João Mulato E Douradinho – Saudade De Um Amor Passado (1980)

Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Ao som da viola vamos seguindo em nossa programação sertaneja. E hoje eu tenho para vocês João Mulato e Douradinho, uma dupla famosa, meio mineira, meio paranaense e que acabou se encontrando em São Paulo. Formada pelo mineiro de Passos, Wilson Leôncio de Melo (João Mulato) e o paraense Domingos Miguel dos Santos (Douradinho). Gravaram apenas dois discos, este “Saudade de um amor passado”, de 1980 e “Meu reino encantado”, no ano seguinte. Infelizmente, Domingos, também conhecido como Bambico veio a falecer, vítima de um tumor. João Mulado continuou na estrada fazendo dupla com outros parceiros.
Vamos conferir “Saudade de um amor passado”, disco com produção de Tião Carreiro. Cola lá no GTM…

cruel destino
amanhã eu vou
afogando meu pranto
missão dolorosa
escola do mundo
encontro fatal
saudade de um amor passado
vou onde tem amor
menina do riacho
quero você lá em casa
a palavra de deus
golpes da vida

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Gegê Da Viola E Pai João – Peão De Minas (1985)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Um dos meus grandes problemas em postar discos de música caipira/sertaneja é encontrar informação sobre determinados artistas, pois parece que esse gênero não tem muita divulgação pela rede, ou pelo menos, o que temos se limita ao Youtube e redes sociais. E é por aí que a gente vai…
Aqui temos um disco interessante, um lp da dupla Gegê da Viola e Pai João e com participação especial de Pedro Barroso e Pavãozinho. Gegê da Viola é considerado um dos maiores violeiros do Brasil. Segundo contam é dele a música que fazia a abertura do programa de rádio, Projeto Minerva. Ao longo da carreira fez dupla com outros tantos artistas da música sertaneja e aqui ele está ao lado de Pai João, outro violeiro e compositor renomado no universo da música caipira. O álbum “Peão de Minas” foi um produção de Gegê da Viola juntamente com o cantador Pedro Barroso que fazia dupla com Pavãozinho (que não é o mesmo de outra dupla caipira Pavão e Pavãozinho). Pedro Barroso e Pavãozinho também tem discos gravados juntos e aqui fazem uma participação muito especial, principalmente no lado B do disco. O repertório é quase todo autoral, como músicas bem acima do padrão. Trabalho bacana que vale a pena conhecer (e nessa eu me incluo). Vamos conferir no GTM?

peão de minas
caparaó
nunca mais
esperança de caboclo
amor proibido
mulata tostada
enriquecendo a natureza
mulher traidora
violinha de taquara
o canto do bacurau
alma sertaneja
galopando



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Ilma Rocha (1982)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Dentro do proposto, aqui temos mais um disco da série sertaneja e desta vez vamos com a cantora Ilma Rocha. Esta artista, para a nossa sorte, traz mais informações em seu currículo. Poderíamos nos salvar apenas com o texto da contracapa. Então vamos lá… Ilma Rocha é uma cantora e compositora mineira. Iniciou sua carreira artística ainda na infância, cantando ao lado de sua irmã com quem formava a dupla Duo Irmãs Graciosas. Na fase adulta, passou a se apresentar sozinha. Em 1980 ela se inscreve no Festival da Música Sertaneja da Rádio Record e sua música obtém o primeiro lugar, o que garante a ela um contrato com a gravadora Chantecler para a qual grava este que foi o seu primeiro disco. Como se pode ver na contracapa, ela nos apresenta doze canções, entre rasqueados, boleros, canções rancheiras e guarânias. Um disco romântico-popular com aquela dosezinha ‘bregueira’ tão comum nesse gênero musical. Quem gosta, não pode poder…

coração de ferro
minha vida é um problema
jogue esta aliança fora
não consigo chorar por amor
nosso filho com quem vai ficar
minha mágoa
meu primeiro beijo
ninguém vai me fazer chorar
ele esqueceu de mim
pranto escondido
triste calado
humilhada

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3 De Minas – Verdadeiro Amor (198…)

Boa noite, meus queridos amigos cultos e ocultos! Saímos, enfim, da série dos corais mineiros e agora vamos para outros gêneros. Andei separando aqui alguns lps, algumas coisas da produção mineira, discos obscuros, coisas curiosas e raras de se ver por aí. Entre tantos, pensei em fazer aqui mais uma ‘semana temática’, dessa vez com artistas da música caipira, sertaneja e rural. Acho que nunca fizemos isso como esses artistas sertanejos, poucas e espaçadas vezes postamos discos de música caipira. E isso se deve muito ao fato de que geralmente as informações sobre esses artistas são meio escassas e acaba demandando uma pesquisa mais aprofundada, coisa que na maioria das vezes nós aqui não conseguimos fazer. Discos de música caipira/sertaneja só conhece mesmo quem é do ‘métier’, da área.
Aqui temos um bom exemplo de discos de música sertaneja no qual só podemos mesmo contar com as informações da capa. Os “3 de Minas” é um lp de produção mineira, gravado pela Bemol, provavelmente nos anos 80. O disco não traz data. Na ficha técnica encontramos um grupo de músicos, seus nomes e instrumentos, mas nada que nos indique quem são os artistas principais. Quem são os três mineiros? Essa pergunta fica no ar até que alguém se manifeste. Enquanto isso, vamos nos ater ao principal, ao conteúdo deste lp. Temos aqui doze músicas no melhor estilo caipira/sertanejo. Fiz questão de colocar ‘caipira’ para que fique claro que se trata de música sertaneja autêntica e não esse lixo pasteurizado cujo molde original copia duplas como Chitãozinho e Xororó quando essas se tornam mais comerciais que sentimentais. Taí um disquinho bacana que me remete aos sons radiofônicos matinais. Coisa bem mineiro, paulista ou goiano. Confiram no GTM…

verdadeiro amor
responda-me
com alguem no pensamento
se quer partir
velho vivo
são jorge guerreiro
destino de boêmio
escuta a minha canção
arrependida
primeiro beijo
gaivota
chuva da saudade


