Gilvan Chaves – Compacto (1959)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Dentro dessa nossa mostra de discos compactos, trago desta vez um outro raríssimo exemplar e de um artista também raro. E quando digo raro, quero dizer, um artista que se destaca em seu universo musical pela qualidade, beleza e simplicidade de sua música, também raro porque, mesmo hoje em dia pouco se fala dele. Estou, por certo, me referindo ao grande artista pernambucano, Gilvan Chaves, músico, cantor, compositor e um ferrenho divulgador da cultura nordestina. Era considerado o Dorival Caymmi de Pernambuco, pois sua música traz as mesmas semelhanças, tanto pelo estilo quanto pelo temas explorados em suas canções. Gravou uma dezena de discos, obras hoje raras, difíceis de encontrar ou absurdamente caros quando os achamos num Discogs ou Mercado Livre. Felizmente, para nossa sorte, existem aqueles que não deixam a peteca cair e neste caso, a obra de Gilvan Chaves foi resgatada, digitalizada pelo Cacai Nunes, músico e produtor do blog/site Acervo Origens. E consequentemente, claro, já foi compartilhada, tanto em seu site como também no Youtube. Aqui no Toque Musical, por estranho que pareça, nunca postamos nada deste artista, assim e agora, temos esta oportunidade através deste compacto duplo, lançado pelo selo Rosenblit/Mocambo. Este foi um dos primeiros compactos lançados por aqui, quando este formato começou a ser fabricado e produzido no Brasil. É interessante notar que os discos de 7 polegadas surgiram no intuito de serem promocionais, ou seja, discos feitos para divulgar uma determinada música, um possível sucesso. E nesta, eles também foram pensados para serem usados em máquinas, as charmosas Jukebox, por isso traziam um furo maior no seu centro e inicialmente eram, como este, discos de 45 rpm. O primeiro compacto de 33 rpm aqui no Brasil nós já o apresentamos no Toque Musical, foi um disquinho lançado de forma independente pelo compositor mineiro Pacífico Mascarenhas chamado “Carlos Hamilton Canta Para Os Namorados”. Bom, mas isso é outra história. Vamos curtir aqui o Gilvan Chaves…
 
pregões do recife
quem viu
oiá do meio dia
casamento aprissiguido 
 
 
.

Márcio & Márcia (1963)

Caros amigos cultos e ocultos, aqui seguimos em nossas postagens até o fim do ano trazendo alguns disquinhos de 7 polegadas, os charmosos discos compactos. E para hoje temos um exemplar raríssimo da dupla Márcio & Márcia, em um compacto duplo, ou seja, com quatro faixas. Lançado pela Polydor, em 1963, este disquinho foi o filho único deste par de cantores que eram na verdade, Márcio Ivens, um jovem talento descoberto por Luiz Bonfá e Márcia, um pseudônimo para Selma Rayol, irmã de Agnaldo Rayol. Os dois só gravaram este compacto que foi produzido por Bonfá, que também, segundo contam, participa do disco. É mesmo um belo disquinho todo pautado na Bossa Nova, inclusive duas das músicas, “Samba de roda” e “Poema de alguém”, são de autoria de Luiz Bonfá e sua esposa, a cantora Rosana Toledo. Imperdível, sem dúvida! Confiram no GTM…
 
cirandinha moderna
samba de roda
encontro no sábado
poema de alguém
 
 

