval. Aqui temos este compacto de 1981, registrando o famoso grupo de afoxé Filhos de Gandhi, coisa que só mesmo o baiano tem condição de criar, principalmente se a coisa passa pela música ou dança. Eles são mesmo bastante criativos. E no caso deste grupo, uma tradição que se inicia no final dos anos 40. A história do grupo é grande e pode ser facilmente encontrada pelo Google. Porém, registros como este se limitam a pequenas produções e nem sempre estão acessíveis, ou ficam depois de passarem por aqui, por exemplo… De volta, lá vem outro bloco…
Quinta feira, já anunciando a chegada do Carnaval 2024. Temos então para o dia um compactozinho bem bacana pra gente conhecer e curtir. É carnaval, então vamos abrindo com uma verdadeira escola de samba, no caso aqui uma das grandes, a Acadêmicos do Salgueiro, no ano 1969. Embora não tenha vencido o carnaval daquele ano (ficou em 8º), emplacou para sempre seu samba enredo, “Bahia de todos os deuses”, que se tornou um clássico, regravado por outros vários artistas como Jair Rodrigues, Elza Soares e Neguinho da Beija-Flor. Neste compacto simples, lançado pelo selo carioca Castelinho tem também o samba-hino, “Salgueiro querido”. Confiram no GTM…
Uma das grandes cantoras brasileiras, para mim, está entre as cinco primeiras de sua geração. Mas gosto mais por conta do seu timbre, sua voz, sempre cai bem. E isso se deve muito ao repertório, seleto, sempre muito bem escolhido por ela, Nana Caymmi. Este raro compacto da antiga RGE nos traz quatro momentos da cantora interpretando músicas que ela defendeu no III Festival da Música Popular Brasileira. Uma joinha que vale a pena ter na coleção.
Seguindo… Aqui vai outro compacto, mais uma produção independente e também um disquinho bem raro que até então não se via e nem se ouvia por ‘aquis’ 🙂 Mas logo alguém vai publicar no Youtube, senão o próprio autor. Estamos falando aqui de Carlos Mendes em seu primeiro disco, ou melhor, este compacto que serviria para anunciar um futuro lp. Carlos Mendes é um cantor e compositor santista, filho de Gilberto Mendes, considerado um dos maiores compositores eruditos da música de vanguarda brasileira. Este compacto simples, lançado de forma independente traz duas de suas composições, com direito a um texto de apresentação de Caetano Veloso. Ao que parece, ele em seguida só gravou um lp, o “Imã”. Criou um canal no Youtube onde fala de música, de seu pai Gilberto Mendes e outros compositores eruditos brasileiros.
Aqui um outro compacto que já espera há tempos para ser postado, o primeiro disco da cantora e compositora Alzira Espíndola. Na verdade, este foi o compacto lançado de forma independente, em 1983. Seu primeiro lp (já publicado aqui) viria somente quatro anos depois, trazendo, duas composições deste compacto duplo, que já nasceu sendo uma raridade.
Fechando o mês, aqui vai mais um compacto. Desta vez temos o grupo Pendulum, conjunto formado aqui nas Minas Gerais. Não sei se continuam na ativa, mas o Pedulum era um conjunto de bailes formado ainda nos anos 70. Gravaram alguns compactos, mas eu mesmo só conheço dois, sendo este um deles, lançado em 1985 pela RCA. Há poucas informações sobre eles na internet, juntando com a minha habitual falta de tempo, ficamos (por hora) sem muito a acrescentar. Mas quem sabe num próximo disco a gente completa isso, né? 🙂
Olha aí mais um compactozinho das antigas. Este sim, um dos primeiros, ainda no padrão internacional de 45 rpm e com o furo central adaptável para jukebox e radiolas. Outra curiosidade deste compacto é que ele faz aqui o papel de um lp de 10 polegadas. Creio que era um momento onde dois formatos se consagram, o lp de 12 polegadas e o disco compacto, de 7. A produção das bolachas de 78 rpm já sendo reduzida. No caso aqui, temos um compacto pensado para jukebox, para momentos dançantes, privilegiando um estilo, o ‘charleston’ (musica de cabaré americano, se é que se pode dizer assim). E no caso aqui o que temos é uma seleção de uns 15 minutos de cada lado, um ‘medley’ com uma seleção de 12 temas da música americana.
