Collin Walcott Don Cherry E Nana Vasconcelos – Codona (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Uma coisa boa neste nosso Toque Musical é que a cada dia temos uma surpresa diferente. Ou a gente mergulha numa sequencia temática, ou quebra o ritmo, variando o máximo possível. E assim vamos nós, desta vez trazendo um disco do conceituado selo ECM, no qual gravaram grandes músicos, instrumentistas mundiais, principalmente do jazz contemporâneo e entre esses também músicos brasileiros, sendo os mais conhecidos, Naná Vasconcelos e Egberto Gismonti. A ECM (Edition of Contemporary Music) foi fundada na Alemanha por Manfred Eicher. Uma gravadora que surgiu no final dos anos 60. Primava pela qualidade técnica e uma seleta escolha musical. Embora tivesse lançado discos de gêneros diversos, foi na linha jazzística que o selo ganhou fama. Tinha como lema, a frase ‘o som mais belo depois do silêncio’. Produziram centenas de discos de altíssima qualidade, muitos desses chegaram ao Brasil, principalmente por conta da presença e participação de músicos brasileiros. Aqui temos um bom exemplo, “Codona”, disco originalmente gravado em 1979 trazendo os americanos Collin Walcott e Don Cherry e o nosso Naná Vasconcelos. “Codona” foi lançado no Brasil em 1983. Para quem gosta de jazz, world music, new age, experimentalismos sonoros e improvisações, está aí uma boa opção. Eu, pessoalmente, adoro 🙂
 
like that of sky
codona
colemanwonder
mumakata
new light
 
 
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Banda Dos Coroas – Volume III (1968)

Olá, caros amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que a gente gosta por aqui é de bandas, ao estilo as bandas de coreto, bandas de fanfarras, bandas de praças, de marchas, de rua… E depois de termos postado aqui a Bandinha do Irio, achei que seria legal mais uma dose :), visto que muita gente também gosta desse gênero musical. Nós já apresentamos aqui o primeiro volume dessa obscura Banda dos Coroas. Digo obscura pelo fato de não termo nenhuma referência sobre quem eram os músicos. Embora fosse um disco lançado pela Odeon através de seu selo internacional London, não era um disco de artista, mas antes um disco de músicas sortidas, cujo o repertório era de sucessos do momento. Por certo, também não era uma autêntica banda de coreto, de quermesse. Percebe-se que são músicos de estúdio, gente que toda de tudo em uma gravadora. Talvez fosse o multinstrumentista José Menezes e seu conjunto, pois ele esteve presente em boa parte de discos como este, um tanto que genéricos, mas de qualidade inquestionável. Como podemos ver, este volume 3 traz um repertório sortido, com temas populares da época. Vale a pena conferir…
 
eu te amo, te amo, te amo
quando me enamoro
última canção
bom tempo
parabéns querida
l’amour est bleu
você passa eu acho graça
a pobreza
quero lhe dizer cantando
quem será
viola enluarada
la tramontana
 
 
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As Frenéticas (1977)

Bom dia aos amigos cultos e ocultos! Eis um disco que há tempos estava para ser postado aqui, mas com tantas outras emoções, creio que acabei me esquecendo… Seguimos, então, com as Frenéticas, em seu primeiro lp, lançado em 1977, pela Warner, através de seu selo internacional Atlantic, que naquela época estava chegando ao Brasil.
As Frenéticas, como todos já devem saber, foi um grupo vocal feminino formado por seis cantoras. Surgiram no auge da discoteca, aqui no país. Incialmente foram contratadas para serem estilosas garçonetes da grande atração carioca daquele momento, a “Frenetic Dancing Days” a primeira discoteca da moda, criada por Nelson Motta. Por conta do nome da danceteria, as moças passaram a se chamar de Frenéticas. O grupo era formado por Dhu Moraes, Edyr Duque, Lidika Martuscelli, Leiloca Neves, Regina Chaves e Sandra Pera. Do sucesso das moças que cantavam umas quatro a seis músicas nas noitadas da discoteca, surgiu então a ideia de gravarem um disco. Como de costume, veio primeiro um compacto que trazia a música “A felicidade bate a sua porta”, de Gonzaguinha. A música foi muito executada nas rádios pelo Brasil, se tornando um grande sucesso, levando assim o grupo a este que foi o primeiro disco. Um lp muito bem produzido por Liminha, com uma ótima escolha de repertório. Contou com a assistência de muitos músicos e arranjadores e de cara, se tornou um disco muito bem aceito pelo público. As Frenéticas se destacaram de 1976 a 84, quando então gravaram quatro discos pela WEA. Em seguida o grupo se desfez com a saída de Sandra Pera e Regina Chaves. Como quarteto, as remanescentes, até tentaram um quinto álbum, mas que não chegou a fazer sucesso. Depois teve a morte de Lidoka que acabou selando de vez o sonho das Frenéticas. Surgiram depois outras coletâneas, inclusive com material inédito. Mas a fase daqueles dias frenéticos e dançantes se foi e ficaram apenas as lembranças…
 