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4º Encontro De Corais Mineiros (1986)

Boa noite prezados amigos cultos e ocultos! Eis que em meio, ou já nos ‘finalmentes’ apareceu mais um disco da série de Encontro de Corais Mineiros. Aqui temos o quarto volume, lançado em 1986. Conforme nos fala o texto de contracapa, “o quarto álbum da série documenta a atuação dos grupos participantes do 4. Encontro Mineiro de Corais, realizado em setembro/outubro de 1985. Esse evento envolveu apresentações, oficinas e laboratórios onde participaram centenas coralistas e regentes. E como não poderia deixar de ser, produziram também o lp, este também um álbum duplo com os vários corais de Minas Gerais. O repertório, como podemos ver, traz como destaque o canto coral do Barroco Mineiro, mas também cabe a música popular em seus diversos clássicos. Um disco gravado ao vivo e bem bacana. Vale conferir…

te deum – coral vivace – belo horozinte
donine jesu – coral lorenzo fernandez – montes claros
hodie per totum mundum – coral waldemar baptista – sabará
popule meus – coral waldemar baptista – sabará
miserere – coral julia pardini – belo horizonte
pange lingua – coral pró-música – juiz de fora
vexila regis – coral pró-música – juiz de fora
popule meus – corpo coral da copasa – belo horizonte
stabat mater – coral  soremi – belo horizonte
pange lingua e tantum ergo – coral fafi-bh – belo horizonte
venite adoremus – madrigal schola cantorum – uberlandia
conceptionem – coral cantamor – juiz de fora
crux fidelis – coral instituto newton paiva – belo horizonte
bajulans – coral professor guilherme lage – belo horizonte
surrexit dominus – coral monlevade – joão monlevade
tantum ergo II – coral sociedade mineira dos engenheiros – belo horizonte
ó quam tristis – coral ars nova – belo horizonte
pé de vento – coral infantil waldemar baptista – sabará
gago apaixonado – coral vivace – belo horizonte
romaria – coral lorenzo fernandez – montes claros
verde mar coral waldemar baptista – sabará
arca de noé – coral julia pardini – belo horizonte
galo preto – coral pró musica – juiz de fora
três cantos nativos dos índios kraó – corpo coral da copasa – belo horizonte
cio da terra – coral soremi – belo horizonte
sertaneja – corpo coral fafi-bh – belo horizonte
caçador de mim – coral cantovivo – belo horizonte
as pastorinhas – madrigal schola cantorum – uberlandia
anima – coral cantamor – juiz de fora
nobreza – coral do instituto newton paiva – belo horizonte
canção da américa – coral monlevade – joão monlevade
ave maria – coral da sociedade mineira de engenheiros
jubiabá – coral ars nova – belo horizonte



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Corporação Musical Santa Cecília Banda e Coral (198…)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Tenho hoje o prazer de apresentar a vocês a banda e o coral da Corporação Musical Santa Cecília, um entidade tradicional da cidade mineira de Ipatinga, dedicada ao ensino e fomento da Música, criada há quase 60 anos. Neste disco, gravado na Bemol, temos um repertório variado com seresta, samba, canção, marcha, musica sacra, ou como nos apresenta no selo, ‘do dobrado ao clássico’. Temos de um lado a banda e do outro o coral. Um repertório bem interessante que nos convida a dar uma checada no GTM…

canção do infante
samba da amizade nipo-brasileira
festa do interior
españa cani
abertura da cavalaria ligeira
amo-te muito
peixe vivo
acalanto
cantiga por luciana
pastorinhas
abi-de with me
cantante dômino
 
 
 

 

3º Encontro de Corais Mineiros (1984)

Bom dia meus amigos cultos e ocultos! Dando sequencia ao nosso encontro com os grupos corais, hoje eu tenho para vocês este disco, o “3. Encontro de Corais Mineiros”, um álbum duplo no qual iremos encontrar um variado leque musical. Trata-se, como se pode ver logo pelo título de um encontro, uma espécie de festival de corais no qual se apresentam vários grupos. O disco foi gravado ao vivo no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em um acontecimento promovido pela Federação Mineira de Canto Coral, que durou quase uma semana, de 14 a 17 de junho de 1984. Se apresentaram dezenas de grupos e dos mais variados estilos, um bom exemplo da diversidade e possibilidades do que chamamos canto coral no Estado de Minas Gerais. Como vemos também, este foi o terceiro encontro, o que nos leva a entender que já houve dois outros eventos em anos anteriores, mas infelizmente eu não achei os discos para que pudesse postá-los na ordem. Assim sendo, vamos apreciar o que temos, não é mesmo? Não deixem de conferir no GTM…