Cruzeiro E. C. – Compacto (1976)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aproveitando o ensejo futebolístico, os discos compactos e tudo mais… E para não dizerem que eu sou tendencioso e só valorizo o Galão, eu hoje resolvi mostrar que não é bem assim. Afinal, temos também por aqui muitos bons amigos, cultos e ocultos, que infelizmente são cruzeirenses. Gosto não se discute, apenas lamenta-se e cada um na sua. Oque seria do futebol se não houvesse a rivalidade esportiva, sadia, é bom dizer… O que aconteceu ao time do Cruzeiro foi mesmo uma tragédia, do tamanho de sua vaidade. Um tremendo ‘calaboca’ para baixar um pouco o topete. E lá se vão dois anos de série B. Mas o pior não é isso, pois até aqui é gozação, é sarro de atleticanos. A coisa ficou séria e triste quando a falência tomou conta, pois ficou a um passo de deixar de existir. E isso é muito ruim. Péssimo para o torcedor e também para o rival e mais ainda para Minas Gerais que perderia um de seus times tradicionais. Por certo, os torcedores perderam, pois o futebol já não é mais o mesmo. Já não se torce para um time, mas sim para uma empresa e agora tem um dono, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, que deveria a partir de então se chamar Ronaldo Salvador, pois é o cara quem irá tentar salvar a empresa. Finalmente, surgiu uma luz no fim do túnel e o cruzeirense vaidoso já volta a sua velha postura pretenciosa. Já estão sonhando com campeonato mundial, vejam vocês! Hehehe… é muita pretensão e vaidade… Mas, ainda assim é louvável ver que um jogador que saiu de suas bases ainda menino, voltaria um dia não apenas como o ‘dono da bola’, mas sim, o dono do time. Sinceramente, espero que o Cruzeiro se recupere, pelo menos até o ponto de poder enfrentar o Galão, pois não há nada mais desestimulante que ter um adversário que só fica na série B. Boa sorte ao Cruzeiro! E para tanto, aqui vai nossa menção, nosso toque musical para este disquinho de 7 polegadas, lançado em 1976 e no qual, como podemos ver pela capa, traz o hino do clube, de um lado e do outro uma versão ‘moderninha’ para a tradicional “Peixe vivo”, que não sei porque cargas d’água veio parar aqui. Sou mais a “Aquarela do Brasil” 🙂
 
hino ao cruzeiro e. c.
peixe vivo 
 
 
 

Folguedos Populares Do Brasil (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Temos aqui este compacto tripo promocional, lançado pela Philips como parte de seu calendário de 1972. Nessa época, a gravadora Philips tinha por costume distribuir calendários, aqueles bem ilustrados, tipo poster, de se por na parede. Para cada ano era escolhido um tema e neste de 72 traziam fotos de festas populares no Brasil. Uma cortesia da gravadora oferecida aos seus lojistas revendedores e junto vinha um disquinho de 7 polegadas com músicas relacionadas ao tema proposto para o ano. E aqui temos o “Folgedos Populares do Brasil”, ou seja, um grupo com seis temas da cultura popular, músicas de festas folclóricas, geralmente de origem religiosa ou de cultos africanos e tradicionais. Muito interessante, com certeza irá agradar 🙂
 
cordão dos bichos (‘vai saudade’ – corporação musical santamarense)
congada (gravação original do grupo de congada de s. antonio da alegria – sp)
caipó (gravação original do grupo de caipó da cidade de s. josé do rio pardo – sp)
moçambique (gravação original do grupo moçambique união de s. benedito de taubaté – sp)
folia de reis (gravação original do grupo de folia de reis baiana de olimpia)
bandeiras – (“companhia do divino” – dirigida por sebastião ribeiro da silva)
 
 
 
.
 

Poly E Seu Conjunto – Uma Festa Caipira (1960)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Um disquinho meio fora de hora, podia ter entrado no meio do ano, em época de festa junina, mas só agora me lembrei dele. E em se tratando do grande Ângelo Apolônio, ou Poly, excepcional instrumentista que dominava como poucos diferentes instrumentos de cordas, este disquinho é bem vindo a qualquer momento. Como podemos ver, este é um compacto duplo onde Poly nos apresenta quatro temas tradicionais juninos, ou no caso, uma bela festa caipira. Confiram…
 
festa na roça
quadrilha do tamanduá
o sanfoneiro só tocava isso
pau de sebo
 
 
.
 

Hino Ao América F.C. _ O Mais Simpático – Deca Campeão (1968)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Como havia dito, vamos encerrar o ano postando os disquinhos de 7 polegadas, os famosos compactos. Temos alguns aqui e antes que acabem indo embora, vamos apresentá-los a vocês, ok? E aproveitando a onda ‘futibolística’, já que postei aqui uns compactos do meu Galão, agora vou fazer a alegria dos amigos americanos, afinal o América mineiro está de volta a primeira divisão do futebol, não é mesmo? Merece aqui nosso destaque. E eis que temos este raro compacto lançado em 1968 pela Bemol e trazendo de um lado o hino do clube e do outro a divertida “Coelhinho Barra Limpa”, composição de Vicente Mota e Nelson Carvalho. Confiram no GTM…
 
hino ao américa futebol clube
coelhinho barra limpa
 
 
.

