Mais um mineirim… mais um tiquim… hehehe… Uai, sô, tá gostando não? Olha aí, hoje vamos com o Juarez Maciel e Grupo Muda, neste trabalho de 2007, “Subsolo”. Segundo a Sonhos&Sons, distribuidora do cd, este trabalho é descrito com música instrumental contemporânea, devido ao uso de trompas, somado a pitadas jazzísticas e new age. Muito interessante, bem agradável de se ouvir.
Mais um disquinho de mineiro, mais uma vez puxando a sardinha para o nosso lado. Isso é o que irão pensar e vai ser difícil dizer que não. Porém, o que acontece é que vamos postando aqui, aquilo que a gente está ouvindo e achando interessante trazer para o Toque Musical. Opções não faltam, há centenas de títulos interessantes esperando sua vez. Na medida do possível, vamos também publicando os lançamentos que só saíram em compact disc. O mês exclusivo do cd vai chegando ao fim…
Então, voltando, aqui temos uma produção mineira, o cavaquinista Guiba numa seleção instrumental com a música de Noel Rosa. Gravado em 1993 na Bemol pelo Dirceu Cheib. O disco é uma produção do violonista Geraldo Vianna que juntamente com outros grandes músicos mineiros dão a base para o cavaquinho de Guiba. Disquinho bem legal, vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
O cd de hoje é um trabalho solo do músico, compositor, arranjador e produtor mineiro, Márcio Lomirada. Aliás, consta como sendo o seu primeiro disco solo. Já apresentamos ele aqui, em outro trabalho, o Eletro Fluminas, de 2001, ao lado do guitarrista Paulo Rafael e a cantora Taryn Szpilman. Embora só tenha lançado seu primeiro disco solo em 2008, Márcio tem muita bagagem, currículo e tempo de estrada. Como tecladista e arranjador já esteve presente em discos importantes de artistas famosos da MPB. Há mais de duas décadas integra a equipe de produtores musicais da Rede Globo, sendo compositor de trilhas originais para vários dos programas da emissora.
Verdazul parece seguir exatamente essa linha, um estilo de música visual, uma mesclagem de diferentes elementos com muitos recursos eletrônicos, prontinho para trilha do que for, até mesmo para nosso próprio ambiente. Bem legal.
Ouvir João Donato é sempre muito bom, né? Pois fica ainda melhor quando ele interpreta outro grande, Tom Jobim. Uma seleção de 14 sambas clássicos pontuados pelo produtor Almir Chediak, seguindo a concepção do songbook de Tom, produzido também por Chediak. Temos assim, o João Donato desfilando em seu piano, ao lado de um timaço de músicos, que dão a este cd um caráter pra lá de homenagem entre dois grandes músicos. É mesmo um trabalho único onde Donato se dedica exclusivamente à musica de Tom Jobim. Imperdível 🙂
Mais um artista mineiro (olha o barrismo!), o inspirado Luizinho Lopes, músico nascido em Pirapora, mas que veio viver em Juiz de Fora ainda na adolescencia. Com mais de 40 anos de estrada, Luizinho é hoje um dos grandes artistas da música popular brasileira de qualidade. E quando falamos de ‘qualidade’, estamos dizendo, ele pertence a uma classe de músicos e músicas acima da média, ou seja, o popular com arte 🙂
“Sertão das Miragens” é mais um desses trabalhos impecáveis. Luizinho Lopes vem acompanhado da competente cantora, também mineira, Marcela Lobo. Juntos eles fazem deste um dos trabalhos mais primorosos lançados naquele ano de 2001. Vale a pena dar uma conferida 🙂
E mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos o Ladston do Nascimento, artista mineiro, cantor, compositor e arranjador dos mais talentosos. Já apresentamos dele, aqui, outros três trabalhos e se vamos para um quarto disco é porque o cabra merece. Como já comentamos em outras postagens Ladston tem um timbre vocal muito semelhante a de outro Nascimento, o grande Bituca e muitas vezes ao ser ouvido por uma primeira vez, pode-se pensar que é o Milton. Não bastasse o segundo nome e também o timbre vocal, outras semelhanças associam um ao outro, tal como a qualidade musical e esse jeito mineiro que não dá para enganar, Porém, embora as semelhanças, percebe-se logo que não é uma questão de influências ou imitação. Ladston é originalíssimo, músico reconhecidamente competente. Prova maior da qualidades deste artista se vê também neste disco, “Anjim Barroco”, lançado em 1998. Disco este que foi também lançado, dois anos depois, no mercado americano com o título de “Voice Of The Heart’. Foi considerado, segundo conceituadas revistas especializadas de música como um dos melhores lançamentos estrangeiros, em 2000, nos Estados Unidos.
