





Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com o samba. Temos aqui uma coletânea de primeiríssima qualidade produzida pela RCA em 1973, reunindo um exemplar grupo de sambas e sambistas de tirar o chapéu. Como se pode ver logo pela capa, temos Candeia, Cartola, Zé Keti, Elton Medeiros, Jorge Veiga, Martinho da Vila e Os Originais do Samba, Adalto Santos, Noel Rosa de Oliveira, Gilberto Alves, Déo e Geraldo Babão. São doze sambas inesquecíveis, confiram…
filosofia do samba – candeia
a voz do morro – zé keti
quatro crioulos – elton medeiros
viola de maçaranduba – geraldo babão
vem chegando a madrugada – noel rosa de oliveira
vou te abandonar – jorge veiga
lá em mangueira – martinho da vila e os originais do samba
apanhando papel – gilberto alves
que bate fundo é esse – jorge veiga
volta por cima – adauto santos
alô pandeiro – déo
preconceito – cartola
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Bom dia todos, amigos cultos e ocultos! Sempre em busca de alguma coisa diferente para postar aqui, desta vez eu achei este lp, produção mineira, disco lançado pela Bemol, supostamente lançado no final dos anos 60, ou início dos 70. Infelizmente os disco da Bemol nunca traziam data de lançamento, uma pena. Mas, enfim, trata-se de uma coletânea, uma seleção de cantores e compositores de Minas Gerais. Um disco feito pelo Lions Clube da cidade de Patos de Minas que na época bancou essa produção e como diz o texto de contracapa, “transformou em realidade o sonho de alguns compositores e o devaneio de alguns cantores.” Há de lembrar ainda que nossos cantores são acompanhados pelo cavaquinista Waldir Silva e pelo conjunto Os Rebeldes. Enfim, é um disco interessante, pelo menos pela curiosidade que desperta. Querem conhecer? Chega lá no GTM 🙂
samba de dois – generino luis e sonia maria
tudo é ilusão – olivar noronha
mágoa – alda borges
mal de amor – generino luis
sua canção – waldir carvalho
lua nova versão – cloves otone
pensando em você – celina borges
canção do jardineiro – waldir carvalho
lágrimas de saudade – generino luis
o camponio – celina e alda borges
leonora – sonia maria neves
noite de natal – gaspar severo sousa
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Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aproveitando as heranças blogueiras, aqui temos um disco, entre muitos que nos foi enviados, discos que já tiveram o seu momento em outros blogs e agora aqui se completam e perpetuam enquanto este toque durar. Temos aqui um disco do cantor e compositor Geraldo Espíndola, irmão das cantoras Tetê e Alzira Espíndola. Neste lp ele marca seus então vinte anos de carreira apresentando algumas de suas obras mais conhecidas. Sem dúvida, um disco especial que merece ser ouvido de cabo a rabo. Produção independente da melhor qualidade. Não deixem de conferir no GTM…
cunataiporã
pequenos aliados
amarga solidão
divindade
raça das matas
forasteiro
fala bonito
quyquyho
deixei meu matão
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Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! O mês das festas juninas já passou. Aliás, neste ano, nem rolou por conta da pandemia. Também não tivemos manifestações por aqui como fazemos tradicionalmente. Na verdade, a coisa anda tão ruim que a gente não tem mais nem tesão para comemorar. Mas, independente de qualquer coisa, aqui estamos nós e trazendo justamente um disco de festa junina. Temos aqui este maravilhoso exemplar, disquinho de 10 polegadas lançado pelo selo Copacabana, em 1955. Trata-se de uma coletânea reunindo artistas da casa como, Orlando Silveira, Roberto Silva, Black-Out, Alencar Terra, Jorge Goulart e Jorge Veiga. Um disquinho bem legal que vocês encontram aqui no GTM…
seleções de baião – orlando silveira
o baile começa as nove – roberto silva
ingrata rosinha – black out
quadrilha – alencar terra
fogueira – roberto silva
são joão – jorge goulart
eu fiz uma prece – jorge veiga
seleções de baião – orlando silveira