Clube Atlético Mineiro – Compacto (1971)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos novamente saudando o meu Galão, afinal a alegria é grande, né? Este compacto teria entrado ontem, não fosse eu me lembrar do lp, que achei mais apropriado. Mas eu já havia planejado para esta ultima quinzena do ano postar aqui uma série de discos compactos, fechando o ano com os disquinhos de 7 polegadas. Desta então, achei também apropriado começarmos com este compacto do Clube Atlético Mineiro, no qual temos de um lado o hino do clube e do outro (fazendo jus ao nível de qualidade, hehehe…) nada menos que a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Creio que este compacto já foi apresentado aqui, mas sem esta capa, onde temos estampado o símbolo do maior campeão do Brasil em 2021. É só alegria 🙂 Salve o Galão!!!
 
hino do clube atlético mineiro
aquarela do brasil
 
 
.

Marino Cafundó De Moraes – Missa Do Violeiro Do Brasil (1980)

Caros amigos cultos e ocultos, como vão?  Seguindo aqui em nossas variedades ‘fonomusicais’, temos para hoje este raro compacto produzido pela Edições Paulinas, em 1980. Trata-se da Missa do Violeiro do Brasil, um evento litúrgico-musical coordenado por Marino Cafundó de Moraes e sua “Orquestra de Violas Sertanejas”. Marino era paulista, tenente da militar, músico e maestro que se dedicou a música folclórica, criando em Osasco, nos anos 70, a Casa dos Violeiros do Brasil. Com sua orquestra de violeiros, com até 60 instrumentistas fez várias apresentações e também foi responsável pelas “Missa Sertaneja” e “Missa do Violeiro do Brasil”, as quais foram registradas em disco através de O Domingo, um editorial da Edições Paulinas. Aqui temos apenas a Missa do Violeiro do Brasil, que por sinal, me parece, também teve um lançamento em lp, no caso, mais completo. O mesmo vale para a Missa Sertaneja. Porém, contudo, temos neste um compacto triplo e inclui encartes.
 
canto de entrada
canto de meditação
canto de aclamação
canto de ofertas
canto da comunhão
canto da despedida
 
 
.

José Dias – Galo Legal (1969)

Boa hora, amigos e torcedores cultos e ocultos! Vai aqui mais um disquinho do Galão da massa. Não sei se é porque eu sou atleticano e só olho para o que acontece com ele, mas o time do Galo sempre teve seus torcedores apaixonados, a tal ponto que nunca lhe faltou homenagens. E na época de ouro do disco de vinil, muitos foram lançados, cantando as glórias desse time mineiro tão querido. De compactos a lps e mesmo na fase do cds, sempre houve e ouve-se o Galão cantar. aqui temos um compacto com duas músicas de autoria de três irmãos torcedores, Mauro, João e Plínio Saraiva. Os irmãos Saraiva fazem parte da memória da cultura popular, do núcleo de resistência da Velha Guarda do samba de Belo Horizonte. São autores de inúmeros sambas e marchas, inclusive e também para os times do Cruzeiro e América. Neste disquinho temos duas de suas composições interpretadas pelo cantor José Dias. Eis aí uma boa curiosidade fonomusical que agrada mesmo quem (infelizmente) não é atleticano 🙂 Vamos conferir?
 
galo legal
galo tinindo
 
 

Tony Damito E Conjunto Brasa 5 – Esse Galo É Um Espeto (1967)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! E em especial aos amigos atleticanos que vez por outra me pedem para postar aqui os discos do Galão. Hoje, finalmente, resolvi fazer um agrado, afinal eu também sou da massa e o momento é bem propício, diga-se de passagem, não é mesmo? Separei para os próximos dias três compactos deste time centenário, tradicional e o mais amado de Minas Gerais. 
Aqui temos este compacto lançado em 1967 trazendo o cantor Tony Damito acompanhado pelo conjunto Brasa 5, prestando uma justa homenagem ao maior clube futebolístico mineiro. Por certo, alguns irão dizer que é pretensão minha, deixando de lado o América e o Cruzeiro. Mas convenhamos, dentro do cenário desportivo nacional, times de destaque são os que estão na primeira divisão, não é mesmo? hehehe… 
 
esse galo é um espeto
galinho, tu és o maior
 
 
.

