Olha aí, mais obscuro objeto de desejo dos colecionadores e apaixonados pela Jovem Guarda. Aqui temos Sissi, artista que eu também não me recordo e ao ouvir o disquinho tive a impressão que fosse a cantora Silvinha, mas em nenhum momento há referencias sobre isso na biografia da cantora. Por outra, não achei nenhuma informação sobre esta cantora, Sissi. Mais um mistério do nosso mundinho fonográfico, aqui no Toque Musical. Enquanto não aparece mais informações, vamos pelo menos ouvir o que a garota tem para a gente ouvir…
Olha aí mais um disquinho de sete polegadas para conhecer, reconhecer e relembrar. Entre os mais diversos grupos de música jovem daqueles anos 60, aqui temos mais um, eternizado neste compacto que agora apresentamos. Tom & Jerry, dupla que pelo que visto e ouvido, só gravou este disquinho, pela RCA Victor. Com produção de Ramalho Neto e direção artística de Fred Jorge, a dupla se destaca entre outras do gênero, mas também como essas, não passaram das ‘jukebox’ daqueles tempos. Na contracapa, como se pode ver, há um texto de apresentação da dupla. Disquinho legal, podem conferir…
Seguimos hoje nossa mostra de compactos trazendo Vic Barone, um artista que eu acreditava que fosse mineiro, pois naqueles anos 60 ele participava de programas na antiga TV Itacolomi. Mas segundo informações, Vic era paulista. Porém foi morando em Belo Horizonte que ele iniciou sua carreira como cantor. Venceu um concurso nacional de novos talentos da Jovem Guarda, o que o levou ao primeiro disco, um compacto lançado em 1967. Voltou a gravar, desta vez pelo selo Beverly, onde aqui aparece neste compacto simples. Gravou ainda mais uns dois ou três compactos. Ele também aparece no lp da montagem nacional do musical “Jesus Cristo Super Star”. Ao longo desse tempo também fez teatro, televisão e cinema. Curiosamente, não há muita informação sobre este artista. Nem mesmo se ele ainda está vivo. Mais uma aí para a nossa seção de histórias incompletas…
Mais uma curiosidade em compactos para a alegria de vocês. Como sabemos, esses disquinhos de 7 polegadas foram criados para lançarem pelas gravadoras um determinado artista, uma pequena amostra musical do que poderia vir a ser um ‘long play’. Conforme a aceitação das músicas no compacto, este viria a se tornar um lp. Muitos artistas e projetos acabaram ficando mesmo, apenas no compacto. Isso, óbvio, me refiro a indústria fonográfica musical, as grandes gravadoras e selos. Os discos compactos também atenderiam a outras funções de áudio, num tempo em que esse mundo ainda era analógico (cursos de línguas, poesias, propagandas, experimentos sonoros alternativos, registros pessoais e inclusive produções musicais independentes)
Aqui, por exemplo, temos este compacto simples lançado pela RCA Victor, em 1968, trazendo Wagner, um cantor romântico da Jovem Guarda, ao estilo de Wanderley Cardoso. Até procuramos informações sobre o artista, mas apenas por este nome tão genérico, ou mesmo associando ao nome das músicas, não foram suficiente… Daí, só nos resta postar e aguardar alguém que saiba quem foi este Wagner. Por hora, vamos apenas ouvir…
Olha aí, mais uma curiosidade fonográfica dos anos 60, mais um disquinho da Mocambo, desta vez apostando na figura de Valéria, também chamada de Divina Valéria, personagem incorporado por Walter Fernandez Gonzalez, na época um performista, que atuava em boates e teatros do Rio de Janeiro. Atuou ao lado de outras artistas do gênero, como Rogéria. Também trabalhou na Europa nos anos 70. Na música, gravou apenas este compacto, em 1965 e um cd em 2020. Ao que consta, continua ativa na cena LGBTQI+ participando de show e eventos.