Steve Bernard nós já o apresentamos aqui no Toque Musical algumas vezes, organista romeno que veio para o Brasil na década de 50. Tocou nas famosas boates do Rio e São Paulo. Acompanhou conjuntos, orquestras e cantores. Lançou um dezena de discos pela Sinter, RCA, Victor, Polydor, Continental e Odeon.
Seguimos nossas postagens alternando entre compactos e lps. Nesta postagem trazemos de volta o lendário conjunto de baile, talvez um dos maiores e melhores que já existiu nos bons tempos em que conjunto de baile era quase uma orquestra, um time completo de músicos profissionais, o conjunto Supersom T. A.. Não foi por acaso que esse super grupo, além de se apresentar semanalmente em bailes e casas de shows, também gravou alguns bons discos. O Supersom T. A. foi criado pelo maestro Enrico Simoneti, em sociedade com um dos músicos e cantor do conjunto, o Nilo (de Souza Melo) que é quem tocava o barco, era uma espécie de ‘bandleader’. O conjunto era mesmo muito bom e passeava com classe por todos os gêneros musicais. Nessa onda de redescobertas fonomusicais, o Supersom T. A. se tornou objeto de interesse, principalmente dos DJ’s gringos (que enxergam a mpb com outros olhos) e por consequência, despertou os daqui também, afinal os daqui só passam a dar valor depois de chancelados internacionalmente, ou indicados por algum Ed Motta ou coisa assim…
Coisa rara de se ver (e também ouvir) são as poucas produções em 7 polegadas do selo Discos Marcus Pereira. Aqui temos um que até pouco tempo eu nem sabia que existia (colaboração do amigo Fares). Creio que esses disquinhos não chegaram a mais que uma dezena de títulos. E se não me engano também, todos são compactos duplos, ou seja, com mais de duas músicas. Neste, “Gente Nova Nº1”, como a própria capa indica, traz os novos compositores participantes da I Feira Estudantil do Som, promovida pela TV Bandeirantes, de São Paulo. Uma espécie de festival para novos talentos que aconteceu em 1974. E também pelo que se pode notar, deve haver um segundo ou mais compacto da série “Gente Nova”, afinal este é o número 1 🙂
canto corrigido – hélio braz
samba branco – eduardo veronezi
nada na cabeça – jozil
só tinha besta no nome – josé dominicone e francisco neves
E como é domingo… Continuamos… Desta vez trazendo outra curiosidade, Chucho Martinez, possivelmente um artista estrangeiro, mexicano talvez (Chucho Martinez Gil?), em compacto, pelo selo Fermata. O que nos traz a este compacto duplo, possivelmente de 1964, é a sua produção. Certamente gravado aqui mesmo no Brasil e o que deixa isso muito claro é o fato de termos no disquinho duas composições da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorin, “Oferenda” e “Que queres tu de mim” em versões feitas por Chucho Martinez. Outro detalhe importante é que o artista vem acompanhado pelo Trio Cristal e orquestração do maestro Daniel Salinas. (estou quase achando que não tem nada de mexicano aqui, só uruguaios). Para os amantes do bolero, eis aqui um pratinho cheio…
Mais uma curiosidade que nos interessa, aqui no Toque Musical. Desta vez temos Pocho e sua orquestra, neste compacto de 45 rpm, ou seja, mais um dos primeiros lançamentos nesse formato de 7 polegadas. Como já dissemos, os primeiros compactos brasileiros seguiam o padrão americano e europeu, com gravações em velocidade de 45 rpm, além do buracão no centro, que era comum para as radiolinhas e ‘jukebox’. Aqui no Brasil usava-se os adaptadores.