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Boa noite, companheiros, amigos cultos e ocultos! Depois dos 6 de Samba, vamos agora com os 3 do Rio. Taí, um grupo vocal/instrumental dos mais interessantes surgidos nos anos 60. Eles foram um dos mais importantes grupos de bailes que atuaram pelo Brasil nas décadas de 60 e 70. Curiosamente, embora se chamasse 3 do Rio, eles na verdade eram de São Paulo. Quem foi jovem nos anos 60 e 70 em São Paulo há de se lembrar desse trio. Um grupo de multi-instrumentistas que sabiam fazer o espetáculo. Se apresentaram por muitos anos fora do país, depois, nos anos 70, de volta ao Brasil se tornaram um dos grupos mais requisitados de bailes, clubes e até cruzeiros em navios. Acredito que este tenha sido o primeiro disco deles, muito embora eu desconheça qualquer outro trabalho fonográfico que tenham realizado. Pelo pouco que pude recolher de informações, os 3 do Rio seguiram carreira até os anos 70. Trabalharam também com jingles e entre esses, um famoso foi aquele do banco Bamerindus (“O tempo passa, o tempo voa… e a poupança Bamerindus continua numa boa…”). Muitos aqui hão de lembrar. Pois é, não deixem de conferir, os 3 do Rio. E como se pode ver pela contracapa, o repertório é supimpa! 🙂
le telefon
recordar
guajiro
12th street rag
eu sei
china boy
seleção de sambas
les cactus
cumaco de san juan
the ballad of bonnie and clyde
alors tu comprendras
balla balla
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Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje estava eu pesquisando algumas coisas no You Tube, quando me deparei com uma velha trilha de um velho e célebre programa de humor da tv brasileira, o “Chico City”, comandado pelo genial Chico Anísio. Foi daí que me lembrei que eu tenho o disquinho e para não perder tempo já estou postando ele aqui para vocês. Trata-se de um compacto simples no qual temos a música de abertura do programa, que era “Isso é muito bom” e “É domingo, é domingo”, as duas composições de Chico Anísio e seu eterno parceiro Arnaud Rodrigues. Quem interpreta as músicas é a dupla Kris e Cristina que antes já havia gravado outro tema de abertura de novela. Ao que parece, ficaram apenas nesses sucessos de tv, por certo seguiram por outros caminhos. Mas, enfim, o disquinho está aí, pra gente lembrar um pouco dos velhos tempos. Confiram no GTM…
isso é muito bom
é domingo, é domingo
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Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Para quem gosta de Demônios da Garoa, eis aqui um grupo bem parecido. Aliás, oriundo da mesma São Paulo e também parte da história do samba paulista. Este grupo, 6 de Samba surgiu na cena do samba paulista seguindo as mesmas trilhas do consagrado grupo Os Demônios da Garôa, tanto na escolha de repertório quanto no estilo. O disco não poderia deixar de ser bom, com muita música de compositores como Ivan Pires, Doca e Adoniran Barbosa. Ao que se sabe este grupo só gravou este disco. Vale a pena conhecer…
resposta a benedita lavadeira
um samba na barra funda
iracema
trem das onze
samba do dito
bola de meia
te dei a mão
a bronca do patrão
lei do inquilinato
zé baixinho
samba da marmita
alfredo qual é a rima
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Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Após mais de uma década postando diariamente um disco, chega uma hora em que a gente perde um pouco a noção do que já foi publicado e também o que não foi. Entre os muitos que ainda não postei, eis aqui essa joinha, este disco que é simplesmente maravilhoso e que, claro, não poderia faltar aqui em nosso acervo. Finalmente, chegou a vez dele, o Quarteto Novo! E para quem não o conhece, vamos lá… O Quarteto Novo foi um conjunto de música instrumental formado em 1966, em São Paulo. Inicialmente, como um trio, o Trio Novo, concebido para acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré em gravações e apresentações. Inclusive estão presentes no belíssimo “Canto Geral”. O trio era