potpurri de sambas – coral dos pequenos cantores do colégio santo agostinho, de belo horizonte
bandinha – coral vivavoz, de contagem
itamarandiba – coral da face, de belo horizonte
hodie nobis caekorum rex – coral waldemar baptista, de sabará
minha namorada – coral do mai, de belo horizonte
acalanto – coral da a. e. copasa, de belo horizonte
valsinha – coral do gremig, de belo horizonte
pequena marcha – coral da puc-mg, de belo horizonte
luar do sertão – coral estrela de belém, de acesita
yemanjá – coral julia bardini, de belo horizonte
cantiga de viúvo – coral da feta, de alfenas
nos bailes da vida – grupo cantotivo da aef-mg, de belo horizonte
rock do cachorro – coral do instituto newton paiva, de belo horizonte
toada de gabinete e descontraído – coral prof. guilherme lage, de belo horizonte
fim do dia – coral da sociedade mineira de engenheiros, de belo horizonte
lua lua lua – coral do cepa, de pouso alegre
paz do meu amor – coral vozes de euterpe, de brasópolis
heus domine salvator noster – coral da ufv, de viçosa
boca de forno – coral lorenzo fernandes, de montes claros
mantiqueira – madrigal ad libitum, de juiz de fora
antiphona de nossa senhora – coral da ufop, de ouro preto
berimbau – coral da coagri, de são joão evangelista
asa branca – coral camargo guarnieri, de poços de caldas
suite dos pescadores – coral da fepi, de itajubá
receita para fazer um herói – coral da pró-música, de juiz de fora
trem de ferro – coral monlevade – de monlevade
amanhã é domingo – todos os corais reunidos

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Coral Santa Clara – Canta Serestas Vol. 4 (1986)

E aí, meus amigos cultos e ocultos… Como disse, aqui temos mais um disco do Coral Santa Clara, este, o volume 4, sem dada, mas certamente de 1986. Nesta volume já não contamos mais com a participação de Waldir Silva, mas o nível continua apuradíssimo e o coral vem acompanhado por músicos bambas, do Clube do Choro de Belo Horizonte. E mais uma vez temos um repertório seresteiro, sob o comando de Irmã Betânia. Confiram o disco, vocês vão gostar 🙂
 
sertaneja
gente humilde
rosa
as pastorinhas
gotas de lágrimas
cadeira vazia
malandrinha
guacira
as rosas não falam
a pequena cruz do teu rosário
 
 

Coral da UCMG (1975)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus ao nosso lema, “música para se ouvir com outros olhos”, vamos trazendo discos que só caberiam mesmo a esse sítio. Só mesmo no Toque Musical é possível encontrar o inimaginável. Então, vamos fazer valer esta semana.
Hoje temos aqui o Coral da Universidade Católica de Minas Gerais, sob a direção musical do Padre Nereu de Castro Teixeira. Este lp foi lançado em 1975 por ocasião de aniversário de 20 anos dessa universidade, criada em Belo Horizonte em 1955 e que a partir dos anos 80 passou a se chamar PUC – Pontifícia Universidade Católica. O repertório do Coral da UCMG é montado num leque variado que vai da seresta ao erudito, do popular à música sacra e por aí vai…. Muito bem gravado, por sinal. Vale a pena conferir…

noite alta céu risonho
opa opa
o inefável rosa
chi la gagliarda, donne vo’imparare
pavane
exodus
luciana
tutu marambaia
é tão tarde
fiz a cama na varanda

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Coral Santa Clara – Canta Serestas Vol 2 (1984)

Bom dia, minha gente, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com o Coral Santa Clara, um grupo vocal formado em Belo Horizonte por religiosos católicos, possivelmente nos anos 70. Achar informações sobre este coral não é nada fácil, pois para começar existem outros corais com o mesmo nome. O pouco que temos falar deste coral é o que podemos encontrar na contracapa deste disco que aqui apresentamos. O Coral Santa Clara, nos anos 80, se apresentava aos domingos no programa “A Santa Missa em Seu Lar” pela Rede Globo de BH. Tinha como regente a religiosa Irmã Betânia e um contingente de até vinte elementos, incluindo os músicos e no qual destacamos também a presença do cavaquinista Waldir Silva. O coral gravou inicialmente um compacto duplo com quatro músicas de serestas: “Linda flor”, de Cândido Costa e Henrique Vogeler; “Felicidade de caboclo”, de Pexincha e Gino Alves; “Tardes de Lindóia”, de Zequinha de Abreu e “Velho realejo”, de Sady Cabral e Custódio Mesquita. Essas mesmas músicas foram incluídas neste lp, lançado posteriormente em 1984. E como podemos ver trata-se de um repertório essencialmente  de serestas, como nos indica o título. Na sequencia de nossas postagens vou trazer também um outro volume que tenho aqui, pois o Coral Santa Clara chegou a gravar mais discos. Vamos conferir aqui e aguardar o próximo, ok?

carinhoso
bodas de prata
abismo de rosas
ave maria do morro
velho realejo
tardes de lindóia
felicidade de caboclo
linda flor
amor de mãe
minha terra
a deusa da minha rua