Neste compacto, como se pode ver temos Valéria, o travesti, numa seleção de sambas famosos em ‘pot pourri’ e fechando com a marcha rancho de João Roberto Kelly e Chico Anísio, “Rancho da Praça Onze”. Aproveitem, pois essa ainda não chegou no Youtube 😉
Nesta semana eu vou tentar facilitar a minha vida e de quebra alegrar a de vocês com uma série variada de compactos que já havia digitalizado recentemente. Curiosidades que caem como uma luva em nossa proposta de ouvir com outros olhos.
Aqui temos Zakiel’ 60. Um disquinho compacto que chama atenção. Psicodelia pura, pelo menos na capa. Curiosidade que não pode faltar na discoteca de todo amante da Jovem Guarda. Zakiel’ 60 é um grupo um tanto obscuro. Não consegui achar nenhuma informação sobre eles. A expectativa é grande, mas a realidade não vai além do comum, entre tantos grupos jovens que se aventuraram naqueles anos 60. Tudo se espelhando em Beatles, inclusive temos até uma versão para “Eleanor Rigby”. A outra faixa/face, autoral, peca pela caricatura vocal, que não chamaria muita atenção se não fosse tão desafinada. Mas, está valendo, faz parte e dentro de um contexto, a gente escuta mesmo com outros olhos 😉
eleanor rigby
eu, viver só, não sei
PS: Agradecemos ao nosso amigo culto Rafael Moreira que nos enviou as informações que ele encontrou em um antigo blog (Mopho Discos)…
Este compacto foi gravado e lançado por volta de abril/maio de 1967, pelo Selo Rozemblit – Mocambo, com capa elaborada pelo publicitário Paulo Orlando (Polé), e sob a direção do José Mauro Filho.
O conjunto, formado na Vila Mariana, executava em sua grande maioria músicas de sua autoria e repertório com músicas dos Beatles e Hollies, como era comum na época”.
A banda tinha a seguinte formação, Luís Antonio Peçanha nas guitarras de seis e de doze cordas (construída pelo próprio conjunto) e vocal, Persio Dario Reale no contra-baixo acústico e elétrico, violino eletrificado e xilofone (no solo de ‘Eu Viver Só Não Sei’, versão de ‘Walk Away Renée’, original dos americanos The Left Bank), Francisco Heraldo Turra Vieira, no pandeiro, pratos e vocal e Ronaldo Miranda Borges no bongo e vocal.
Essa formação era derivada de um grupo anterior, dos idos de 1962/63, de nome Les Aigles, que tocava músicas dos Ventures e dos Shadows, do qual participou inicialmente Carlos Bogossian (Bogô, ex-The Hits) na guitarra-base, e que, posteriormente, fundou os Beatniks, José Henrique Serra Russo, guitarra-solo, que também tocou com o Zakiel’60, Nei Martins Gaspar na bateria e Persio Dario Reale no contra-baixo elétrico”.
Já com o nome de Zakiel’60, e durante e após o período de gravação do disco, o conjunto apresentou-se em uma das mais importantes casas de show da época, a Boate Cheetah, localizada na antiga praça Roosevelt. Um desses shows, segundo Persio, foi assistido pelo empresário Marcos Lázaro, que convidou a banda para participar do programa Jovem Guarda, em sua edição carioca. Eles foram apresentados pelo Rei como um conjunto com “uma roupagem nova para o iê-iê-iê, com violino e outras coisas mais”. O grupo também apresentou-se no programa de Ronnie Von e no programa dos Incríveis, na época dirigido por Brancato Júnior.
Com a nova formação, o grupo fez uma temporada na Boate Playboy, localizada na rua Augusta, em São Paulo, de propriedade de Luís Vassalo, também dono da Boate Cave, na rua da Consolação. A Boate Cave, lembra Persio, “reunia o pessoal da Jovem Guarda, principalmente aos sábados, véspera do programa, quando promoviam as famosas ‘canjas’, após fechar as portas, depois das quatro horas da manhã”. Assim como a maioria das bandas de garagem dos anos sessenta, Zakiel’60 também teve vida curta, com alguns de seus membros passando a integrar o grupo Heritage, em 1969.
Abrindo mais uma de nossas janelas, a partir deste ano estamos replicando nossas postagens também em nosso perfil no Instagram. Desta forma, vocês poderão também acessar nossas postagens pelo aplicativo. Sejam bem vindos!