formado, nada mais, nada menos, por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Airto Moreira (bateria e percussão) e Heraldo do Monte (viola e guitarra). Mas logo viria o quarto elemento, Hermeto Pascoal, incrementando o grupo com uma flauta.. Estava formado o super grupo, o Quarteto Novo. E foi logo aí, em 67 que ele gravou pela Odeon este disco que hoje é uma das mais bonitas obras da música instrumental brasileira. Um disco realmente e literalmente único e na minha concepção, um trabalho que merecia maior atenção e divulgação. Nunca voltou a ser reeditado a não ser em 1973 e já com uma outra capa. Se tornou um disco raro, cobiçado por colecionadores e principalmente para negociantes que hoje veem no comércio do vinil uma excelente fonte de renda. Infelizmente, o quarteto não durou muito tempo, em 69 ele se desfez. Cada um de seus membros já tinha lá um caminho a seguir. Este álbum também se tornou cobiçado por conta do interesse internacional, estava ali pela primeira vez um disco de música instrumental brasileira com elementos da música regional nordestina. Um disco instigante, sofisticado e com arranjos cuja sonoridade tem influenciado compositores de várias partes do mundo. Taí uma razão pela qual este lp não poderia nos faltar. Por certo, boa parte do nosso público amigo, culto o oculto, já deve conhecer. Mas, o que é bom a gente sempre quer de novo, ainda mais esse Quarteto Novo, não é mesmo? Confiram no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Entre os muitos ‘discos de gaveta’, aqueles que já estão prontos, esperando a vez, tenho este do músico, compositor e instrumentista Júlio Costa que sempre esteve a um passo de ser publicado aqui no Toque Musical. O que faltou, ou que ainda falta são informações sobre o artista. Caramba, tem discos/artistas que até hoje você não encontra nada sobre eles na rede! Incrível isso, visto que não se trata de algo tão antigo ou tão oculto assim. Parece que nosso artista não fez muita questão de divulgar melhor esse seu trabalho. Oque é uma pena, pois o disco é muito bonito, praticamente, quase todo pautado no instrumental e trazendo um time de músicos de primeira linha. O disco é uma produção independente, o que justifica talvez uma divulgação limitada. Seja como for, acho que vale a pena conhecer e ouvir. Confiram no GTM…
samba torto II
sirius
a idade exigida
a coisa
vega
o trapezista
antares
quebra-cabeças
paisagem marinha
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Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com Flávio Carvalho. Cantor e compositor paulista, conhecido também como ‘Flávio Chão de Estrelas’, por conta do programa de TV, no qual foi (ou é ainda) o apresentador. Aliás, Flávio Carvalho também apresentava um programa na TV Gazeta, ao lado de Helô Pinheiro. Flávio começou sua carreira a partir da década de 70. Teve sua música “Nada na cuca” como tema da novela “Um dia, o amor”, da antiga TV Tupi, em 1975 e que lhe rendeu o prémio Globo de Ouro. Trabalhou também na criação de trilhas sonoras e jingles. O artista, ao longo de sua carreira já gravou uns dez discos, sendo os primeiros na fase do vinil. O disco que apresentamos foi seu primeiro lp, lançado de forma independente, em 1980. Sem dúvida, um disco muito bonito e bem produzido e pelo fato de ser independente torna-se raro, difícil de se ver e ouvir por aí. Vale a pena conferir…
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Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Entre os discos de cunho religioso, outros que não podem faltar são os de pontos de Umbanda afinal, muitos de seus elementos estão presentes também na nossa música popular. Aqui temos um bom exemplo, “Alelua Umbanda”, disco lançado em 1974 pelo selo AMC/Beverly, da Copacabana. Nele vamos encontrar uma coletânea de pontos de Umbanda tradicionais, de autores como J. B. de Carvalho, de domínio público e também os novos pontos de autoria de Ismael Rangel, ‘ogan’ do terreiro de Pai Élcio do Oxalá. Confiram no GTM…