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Orquestra Brasileira De Câmara E Coro De Belo Horizonte – Concerto De Mariana (1984)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Enfim chegamos a mais um começo de mês e a programação por aqui não pára. Nesta semana vamos nos dedicar aos discos de corais, música de câmara e outros quitutes do gênero. Taí uma série que creio, nunca postamos por aqui. Ou já? São tantas emoções  que as vezes, só checando no index. Mas por certo, os discos que irei postando são novidades por aqui.
Começo então trazendo o ‘Concerto de Mariana’, um disco muito especial, pois celebra a restauração e o retorno do antigo órgão da Catedral de Mariana (MG). Obra prima do barroco alemão, esse órgão é um dos poucos que ainda existem no mundo. Foi construído por volta de 1700, possivelmente pelo mestre organeiro Arp Schnitger. Chegou ao Brasil e foi instalado na catedral em 1753. Acompanhou durante quase dois séculos a evolução da música sacra no Brasil. Ao logo do tempo ele foi se desgastando e acabou não tendo as devidas manutenções de preservação. Foi ouvido pela última vez em 8 de dezembro de 1937. Somente no final dos anos 70, através de financiamento de empresas alemãs aqui no Brasil que este órgão começou a ser restaurado. Sua máquina foi levada para a Alemanha onde foi totalmente reparada. 47 anos depois, no mesmo dia 8 de dezembro, no ano de 1984, o órgão voltaria a ser ouvido, dia glorioso da Conceição de Nossa Senhora. Nesta data memorável, o órgão de Mariana, foi apresentado sob os acordes da “Missa em Fá Maior’, de José Emérico Lobo de Mesquita e o “Concerto n. 4 em Fá para Órgão e Orquestra”, de Haendel, também peças de Bach e Vivaldi executadas pelo organista francês, François Chapelet, que foi acompanhado pela Orquestra Brasileira de Câmara e Coro, sob regência do maestro Michel Cordoz. Confiram este disco no GTM…

missa em fá maior, de joaquim emérico lobo de mesquita
concerto n. 4 em fá maior, opus 4 para órgão e orquestra, de georg friedrich haendel
ladainha in honorem beatae mariae viginis, de joaquim emérico lobo de mesquita
beatus vir (salmo III) para solistas, dois coros e duas orquestras, de antonio vivaldi
concerto duplo em ré menor para violino, oboé e orquestra, de johann sebastian bach

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Sergio Limanetto – Saudade Esquecida (1982)

Olá amigos cultos e ocultos, como vão todos? Espero que estejam usando o bom senso: FIQUE EM CASA! Aproveitem para baixar e ouvir o que rola por aqui, pois como todos devem saber, os links ativos duram não mais que seis meses e já não fazemos mais a reposição. Portando, fiquem ligados…
Seguindo em frente, temos nesta postagem um disco que merece nosso toque musical, “Saudade Esquecida”, um lp de Sérgio Lima Netto, produtor e compositor. Ele idealizou este projeto, no qual temos três cantores, Celeste, Jayme Luiz e Alberto Arantes interpretando suas composições, feitas quase todas em parceria com outros músicos. O trabalho é bem bacana e ele ainda conta com um time de músicos de primeira. Lançado em 1982 pelo então recente selo independente PPA (Paladar Produções Artísticas). Não deixem de conferir no GTM…

saudade esquecida – celeste
sou isto – celeste
imagem – jayme luiz
sem avesso – jayme luiz
onde estiver – alberto arantes
coração poeta – jayme luiz
benvinda virá – jayme luiz
voe alto – celeste
cores do amor – celeste
minha mulher – alberto arantes e celeste



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Grupo Xodó (1977)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Aqui estou eu novamente trazendo um daqueles discos que a gente não encontra informação em lugar algum, inclusive no próprio álbum, que se limita a lista de músicas e uma pequena ficha técnica que em nada contribui para a nossa apresentação. Eis aqui o Grupo Xodó em seu disco de 1977, lançado pelo selo Copacabana. Um quinteto vocal muito bom e que certamente passou batido, pois como eu disse, nada sobre eles ficou registrado até então. Se pelo menos tivéssemos os nomes dos integrantes que não fosse de maneira tão informal como colocaram: Beto no baixo; Toninho na bateria, Nando na guitarra e violão; Dinho na flauta e Joãozinho nos teclados. Parece que só pensaram nos mais chegados, os amigos e parentes do Grupo Xodo. Enfim, coisas da indústria fonográfica. Mas o que nos importa aqui é antes de tudo conhecer o som dessa rapaziada. Eles fazem uma música bem na linha de artistas como o Trio Mocotó, as duplas Tom e Dito e Antonio Carlos e Jocafi. Samba com swing, funkiado, sambalanço… Taí um disco que eu recomendo, muito bom. Confiram no GTM

brasil terra do sol
oi lá!
morena morenô
unidos de nosso senhor
cafuné
essa menina
desabafo
carnaval de lágrimas
tudo acabado
barraco de solidão


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Machadinho – Tudo E Ritmo (1969)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Mais um ‘disco de gaveta’ para preencher as lacunas dos atrasos, que infelizmente não tenho como evitar. Depois que se retoma ao trabalho, mesmo que de maneira remota, o tempo começa a ficar escasso. Mas vamos lá…
Trago hoje para vocês, Machadinho e Seu Sax-soprano no lp “Tudo é ritmo”, lançado em 1969 pelo selo Premier. Um disco praticamente quase todo autoral e instrumental, no qual ele se mostra bem a vontade nos mais diferentes ritmos. Seja no choro, no maxixe, no samba, no bolero, no pop ou no cha cha cha.. Infelizmente, as informações sobre este músico/artista são escassas, ou quase nenhuma, se limitando apenas ao próprio disco. Seja como for, vale dar uma conferida no GTM.

vou para sorocaba
cuidado com esse maxixe
uma paixão esquecida
oito baixos com sax
puxadinho
minha esperança
machadinho no choro
interurbano para meu amor
o meu amor eu te dei
cha… chamando
choramingando
deixa a moçada balançar
 
 
 
 

Guimarães E O Grupo Som Sagrado (1976)