Severino Araújo E Sua Orquestra Tabajara – A Tabajara No Frevo (1956)

Boa hora, meus caros amigos cultos e ocultos! Boa hora para se ouvir frevo e ao som de uma das mais tradicionais e importantes orquestra, a queridíssima Orquestra Tabajara e seu grande maestro Severino Araújo. Há tempos não postamos nada dele por aqui. Então esta é uma boa hora mesmo 😉
Aqui temos uma seleção de oito frevos, hoje em dia todos clássicos, em lp de dez polegadas, lançado pela Continental em 1956. Vamos conferir essa joinha?
 
zé pereira
último dia
tudo dança
a tabajara no frevo
vassourinhas
relembrando o norte
assim é espeto
zé carioca no frevo
 
 
 

Celinha Alves – Haroldo Medina – Eles Cantam Assim (196…)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Então, que tal um compacto para a gente variar um pouco? Olha aqui este disquinho que achei num sebo. Pessoalmente, adoro coisas raras e obscuras. Pode ser até uma tremenda bobagem sonora, desde que seja obscura, curiosa e rara. Bem, não é exatamente o caso aqui. Para a minha surpresa o disquinho até que é bem legal. Trata-se de um compacto duplo, com quatro faixas, sendo de um lado com a cantora Celinha Alves e do outro o cantor Haroldo  Medina. Agora, quem são esses artistas é que é difícil descobrir. Passei hoje, boa parte da tarde pesquisando este compacto e também o seus artistas. Sabem o que eu encontrei, nada! Por certo temos aqui dois intérpretes desconhecidos, de um selo desconhecido, de uma época desconhecida… Aqui só localizamos os maestros, no caso Nelson Piló, violonista, compositor e arranjador mineiro, conhecido principalmente por suas adaptações para músicas de Ernesto Nazareth e Catulo da Paixão Cearense. Neste disco  é ele que acompanha o cantor Haroldo Medina. Já Celinha Alves é acompanhada pelo maestro sergipano, Luiz Almeida D’Anunciação, o Pinduca. Dois momentos distintos, dois artistas bem acompanhados, porém, no meu entender é Celinha Alves o grande destaque, tanto pela performance, quanto pelo repertório, um samba com frescor de bossa nova e um bolero. Disquinho interessante. Espero que numa hora dessas apareça aqui alguém para nos dar mais informações. Por hora, vamos apensa conferir, ok?
 
e agora? – celinha alves
cruel mentira – celinha alves
morena linda – haroldo medina
zélia – haroldo medina
 
 
.

Cauby Peixoto (1965)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Ainda no ano de 1965 e nos compactos da RCA Victor, temos desta vez a presença do grande Cauby Peixoto interpretando duas canções de sucesso da época, “Voltarei de joelhos”, versão de Ronnie Cord para a canção italiana “In ginocchio da te”  “Depois de ti”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Pronto, está aí um bom disquinho para fecharmos o mês, não é mesmo? Confiram no GTM…
 
voltarei de joelhos
depois de ti
 
 
.

From Rio With Love (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Ainda nos anos 60, temos aqui este compacto duplo lançado pela RCA Victor, em 1965. O disquinho se chama “From Rio with love”, ou seja, trata-se de um suvenir musical criado para turistas naquele ano em que a cidade do Rio de Janeiro completava 400 anos. Um disquinho para turista ouvir e levar para casa. Não é atoa que há na contra capa um textinho bilíngue fazendo as devidas apresentações. E o que temos nele é samba. Começa com o hino “Cidade Maravilhosa” cantada em coro, na sequencia vem Cauby Peixoto interpretando a marchinha “Rancho da Praça Onze”, de João Roberto Kelly e Chico Anísio. Do outro lado o samba corre solto nas duas faixas com o Cacique de Ramos. Disquinho interessante que vale a pena conferir no GTM.
 
cidade maravilhosa – coro misto
rancho da praça onze – cauby peixoto
sessão de ritmo – o cacique de ramos
água na boca – o cacique de ramos
 
 
.
 

Luiza – Compacto (1965)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Olha só o disquinho que temos aqui… Uma autêntica raridade que até então eu não vi compartilhada em lugar algum. Até mesmo no Youtube vocês não encontravam. Agora, com certeza, logo vai estar lá, assim como boa parte do que publicamos aqui no blog acaba indo para lá. Mas quando a ideia é, além de ouvir, ver o disco, a capa e selo, só mesmo participando do Grupo do Toque Musical, Lá se pode baixar o arquivo completo. Mas, para quem não sabe, os links são temporários e não fazemos reposição. Portanto é bom sempre ficar ligado no que publicamos por aqui para não perder nada.
Então, temos aqui a cantora Luiza, que surgiu nos anos 60 como uma revelação da Bossa Nova. Gravou em 64 seu primeiro e único lp, um disco hoje consagrado, raro e que só a alguns anos atrás recebeu uma reedição em cd. O que fez o disco dela ser especial, além de sua belíssima voz e estampa foi o fato de ter sido nele que aparece uma primeira parceria de Dori Caymmi e Edu Lobo. O disco é recheado de compositores bossanovistas e dele participam vários, entre esses, Milton Nascimento e Wagner Tiso, em início de carreira. Para dourar mais a coisa, temos também a participação, arranjos e regências do maestro Moacir Santos. Daí se vê que Luiza estava com a bola toda. Embora vivendo intensamente as transformações musicais da época, tendo seu apartamento sempre bem frequentado por outros artistas, assim como Nara Leão, em seu apartamento, Luiza acabou seguindo carreira no magistério, se tornando professora, casou e foi ser dona de casa. Porém, ainda naqueles anos de efervescência da Bossa Nova, ela foi novamente requisitada para gravar este disquinho que é mesmo, em resumo, um compacto de suas apresentações ao lado do 3D Trio, em um espetáculo que eles faziam no Rio, no Teatro Princesa Isabel. Nele encontramos as composições, “Chuva”, de Durval Ferreira e Pedro Camargo e “Lenda”, de Marcos Valle e Luiz Freire. Os arranjos são de Antonio Adolfo. Este foi assim, seu também único compacto, hoje um disquinho ainda mais raro que o lp, pois nunca chegou a ser reeditado. Só mesmo no Toque Musical… Confiram no GTM.
 