louvação a oxalá – abaluaê – oxum da cachoeira – oxum dos rios – oxum pureza
louvação aos caboclos – saravá caboclo – linda cabocla
suará
pai xangô – livro de xangô – gino da cobra coral
inhasã do cabelo louro – inhasã menina – moça bonita
rainha do mar
atraca atraca – cacurucaia de umbanda
três estrelas – festa no abaçá
velho de angola – rosário sagrado – cachimbo do velho
‘seu’ sete encruzilhada – exú da ventania – morada de exú
cavaleiro da alvorada – clarim na lua – cavaleiro do céu
prece cáritas
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Olá, prezados amigos cultos e ocultos! O TM apresenta mais um disco de música religiosa, mais precisamente de música católica. É “Quando canta o coração”, gravado pelo coral das Missionárias de Jesus Crucificado em 1964. Ao ouvirmos as doze faixas deste disco, percebemos que as Missionárias já faziam um trabalho musical precursor ao dos padres cantores, tipo Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Reginaldo Mazzotti. E podemos ouvir louvores a Deus em ritmos variados, como samba-canção, twist, bolero e bossa nova. Tudo devidamente abrilhantado pelos arranjos de Pachequinho, que não é outro senão o maestro Diogo Pacheco. Só este detalhe credencia o disco, repleto de belas mensagens musicais, para católicos ou não. É mais um trabalho bastante interessante, merecedor de nosso Toque Musical. É ir ao GTM e conferir.
Prezados amigos cultos e ocultos, bom dia! Como eu havia anunciado na semana passada, estaremos publicando aqui alguns discos de músicas de cunho religioso. Discos que também merecem estar aqui no nosso Toque Musical, afinal foram poucas as vezes em que nos dedicamos a essas publicações. Vamos ver aqui discos de diferentes correntes religiosas: católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas… enfim, sem preconceitos… Assim, temos hoje este disco do Grupo Semente, ligado as doutrinas evangélicas. O disco “Plantando a Semente foi lançado em 1982, através do selo Comev. Segundo informações a proposta do grupo era divulgar a Palavra de Deus por meio da música. Porém, devido a grande discriminação que havia por parte dos meios de comunicação (rádio e tv), eles optaram por gravar um disco seguindo caminhos diferentes, a começar pela escolha de uma gravadora. Ao contrário de muitos outros grupos musicais evangélicos, o Semente era um conjunto arrojado, com músicos competentes. Em seu repertório há samba, choro, canção e soul music. Um disco muito bem trabalhado e com belos arranjos, que foge e se difere de outros conjuntos da mesma linha. Em resumo, não é um disco chato e dirigido apenas par um público evangélico. Confiram no GTM…
Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical oferece parcela do rico acervo regional gaúcho. Estamos apresentando para vocês um disco com as doze músicas classificadas da terceira edição do festival Ronco do Bugio, lançado pela Chantecler/Continental em 1988. O evento se realiza anualmente na cidade gaúcha de São Francisco de Paula (por certo não aconteceu este ano em virtude da pandemia de Covid 19), com o intuito de preservar e difundir o único ritmo originário do Rio Grande do Sul, ou seja, o “bugio”, compasso criado justamente no interior desse município. Tal criação se deu a partir da criatividade dos gaiteiros (sanfoneiros) serranos, que buscaram imitar, com seu instrumento musical, o ronco do primata nos matos da serra. A festividade é genuína, pois é a única da América onde, obrigatoriamente, os participantes devem utilizar apenas um ritmo, o citado “bugio”, embora a temática seja abrangente. Daí ser considerado o festival mais autêntico do Rio Grande do Sul. Além do forte enfoque cultural que envolve toda a comunidade musical gaúcha, o festival tem seu apelo ecológico, pois chama a atenção para a preservação da espécie, hoje quase em extinção. Nas doze faixas deste disco, o mais autêntico “bugio”, na interpretação de artistas típicos gaúchos. É ir ao GTM e conferir, tchê!