Boa noite, queridos amigos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez recorro aos ‘discos de gaveta’, da seção ‘colaboração’, ou seja, coisas que me são enviadas e eu vou guardando para momentos como este de encher lacunas. Porém, o disco que agora eu apresento não se limita em apenas completar nosso diário fonomusical. Nossa escolha é precisa 😉 Aqui temos Guimarães e o Grupo Som Sagrado. Um disco curioso do maestro e tecladista José Guimarães, lançado em 1976 pelo selo Crazy. Aliás, esse selo deu vida a muita coisa interessante. Quando digo curioso, me refiro a essa faceta ‘moderna’ do Guimarães que a gente percebe até em sua estampa, cabelos longos, calça boca-sino… Taí um disco diferente, ou talvez nem tanto, considerando também que aqui estamos nos anos 70. Guimarães vem acompanhado pelo Grupo Som Sagrado e nos apresenta um roteiro musical variado para agradar quem está na festa. E não é para menos, pois seu repertório contempla diferentes gêneros, do ‘dancing music’ ao carimbó, do pop internacional ao samba e não falta também rock e um instrumental. Inevitavelmente, soa como conjunto de baile e é bem certo que Guimarães e o Grupo Som Sagrado tenha feito muitos por aí a fora. Este lp é hoje uma raridade e de uma certa forma se tornou também um disco cultuado por colecionadores da nova geração. Vale a pena conhecer. Confiram no GTM…

our sound
show me way
mais um
carimbó da peteca
i folow my way
rock santero
valsa opus 39 n. 15
all glad of you or die
transa nossa
daddy where are you
new sound theme

 

Agostinho Dos Santos (1969)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Quando acontece algum imprevisto e eu me vejo sem condições para preparar uma nova postagem, eu recorro aos meus velhos e bons ‘discos de gaveta’, aqueles que são como notícias de jornal prontas para cobrir alguma lacuna. E nesses últimos dias eu acabei deixando as publicações de lado. No momento estou sozinho na empreitada e nem nosso bom amigo Samuca eu quis amolar. Daí, atrasamos o diário e para corrigir, as vezes, só postando o que já está pronto. Assim, hoje temos a presença do Agostinho dos Santos, artista que mais uma vez nos honra com sua arte. O disco em questão é um lançamento do selo Continental, de 1969. Eu tinha para mim que este lp era na verdade uma coletânea, pois geralmente nesses casos os discos não trazem informações técnicas. Mas segundo fontes confiáveis, por este selo ele gravou dois discos, este de 69 e outro lançado em 73, talvez por conta de sua morte, em julho desse mesmo ano. Neste lp de 1969, como podemos ver na foto da contracapa, ele interpreta um repertório bem interessante, onde cabem músicas nacionais e internacionais, todas bem conhecidas do público. Vale a pena conferir no GTM…

aquarela do brasil
na baixa do sapateiro
hava nagila
saint louis blues
o sole mio
quereme mucho
un jour tu verrás
hymne a l’amour
douce france
samba de orfeu
night and day
a felicidade
besame mucho
sá marina
manhã de carnaval


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Chico Da Silva – Samba: Quem Sabe Diz (1977)

Boa noite companheiros, amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro de samba é com o artista amazonense Chico da Silva, cantor, compositor e poeta. Temos dele este disco “Samba: Quem Sabe Diz…” que foi seu álbum de estréia, lançado em 1977 pelo selo Polydor. Ele cavou essa oportunidade quando no mesmo ano a cantora Alcione gravou dele o samba “Pandeiro é meu nome”, que fez muito sucesso. Essa mesma música ele gravou aqui neste disco e foi também grande sucesso, pois fez parte de uma trilha de novela da Rede Globo. Chico da Silva esteve muito atuante nas duas décadas seguintes, gravando com regularidade. Teve ao longo da carreira uma dezena de discos gravados. Outros artistas também gravaram suas composições. Na década de 90 acabou se afastando do palco por conta de uma doença que o impossibilitou de cantar. Acredito que hoje em dia ele viva no Amazonas. Pelas últimas informações que consegui, ele em 2008 chegou a se candidatar a vereador pela cidade de Manaus. Confiram no GTM…

o barba azul
será que tem
pandeiro é meu nome
lamento de bamba
é chato
a meia noite
belo amanhecer
a volta ao mundo em 30 segundos
veja lá você
só o samba me domina
o tempo passou
no terreiro de ossanha

 

Bezerra Da Silva E Reyjordão – Partido Alto Nota 10 Vol. 3 (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Peço que me desculpem o atraso nos links das postagens no Grupo Toque Musical. Vez por outra acontece isso por conta de alguma falha, geralmente a qualidade do áudio não está boa, daí precisamos refazer tudo. Mas fiquem ligados, pois logo o link chega no GTM, ok?
Bom, seguindo no ritmo do samba, aqui temos um disco lançado pelo selo CID, aquele do Harry Zuckerman, que investia em produções mais baratas, principalmente de artistas do samba. Aqui temos um bom exemplo neste que foi o volume 3 da série Partido Alto Nota 10. Nele encontramos, de um lado, o grande Bezerra da Silva e do outro, Reyjordão, sambista de partido alto, pagodeiro que é mais conhecido nas rodas de samba carioca. Essa série Partido Alto Nota 10 é um trabalho dos mais interessantes que busca reunir a nata desse gênero de samba. Eu sempre entendi o samba de partido alto como aquele original, de raiz que ao descer o morro se transforma em pagode, não na essência da palavra, mas como produto já manufaturado. Aqui, ele ainda é bruto em sua essência e seus personagens são autênticos. Para quem não conhece, vale a pena uma conferida… Logo está entrando no GTM 😉

mulambo só – bezerra da silva
mulher da melhor qualidade – bezerra da silva
meu pirão primeiro – bezerra da silva
cara de cruel – bezerra da silva
todo enrolado – bezerra da silva
velha demais – bezerra da silva
matemática do feijão reyjordão
boi que morre na minha fazenda – reyjordão
greve dos ladrões – reyjordão
lei da madeira – reyjordão
caboclo porrete – reyjordão
tô com o poderoso – reyjordão