chuva
lenda
 
 

Fernando Bocca (1982)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Quando vamos chegando quase ao final de nossa mostra de discos de 7 polegadas, me surgem uma dezena de outros que no caso já não cabem nessa apresentação. Porém, nada impede de que possam a serem postados regularmente em outro momento. Aqui, nada se perde, tudo se transforma e se renova. 
Bom, aqui temos um compacto do cantor e compositor mineiro Fernando Bocca. Acredito que este disquinho tenha sido lançado como cartão de visita do artista que havia então assinado com a RCA. Porém, não há registro e eu não conheço o lp, por certo o discão não chegou a sair, uma pena… Mas aqui neste compacto simples temos dele duas canções que marcaram época, pelo menos aqui para nós, mineiros de ‘belzonte’, “Bota lenha”, composição dele em parceria com  Abner Nascimento e João Boamorte e “Um abraço eterno”, outra parceria com Abner Nascimento. Este compacto foi produzido pelo Estáquio Senna e os arranjos e regências são de Nivaldo Ornelas. Taí, um compacto que vem se tornando raro por conta de colecionadores japoneses. Hoje em dia é mais fácil achar este compacto no Japão do que aqui, nos sebos e mercados livres da vida. Confiram no GTM…
 
bota lenha
um abraço eterno
 
 

Helena De Lima – Compacto (1964)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com a cantora Helena de Lima neste compacto do disco “Uma noite no Cangaceiro”, lp lançado em 1964. Aqui, neste resumo, um compacto simples, vamos encontrar um ‘pot-pourri’ de sambas que fazem parte da faixa de abertura do lp e também “Sinfonia do Carnaval”, composição da cantora (que também era compositora) em parceria com Concessa Lacerda. Este registro foi gravado ao vivo na lendária boate Cangaceiro. E como até hoje eu não postei o lp, vamos, pelo menos, com o seu compacto. Confiram no GTM…
 
seleção de sambas:
na cadência do samba
diz que fui por aí
o sol nascerá
a fonte secou
mora na filosofia
sinfonia do carnaval
 
 
.

Toninho E Neimar (1978)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Nosso compacto do dia segue no rastro do disquinho postado ontem, do Padre Zezinho, ou seja, um disco de música cristã. Temos neste a dupla Toninho e Neimar. Um compacto duplo no qual desfilam quatro composições desta parceria. Infelizmente, não encontrei informações sobre essa dupla, mas o disco foi gravado em 1978 no estúdio das Edições Paulinas e contou com os arranjos do maestro Eduardo Assad. Confiram este disquinho no GTM…
 
pelo amor de deus
a busca
deus negro
turista da vida
 
.

Padre Zezinho E Conjunto Sidney Singers – Canção Da Amizade (1969)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Dando sequência à mostra de compactos do Toque Musical, apresentamos o Padre Zezinho, considerado um dos pioneiros da música cristã, acompanhado pelo conjunto Sidney Singers. Lançado pelas Edições Paulinas em 1969, este compacto duplo apresenta quatro músicas compostas pelo padre: “Shalom”, “A goteira”, “Você é meu irmão” e “Canção da amizade”. Aliás, esta foi a estreia do Padre Zezinho em disco, e o pontapé inicial para uma bem sucedida trajetória de evangelização através da música. Enfim, mais um título que merece o nosso Toque Musical. Confiram no GTM
 