bugio do meu rincão – gonzaga dos reis e grupo
gaiteiros da serra – koko, emerson e grupo
de mala gaita e violão – grupo som campeiro
que viva o bugio – souzinha jr e grupo vozes do pago
oque é bugio – jaime ribeiro e os provincianos
bugio arisco – nelcy vargas e grupo
a voz do lugar – elton saldadnha e grupo
bugio da serra e da fronteira – itajaiba mattana e os nativos
bugio safado – leo almeida e grupo rodeio
tropeadas – gozaga dos reis e grupo
bailanta da tilóca – grupo caaguas
bugio e violão – antoninho duarte e os andantes
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*Texto de Samuel Machado Filho
Olá, amigos cultos e ocultos, bom dia! Entre tantas curiosidades ‘fonomusicais’ que temos postado aqui ao longo de todos esses anos, acho que poucas foram as vezes em que nos aventuramos na publicação de discos com temas religiosos. É certo que quando falamos em Religião, muita gente não dá atenção, principalmente quando se trata da religião dos outros. E realmente, discos de temas religiosos são um tanto enfadonhos e desinteressantes. Mas isso não é regra geral, há trabalhos que valem a pena conhecer, independente de qual religião a pessoa professe. Nos próximos dias vamos postar aqui alguns desses discos. Andei fazendo uma seleção que considero exemplar, discos que, por certo, não se escuta em qualquer praça. Daí, então, começamos com este disco do Coral Jovem de São Paulo, lançado em 1972, pelo selo Copacabana. Temos aqui um disco voltado para a juventude, seguindo as trilhas de movimentos cristãos daquela época, que acontecia em outras partes do mundo. Coisa que se originou ainda nos anos 60, nos Estados Unidos com ‘Jesus Movement’ e na sequencia com o ‘Children of God’ e depois o ‘The Family International’. Por certo, o nosso Coral Jovem de São Paulo segue por outra trilha, no caso a evangélica Batista, que a meu ver nada tem com o evangélico-baixo-clero de hoje em dia. O Coral Jovem de São Paulo, conforme descreve o texto da contracapa, é um conjunto informal formado por jovens batistas do Estado de São Paulo e regido pelo maestro/pastor americano Roger Cole. Os arranjos e a supervisão musical é do maestro Leo Peracchi. Curiosidade que irá agradar mesmo quem não é batista. Confiram…
boas novas
chegamos nós
eu estou aqui esperando
vivo sempre cantando
domingueiro
acorda já
acordei
maravilhado
sou rebelde
tudo isso vai mudar
bravo e viva
vem viver
se em ti viver
se eu vou viver amanhã
um milagre de verdade e luz
testemunho – se eu não testemunhar – queres ajuda
boas novas
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Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais um toque musical, desta vez apresentando a cantora e compositora pernambucana Maria da Paz em seu primeiro disco, lançado em 1980 pela Copacabana. “Pássaro Carente” é um disco onde ela canta canções próprias e também músicas de compositores consagrados como Gordurinha, Gonzaguinha, Benito Di Paula e outros… Um disco de estreia, sem dúvida, muito bom. Elogiado pela crítica e com uma boa divulgação, o que rendeu a nossa artista o prémio revelação naquele ano de 1981. De lá pra cá Maria da Paz já gravou mais de uma dezena de disco, trabalhos realmente da melhor qualidade e que acredito, muitos não conhecem. Que tal começarmos por este primeiro? Então, confiram lá no GTM…
coisas e coisas
fantasia
mulher e daí
mínimas
falso chamego
súplica cearense
meu sufoco
espinhos
pássaro carente
e daí?
amor fingido
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Olá, amigos cultos e ocultos! O álbum que o Toque Musical apresenta hoje é um importante documento histórico. Chama-se “Primeiro recital de compositores goianos”, um lançamento independente, gravado ao vivo, em 1970, na Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Pirenópolis, município tombado como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1989. No repertório, foram incluídas peças de cunho erudito, com execução a cargo da Banda Phenix, dirigida por Braz Wilson Pompeu de Pina Filho e Jose J. Nascimento, e o disco ainda conta com a participação da solista Maria Augusta Calado e o coro da Matriz. Como se pode constatar, é um trabalho artístico do mais alto nível, além de raro, digno de merecer nosso Toque Musical. Não deixem de conferir no GTM.