perigosa
quem é
vingativa
vida frenética
exército do surf
let me sing
o gênio
bye bye love
pessoal e intransferível
fonte da juventude
cantores de rádio
tudo bem, tudo bom
a felicidade bate a sua porta
 
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Bandinha Do Irio – Quermesse (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Por mais que eu diga que para alguns discos, os que trazem um texto na contracapa, eu não farei apresentações, resenhas e coisa e tal…, acabo me vendo obrigado a ‘pitacar’ algumas palavras, como no caso deste lp “Quermesse”, de 1957, um disco de 10 polegadas lançado pelo selo Copacabana. Conforme o texto, trata-se de uma seleção musical típica das bandinhas de coreto, das quermesses que ainda hoje vemos por aí, em cidades do interior do Brasil. São dobrados e valsas que já embalaram muitas manhãs de domingo em praças por aí. Sobre a Bandinha do Irio, não há nenhuma informação, ficamos sem saber se Irio é o nome do maestro. Apenas são citados os nomes de Irvando Luiz, que é o produtor e idealizador do projeto e Ubaldo de Abreu como arranjador. Por certo, não acrescentamos nada aqui além da dica, do toque musical para este curioso disquinho que de qualquer forma merece a nossa atenção. 
 
quermesse
irmãos querolo
geni silva
aluisio dos santos
capitão barduíno
coronel braulio guimarães
boêmio
marlene
visconde de guarapuava
itu berço da república
 
 

Paolo Mazzaroma – Amorosamente (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Iniciamos o mês de abril trazendo mais uma vez o maestro e violinista italiano Paolo Mazzaroma, aqui também chamado de Paulo Mazzaroma. Ele atuou no Brasil nos anos 50 e 60. Era amigo de infância de outro maestro famoso, o Simonetti, que também teve uma temporada aqui no país. Disco bacana, com um repertório misto, romântico e orquestral. Confiram no GTM…
 
amorosamente
an affair to remember
abismo
insonia
eu sem você
se você voltar
fascination
fracassos de amor
tema da meia noite
felicidade infeliz
viver sem você
relembrando
 
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Tatiana – Isso É Coisa De Criança (1987)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Fechando o mês de março, aqui vai um disquinho que alegrou a vida de crianças e adultos nos anos 80. Uma produção bem interessante criada por Alberto Rosenblit e José Carlos Costa Neto e voltada para um público infanto-juvenil. São deles também a autoria de quase todas as composições. Um projeto que envolveu gente nova, como a então cantora mirim Tatiana e  também gente de peso como Luis Avellar e Roberto Menescal, responsáveis também pelo arranjos. Lançado originalmente em 1987, teve uma reedição em cd, na qual foi incluída mais uma faixa, “Burocracia”. Divirtam!
 
coisas de criança
pequenos passos
igualzinho você
briga brega
dois meninos
meu vizinho nervosinho
gordonoinha
alerta
forró da rocinha
diário do papagaio
burocracia (bonus)
 
 
 
 

Simone – Amor E Paixão (1986)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou atendendo a um pedido especial de uma amiga que para a minha surpresa não conhecia o Toque Musical e eu, por outro lado não sabia que ela era fã (de carteirinha) da cantora Simone. Tem todos os discos da cantora, exceto este. Eu até estranhei, afinal, “Amor e Paixão”, assim como outros discos dela, a gente encontra, literalmente, para dar e vender. E apesar de tudo, confesso, eu mesmo só tinha ouvido umas duas ou três músicas aqui deste disco, pelo rádio. Penso que discos de artistas, principalmente os mais populares e de grandes gravadoras, na década de oitenta, ficaram encalhados devido ao surgimento dos cds. A CBS foi uma das gravadoras que sempre investiu pesado em seus lançamentos e mesmo com essa transição ainda jogou no mercado um número acima do que venderiam. Acho que foi a forma que eles acharam de ‘desovar’ de vez o vinil e entrar de cara no cd. Enfim, temos aqui um desses lps e para a nossa felicidade, uma boa produção, ainda que nessa altura a cantora Simone tenha esgotado o brilhantismo da década passada. Seja como for, vale a pena conferir no GTM…
 
amor e paixão
esquinas
tanto e mais
mania de você
raras maneiras
em flor (too young)
amor explícito
iolanda
bálsamo
rei por um dia
 