Temos assim, Pocho, apelido para maestro uruguaio Rubens Perez que atuou no Brasil nos anos 50 e 60, contratado pela RGE. Já postamos dele outros discos por aqui e agora vamos com este raro compacto duplo onde ele com sua orquestra nos trazem quatro diferentes temas da época…
Olha aí o toque desta quinta feira… Aqui temos um raríssimo e porque não dizer, obscuro disquinho que os amig@s vão tod@s apreciar. E logo, não demora, vai estar completo no Youtube, monetizado como cabe a tudo que passa por aqui de graça. A graça e o prazer de ouvir com outros olhos…
Mas voltando ao que interessa, aqui temos um compacto duplo, em 45 rpm, lançado pela Odeon no ano de 1959, trazendo um grupo musical vindo da cidade de Ouro Preto. Trata-se de um jovem quinteto formado por estudantes da Escola de Minas, de Ouro Preto. Formado por Ubirajara Quaranta Cabral (Bira) no piano; Helser Dornas Antunes (Madrugada) no acordeon; Fernando Versiani dos Anjos (Passarinho) no sax; Roberto Augusto Barbosa (Menescau) no contrabaixo e Petronius Trópia Marzano (Van Johnson) na bateria. Este conjunto fazia sucesso nas noites frias daquela cidade barroca. Segundo consta, o grupo se apresentava nos finais de semana, em bailes e shows, tinham um repertório sofisticado, antenados com o jazz e a bossa nova que ecoava entre as montanhas e em especial nesta cidade turística. Infelizmente, não ficou muita coisa registrada sobre eles, não muita referência na rede e talvez quem ainda se lembra do quinteto é o povo do lugar. E este disquinho… ah, este disquinho, apesar dos estalos, vale ter na coleção 😉
Mais uma boa curiosidade fonomusical, um raro compacto do selo Arpège, produção artística do grande Waldir Calmon que também empresariava uma famosa casa noturna do mesmo nome, no Rio de Janeiro. Do selo Arpège eu pensava que, como Djalma Ferreira e seu selo Drink, Calmon só tivesse editado seus próprios trabalhos. Mas aqui, como se pode ver, temos este raro exemplar em sete polegadas, ainda em 45 rpm, trazendo a cantora Daisy Guastini. Para muitos, uma cantora pouco conhecida, ainda mais nos dias de hoje. Ela já apareceu aqui em uma série da nossa coletânea exclusiva Grand Record Brazil, mas até onde sei, ela não gravou muita coisa. Paulista, mudou-se ainda jovem para Belo Horizonte onde iniciou sua carreira artística, inicialmente como garota propaganda. Trabalhou no rádio e na televisão mineira, onde também chegou a comandar programas locais de entrevistas e também como cantora. Cantou na famosa orquestra do maestro Delé, em diversos clubes e casas noturnas. No final dos anos 50 ela já se projetava para além das montanhas de Minas, atuando com destaque em casas noturnas de São Paulo e Rio de Janeiro. E foi numa dessas que ela também cruzou com Waldir Calmon, por certo, também cantou na boate e daí nasceu seu primeiro disco, este compacto duplo, onde aparece logo de entrada o samba/bossa “O que tinha de ser” (no disco como “Porque tinha de ser”), composição até então inédita de Jobim e Vinicius. Também se destaca outra famosa de Tom, “Esquecendo você”. As outras duas faixas são os samba-canção, “Noite triste sem ninguém”, de Fred Chateubriant e Vinicius de Carvalho e “Basta a luz da lua”, do maestro mineiro Delé (José Bráz de Andrade) que também não deixam nada a desejar. Confiram essa raridade no GTM…
Um dos artistas mais presentes aqui no Toque Musical é, sem dúvida, o Djalma Ferreira. Já postamos muitos dos seus discos e pelo jeito não vamos parar. Só que desta vez vamos com os não menos charmosos compactos. Lá pelo início dos anos 60 esses disquinhos passaram a pipocar, as gravadoras perceberam que mais que uma amostra, o sete polegadas era um produto alternativo e muita gente estava gostando do formato. Djalma Ferreira e seu selo Drink não ficou para trás, também lançou seus compactos. E como se pode ver na contracapa deste aqui, houve pelo menos mais três disquinhos, coisa rara de se encontrar. Colecionador aqui só dá valor depois que os gringos levam tudo.