 

Grupo Fundo de Quintal – Samba É No Fundo Do Quintal (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um disco de samba. Desta vez temos aqui o Grupo Fundo de Quintal, que já teve aqui um outro de seus discos publicado. O Fundo de Quintal é um grupo de pagode formado no final dos anos 70. Surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Pelo grupo já passaram uma dezena de sambistas, principalmente da Escola de Samba Imperatriz Leopodinense. Pelo grupo passaram nomes de peso do samba, figuras como  Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Bira Presidente, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Neocy, Walter Sete Cordas e outros feras… O grupo, ao que parece, continua na ativa, hoje com outros integrantes. Gravaram mais de 30 discos ao logo da carreira. E hoje o que apresentamos aqui é o primeiro. Disco de estréia no qual trazia Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato. Neste primeiro disco o Fundo de Quintal emplacou sucessos com “Você quer voltar”, “Sou Flamengo, Cacique de Ramos”, “Gamação danada” e outros. Disco produzido por Durval Ferreira e apresentação da saudosa Beth Carvalho. Não deixem de conferir no nosso GTM.

você quer voltar
sou flamengo, cacique de ramos
prazer da serrinha
olha a intimidade
volta da sorte
marido de madame
bate na viola
gamação danada
lá no morro
bar da esquina
voltar a paz
zé da ralé
 
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Grupo Semba – 20 Sambas Top (1975)

Fala aí, amiguinhos cultos e ocultos! E o samba continua para a alegria de todos. Hoje o nosso encontro é com o Grupo Semba, nome, por certo, criado para um conjunto de estúdio neste projeto “20 Sambas Top”. Segundo informam na contracapa “Semba” é uma expressão Nagô que significa ‘umbigada’ e da qual se originou, por corruptela, a palavra ‘samba’. Este disco tem a produção de Waldir Santos e arranjos e regência de Messias Santos Jr. Traz um repertório de vinte sambas bem populares, duas músicas por faixa, que agradam em cheio. Como toda boa capa dessa época e para essas coletâneas sempre havia uma pitada de sensualidade. Essa moça com carinha sapeca, por exemplo, já apareceu estampando outros discos do mesmo naipe.

vai doer
farofa fa
disritimia
1800 colinas
côco só côco
quantas lágrimas
tem que ser agora
tamanco malandrinho
a beleza que é você mulher
dona flor e seus dois maridos
tô chegando já cheguei
vermelho azul e branco
fato consumado
não vou deixar
renascer das cinzas
além de tudo
cuica e viola
meu tamborim
terceiro ato
 
 
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Grupo Favela & Genaro (1982)

Olá amigos cultos e ocultos, olha nós aqui outra vez no balanço do samba! E hoje temos Genaro e o Grupo Favela. Disco bem popular nas rodas de samba, lançado no início dos anos 80 pelo selo Esquema. Aqui temos o Grupo Favela, um conjunto de pagode que seguia bem na linha de outro famoso, Os Originais do Samba. Na parceria temos o sambista Genaro Soalheiro, que fez parte do Conjunto Nosso Samba. Genaro foi também compositor e produtor, trabalhando com muitos artistas do mundo do samba. Com o Grupo Favela, Genaro gravou dois discos. Gravou também com Bezerra da Silva e em seus últimos anos de vida dedicou-se a produção de discos de samba enredo, do carnaval carioca. Através de suas produções revelou muitos sambistas. Injustamente, nunca gravou um disco solo. Mas fica eternizado em discos como este que traz um repertório bacana, cheio de músicas conhecidas de compositores como Donga, Pixinguinha, Martinho da Vila, Luiz Airão, entre outros… e o próprio Genaro em parceria com Nenem do Cavaco no samba “Ilusão de pobre”. Não deixem de conferir no GTM…

conto de areia
patrão prenda seu gado
nega do peito
sete domingos
castigo da nega
calango vascaino
canta canta minha gente
divinhadalho
ilusão de pobre
no silêncio da madruga
 
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Dailton E Seus Amigos Grupo Coração da Massa (197…)

Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! No balanço do samba eu hoje estou trazendo um disco que eu descobri recentemente. Um desses discos que logo de cara a gente vê que se trata de uma produção independente e até modesta. Num primeiro momento achei até que fosse algo regional, um disco de temática rural ou algo parecido. Mas bastou colocar o disco na vitrola para entender que se trata de um disco de samba. O lp tem informações na contracapa e também tem um encarte com as letras, mas nada o suficiente para falarmos de Dailton, seus amigos e o Grupo Coração da Massa. Não tem data e também parece não existir para o Google, tanto o disco quanto o artista, um verdadeiro mistério. Mas seguindo por pistas deixadas aqui e ali, acredito que seja um artista que veio do Rio de Janeiro, mais especificamente de Niterói. Quem é do samba e também da cidade deve conhecer o nosso artista. Aqui, o máximo que posso fazer é apresentar o trabalho, um disco de samba muito bom, competente e que vale o nosso toque musical. Confiram no GTM.. E se tiver informações sobre Dailton Ribeiro, manda pra gente, tá?