 
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Chuca-Chuca E Seu Conjunto – Uma Noite No Montanha Clube (1965)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje, Chepsel Lerner, instrumentista e compositor, conhecido artisticamente como Chuca-Chuca. Com seu conjunto atuou e se destacou nos anos 40 a 60, no rádio, casas noturnas e clubes, fazendo bailes memoráveis. Era pianista e vibrafonista. Fez parte do conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira. Aqui temos ele e seu conjunto apresentando um repertório com muito balanço, por certo, alegria nas noites do Montanha Clube, um tradicional clube social carioca. Disquinho bem bacana, vale a pena uma conferida…
 
cheat cheat
vivo sonhado
quando vuelva a tu lado
estamos aí
andorinha preta
jogado fora
dans mon ile
motivo e gillespie
cha cha brasília
a onda e o walter
mr lucky
amor de carnaval
 
 
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Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Os Grandes Sucessos (1975)

Bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! Trazemos hoje e mais uma vez aqui no Toque Musical o instrumentista, maestro, compositor, arranjador e bandleader, Sylvio Mazzucca, nome de destaque na música instrumental e orquestral brasileira, principalmente nos anos 50 e 60, com sua orquestra, fazendo muito sucesso em bailes.  Trabalhou também para rádio e televisão. Se destacou também como maestro nos festivais de música popular promovidos pela TV Excelsior. Gravou dezenas de discos e foram desses extraídos a seleção musical que agora aqui apresentamos. “Os Grandes Sucessos de Sylvio Mazzucca e Sua Orquestra” reúne um pouco do trabalho deste maestro ao longo de sua carreira. São temas dançantes famosos, em sua maioria música latina, cubana… Um verdadeiro show, vale a pena conferiri…
 
tequila
diana
cerveza
little darlin’
tender is the night
cha-hua-hua
patricia
only you
agostiña de aragon
ondas do danubio
ay que merengue
mambo with me
 
 
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Carmen Costa Nº 2 (1957)

Boa hora, prezados amigos cultos e ocultos! Como já informado, não teremos mais nossas resenhas preguiçosas. Já nem temos mais o amigo Samuca e para piorar, o amigo Augusto aqui nem sempre está disposto e/ou disponível para essa nossa tarefa que busca ser diária. Deixemos as resenhas para discos como este, cuja contracapa não há informações além da lista de músicas.
Aqui temos a grande Carmen Costa, uma cantora que surgiu, apresentada por Francisco Alves e incentivada por Carmen Miranda. Foi vencedora no programa de calouros de Ary Barroso e logo passaria a cantar em dupla com o cantor Henricão. Passou uma boa temporada nos Estados Unidos, onde foi viver, ainda nos anos 40, quando se casou com um americano. Voltou ao Brasil nos anos 50, passando a manter um relacionamento com o compositor Mirabeu Pinheiro, com quem teve uma filha. Gravou dezenas de discos e também participou de outros, tanto aqui no Brasil como fora. Era considerada a Embaixatriz do Samba. Participou do lendário show da Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Também participou de vários filmes no auge de sua carreira, nos anos 50 e 60.
Neste lp de dez polegadas, o segundo lançado por Carmen através do selo Copacabana, em 1957, temos um repertório extraído de discos de 78 rpm gravados por ela nesta gravadora mais ou menos na mesma época.
 
senhoras e senhores
bairro pobre
devo a vocÊ
só falo de amor
almas irmãs
não uses borracha
vaidade
estrada linda
 
 
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Coquetel de Sambas (1964)

garota de ipanema – francisco de moraes
samba da madrugada – elcio alvarez
samba é – miranda e seu conjunto
cheiro de saudade – biriba boys
chora coração – elcio alvarez
não tenho lágrimas – guerra peixe e seus músicos
mas que nada – waldemiro lemke e sua orquestra
chove chuva – nininha
não sabemos – elcio alvarez
leva-me contigo – biriba boys
evolução da bossa – nininha
agora é cinza – guerra peixe e seus músicos
 