Vejam vocês que disquinho ótimo para se ouvir neste domingo. Aqui temos um registro dos mais interessantes, coisa que agrada muito dj’s e colecionadores, principalmente os gringos que nessa altura já levaram embora todos os que ainda existiam. Por isso também vale uma baba. Não falta quem pague pra mais de 500 pratas no compacto de 7 polegadas.
Aqui temos (em verdade) a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, acompanhando seu ritmista/percussionista, o genial Pedro Santos (Sorongo). Não sei se é um momento especial de Severino ao amigo Pedro, dando a este a oportunidade de se destacar com suas pesquisas rítmicas, ou se atende ao apelo comercial da época, ao estilos de outras orquestras americanas, que faziam sucesso explorando os chamados ritmos exóticos, tipo Arthur Lyman, Martin Denny… Claro que, sem puxar a sardinha, em termos de ritmos e originalidade e até da competência, “Sorongo” vai além…
Um disco que pensei já termos postado, só agora verifico que não. Que bom, então, chegou sua hora…
Aqui temos e mais uma vez em nosso Toque Musical, o cantor, compositor e sambista Dilermando Pinheiro, figura das mais importantes na música popular brasileira, lembrado sempre como parceiro de Cyro Monteiro em dupla, primeiro no final dos anos 30 (Dupla Onze, por conta da magreza dos dois artistas) e depois um reencontro nos anos 60, quando voltaram a se apresentar a convite do jornalista Sérgio Cabral e de onde nasceu o lp “Telecoteco Opus 1”, de 1966, disco este que já postamos aqui. Agora, segue o “Batuque na palhinha”, produzido por Marcus Vinicius e seu memorável selo Discos Marcus Pereira, lançado dois anos após a morte prematura do artista, trazendo alguns de seus maiores sucessos.
Olá meus amigos… Hoje trago para vocês a grande e internacional Leny Eversong, uma das maiores cantoras brasileiras, injustamente, pouco lembrada quando falamos das grandes vozes femininas da música popular brasileira. Mas talvez Leny Eversong saia um pouco do padrão, pois além de brilhar como as demais cantoras brasileiras de sua época, conquistou também projeção internacional, gravando e lançando discos nos Estados Unidos da América. Talvez, também pelo nome e por um repertório internacional, para muitos ela deve ter passando por mais uma cantora estrangeira.
Aqui temos Leny Eversong acompanhada pela orquestra de Neal Hefti, em disco lançado originalmente pelo selo americano Coral Records, em 1957, lá. O lp também foi lançado no Brasil e no mesmo ano, pela Copacabana, com a mesma capa e o título “Leny Eversong na América do Norte”.
Nossa postagem de hoje traz este disquinho compacto, lançado de forma independente aqui nas Minas Gerais. Trata-se do Grupo Estrada, conjunto formado nos anos 80 e ao que sei, só chegaram a lançar este compacto simples, gravado na Bemol, em 1981. Segundo algumas informações colhidas em um site sobre um dos membros do grupo, Sérgio Seidel, este conjunto ganhou alguma projeção quando se apresentou em programas de televisão como o “Viola Minha Viola” e o “Som Brasil”. Também acompanharam o cantor e compositor Zé Geraldo bom um bom tempo. Sérgio Seidel também foi empresário de Zé Geraldo e parceiro na música “Caminhos de Minas” e ‘Quatro cantos da saudade”, lançadas no disco do Zé, em 1983.
Aqui temos um autêntico grupo musical mineiro, com todas aquelas características da música que se fazia por aqui naqueles anos 80. Disquinho bacana que em outros tempos talvez fosse um ‘debut’ para um lp. Hoje é uma raridade, pois se trata de uma edição independente e limitada.