Começando mais uma semana, vamos dar sequencia a mais alguns compactos variados 🙂 Nesta postagem estamos trazendo um compacto duplo, lançado em 1962 pela RCA e seu selo Camden. Temos aqui Os Três Amigos, um trio vocal formado ainda nos anos 50, composto por Cide Mineiro, João da Matta e Lúcio Sampaio. O disquinho traz quatro músicas que originalmente foram lançadas em dois discos de 78 rpm, pelo selo Victor, em 1961 e 62. Este compacto veio na sequencia, certamente por conta do sucesso rancheiro de músicas como “Zorro” e “Sarita”. O trio, parece, ainda voltaria a gravar mais dois discos nos anos 80. Curiosidades que vale a pena conhecer 😉
Olha aí, mais obscuro objeto de desejo dos colecionadores e apaixonados pela Jovem Guarda. Aqui temos Sissi, artista que eu também não me recordo e ao ouvir o disquinho tive a impressão que fosse a cantora Silvinha, mas em nenhum momento há referencias sobre isso na biografia da cantora. Por outra, não achei nenhuma informação sobre esta cantora, Sissi. Mais um mistério do nosso mundinho fonográfico, aqui no Toque Musical. Enquanto não aparece mais informações, vamos pelo menos ouvir o que a garota tem para a gente ouvir…
Olha aí mais um disquinho de sete polegadas para conhecer, reconhecer e relembrar. Entre os mais diversos grupos de música jovem daqueles anos 60, aqui temos mais um, eternizado neste compacto que agora apresentamos. Tom & Jerry, dupla que pelo que visto e ouvido, só gravou este disquinho, pela RCA Victor. Com produção de Ramalho Neto e direção artística de Fred Jorge, a dupla se destaca entre outras do gênero, mas também como essas, não passaram das ‘jukebox’ daqueles tempos. Na contracapa, como se pode ver, há um texto de apresentação da dupla. Disquinho legal, podem conferir…
Seguimos hoje nossa mostra de compactos trazendo Vic Barone, um artista que eu acreditava que fosse mineiro, pois naqueles anos 60 ele participava de programas na antiga TV Itacolomi. Mas segundo informações, Vic era paulista. Porém foi morando em Belo Horizonte que ele iniciou sua carreira como cantor. Venceu um concurso nacional de novos talentos da Jovem Guarda, o que o levou ao primeiro disco, um compacto lançado em 1967. Voltou a gravar, desta vez pelo selo Beverly, onde aqui aparece neste compacto simples. Gravou ainda mais uns dois ou três compactos. Ele também aparece no lp da montagem nacional do musical “Jesus Cristo Super Star”. Ao longo desse tempo também fez teatro, televisão e cinema. Curiosamente, não há muita informação sobre este artista. Nem mesmo se ele ainda está vivo. Mais uma aí para a nossa seção de histórias incompletas…
Mais uma curiosidade em compactos para a alegria de vocês. Como sabemos, esses disquinhos de 7 polegadas foram criados para lançarem pelas gravadoras um determinado artista, uma pequena amostra musical do que poderia vir a ser um ‘long play’. Conforme a aceitação das músicas no compacto, este viria a se tornar um lp. Muitos artistas e projetos acabaram ficando mesmo, apenas no compacto. Isso, óbvio, me refiro a indústria fonográfica musical, as grandes gravadoras e selos. Os discos compactos também atenderiam a outras funções de áudio, num tempo em que esse mundo ainda era analógico (cursos de línguas, poesias, propagandas, experimentos sonoros alternativos, registros pessoais e inclusive produções musicais independentes)
Aqui, por exemplo, temos este compacto simples lançado pela RCA Victor, em 1968, trazendo Wagner, um cantor romântico da Jovem Guarda, ao estilo de Wanderley Cardoso. Até procuramos informações sobre o artista, mas apenas por este nome tão genérico, ou mesmo associando ao nome das músicas, não foram suficiente… Daí, só nos resta postar e aguardar alguém que saiba quem foi este Wagner. Por hora, vamos apenas ouvir…
Olha aí, mais uma curiosidade fonográfica dos anos 60, mais um disquinho da Mocambo, desta vez apostando na figura de Valéria, também chamada de Divina Valéria, personagem incorporado por Walter Fernandez Gonzalez, na época um performista, que atuava em boates e teatros do Rio de Janeiro. Atuou ao lado de outras artistas do gênero, como Rogéria. Também trabalhou na Europa nos anos 70. Na música, gravou apenas este compacto, em 1965 e um cd em 2020. Ao que consta, continua ativa na cena LGBTQI+ participando de show e eventos.