Em tempos de cd’s também cabe Elza Soares. E aqui temos ela em um trabalho de 2002, seu trigésimo álbum, “Do Cóccix Até O Pescoço”. Um disco então que abria as portas para as novas gerações. Uma repaginada na lendária cantora trazendo experimentações músicais, mesclando samba, soul, funk, rap e pop eletrônico. Ou seja, colocando Elza Soares dentro da modernidade, coisa que nenhuma outra cantora de sua geração conseguiu. Estava nascendo ali uma nova fase da cantora…
Um cd bem bacana é o que temos aqui, segundo e último disco autoral do músico mineiro Claudio Faria. “O que ninguém ensina” foi um trabalho que ele dedicou a sua mãe, a artista plática Maria Simim Faria que havia falecido em 2014. Claudio Faria lançou este cd, de produção independente, em 2016. Contou também com a participação da cantora Leila Pinheiro. Pouco tempo depois, foi diagnosticado com uma toxoplasmose cerebral, vindo a falecer no ano seguinte, infelizmente, com apensa 48 anos. Claudio Faria era cantor, compositor, tecladista, arranjador e produtor. Paralelamente, há mais de 20 anos fazia parte da banda de Beto Guedes.
Para os amantes da boa música acústica e instrumental temos aqui este cd trazendo os dois violonistas, Luiz Bueno e Fernando Melo, o Duofel ao lado do percussionista indiano Badal Roy. Trata-se de um registro ao vivo feito em uma apresentação no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo. No encarte do cd consta um texto de Zuza Homem de Mello sobre esse encontro e essa fusão entre o indiano e o Duofel. Cd lançado pelo selo Velas em 1994. Confiram no GTM…
Creio que foram poucas as vezes em que postamos aqui discos de Maria Bethânia. Por certo, não foi por falta do que mostrar, afinal, nossa amada cantora tem uma discografia exemplar e também sites e blogs dedicados exclusivamente a ela. Mas como estamos no mês das postagens em cds, não poderíamos deixar perder essa oportunidade de trazer aqui um dos mais belos trabalhos da cantora em tempos digitais. “Tua” é um cd que foi lançado pela Biscoito Fino em 2013, o que quer dizer, foi feito com esmero, no nível dessa grande artista da música popular brasileira. Lindo, lindo, lindo… Um disco de amor que ninguém pode deixar de ouvir. Confiram!
Reafirmando nosso ecletismo “fono-sonoro-musical”, apresentamos desta vez um cd que faz parte de uma publicação sobre o artista baiano Jayme Fygura, com produção (coordenação editorial) do artista mineiro Francilins, lançada em 2015.
Personagem já folclórica da cidade de Salvador, conhecido também como o ‘homem da máscara de ferro’, Jayme Andrade de Almeida foi mesmo uma figura, um performer diário andando solto pelas ruas da cidade com seus trajes e máscaras. Poucos conheciam seu rosto, o qual ele alimentava o mistério com as máscaras que contruía. Jayme era um desenhista publicitário e tinha uma vida estável. Parece que perdeu suas economias durante o plano Collor e a partir daí que tudo começa. Passa a se dedicar as artes, pintando, escrevendo, construindo artefatos. Ele estava também ligado ao movimento punk baiano e junto a uma banda fazia suas apresentações performáticas, onde ele mesmo era a obra. Faleceu no ano passado, aos 64 anos, vítima de um enfarto.