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Custódio Mesquita – A Musica de Custodio Mesquita (1957)

promessa – oswaldo borba
saia do meu caminho – dalva de oliveira
rosa de maio – trio irakitan
preto velho – roberto paiva
mulher – carolina cardoso de menezes
noturno – roberto paiva
velho realejo – orlando silva
pretinho – claudia moreno
 
 
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Ataulfo Alves E Suas Pastoras (1956)

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa hora, amigos cultos e ocultos! Diante ao momento em que estou passando, cheio de outros trabalhos e sem contar com a colaboração da equipe, vejo que para manter as postagens de forma regular, terei que fazer algumas alterações. Inicialmente, estou eliminando essas resenhas e textinhos de apresentação, que de uma certa forma acaba tomando tempo. Mas isso não quer dizer que não iremos mais dar nosso ‘pitaco’. Sempre que necessário, principalmente quando o disco apresentado não tiver estampada as informações, a gente acaba complementando aqui com alguma informação. Com isso e por hora, vou procurar postar aqui discos que tenham algum texto informativo na contracapa, assim, pelo menos vocês poderão se inteirar do conteúdo já pela ilustração, ok?
Seguimos aqui com o grande Ataulfo Alves e suas pastoras, em disco de 10 polegadas lançado pelo selo Sinter, em 1956. Confiram pelo texto da contracapa e também no nosso GTM…
 
se a saudade me apertar
é hoje
sai do meu caminho
endereço
castelo de mangueira
você não quer nem eu
rainha do samba
fala mulato
 
 
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Grandes Sucessos (1981)

Boas horas, amigos cultos e ocultos! Como sempre digo, toda araruta tem seu dia de mingau. E aqui no Toque Musical tem espaço para tudo, inclusive para muitas ‘ararutas’, afinal, gosto e curiosidade é oque não nos falta! E para hoje eu trago uma coletânea da Continental, com vários artistas do seu ‘cast’ do chamado ‘gênero popular’, ou como passou a ser adotado, música brega. E ao contrário de que para muitos o brega é vergonhoso, para outros é motivo de orgulho. E para nós aqui… vamos só observando… e ouvindo, pois nosso lema é ouvir música com outros olhos.
Temos nesta coletânea, que originalmente foi lançada em 1966, quatorze temas populares românticos, nos quais desfilam diversos artistas, entre os quais estão, Cláudio de Barros, Poly e Orlando Dias. Confiram no GTM…
 
cinzas do passado – claudio de barros
tango triste – haroldo josé
alama de boemio – josé orlando
poema – renato guimarães
luar de vial sonia – tito martinez
lembrança – lurdinha pereira
a mamadeira – loiva terezinha
noite cheia de estrelas – poly
teu desperzo – claudio de barros
somente tu – josé orlando
por uma noite ainda – orlando dias
não sabemos – leila silva
capricho cigano – heleu araujo
olá você por aqui – loica terezinha
 
 
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Corisco E Os Sambaloucos – Outro Show De Bossa (1964)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro de hoje é com Corisco e seus Sambaloucos, um grupo de samba, jazz e bossa surgido em São Paulo nos anos 60. Corisco é o apelido do músico, percussionista e ‘bandleader’ Waldemar Marchetti, muito atuante nesse período. Com seu grupo Sambaloucos gravou pelo menos uns três lps, sempre contando com um time de músicos de primeiríssima linha e garantido repertórios da melhor qualidade. Aqui temos o que foi o segundo lp do grupo, lançado em 1964 pelo selo Philips. Um sequencia, ainda mais animada, de um show de bossa, como podemos ver estampada na contracapa. Disco muito bom, delicioso de ouvir. Confiram no GTM…
 
mais que nada
gostoso é sambar
bolinha de sabão
bossa na praia
garota de ipanema
pra que chorar
samba no japão
melancolia
por causa de você menina
você e eu
amanhecendo
marcha da quarta feira de cinzas
 