Neste compacto, como se pode ver temos Valéria, o travesti, numa seleção de sambas famosos em ‘pot pourri’ e fechando com a marcha rancho de João Roberto Kelly e Chico Anísio, “Rancho da Praça Onze”. Aproveitem, pois essa ainda não chegou no Youtube 😉
Nesta semana eu vou tentar facilitar a minha vida e de quebra alegrar a de vocês com uma série variada de compactos que já havia digitalizado recentemente. Curiosidades que caem como uma luva em nossa proposta de ouvir com outros olhos.
Aqui temos Zakiel’ 60. Um disquinho compacto que chama atenção. Psicodelia pura, pelo menos na capa. Curiosidade que não pode faltar na discoteca de todo amante da Jovem Guarda. Zakiel’ 60 é um grupo um tanto obscuro. Não consegui achar nenhuma informação sobre eles. A expectativa é grande, mas a realidade não vai além do comum, entre tantos grupos jovens que se aventuraram naqueles anos 60. Tudo se espelhando em Beatles, inclusive temos até uma versão para “Eleanor Rigby”. A outra faixa/face, autoral, peca pela caricatura vocal, que não chamaria muita atenção se não fosse tão desafinada. Mas, está valendo, faz parte e dentro de um contexto, a gente escuta mesmo com outros olhos 😉
eleanor rigby
eu, viver só, não sei
PS: Agradecemos ao nosso amigo culto Rafael Moreira que nos enviou as informações que ele encontrou em um antigo blog (Mopho Discos)…
Este compacto foi gravado e lançado por volta de abril/maio de 1967, pelo Selo Rozemblit – Mocambo, com capa elaborada pelo publicitário Paulo Orlando (Polé), e sob a direção do José Mauro Filho.
O conjunto, formado na Vila Mariana, executava em sua grande maioria músicas de sua autoria e repertório com músicas dos Beatles e Hollies, como era comum na época”.
A banda tinha a seguinte formação, Luís Antonio Peçanha nas guitarras de seis e de doze cordas (construída pelo próprio conjunto) e vocal, Persio Dario Reale no contra-baixo acústico e elétrico, violino eletrificado e xilofone (no solo de ‘Eu Viver Só Não Sei’, versão de ‘Walk Away Renée’, original dos americanos The Left Bank), Francisco Heraldo Turra Vieira, no pandeiro, pratos e vocal e Ronaldo Miranda Borges no bongo e vocal.
Essa formação era derivada de um grupo anterior, dos idos de 1962/63, de nome Les Aigles, que tocava músicas dos Ventures e dos Shadows, do qual participou inicialmente Carlos Bogossian (Bogô, ex-The Hits) na guitarra-base, e que, posteriormente, fundou os Beatniks, José Henrique Serra Russo, guitarra-solo, que também tocou com o Zakiel’60, Nei Martins Gaspar na bateria e Persio Dario Reale no contra-baixo elétrico”.
Já com o nome de Zakiel’60, e durante e após o período de gravação do disco, o conjunto apresentou-se em uma das mais importantes casas de show da época, a Boate Cheetah, localizada na antiga praça Roosevelt. Um desses shows, segundo Persio, foi assistido pelo empresário Marcos Lázaro, que convidou a banda para participar do programa Jovem Guarda, em sua edição carioca. Eles foram apresentados pelo Rei como um conjunto com “uma roupagem nova para o iê-iê-iê, com violino e outras coisas mais”. O grupo também apresentou-se no programa de Ronnie Von e no programa dos Incríveis, na época dirigido por Brancato Júnior.
Com a nova formação, o grupo fez uma temporada na Boate Playboy, localizada na rua Augusta, em São Paulo, de propriedade de Luís Vassalo, também dono da Boate Cave, na rua da Consolação. A Boate Cave, lembra Persio, “reunia o pessoal da Jovem Guarda, principalmente aos sábados, véspera do programa, quando promoviam as famosas ‘canjas’, após fechar as portas, depois das quatro horas da manhã”. Assim como a maioria das bandas de garagem dos anos sessenta, Zakiel’60 também teve vida curta, com alguns de seus membros passando a integrar o grupo Heritage, em 1969.