Neste cd que acompanha a publicação, que foi apenas de 1000 exemplares, não há informações sobre os títulos das músicas, cuja as letras e vocal são de Jayme Fygura. Assim, para esta postagem, não teremos a relação, que geralmente segue a baixo. Da mesma forma nos arquivos de mp3 que vocês poderão ter acesso no GTM. Aproveitando o embalo, como um bônus extra, incluímos também o registro de um show, no Pelourinho, em 2010.
Fiquei na dúvida se postava ou não este cd da Banda Black Rio, pois tinha certo que já havíamos publicado o celebrado lp “Maria Fumaça”. Mas para a minha surpresa, este passou batido. Então, vamos aqui com esta ‘coletânea gringa’ produzida para o mercado inglês, em 1996. A seleção que apresenta a banda de samba-funk-soul… carioca foi lançada lá em versão cd e vinil. Traz realmente o melhor do grupo para inglês ver e ouvir.
Alguns, talvez estejam achando este blog uma grande colcha de retalhos, com tanta coisa sortida nessa nossa mostra de cds. E desse balaio de gatos, agora puxamos este cd, lançado pela extinta editora/selo Karmim em 2006. Como se vê, trata-se de um disco de poesia de Helena Jobim, irmã de Tom Jobim. No cd ela nos apresenta 33 poemas, sendo muitos até então inéditos. Os poemas são interpretados pela própria autora e Tom Jobim é o fundo musical executado por Paulo Jobim e Mário Adnet.
Outro cd interessante lançado há algum tempo atrás, para quem aprecia um rock experimental e instrumental, eis aqui a banda paulista Rumbo Reverso, em seu segundo trabalho. Um disco que procura manter a mesma linha de experimentações sonoras, influências progressivas que vai de Pink Floyd, somado a outras sonoridades, de Zappa, Kraut e Rock in Opposition. O grupo é liderado pelo músico Cacá Amaral.
grimaldi e bastar
quais cenas ele pode conter
dissolvidor de rancores
improvavel probabilidade do imprevisivel acontecer
Um trabalho curiosamente interessante lançado somente em cd e que aqui recebe merecidamente uma janela, uma vitrine para exposição. Trazemos mais uma vez o violinista polones, naturalizado brasileiro, Jerzy Milewski, que se tornou conhecido pelas suas interpretações de música popular e erudita, de compositores brasileiros.
“Paulinho da Viola… – …Sem Palavras” como o título já sugere, trata-se de uma interpretação da obra musical do grande compositor e sambista, no caso, somente a parte das melodias. Para tanto, Jerzy conta com as participações de dois outros grandes nomes, dois grandes instrumentistas, Paulo Moura e Helvius Vilela. Por aí já dá para sentir o naipe da coisa. Vale muito a pena ouvir esse disco. Confiram no GTM…
Eis aqui mais um cd que há muito esperava um momento para ser apresentado em nosso Toque Musical. Faltava um momento assim como este mês de outubro dedicado exclusivamente ao formato ‘compact-disc’. Enviado diretamente pelo amigo, o músico baiano Luiz Rocha, hoje mais que nunca uma referência brasileira da gaita de boca. “Pise Fundo” foi seu primeiro disco, gravado entre 2006 e 2008. Na época, ele era um ‘endorser’ da marca Bends de gaitas e este cd seria uma espécie de vitrine da marca e, claro, todas as músicas são executadas por ele com as harmonicas que estavam chegando no mercado brasileiro. Este cd é hoje um disquinho raro, pois foram produzido na época apenas mil exemplares, Acredito que não veio a ser relançado pelo artista. Para os que ainda não perceberam ou não conhece, trata-se de um disco de blues/rock dos muito inspirados. Vale a pena conferir…
Mais um cd bacana, disco que só tem em versão digital. Aqui temos o Trio Mocotó em sua última formação com dois dos integrantes originais, Jão Parahyba e Nereu Gargalo e o terceiro que foi o músico Skowa, falecido recentemente. Este então foi o último disco de um dos pioneiros grupos de samba com elementos do rock e da black music americana. Vale muito a pena conhecer…
Depois de postados aqui os dois primeiros discos deste projeto “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, chegamos ao terceiro e último volume, lançado em 2018, dois anos após o volume 2. Apesar do espaçamento, esse intervalo de dois anos entre os volumes, o trabalho num todo se mantem coeso sem perder sua originalidade e beleza. Neste terceiro volume, o nome do poeta arrudA (assim mesmo que escreve, com a última letra maiúscula) já aparece com destque nessa parceiria e também participa das gravações com suas intervensões poéticas. Mais uma vez, um trabalho nota 10! Não deixem de conferir!