 
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Coquetel De Sucessos – Solos Instrumentais (1961)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Estou vendo que a única forma de continuar mantendo diária as nossas postagens vai ser eliminando esses textos, essas resenhas, que por vezes tomam mais tempo e que de uma certa forma, poucos se dão ao trabalho de ler. Por outra, nem sempre estamos dispostos a escrever coisas que podem ser buscadas por vocês no Google. Mas, sempre que acharmos pertinente, a gente escreve, deixa uma dica, dá o toque… ok? 
Hoje temos um disquinho bem legal, lp lançado pela RCA, em 1961, “Coquetel de Sucessos – Solos Instrumentais”. Neste, temos reunidos quatro grandes instrumentistas, verdadeiras feras dos sopros, ou metais: Paulo Moura, Nelsinho, Maurílio e Aurino. No lp temos doze temas de sucessos, nacionais e internacionais onde desfilam cada qual com três faixas, em solos realmente envolventes. Confiram no GTM…
 
eu e tu – paulo moura
bat masterson – aurino
abandono – maurílio
santeleco – nelsinho
greenfields – paulo moura
aliança – aurino
chuva de arroz – maurílio
se eu morrer amanhã – nelsinho
little devil – aurino
rose – paulo moura
recado de amor – nelsinho
tristeza em mim – maurilio
 
 
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Banda do 14. RI – Sucessos Em Ritmo De Dobrado (1961)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Seguimos em nossa jornada musical trazendo mais uma curiosidade, “Sucessos em Ritmo de Dobrado”, com a Banda do 14º R. I.. Me recordo que este tipo de disco era muito comum nos anos 60, por certo, influência dos governos militares que impunham essas marchas e dobrados para ecoarem para além dos muros dos quartéis. Nas escolas e celebrações cívico-militares não dava outra e a gente saía em marcha, enfileirados… aquilo quando não era uma folia, era uma tortura. Tempo em que as Forças Armadas deitavam e rolavam no Leite Moça. E de uma certa forma, eu não duvido que essas produções fossem impostas para serem sempre tocadas nas rádios. Mas eu não quero lembrar disso não. Fiquemos apenas na música, nos dez sucessos populares aqui apresentados em forma de dobrado. Confiram no GTM…
 
cidade maravilhosa
danúbio azul
praça onze
jambalaya
evocação nº1
são paulo coração do brasil
evocação nº3
natureza bela
a vassourinha
me dá um dinheiro aí
 
 
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Trio Guarania – Melodias Das Américas (1959)

Bom dia, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um lp que achei aqui nos meus arquivos de gaveta, certamente algo que digitalizei para alguém há tempos atrás. Trata-se de um grupo musical paraguaio, o Trio Guarania, que chegou ao Brasil nos anos 50. Ao que tudo indica, foi seu disco de estreia, assim como foi também deste obscuro selo da Indústria Sonora Iracema Discos. Naquele tempo, a guarânia, um estilo musical paraguaio, onde predomina os sons de harpa, eram uma febre, um gênero que agradou em cheio aqui no país, trazido pelos próprios paraguaios que migraram para cá a partir do Mato Grosso do Sul, quando muitos vieram para o Brasil a trabalho, durante o ciclo da erva mate. Também com a contaminação da nossa música sertaneja, por conta de músicos como Raul Torres, Nhô Pai, Mário Zan e Ariovaldo Pires. A guarânia fez muito sucesso por aqui. E creio que foi nessa onda que muitos artistas tentaram a sorte, tal qual este Trio Guarania que conforme os textos de contracapa, chegou ao Brasil a partir do Paraná fazendo sucesso em Curitiba. De lá, partiram para São Paulo, onde se apresentaram em rádio e televisão. Também consta que se apresentaram na Argentina e Paraguai. Curiosamente, conforme fala o texto da contracapa, eram ‘apadrinhados’ pela Miss Alagoas, de 1959, Lídia A. K. Barreto, que aqui aparece estampando a capa. O repertório do Trio Guarania é formado por músicas conhecidas e também autorais, oque dá a esse grupo uma originalidade a parte. O disco é totalmente acústico, tendo apenas vozes, violões e harpa. Muito interessante e vale a pena conferir…
 
galopera
porque me aleje
serenata del corazon
dos arbolitos
al gran paraná
juan guerrero
ya jalisco no te raje
me dicha lejana
lembrança de curitiba
tu solo tu
brisa suave
dicha infinita
 
 
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Levy – Mar Aberto (1988)

Boa dia, amigos cultos e ocultos? Cá estamos com mais um daqueles discos, dos quais a gente nunca encontra informação. Sei que muitos se perguntam, então qual a razão de postar um disco/artista que ninguém conhece? Simples, conhecer… ou pelo menos buscar conhecer. E isso faz sentido aqui em nosso Toque Musical, onde o nosso lema é ouvir com outros olhos. Levy e seu “Mar aberto” não estaria aqui se não fosse o feliz acaso do encontro e mais que isso, as qualidades ou curiosidades que ele tem a nos oferecer. Em outras palavras, trata-se de um disco de um artista mineiro e isso se percebe logo nos primeiros acordes da primeira faixa. Tem um quê da sonoridade da turma do Clube da Esquina, uma simplicidade que dá ao disco um personalidade própria. Gravado na Bemol e lançado em 1988. Música boa e letra também. Trabalho autoral que infelizmente não foi possível obter informações sobre o artista.