mulher fantasia
de mãos dadas
quem não tem
diz para mim
aconteceu
traição
poliandria
mal de amor
inspiração
não faça drama



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Candeia – Luz Da Inspiração (1977)

Boa tarde, meus queridos amigos cultos e ocultos! Na luz da inspiração da temática ‘samba’, um artista que não poderia faltar, Antonio Candeia Filho, ou simplesmente Candeia. Já postamos dele aqui, em outra época, o seu segundo e o quinto álbum. Desta vez voltamos trazendo “Luz da Inspiração”, disco lançado em 1977, pela Warner, através do selo internacional Atlantic. Este foi seu quarto e último trabalho lançado ainda em vida. O disco de samba super bem produzido por Guti e Mazola. Aqui temos doze sambas, quase todos autorais ou em parceria. Mais um clássico do gênero e sempre visitado pelas novas gerações de sambistas. Infelizmente, Candeia veio a falecer um ano depois, deixando o álbum póstumo Axé. Um artista com uma pequena discografia, porém compôs muita música, as quais foram gravadas por dezenas de artistas e entraram para a história da nossa música popular. Não deixem de conferir no GTM…

riquezas do Brasil (brasil poderoso)
maria madalena da portela
olha o samba sinhá (roda de samba)
vem menina moça
nova escola
já curei minha dor
luz da inspiração
me alucina
falso poder (ser ou não ser)
era quase madrugada
cabocla jurema
pelo nosso amor

 

Djalma Pires (1978)

Fala aí, meus camaradas, amigos cultos e ocultos! Boa noite para todos! Estamos trazendo hoje mais um disco de samba. Um álbum hoje raro de se ver e também de se ouvir. Aliás, nosso artista, o cantor Djalma Dias, é um desses nomes esquecidos e seus discos, assim como sua biografia é coisa rara de se achar. Fiquei mesmo espantado por não ter nas fontes de referências musicais nada sobre esse artista. O cara gravou vários discos, cantou em festivais, na noite paulista e também no carnaval, onde foi puxador de escola de samba. Mencionam também que Djalma Pires procurava seguir a mesma trilha de Jair Rodrigues, inclusive cantava de modo parecido. Infelizmente, pouco existe sobre ele na internet além de suas próprias gravações, que podem ser encontradas no Youtube. Aqui temos dele um lp de 1978, lançado pelo selo Chantecler e com arranjos e regências do grande Zé Menezes. Dez sambas de gabarito, como se dizia antigamente. Não deixem de conferir no GTM…

sufoco
moro na beira da praia
lenço branco
eu sou o teu romeu
sangue brasileiro
o troco
vamos falar de alegria
duas vidas
azulão

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Ciro Monteiro – De Vinicius & Baden Especialmente Para Ciro Monteiro (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! E enquanto a pandemia não passa e a gente fica nesse isolamento, melhor mesmo é se distrair com música, seguindo, por exemplo, as postagens do Toque Musical. Aqui sempre tem uma novidade e muitas surpresas. É só seguir no nosso ritmo…
Olha aí, no ritmo do samba, temos para hoje um disco clássico. Disco da Elenco, com músicas de Baden Powell e Vinícius de Moraes e tendo Ciro Monteiro cantando, não precisa dizer mais nada. Este é um lp já bem rodado na ‘blogsfera’, mas como tantos, é aqui que ele encontra o seu lugar de referência. Maravilhoso disco de samba canção que não poderia faltar por aqui. Confiram…

para fazer um bom café
linda baiana
deixa
amei tanto
astronauta
garota porongongons
formosa
alô joão
tome meu coração
tempo feliz
 
 
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Lupicínio Rodrigues – E A Bossa Velha (1960)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Cá estamos nós para mais uma postagem diária. É, neste ano voltamos aos velhos hábitos, ou pelo menos pretendemos. E hoje eu trago para vocês um disquinho enviado pelo amigo Denys, rapaz talentoso que recupera áudio, recria as capas e selos com grande precisão.
Temos aqui um raríssimo compacto triplo de 45 rpm, do genial Lupicínio Rodrigues, lançado em 1960 pelo selo Copacabana. Taí um disquinho que eu não conhecia e certamente muita gente por aqui também não. Mas eis que buscando no Google algumas informações sobre ele, acabei chegando numa página que nos traz um texto dos mais interessante, da jornalista e escritora (e querida) Janaína Azevedo Lopes, que caí como uma luva nessa nossa postagem:
Em 29 de dezembro de 2015, apareceu no YouTube a reprodução na íntegra do extended play Bossa Velha, de Lupicínio Rodrigues, com data de 1960 e selo da Copacabana. É um álbum raro, do qual se encontra pouca informação na internet. Neste link do CollectorsFrenzy, por exemplo, sabemos que uma edição do disco foi objeto de um leilão, em 2014, ao preço de 102,51 dólares. Segundo o site, três apostas foram feitas. 
Além da raridade, outro aspecto que Bossa Velha traz é o próprio som, extremamente refinado, resultado de uma gravação impecável. A “bossa velha” de Lupicínio é um samba cadenciado, com toques de jazz e uma interpretação elegante da poesia do porto-alegrense. Em seis faixas, Lupi canta o cotidiano de seu relacionamento, faz pedidos e alertas à mulher, tanto melancólico quanto apaixonado, e irreverente ao ponto de soar ofensivo hoje em dia. O desenho da vida boêmia está lá, por exemplo, na letra de “Esta eu conheço”, que inicia aos versos de “mandei buscar minha mulher pra casa, apesar do seu mau proceder. Pra solucionar minha casa, sem mulher não posso viver”. Duas faixas depois, o gaúcho canta “Prova de amor”, que nada mais é do que exigir que a esposa cuide da casa enquanto ele trabalha: “Que vantagem tenho em possuir o seu amor se eu que trabalho com o frio e com o calor, quem ama faz sacrifício você pra mim nunca fez eu que pago as contas quando chega o fim do mês”. Mas Lupi também canta sua ternura com, e quando o faz, é com um lirismo tão belo quanto simples: “querer desfazer a minha mágoa é tentar abrir buraco na água” canta ele em “Pegador de bolinha”…

pergunte aos meus tamancos
eu não sou louco
eu sei
esta eu conheço
pregador de bolinha
prova de amor