Desta vez temos o grupo mineiro de rock progressivo, aliás, bem mais que um grupo de rock, em sua maturidade o Sagrado Coração da Terra é um grupo de música progressiva, onde estão presente diferentes elementos, frutos da vivência de Marcos Viana, compositor, violinista, cantor e produtor, figura que está a frente deste projeto musical desde sua criação em 1979. Este cd, Sacred Heart Of Earth, lançado em 2001 é uma coletânea que reune um pouco dos cinco primeiros discos do grupo. Mais um disco bem bacana, mas que infelizmente não foi editado em vinil.
Seguimos aqui com um lançamento de 1997, “Parabelo”, de Tom Zé e Jo(Zé) Miguel Wisnik. Trilha sonora originalmente composta para este espetáculo de dança do renomado Grupo Corpo. Um trabalho musical dos mais interessantes e curiosos no sentido de que acabou caindo também no agrado do pessoal que gosta e dança forró. Uma trilha que atendende não apenas ao propósito legítimo do espetáculo, vai além, inspirando sanfoneiros e forrozeiros universitários.
Então… para não perdermos o fio da meada, aqui vai logo o segundo volume de “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, este, lançado dois depois do primeiro, em 2015, mantendo as mesmas características conceituais de capa e o mais importante, o conteúdo poético-musical dessa feliz parceiria, Peri Pane e arrudA. Muito lindo este volume 2. Não deixem de conferir. Pra semana vem o terceiro, aguardem. 🙂
Mais uma joinha aqui no nosso Toque Musical, desta vez destacando a cantora e compositora paulista Ná Ozzetti em um disco dos mais interessantes, “Balangandãs/’, uma releitura de uma série de sucessos que fizeram parte do repertório de Carmem Miranda. Disco lançado em 2009, produção independente, Ná Records.
Certa vez, recebi através de um ‘amigo culto’, um cd que ele havia me enviado, recomendando sua postagem aqui no Toque Musical. Como se tratava de um cd recém lançado e até então nossas publicações eram exclusivametne de lps/vinil, o disquinho prateado acabou ficando meio de lado e confesso, nem cheguei a ouvir. Demorou uns dez anos para que um dia, no acaso, eu resolvesse então olhar direito e ouvisse também, esse tal cd. Esse tal disquinho, no caso, é este ‘discão’ (no melhor sentido da expressão) que hoje eu apresento. “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes” foi uma das coisas mais encantadoras que ouvi nesses últimos tempos. Um trabalho totalmente acústico, de uma beleza musical cuja sensibilidade também transborda nas letras originais, verdadeiras poesias. E tudo isso é obra de Peri Pane, um artista dos mais interessantes. Além de músico e compositor é também um artista performático.