shalom
a goteira
você é meu irmão
canção da amizade
 
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Os Incríveis – Trabalho Em Paz (1976)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. De 1964 a 1985 vivemos no Brasil o período da ditadura militar. Tempos sombrios que só não chocou mais a nação porque essa, parece, sempre viveu uma relação de amor e ódio com as Forças Armadas. Infelizmente tem muita gente que acredita que militar é salvação, que a disciplina militar é o remédio e que o Brasil deve ser mesmo um quartel. O que essa parcela de gente não consegue enxergar é que não é a farda que faz um homem, não é a farda que faz uma pessoa honesta. Militar também erra e por sinal erra muito. Se você acredita que não existe corrupção nas Forças Armadas é por ser muito ingênuo. Até mesmo nas Igrejas essa praga mora, nas Evangélicas então, nem se fala… Enfim, isso é coisa de Brasil. O brasileiro é sua essência é um canalha e isso se evidencia  mais na classe média. Não é por acaso que boa parte desse povo votou num canalha e militar. E está aí, a boa merda que ele está fazendo e ainda com apoio da pior classe de brasileiros.
É dentro desse cenário, de ditadura e ufanismo que nosso lendário grupo de rock, Os Incríveis, viveu e sobreviveu até perceber que não dava mais para ficar passando pano para milicos. Esse conjunto de musiquinhas ufanistas patrocinado pelo governo militar fez mesmo muito sucesso. Aprendemos essas músicas num processo quase de osmose, quando isso era obrigatório em todas as rádios. Tocavam essas músicas para fazer o povo acreditar que estávamos crescendo, que o Brasil era um país maravilhoso… Sim, o Brasil é maravilhoso, o que fode são as pessoas que vivem nele.
Bom, enfim, o que temos aqui são quatro odiosos hinos da ditadura, pelo menos para mim. E daí, vocês me perguntam, qual a razão de eu estar postando isso então? Oras, convenhamos, se eu publicasse aqui apenas oque eu gosto este blog não seria assim. A proposta do Toque Musical é trazer a tona a produção fonomusical brasileira e nosso lema é escutar com outros olhos. Daí, cabe tudo em nosso espaço. E até porque, não desgosto dos Incríveis, não gosto é dessa ‘fase vexaminosa’, mas reconheço o talento dos rapazes 🙂 Vamos lá, vamos conferir… ditadura também é cultura (ou não?)
 
marcas do que se foi
pindorama
este é o meu brasil
este é um país que vai pra frente
 
.

Topo Gigio 2 (1969)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Mais uma vez vamos de Topo Gigio… Mama mia, como esse ratinho ainda faz sucesso! Ao longo da semana recebi uma dezena de e-mails e mensagens pedindo mais coisas do Topo Gigio. Daí, me lembrei que tinha a mão também o compacto número 2. Então, porque não postá-lo de uma vez, não é mesmo? Assim, temos ele novamente, desta vez com a participação do Agildo Ribeiro. Putz, quando eu era criança adorava esse bichinho… Vamos conferir no GTM…
 
o calhambeque
nesta rua
sole mio
diálogo de boa noite com o agildo ribeiro
 
 

Estranho Triângulo – TSO (1970)

Olá amigos cultos e ocultos! Na trilha da trilha, aqui vai mais uma, desta vez de um filme. Temos aqui um compacto raro de um filme nacional também pouco lembrado, “Estranho Triangulo”, filme dirigido por Pedro Camargo em 1969, tendo no elenco Leila Santos, Carlo Mossy, José Augusto Branco, José Wilker, Lúcia Alves e Dinorah Brilhante. O disquinho traz as duas músicas do filme, o tema principal, de José Ari e “Catedral”, tema de Ed Lincoln, extraído de seu lp de 1969. O compacto saiu pelo selo Savoya Discos, de Ed Lincoln. Curiosidades que vocês só encontram por aqui. 😉
 
tema do filme estranho triangulo – josé ari
catedral – ed lincoln e seu conjunto
 
 
.

Senhora – Trilha Sonora Da Novela (1975)

Olá, amigos cultos e ocultos! Em meio aos discos compactos temos também as trilhas de novelas. Aqui, uma de 1975, da novela “Senhora”, exibida pela Rede Globo. Temos neste, um compacto duplo trazendo Francisco Petrônio e Dilermando Reis, Paulo Tapajós, Waltel Branco e a Orquestra Romanza. Disquinho bacana e músicas que só se encontram nesta edição. Confiram, no GTM…
 
quem sabe – francisco petronio e dilermando reis
ontem ao luar – paulo tapajós
aurelia – orquestra waltel branco
reocordando – orquestra romanza
 
 
.