mar aberto
chorinho pequenino
cantaluar
coração envolto
conversa de vaqueiro
protesto ecológico
aquela tatuagem
maria helena
tributo a joão pernambuco
violeiro
 
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Wilson Miranda – Todos Os Meus Passos (1971)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Temos hoje aqui em nosso toque musical o cantor Wilson Miranda, um artista paulista que se destacou nas décadas de 60 e 70. Iniciou ainda nos anos 50, como ‘crooner’ em conjuntos e orquestras, gravando vários discos de 78 rpm. Seu repertório passeia por diferentes estilos e gêneros, indo da baladas, do rock’n’nroll, dos ritmos caribenhos, ao samba, à bossa e também ao pop da Jovem Guarda. Entre um disco aqui e outro ali, a partir dos anos 70 passa também a trabalhar como produtor para os mais diferentes artistas. Aqui temos dele, “Todos os meus passos”, disco lançado em 1971 pela RCA Victor. Um trabalho que define bem as qualidades deste artista e seus caminhos pela música. Repertório variado feito para agradar gregos e troianos 🙂

é só isso que há?
eu amo meu pé
todos os meus passos
meu passado está presente
seu carinho
canta que passa
diga tudo enfim
o ensaio
ninguém para responder
black is beautiful
adeus
 
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Júnia Lambert – EP (198…)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nessa nossa salada mista musical cada dia é uma nova surpresa, até para mim, pois não estou conseguindo tempo nem para programar o que iremos postar. Todos de férias, eu sozinho pra tocar o barco… Essa é a luta…
Hoje temos a roqueira mineira Júnia Lambert em seu primeiro disco, uma produção independente lançada nos anos 80. onde ela estreia neste EP, com duas músicas: “Telepatia” e “Desistindo e insistindo”. Nos anos 90 ela conseguiria se destacar nacionalmente com seu lp, “Ar de Rock”, no qual emplacou duas canções: “Sem roupa” e “Limusine grana suja”, tocadas em novelas da Rede Globo. Há tempos não ouço falar dela, mas creio que continua na ativa e até gravou outros discos. Por hora, vamos conferir este compacto de 12 polegadas 🙂
 
telepatia
desistindo e insistindo
 
 

Fernando Brant – Amigo É Coisa Pra Se Guardar (1987)

Seguimos aqui, amigos cultos e ocultos… Hoje trazendo este disco, uma homenagem ao compositor mineiro Fernando Brant. O lp foi lançado em 1987 e por certo, uma justa homenagem a um dos grandes compositores brasileiros, que ao lado de Milton Nascimento e tantos outros músicos da chamada turma do Clube da Esquina compôs músicas que se tornaram verdadeiros e eternos sucessos. Gravado por inúmeros artistas, nacionais e internacionais. Aqui temos um disco que é mesmo uma joinha, trazendo dez das mais conhecidas obras de suas parcerias, em fonogramas célebres e com diferentes artistas. Um caso raro de se ver e ouvir em discos, onde cada artista é de gravadora diferente. Difícil conseguir essa proeza, mas a CBS e sua linha Songs conseguiu reunir um pouco do melhor. Fernando Brant faleceu em 2015 e este disco, embora tenha sido lançado década antes, quando o compositor ainda vivia, parece trazer algo de póstumo, até porque não é datado. Mas é, sem dúvida, uma seleção maravilhosa e na qual temos as seguintes ‘pepitas’…
 
travessia – milton nascimento
canção da américa – elis regina
veveco panelas e canelas – beto guedes
solar – gal costa e roupa nova
ponta de areia – nana caymmi
maria maria – simone
san vicente – ney matogrosso
paisagem da janela – lô borges
menestrel das alagoas – fafá de belém
nos bailes da vida – milton nascimento
 