“Canções Velhas Para Embrulhar Peixes” foi um projeto de múisca e poesia, em parceiria com o poeta arrudA. Se eu já estava encantado com este cd, fiquei mais ainda ao saber que esse projeto rendeu três discos, ou seja, três volumes lançados, este primeiro em 2012, depois veio o segundo volume em 2015 e completou a tríade em 2018. Adquiri os outros dois volumes, todos feitos, pelo menos as capas, de forma artesanal, usando restos de caixas de papelão com arte em spray, aerógrafo, talvez. Isso deu ao trabalho ainda maior originalidade, sendo que por mais que parecidas as capas nunca são iguais, pelo menos nas cores. Na primeira edição, inclusive, o lançamento era numerado. Infelizmente, alguém que gostou desses discos mais do que eu, acabou no meu discuido. Por sorte, consegui entrar em contato com o Peri e com ele adquirir os três volumes, com direito a autógrafo para ficar bem claro que esses aqui tem dono. 🙂
Por hoje, vou puclicar aqui só o primeiro volume, mas já aviso que os outros dois virão em seguida. Tenho certeza que muitos aqui que ainda não conhecem vão adorar. Música boa pra gente boa 🙂
Nosso disco de hoje é mais uma belezinha digital, que não poderia passar batido aqui nessa nossa mostra exclusiva de lançamentos em cd’s. “Qualquer Canção – Chico Buarque” dá logo a dica do que iremos encontrar, um seleção de músicas de Chico Buarque de Hollanda, numa interpretação de cair o queixo, com dois formidáveis artistas, o genial Toninho Horta e seu personalíssimo violão acompanhando um excelente intérprete, o cantor Carlos Fernando, do grupo Nouvelle Cousine, que infelizmente em 2004, veio a falecer vítima de um enfarte.
Este trabalho foi um dos primeiros lançamentos da editora Dubas Música, de Ronaldo Bastos e voltou a ser relançado em 2004, com uma outra capa.
Tabajara Belo e Bruno Pimenta, são dois excelentes músicos mineiros, de sólida formação musical que em 2009 se encontraram para juntos lançarem este excelente cd de música instrumental acústica, apenas violão e flauta. Um trabalho simples, mas de uma beleza ímpar. Gravado em 2009 no Acústico Estúdio, em Belo Horizonte, “Suíte Brasil” reune dez temas clássicos da nossa música popular brasileira, numa releitura carregada de virtuosismo. Muito bom, não deixem de conferir…
Aqui um ‘album’/cd dos mais interessantes, peça importante e decisiva na seleção de cds desta mostra. Trazemos agora “Beneditos”, de 2002, produção do Sesc/SP que reúne os três primeiros trabalhos do artista paraense Bené Fonteles: “Benedito” de 1983, “Silencioso” de 87 e “Aê” de 91. Os três trabalhos foram condensados em apenas um cd. Lembrando que “Silencioso” é um disco conceitual, ou seja, ele enquanto material fonográfico não existe, somente a capa. Quanto a “Benedito” e “Aê”, já foram publicados aqui em outros momentos. Mesmo assim, vale muito a pena conhecer essa produção de um artista que não é músico, mas está sempre rodeado e acompanhado de músicos de primeiríssima…
Temos aqui, “Madeira que cupim não rói”, segundo disco solo do cantor, compositor e multinstrumentista pernambucano Antonio Nóbrega. Entre outras qualidades, nosso artista também é ator, dançarino e um eterno pesquisador das manifestações culturais populares do Brasil. Antonio Nóbrega foi também um dos integrantes do maravilhoso Quinteto Armonial, cujo alguns de seus discos até já publicamos aqui no Toque Musical.
Os trabalhos solos de Nóbrega foram até então, lançados somente em formato cd. Escolhemos este no acaso, considerando que qualquer outro de seus discos são tão bons ou melhores. Eis aqui “Madeira que cupim não rói” que seria uma espécie de continuação do primeiro disco. Tanto, que traz o subtítulo “Na pancanda do ganzá 2”. “Madeira que cupim não rói” é o nome de uma consagrada marcha de bloco, de Capiba, sempre lembrada no carnaval de Recife e Olinda. “Na pancada do ganzá” e “Madeira que cupim não rói” são, antes de tudo, espetáculos que viraram disco. Coisa linda de vê e ouvir.