concerto dos sapos
ave maria
solo das dores
hino a sant’ana
tantun ergo
o salutaris
o salutaris
ária para pregador
hino do divino
*Texto de Samuel Machado Filho
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Mantendo a nossa velha e boa tradição, aqui vai mais uma raridade para o deleite de todos, ou, em especial, os amantes do violão. Por aqui sempre aparece algum violonista pedindo discos onde o violão é o instrumento de destaque. Então, aqui temos mais um, disco não-comercial, o que, por certo o faz ser quase um inédito. Sai dos limitados para a vitrine do nosso Toque Musical. Como podemos ver, trata-se do Festival Villa-Lobos, de 1980, onde aconteceu o II Concurso Internacional de Violão. A música brasileira, de grandes mestres desse instrumento, na interpretação de vários instrumentistas, nacionais e internacionais. Na contracapa vocês encontrarão mais informações sobre este disco, que realmente é uma joia. Confiram no GTM…
francisco mignone – estudo nº 8 – eduardo castañera
francisco mignone – estudos nº 6 e 12 – mara portela
edino krieger – ritmata – jungen shollman
marlos nobre – momentos nº 1 – marcelo jehá kayath
marlos nobre – homenagem a villa-lobos – rodolfo m. lahoz
guerra peixe – prelúdios nº 4 e 5 – roland dyens
nestor de hollanda cavalcanti – suite quadrada – roland dyens
aldo taranto – modulando – istván adrovicz
pedro cameron – repentes – istván adrovicz
arthur bosmans – brasileiras: modinha – willem brioen
marcelo de camargo fernandes – sonatinha – eduardo elias isaac
heitor villa-lobos – valsa choro – roland dyens
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Baiano de Salvador, nascido em 25 de setembro de 1952, José Roberto Sá Costa novamente bate o ponto aqui no Toque Musical. Desta vez oferecemos a nossos amigos cultos e ocultos o terceiro volume de “José Roberto e seus sucessos”, lançado pela CBS (selo Epic) em 1970. Entre as doze faixas, uma interessante regravação do “Xote das meninas”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, que já foi cantado até mesmo por Marisa Monte. Ele também regravou aqui “Uma lágrima”, então sucesso de Paulo Henrique, e “Meu bem, ao menos telefone”, que consagrou o cantor Luiz Fabiano. O próprio intérprete assina a faixa “A minha vingança”, em parceria com Olavo Sérgio. Temos ainda trabalhos de Ed Wilson (“Preciso de você” e “Nada como um dia atrás do outro”), Getúlio Cortes (“Eu preciso ser feliz”), das duplas Othon Russo-Niquinho (“Desta vez não vou chorar”), Edson Ribeiro-Hélio Justo (“Eu faço tudo pra você voltar”)e Olavo Sérgio-Paulo Fernando (“E hoje eu venho dizer que te amo”), Maury Câmara (“Sou eu chamando você”) e Regina Corrêa (“Não vá embora”), que, se não me engano, é aquela que cantava no Trio Esperança junto com os irmãos Mário e Eva, a futura Evinha. Enfim, é uma coletânea do mais autêntico supra-sumo romântico do limiar dos anos 1970. Confiram no GTM.