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Jorginho Pessanha – Tô Muito Na Minha (1971)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Começando bem a semana, vamos seguir no samba. Ontem foi Jamelão, hoje temos Jorginho Pessanha, sambista, compositor e cantor. Célebre integrante a Ala dos Compositores da Escola Império Serrano. Segundo informações do Dicionário Cravo Albin da MPB, Jorginho Pessanha se destaca a partir dos anos 60, como compositor. Fez parte da delegação brasileira que se apresentou num festival de arte, em Dakar, no Senegal. Integrou o grupo de músicos que acompanhavam Clementina de Jesus, Ataulfo Alves, Heitor dos Prazeres e outros. Infelizmente, pelo Google há muito pouca informação sobre o artista e até mesmo no Cravo Albin essas são superficiais e incompletas. Este disco, por exemplo, “Tô muito na minha”, embora tenhamos fotos da capa e até as músicas no Youtube, não consta lá em sua discografia. Aliás, até onde eu pesquisei, Jorginho Pessanha gravou somente uns três ou quatro discos, incluindo este que estamos apresentando. Não deixem de conferir no GTM…

a sorte mudou
há quem diga
nem meu amor
mulata
hoje não
romance de amor
é isso aí moço
mundo de madeira
que samba é esse
a história do zé
tem que ter tamborim
ex amor

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#ToqueMusicall

Jamelão (1971)

Boa noite de domingo, amigos cultos e ocultos! Olha aí, mais uma vez temos a honra de apresentar aqui um disco do grande Jamelão. Figura emblemática do Carnaval carioca e mais exatamente Mangueira, a qual ele pertenceu, sendo o intérprete oficial da Escola, de 1949 até 2006. Embora não gostasse de ser chamado de puxador de escola de samba, ele foi o maior cantor da ‘linha de frente’ de todos os tempos. Gravou muitos discos e entre esses temos aqui um lp de 1971, lançado pela Continental, trazendo doze sambas românticos, composições de João Roberto Kelly, José Bispo, Jair Amorim, Lúcio Cardin e outros. Confiram no GTM…

êta dor de cotovelo
meu sincero amor
marido e mulher
é triste um homem gostar
a mão de deus
foi ela
suas amigas
waldemar errou
sempre teu
vai minha amada
pressentimento
um dia tu hás de pagar

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Tekila Ritmos (1964)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Começamos o ‘sabadão de quarentena’ dentro de casa, relembrando os ‘sabadões’ do passado, quando haviam os bailes e o mundo era mais legal. Estou trazendo para vocês um disco raro, talvez o único de um conjunto de baile dos anos 60. Temos aqui o Tekila Ritmos, um conjunto de baile paulista, lá de Sorocaba. Segundo informações, o Tekila Ritmo fazia sucesso na cidade. Aliás, fazia sucesso em toda a região paulista e o que os levou a serem convidados para gravar este disco para um selo que também estava começando, o VS (Som e Indústria Vilela Santos). Acredito que este selo acabou não vingando, pois nunca vi outro disco, outro artista gravado por ele. Curiosamente, este lp do Tekila Ritmos veio a ser lançado por um outro, também obscuro selo, o Cartaz e chegou a ter neste duas edições. Como todo bom conjunto de baile, o Tekila Drink nos apresenta um repertório na medida, com sucessos nacionais e internacionais do momento. O grupo tem lá suas qualidades e manda bem, o que vale, sem dúvida, uma conferida no GTM.
 
tekila
bolinha de sabão
my love for you
para vigo me voy
toada do burrinho
a lenda do beijo
peter gun
amor vai e vem
torna a surriento
mona lisa
doce amargura
dang dang
 

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Altamiro Carrilho – Bossa Nova In Rio (1963)

Boa noite caríssimos amigos cultos e ocultos! Para celebrar a nossa sexta-feira quietinho em casa, eu trago hoje e mais uma vez o grande flautista Altamiro Carrilho, figura que nessa altura já dispensa maiores apresentações. Altamiro, ao longo de sua carreira, gravou mais de cem discos, tanto trabalhos autorais como em participações em diversos outros discos.
No auge da Bossa Nova ele também deixou em disco a sua interpretação. Gravou em 1963 este belíssimo álbum, “Bossa Nova In Rio”, com seu conjunto e côro, originalmente pelo selo Copacabana. O lp viria a ser relançado novamente, desta vez pelo selo Beverly. Altamiro nos traz um repertório de sucessos, uma síntese do que é a Bossa Nova e em especial no Rio de Janeiro, o berço da coisa. Taí um disco que merece respeito. Confiram no GTM…

menina feia
desafinado
tristeza de nós dois
gamação
mania de maria
confissão
corcovado
samba de uma nota só
morreu num adeus
o barquinho
tudo é bossa
fundo do mar

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