 
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Grupo Paranga – Chora Viola Canta Coração (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês o Grupo Paranga, formado na segunda metade dos anos 70, em São Luiz do Paraitinga, SP. A primeira vez que vi este disco lembrei logo dos Novos Baianos, talvez pela capa, talvez até mesmo pela foto de um bando de cabeludos… por certo, um grupo de jovens nos anos 70. Mas o que eles tinham tem em comum, além do visual era também a valorização da música regional, de um legado deixado pelo compositor, instrumentista e maestro Elpídio dos Santos. O trabalho do Paranga permeia, ou tem como base a música deste compositor que ficou mais conhecido como autor de música caipira, sertaneja, nos anos 50. Mas ele se dedicou não somente à música de tradições rurais, também compôs sambas, marchas, choros e valsas. Muitos artistas gravaram Elpídio dos Santos. Mas foi o Paranga quem tomou sua obra como parte de um repertório que buscou valorizar a cultura e as tradições de sua terra. “Chora viola, canta coração” foi o primeiro disco, lançado em 1983 pelo selo Lira Paulistana. Este álbum, inclusive, voltaria a ser relançado, creio que em formato cd. O Paranga seguiria ainda lançando novos discos e ao que consta, ainda hoje continuam na ativa. Confiram no GTM….
 
arauto
canoa
dona do salão
festas fogos para-raio
fulia
cai sereno
você vai gostar
nho lambis
bobão
saudade danada
uma das bandas
arauto II
 
 
 
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Sérgio Moreira (1985)

Olá, amigos cultos e ocultos! Nesses dias tenho aproveitado para dar uma geral nos meus arquivos musicais em mp3. Como todos já devem saber, gosto muito de mp3, acho muito prático e facilita bem a vida de quem gosta de ouvir muito música. Tem gente que torce o nariz e só escuta vinil ou cd. Eu, acho uma bobagem. É claro que o vinil é mais bacana e o cd também, mas na hora de escutar isso faz pouca diferença. Falar de qualidade de som só faz sentido se todos os elementos estiverem contribuindo, ou seja, para ouvir em disco, que seja então em quadrifônico, 180 gramas, disco japonês ou alemão, tocado em uma aparelhagem valvulada com dois amplificadores mono, tocadiscos de primeira linha com excelentes agulhas e caixas acústicas no mesmo nível e ainda, tem que ser em uma sala com uma boa acústica. Se você não tem isso, por favor, não venha falando mal do mp3. Eu gosto de tudo e para tudo tem sua hora…
Mas voltando a checagem de meus arquivos, vi que havia uma pasta para discos que andei digitalizando para amigos e em outras épocas e que esses ficaram aguardando serem um dia resgatados e trabalhados. E foi nessa que achei, por exemplo este lp, o primeiro trabalho solo do cantor e compositor mineiro Sérgio Moreira. Nascido em Teófilo Otoni, criado em Nanuque e amadurecido em Belo Horizonte, segundo ele próprio, iniciou na carreira ainda adolescente. Gravou este seu primeiro disco em 1985, aqui mesmo em Belo Horizonte, pela Bemol. O álbum traz nove composições autorais e no trabalho ele contou com a participação de grandes nomes da música mineira. Um disco simples, porém muito bem produzido, hoje, inclusive, difícil de achar até mesmo em versão digital. Por certo, não poderia deixar de fora em nossa lista fonomusical. Gosto muito deste trabalho e recomendo a audição…
 
ilha da armstrong
necessidades
o teu olhar
amor intrépido
liberdade
garra e sentimento
cafuso
traçado
mística
 
 
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Pepeu Gomes – Geração De Som (1978)

Boa tarde, caros amigos cultos e ocultos! Hoje temos aqui o Pepeu Gomes em um dos seus melhores momentos solo, o lp “Geração de Som”, disco lançado em 1978 pelo selo Epic/CBS. Este foi o seu primeiro trabalho individual, um disco marcado pelo instrumental e no qual ele nos brinda com rock, samba e baião. Uma química incrível e por certo com sabor de Novos Baianos. Muito legal…
 
saudação nagô
fissura
linda cross
belo horizonte
odette
toninho cerezo
malacaxeta
alta da silveira
didilhando
tambau
buchinha
flamenguista
 
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Hélio Mendes – Sabor De Juventude (1968)

Boa hora, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Na sequencia musical, temos para esta quinta feira e mais uma vez aqui no Toque Musical, Hélio Mendes, seu piano e seu conjunto, em disco lançado no final dos anos 60 pelo pequeno selo carioca, Musiplay. Aqui ele nos apresenta um repertório de sucessos, nacionais e internacionais daquele período. Sem distinção, ele vai do samba ao pop da Jovem Guarda, da canção brasileira à trilhas de filmes estrangeiros. Conta com a presença do pistonista e cantor Cícero Ferreira, músico que também o acompanhava em suas apresentações em casas noturnas daquela época. Confiram no GTM…
 
o caderninho
tema de lara
triste madrugada
rossana
palmas no portão
coisinha estúpida
the wolrd we knew
ponteio
this is my song
music to watch girls by
the shadow of your smile
está chegando a hora
 