Verificando em nossos arquivos, tenho agora (quase) certeza de que o “Waltinho no Mangueira’s”, do compacto que postamos, abrindo 2024 é o mesmo Walter Gonçalves que agora trazemos para vocês. Como se pode ler nitidamente na contracapa do lp “Ecos de boite”, lançado pelo selo Sinter em 1955, este foi o primeiro disco do então jovem pianista Walter Gonçalves, mineiro de Belo Horizonte que já com 15 anos atuava na orquestra do maestro Delê, no antigo e charmoso cassino da Pampulha, nos anos 40. Com o fim dos cassinos e também na falta de boas casas noturnas para se apresentar, Waltinho acabou indo para o Rio de Janeiro, onde então conseguiu na época projeção nacional, se tornando como todos, músico da noite, se apresentando em grandes boates. Neste seu primeiro lp temos um repertório que contempla os ritmos quentes daquela época, ou seja, choros, sambas, baião, mambos e fox-trote. Um disco que mesmo hoje ainda atrai a atenção. Se não conhecem, vale a pena ouvir 🙂
Para o nosso encontro de hoje temos o baiano Clodoaldo Brito, violonista e compositor, mais conhecido como Codó. Um artista dos mais interessante e que curiosamente, até hoje, só havíamos postado um disco, seu álbum de 1970, o “Vim Pra Ficar”. Creio que não postamos outros porque há até algum tempo atrás havia um site/blog dedicado inteiramente ao Codó, trazendo toda a sua discografia. Pena que eu já não me lembro mais, pois também gostaria de baixar esse tesouro.
Não vou aqui tomar tempo, a contracapa do lp que apresentamos já traz toda a informação necessária. Fiquem a vontade para se deleitar com essa postagem cujo o conteúdo vocês já sabem onde encontrar, ou seja, no nosso GTM (Grupo do Toque Musical). Não conhece ainda? Então, dá uma passada de olho nos textos laterais e de aba do nosso site principal (www.toque-musicall.com). Solicite a sua participação e boas colheitas 😉
Olá, amigos. Sejam bem vindos ao Toque Musical 2024! Neste ano voltamos ao estilo ‘drops misto’, uma variedade de cores, sabores e sons. Um balaio musical atemporal para agradar gregos, troianos e principalmente a nós que ouvimos música com outros olhos 🙂
Começando aqui nossos trabalhos trazendo um disquinho bem raro, compacto lançado pelo obscuro selo/editora Opus, Belo Horizonte e conforme tudo indica, no início dos anos 70. Digo isso porque em todo, o disquinho ainda é um mistério, trazendo Walter Gonçalves ou ainda, Waltinho (e seu conjunto), em um registro ao vivo no Mangueiras, um grande restaurante e churrascaria que havia em Belo Horizonte, na região da Pampulha, nos anos 70. Por se tratar de um disco compacto, sem capa e com pouquíssimas informações no selo, fica ainda a dúvida se este Walter Gonçalves é o mesmo pianista que gravou alguns discos nos anos 50 e 60. Eu acredito que sim, pois o estilo é bem parecido e naqueles anos 70 muitos músicos de gerações anteriores, as vezes em decadência, acabavam se dedicando a apresentações em boates e restaurantes.
Neste compacto, Waltinho acompanhado de um conjunto nos apresenta uma sessão bem ritmada de sambas numa sequencia em ‘pot pourri’ e a vibração que só se tem numa gravação ao vivo. Disquinho bem interessante de se ouvir e que por certo, logo vai estar também no Youtube através da turma que monetiza esses “filhos sem pais” que a gente posta por aqui… 🙂
Olá, meus caros amigos! Chegamos então ao fim de mais um ano. Ano este dedicado exclusivamente à música erudita/clássica brasileira. Publicamos aqui dezenas de títulos e artistas, discos, compositores, intérpretes e instrumentistas. Um panorama da produção fonográfica ao longo de quase 50 anos.
Em 2024, voltamos à publicações outras e das mais variadas para agradar não apenas os gregos, como também os troianos 🙂
Hoje fechamos com nossa missão cumprida. Amanhã não será apenas um outro dia, mas um novo ano começando. Queremos assim, desejar a todos um ótimo ano novo. Tudo de bom e com muita música!
Olá, meus caros amigos… Como não podia deixar de ser, aqui estamos hoje para desejar a todos um feliz Natal. Que o dia de hoje nos seja também um dia de reflexão para que busquemos o entendimento de que somente pela união, pela fraternidade, o amor e a empatia poderemos alcançar a felicidade.