Gazineo (1973)

Boa tarde, meus amigos cultos e ocultos! Não sou muito fã de discos de 7 polegadas sem capa, infelizmente esses disquinhos a gente quase nunca encontra com capa e quando encontra é com uma capinha genérica, aquela com o furo no meio para se ver o selo. E quase sempre, quando estão com essa capinha, está sempre trocada. Disquinhos assim, a gente só consegue avaliar colocando para tocar. E eu tenho uma porção desses discos que ainda preciso descobrir. Só mesmo promovendo esses ‘períodos temáticos’ para me fazer mexer nos arquivos físicos e explorar aqueles discos que ainda não tive tempo de ouvir. Aqui um bom exemplo… Este é um compacto do cantor baiano Carlos Gazineo, um artista que tem estado presente na cena da MPB desde o final dos anos 60. Só mesmo quem é da área, quem é baiano, talvez, conheça ou se lembre dele. Um cantor premiado em vários festivais, cantou nos mais diversos programas de televisão e casas de shows, além dos jingles para a JS Discos. Sua primeira aparição está no no lp “I Festival do Samba da Bahia, de 1967 (disco este já apresentado aqui no Toque Musical), ao lado do Inema Trio e também no compacto duplo com músicas do sambista Batatinha, onde aparece em duas faixas. Nos primeiros anos da década de 70 ele foi contratado pela Odeon como sambista e grava então este que foi seu primeiro compacto e talvez o seu disco de maior sucesso. Nele ficou registrado “Liso, leso e louco”, composição da dupla Antonio Carlos e Jocafi, que também cuidaram da sua produção. Do outro lado, o samba “Falsa cabrocha”, de Luiz Berimbau. “Liso leso e louco” tocou muito nas rádios e chegou a ser conhecida internacionalmente. Essas duas músicas seriam, na sequencia, lançadas em uma coletânea de sambas da gravadora (Só Sucessos Vol. 12). Gazineo seguiria sua carreira de sucesso gravando outros compactos. Seu primeiro e único lp ele só veio a gravar em 1984, “Cantando sorrindo”, uma produção independente na qual ele aparece como Carlos Vicente. Depois disso viriam os cds e trabalhos com produção. Hoje, parece, está aposentado, curtindo a vida dentro de uma piscina, pelo menos é o que mostra o seu perfil no Facebook. Confesso que quase desisti desta postagem quando vi no Facebook a sua postura política. Enfim, ainda bem que estamos falando do passado. Melhor beber o vinho do que falar do vinagre.
 
falsa cabrocha
liso leso e louco
 
 

Orquestra Disneyland E Aloysio De Oliveira – Perri (1959)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Prosseguindo sua mostra de compactos, o TM apresenta uma autêntica raridade. Trata-se de um 45 rpm que a Odeon lançou sob o selo Disneyland, provavelmente em 1959, reunindo quatro músicas de um filme de Walt Disney chamado “Perri”, de 1957, rebatizado no Brasil como “No coração da floresta”. Misto de documentário e ficção, e de elementos de “Bambi” com fotografia da natureza, o filme conta as aventuras de um esquilo fêmea, a Perri do título original, durante as quatro estações do ano. E a vida dela na floresta é cheia de perigos. Quando não está fugindo de seu inimigo natural, o Martes, Perri se apaixona por um esquilo macho que considera um príncipe. O filme ganhou, em 1958, o Urso de Ouro de melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Berlim. As orquestrações deste disco são originais americanas, com canto coral em português e narração de Aloysio de Oliveira, ex-integrante do Bando da Lua, que por certo também verteu as músicas para o nosso idioma. Em suma, um filme pouco lembrado dos estúdios Disney, do qual o TM apresenta parte de sua trilha sonora. Mais um tesouro raro que vocês poderão conferir no GTM. 
 
sonho de perri
a primavera
cai o dia
a dormir
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho

Claudette Soares (1965)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui um autêntico compacto, Claudette Soares em dois momentos de seu disco de 1965 pela Rosenblit/Mocambo: “A Resposta”, de Durval Ferreira e Pedro Camargo e “Chuva”, de Marcos e Paulo Sergio Valle. A capa deste compacto é diferente do lp e acho que tem mais charme, mais condizente com o conteúdo.
 
a resposta
chuva
 
 
.