preciso de você
e hoje eu venho dizer que te amo
eu preciso ser feliz
desta vez não vou chorar
o xote das meninas
uma lágrima
sou eu chamando você
a minha vingança
eu faço tudo pra você voltar
não há nada como um dia atrás do outro
meu bem ao menos telefone
não vá embora
*Texto de Samuel Machado Filho

Olá, prezados amigos cultos e ocultos! Eis uma postagem com toque bem lusitano. É um disco do cantor Tony de Matos (pseudônimo de Antônio Maria de Matos), “Lado a lado”, editado pela Copacabana em 1961. “O cantor romântico da canção portuguesa”, como era conhecido, nasceu no Porto, no bairro das Fontainhas, em 28 de setembro de 1924, e faleceu em Lisboa, em 8 de junho de 1989. Desde a infância tomou contato com o mundo artístico, pois seus pais eram atores. Aos 20 anos, começou a participar em espetáculos de variedades, assinando também seu primeiro contrato como cantor, com o Café Luso, na época considerado “a catedral do fado”. Gravou seu primeiro disco em 1950, “Cartas de amor”, grande sucesso em Portugal. Outros êxitos viriam em seguida, tais como “Trovador”, “Ao menos uma vez” e “Lenda das águas”. Teve atuações esporádicas no teatro, cinema e televisão. Em 1953, vem pela primeira vez ao Brasil, cumprindo temporada em São Paulo. E para o Brasil voltaria em 1957, ficando seis anos e abrindo um restaurante típico, O Fado, situado no bairro carioca de Copacabana. Em 1963, regressa a Portugal e continua a atuar em teatro e gravar discos. Em 1974, após a Revolução dos Cravos, teve de fixar residência nos EUA, onde ficou por oito anos, uma vez que sua música era associada ao antigo regime. Quando voltou definitivamente a Portugal, teve oportunidade de participar em diversas revistas teatrais e fez um espetáculo, em 1985, no Coliseu dos Recreios. Durante a carreira, recebeu dois prêmios Imprensa, um como cançonetista e outro como fadista. Neste LP, gravado no Brasil, Tony de Matos está no auge de sua carreira, e o repertório inclui uma música brasileira, “Ternura antiga”, de José Ribamar e Dolores Duran. No mais, um disco de primeira, prato cheio para os fãs da canção lusitana, que inclui o clássico “Só nós dois”. Não deixem de conferir no GTM, ora, pois, pois!
lado a lado
vieste para mim
ternura antiga
só nós dois
coitado do zé maria
vou trocar de coração
poema do fim
tu sabes lá
gente maldosa
hás de pagar
não dissemos adeus
não me perguntes
*Texto de Samuel Machado Filho
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Vez por outra, além dos tradicionais ‘arquivos de gaveta’ e colaborações de todo tipo, tenho apresentado aqui a herança do Sintonia Musikal, do amigo Chico. Infelizmente o blog dele fechou as portas e acabou deixando muita gente ‘a ver navios’. O Toque Musical, na sua incansável existência tem buscado resgatar o que por lá já foi publicado. Inclusive, porque muitos dos discos que foram postados no SM são muitas vezes os mesmos discos do acervo TM. Assim, considerando a qualidade dos arquivos do SM e também para facilitar a nossa labuta na hora da digitalização, preferimos apenas usar os arquivos que já estão prontos. Eventualmente fazemos algumas correções, trocamos o áudio ou mesmo as imagens. O importante, como já dizia Paulo César Pinheiro, é que a nossa emoção sobreviva. Então, aqui temos este delicioso instrumental, a la Jovem Guarda, The Brazilian Boss, lançado em 1966 pelo selo Mocambo. Por certo, trata-se de um conjunto de ocasião, ou seja um grupo musical criado para dar corpo ao disco e seu repertório. Embora, em 1968 tenha sido lançado um outro disco do The Brazilian Boss, não se sabe ao certo quem eram os seus músicos. Eu imagino que por ser um disco da Mocambo, talvez os artistas sejam do ‘cast’ da gravadora, músicos de estúdio, que geralmente não são citados nas ficha técnicas. Independente disso, temos aqui um disquinho curioso e que muito irá agradar aos amantes da Jovem Guarda. Confiram…
les cornichons
a volta
juanita banana
brincadeira de esconder
oi ti daro dipiu
é papo firme
mexericos da candinha
pobre menina
mamãe passou açúcar em mim
les marionettes
escreva uma carta de amor
a tartaruga
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