Vejam vocês que disquinho ótimo para se ouvir neste domingo. Aqui temos um registro dos mais interessantes, coisa que agrada muito dj’s e colecionadores, principalmente os gringos que nessa altura já levaram embora todos os que ainda existiam. Por isso também vale uma baba. Não falta quem pague pra mais de 500 pratas no compacto de 7 polegadas.
Aqui temos (em verdade) a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, acompanhando seu ritmista/percussionista, o genial Pedro Santos (Sorongo). Não sei se é um momento especial de Severino ao amigo Pedro, dando a este a oportunidade de se destacar com suas pesquisas rítmicas, ou se atende ao apelo comercial da época, ao estilos de outras orquestras americanas, que faziam sucesso explorando os chamados ritmos exóticos, tipo Arthur Lyman, Martin Denny… Claro que, sem puxar a sardinha, em termos de ritmos e originalidade e até da competência, “Sorongo” vai além…
Nossa postagem de hoje traz este disquinho compacto, lançado de forma independente aqui nas Minas Gerais. Trata-se do Grupo Estrada, conjunto formado nos anos 80 e ao que sei, só chegaram a lançar este compacto simples, gravado na Bemol, em 1981. Segundo algumas informações colhidas em um site sobre um dos membros do grupo, Sérgio Seidel, este conjunto ganhou alguma projeção quando se apresentou em programas de televisão como o “Viola Minha Viola” e o “Som Brasil”. Também acompanharam o cantor e compositor Zé Geraldo bom um bom tempo. Sérgio Seidel também foi empresário de Zé Geraldo e parceiro na música “Caminhos de Minas” e ‘Quatro cantos da saudade”, lançadas no disco do Zé, em 1983.
Aqui temos um autêntico grupo musical mineiro, com todas aquelas características da música que se fazia por aqui naqueles anos 80. Disquinho bacana que em outros tempos talvez fosse um ‘debut’ para um lp. Hoje é uma raridade, pois se trata de uma edição independente e limitada.
Olá, amigos. Sejam bem vindos ao Toque Musical 2024! Neste ano voltamos ao estilo ‘drops misto’, uma variedade de cores, sabores e sons. Um balaio musical atemporal para agradar gregos, troianos e principalmente a nós que ouvimos música com outros olhos 🙂
Começando aqui nossos trabalhos trazendo um disquinho bem raro, compacto lançado pelo obscuro selo/editora Opus, Belo Horizonte e conforme tudo indica, no início dos anos 70. Digo isso porque em todo, o disquinho ainda é um mistério, trazendo Walter Gonçalves ou ainda, Waltinho (e seu conjunto), em um registro ao vivo no Mangueiras, um grande restaurante e churrascaria que havia em Belo Horizonte, na região da Pampulha, nos anos 70. Por se tratar de um disco compacto, sem capa e com pouquíssimas informações no selo, fica ainda a dúvida se este Walter Gonçalves é o mesmo pianista que gravou alguns discos nos anos 50 e 60. Eu acredito que sim, pois o estilo é bem parecido e naqueles anos 70 muitos músicos de gerações anteriores, as vezes em decadência, acabavam se dedicando a apresentações em boates e restaurantes.
Neste compacto, Waltinho acompanhado de um conjunto nos apresenta uma sessão bem ritmada de sambas numa sequencia em ‘pot pourri’ e a vibração que só se tem numa gravação ao vivo. Disquinho bem interessante de se ouvir e que por certo, logo vai estar também no Youtube através da turma que monetiza esses “filhos sem pais” que a gente posta por aqui… 🙂
Boa hora, amigos cultos e ocultos! Neste mês, o Toque Musical está completando 15 anos. Uma data importante e também admirável, pelo fato de estarmos nessa cachaça a todo esse tempo. Ainda vamos falar mais sobre isso nos próximos dias. Por hora, vamos tentar fechar este mês de maneira completa, apesar dos atrasos, tanto nas postagens quanto nos links.
Temos hoje a brilhante figura do sambista baiano Batatinha. Não vou nem entrar em detalhes, visto que a contracapa já nos dá todas as informações necessárias. E como já disse, para tentar manter o TM diário e atualizado, vou reduzir ainda mais essas resenhas, que tomam tempo e pelo visto, não acrescenta muita coisa para vocês. Afinal, o que a maioria vem fazer aqui é mesmo só pegar a trilha do link para download, não é mesmo? Sigamos…