Chacrinha (1981)

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Dando prosseguimento à sua mostra de compactos, o TM traz, mais uma vez, o inesquecível “velho guerreiro”, Abelardo Chacrinha Barbosa, de quem já apresentamos dois LPs. Trata-se de um disquinho lançado pela Odeon em 1981, época em que Chacrinha trabalhava na TV Bandeirantes, hoje Band, com dois forrós especialmente compostos por Rossini Pinto. De um lado, “O pai de santo”, e de outro, “O cozinheiro”. Tudo com a malícia e os versos de sentido dúbio característicos do gênero (as letras estão reproduzidas na contracapa). Enfim, são músicas bastante divertidas, e o disquinho vale muito a pena. É mais um legado precioso do “velho guerreiro” para a posteridade, e outro disco raro que é eternizado pelo TM. A conferir no GTM, sem falta.
 
o pai de santo
o cozinheiro
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho 

Sérgio Ricardo – The Crazy Cats – Ritmos Esso Em Samba & Twist (1963)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Olha só que disquinho interessante nós temos aqui… Este é um compacto promocional criado para a Esso, como brinde de fim de ano, no caso, o ano era  1964. Curiosamente, vamos encontrar neste 7 polegadas uma espécie de jingle interpretado de um lado por Sérgio Ricardo e do outro por um grupo de rock’n’roll, ou twist, The Crazy Cats. Ao que tudo indica, “Wadiya” é o nome original da música, um twist, conforme está no lado B. No lado A a mesma música em ritmo de bossa, samba, cantado por Sérgio Ricardo: “só Esso dá ao seu carro o máximo, veja o que Esso faz…” Imagino que essa musiquinha tenha também sido usada em alguma outra campanha publicitária da Esso. Está aí um disquinho que não poderia faltar aqui no nosso Toque Musical. Confiram essa raridade no GTM…
 
ritmos essa – sérgio ricardo
wadiya – the crazy cats
 
.

Wilson Miranda (1974)

Olá, amigos cultos e ocultos! Começando a semana e dando sequencia a nossa mostra de discos de 7 polegadas, hoje temos aqui este compacto do cantor Wilson Miranda, artista este já apresentado aqui no Toque Musical. Desta vez temos ele num compacto duplo com quatro temas de sucesso e destacando,  “O Homem de Nazareth”, música de Cláudio Fontana que ficou marcada na voz do cantor Antônio Marcos e creio que também foi gravada por outros artistas. Confiram no GTM…
 
o homem de nazareth
de que vale ter tudo na vida
te amo eternamente
o show já terminou
 
.

Topo Gigio (1969)

Olá, amigos cultos e ocultos! Prosseguindo a mostra de compactos do TM, apresentamos um personagem que marcou a infância de muita gente, inclusive a minha: Topo Gigio. O ingênuo ratinho fez o maior sucesso na TV brasileira, ao lado do comediante Agildo Ribeiro, em 1969. Ele participava do quadro final de 15 minutos do programa “Mister show”, na Globo, nas noites de sexta-feira, pedindo sempre ao Agildo “um beijinho de boa noite”. Foi criado pela italiana Maria Perego, ex-estudante de Letras em Milão e casada com um proprietário de teatro de fantoches. Como o casal não teve filhos, Maria se dedicou a aperfeiçoar os bonecos. Topo Gigio (“topo” é rato em italiano) nasceu em 1958. O segredo de sua animação foi mantido por muito tempo, mas hoje o truque chega a ser banal. Era colocado um fundo preto, arames quase invisíveis nos pés, nas mãos e nos olhos do bichinho. O aparato, manipulado por quatro pessoas também vestidas de preto, dava os movimentos. Sua voz era feita pelo italiano Peppino Mazzullo, que sempre viajou com o personagem, tratando de aprender a língua do país em que se apresentava. Depois que o tablóide “Pasquim” colocou em dúvida a masculinidade do ratinho, lançou-se no ano seguinte uma namorada para ele, chamada Rose, e a atriz Regina Duarte passou a participar do quadro também. O programa ficou no ar até 1971. Voltou, já sem a mesma força, em 1987, pela Rede Bandeirantes, hoje Band. No presente compacto duplo, Topo Gigio interpreta “Meu limão, meu limoeiro”, um pot-pourri de sucessos juninos, “A tramontana” e “Chove chuva”. É uma postagem do TM que, com certeza, vai fazer muita gente relembrar o Topo Gigio, com muita saudade. É ir ao GTM e conferir.
 
meu limão, meu limoeiro
cai cai balão
capelinha de melão
sonho de papel
a tramontana
chove chuva
 
 
*Texto de Samuel Machado Filho