 
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Sebastião Idelfonso – Violão Apaixonado (1987)

Bom dia, boa hora… amigos cultos e ocultos! Seguindo ainda no atraso, vamos que vamos… Hoje nosso encontro é com o violonista mineiro, da cidade de Ponte Nova, Sebastião Idelfonso. Músico autodidata, iniciou nas cordas ainda criança. Sua carreira artística começa ainda na década de 50, nas festas populares e grupos de serestas. Jucelino Kubitschek era seu fã e segundo contam, não perdia suas serestas. Como violonista, acompanhou diversos artistas e cantores famosos, como Orlando Silva, Carlos Galhardo, Silvio Caldas, Angela Maria e muitos outros. Como compositor, tem centenas de músicas para violão e dos mais diferentes gêneros da música brasileira. Começou a gravar seus discos a partir dos anos 70. Também criou em Belo Horizonte uma escola de violão, a Academia de Violão, por onde passou muitos músicos. Paralelo a tudo isso, também manteve um programa de rádio, o tradicional “Meu amigo violão”, por quase 60 anos, que passou por várias emissoras de Belo Horizonte.
Aqui temos ele novamente em seu décimo sétimo disco, lançado em 1987 pelo selo Itamaraty. Neste encontraremos, conforme o texto de contracapa, uma série de valsas inesquecíveis, obras bem conhecidas do público, em especial, os amantes do violão. Confiram…
 
brincando com as cordas
lamentos
saudade de pádua
recordando mozart bicalho
nossa senhora do amparo
revendo o passado
amor e romance
uma noie emhaifa
granada
dança húngara nº5
amor de argentina
arrependida
 
 
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Saldanha Rolim – Morenô (1993)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro de hoje é com o cantor e compositor cearense Saldanha Rolim, um artista que começou a se destacar a partir dos anos 80, quando então, decidiu encarar os grande centros da região sudeste. Veio para São Paulo onde conheceu outros artistas. Travou contato com Geraldo Vandré e por ele foi convidado a participar do show que deu no Paraguai, na cidade de Puerto Stroessner. Ali também conheceu o cantador mineiro, Saulo Laranjeiras com quem criou uma grande amizade e acabou chegando a Minas Gerais onde acabou se encontrando. Criou novas parcerias, amigos e um público fiel, se tornado um dos artistas mais atuantes na cena musical mineira. Percorreu diversas cidades pelo interior de Minas, se apresentando em shows e festivais. Nós já tivemos o prazer de apresentá-lo aqui em uma primeira oportunidade, em seu disco de 1994. Agora estamos trazendo “Morenô”, trabalho anterior, lançado em 93 pelo selo independente Sinfonia Discos. Um belo trabalho, praticamente todo autoral e em parcerias. Há também uma bela composição de Renato Teixeira, “Uma noite não é nada”.
 
entre um beijo e outro
quebra requebra
moreno quis morenar
bom começo
meu são joão
uma noite não é nada
meu pé de murici
morenô
tô de olho
 
 
 
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Trio Paraense – Vou Tentar Te Esquecer (1988)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Como vez por outra eu recebo e-mails de gente pedindo música sertaneja, vez por outra eu atendo. E nesse caso, trazendo a alegria para um grupo de pessoas lá da cidade mineira de Pará de Minas, que por três vezes me perguntou sobre este disco do Trio Paraense. Coincidentemente, eu vim a encontrá-lo há alguns anos atrás, mas acabou ficando na gaveta, esperando a sua vez. E como dizem, toda araruta tem seu dia de mingau.
O Trio Paraense é um grupo de música popular caipira vindo da cidade de Pará de Minas. Para quem gosta do gênero, este disco tem um bom enredo. Mas, cá pra nós, o melhor mesmo é a capa, a fotografia da capa, ela já diz tudo. E nessa, mais uma vez relembrando, aqui é um lugar para se ouvir música com outros olhos. Guarde seu preconceito e seja feliz 🙂
 
vou tentar te esquecer
doce tentação
gaivota pantaneira
noite de sonho
gauchinha linda
saudade de alguém
aquela toalha
pedaço de poema
saudade do sertão
homenagem ao padre libério
fim de namoro
o mendigo
 
 
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