Começamos outubro dedicado aos cd’s, aos discos da geração digital, lançamentos pensados para este formato que continua sendo a opção mais em conta para os artistas de hoje em dia e também para o colecionador. Aliás, observa-se que o colecionismo fonomusical para o cd tem voltado, ou por outra, diríamos que muita gente aprecia o formato. Além do quê, o cd tem sua própria história, ou seja, tem sua produção e muito desta, ou até mesmo sua maioria, não tem versão em vinil. Daí a necessidade de pontuarmos também essa produção e nessa altura do campeonato, cai também como uma luva em nosso Toque Musical.
E nesta, temos desta vez, mais um artista mineiro, o cantor e compositor Kadu Vianna em seu disco de estréia, lançado em 2003 tranzendo um repertório muito bem selecionado, com músicas próprias e de autores como Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, Edu Lobo e Chico Buarque, seu parceiro Magno Mello e (com destaque) Lô Borges e Fernando Brant com a música que abre o disco, “Flor de Minas”, lindíssima. Este trabalho foi produzido, arranjado e conduzido por Luiz Brasil. Kadu ainda conta com participações especiais de Carlinhos Brown e Jaque Morelenbaum. Tudo isso garantiu ao artista uma super estréia, a altura de seu talento. Confiram…
Outubro começando e a gente aqui, abrindo um mês exclusivo para as edições em formato ‘compact disc’, o CD. E neste segundo dia vamos trazendo o músico mineiro, Marcelo Borges, ou como é conhecido, Telo Borges. Instrumentista, cantor e compositor, mais um da Família Borges, irmão de Lô, Marcio, Marilton e Solange Borges. Aqui temos ele em seu terceiro disco solo, “Centelha no olhar’, uma produção independente, gravado em 2005. Disco bacana, totalmente autoral e com parceirias, entre essas com Milton Nascimento na múisca “Tristesse”, que em 2013 faturou o Grammy Awards.
Abrimos outubro com uma nova proposta para o mês… Que tal uma mostra voltada apenas para as produções musicais lançadas em cd’s? Em outros momentos já publicamos no Toque Musical produções em cd’s, isso não é novidade. Mas considerando que a partir do sugimento do compact disc muitos artistas e produções importantes ficaram limitadas a apenas esse formato. Alguns até ganharam versões em vinil, mas isso é para poucos e mesmo assim há também a questão de adaptação, do conceito que diferencia os dois formatos. É mais fácil colocar um lp em um cd do que o contrário. A produção em cd permitiu ao artista, entre muitas coisas, a facilidade em gravar um disco longo, coisa que se em formato lp poderia gerar um álbum duplo ou triplo, coisa que poucos irão querer produzir. Enfim, por essas e muitas outras, achamos que devemos também dar um toque naquilo que percence a geração compact disc laser. Daí, neste mês de outubro vamos postar apenas publicações lançadas em cd’s. E pelo jeito, este formato também vai passar a fazer parte comum em nossas postagem, pois só trinta dias não bastam, não é mesmo?
Então, pra começar, ainda vibrando e sentido ecoar o rock e as guitarras, vamos trazendo aqui este cd, procução independente, gravado e lançado em 2005, da banda de Belo Horizonte, Jardim Elétrico. Um ‘power trio’ de rock instrumental, com músicas autorais, que impressionam pelo seu vigor e qualidade da banda. Infelizmente, não foi possivel achar informações sobre o Jardim Elétrico, mas certamente foi um desses muitos projetos que rolam na cidade, duram um tempo e depois ficam só na lembrança. Então, já que é para lembrar, aqui está… Confiram, pois é bem legal 🙂