Desta vez, temos Armandinho, da Cor do Som, aqui então, Armando Macedo, em seu primeiro disco, lançado em 1969. Ainda um adolescente, mas já com um domínio excepcional de instrumentos de corda. Foi através do lendário programa, A Grande Chance, do também lendário Flávio Cavalcanti que o jovem Armando Macedo faturou o primeiro lugar e com isso a chance de gravar um compacto que algum tempo depois viraria este lp, lançado pela Codil e seu selo Ritmos…
Veririficando aqui agora, percebo que já havia postado este lp ainda em 2010. Sem querer ser repetitivo e até porque já havíamos programado, segue mais uma vez o disco e também o compacto de bonus.
arrependimento viola enluarada tico tico no fubá martinha desespero hino do senhor do bonfim aquarela do brasil peguei um ita no norte iracema vassourinhas prenda minha minas gerais são paulo quatrocentão cidade maravilhosa na baixa do sapateiro pra frente brasil molambo divagando pelo cais bentevi atrevido carolina o destino desfolhou
Nossa sequência hoje é com música instrumental. E para tanto, temos aqui a Banda Metalurgia, grupo musical nascido na cidade de São Bernardo do Campo, em 1982. Formado por dez talentosos músicos, sendo predominante a presença de instrumentos de sopro, o que de certa forma dava nome a banda. A Metalurgia gravou apenas este lp. Embora tenha sido considerando o melhor disco de música instrumental daquele ano de 1982, a banda não durou muito. Seus elementos, os músicos logo partiriam para suas carreiras individuais, entre esses destacamos o trombonista Bocato (o qual já apresentamos aqui dois de seus discos) e o baterista Claudio Baeta. É bom também lembrar que antes de serem a Metalurgia, esses músicos acompanhavam Elis Regina nos anos de 79 e 80.
Hoje o nosso encontro é com Paulo Diniz, artista que dispença maiores apresentações. Pernambucano que no início dos anos 60 veio para o Rio de Janeiro para trabalhar em rádio. Gravou seu primeiro disco e sucesso, “O chorão”, em 1966 e daí para frente fez só crecer sua popularidade como outros tantos sucessos que viria a lançar na primeira metade dos anos 70. Aqui temos dele um dos últimos discos com músicas que se destacaram, tal como “Me leva morena”, em parceria com Marconi Norato e Juhareiz Correya e também “Severina Cooper (It’s not mole não)”, de Accioly Neto. Ele também regrava aqui outro de seus grandes sucessos, a música “Pingos de amor”. O lp foi lançado pela EMI em 1978. Confiram no GTM…
De volta aos obscuros lançamentos de pequenas gravadoras dos anos 60. Aqui temos, “Surfing Success”, um raro (e caro) lp lançado em 1964 pelo selo Caravelle. The Elevens é o nome do conjunto que desfila as treze faixas, sucessos dos mais variados e aqui transformados em uma espécie de ‘surf music’, gênero que se caracterizou a partir dos anos 50 e 60 pela presença acentuada do saxofone. Aqui, podemos dizer que é algo tipo ‘latin surf music’. E pelo nome do conjunto podemos já supor que fosse quase uma pequena orquestra com onze músicos, conjunto de beira de piscina, grupo de baile… Infelizmente, não há nenhuma informação sobre o disco ou mesmo o conjunto. Curiosamente, o disco parece ter sido lançado com versões diferentes da capa. Seria esse o motivo de um sujeito estar oferecendo sua versão no Discogs por mais de mil reais? Bom, seja como for, aqui temos a nossa versão e é por ela que você poderá dizer se vale ou não. Vamos conferir?
Iniciamos nosso novembro chuvoso prestando uma homenagem a Arthur Moreira Lima, um dos mais importantes pianistas eruditos brasileiros que infelizmente nos deixou, há dois dias atrás. Músico excepicional, reconhecido internacionalmente, foi um dos poucos artistas da música clássica a flertar com o popular, ganhando com isso mais notoriedade até mesmo dentro da MPB. Entre os trabalhos que realizou tem este disco, lançado pela Kuarup Discos, em 1987, que reune gravações que ele fez a partir de seu retorno ao Brasil. Uma seleção com composições célebres de Joaquim Callado, Henrique Alves de Mesquita, Chiquinha Gonzaga, Eduardo Souto, Pixinguinha e também de compositores contemporâneos com Elomar, Heraldo do Monte, Paulo Moura e Laércio de Freitas. Piano solo para conferir.
Enfim, fechamos aqui a mostra exclusiva de cds. Como há ainda tanta coisa pra gente mostrar, vamos então adotar as postagens dos disquinhos prateados com mais frequencia, ou seja, agora vai rolar de tudo, vinil, cd, gravações caseiras, registros obscuros e também as nossas coletâneas que há tempos não trazemos por aqui.
Bom, seguindo aqui, temos este trabalho bem bacana da cantora paulista Ilana Volcov. “Banguê” é o nome deste que foi o seu disco de estréia, lançado pela Tratore em 2011. Ilana iniciou sua carreira como integrante do Grupo Barbatuques. Também atuou ao lado de outros grandes artitas como Zeca Baleiro, Ed Motta, Guinga, Vanessa da Mata, Eduardo Gudin e outros, tanto em discos quanto em shows. Neste disco ela interpreta treze canções escolhidas a dedo por ela. Um repertório fino com composições de diferentes épocas, muitas dessas verdadeiros clássicos da nossa mpb. Vale a pena ouvir…
Mais um mineirim… mais um tiquim… hehehe… Uai, sô, tá gostando não? Olha aí, hoje vamos com o Juarez Maciel e Grupo Muda, neste trabalho de 2007, “Subsolo”. Segundo a Sonhos&Sons, distribuidora do cd, este trabalho é descrito com música instrumental contemporânea, devido ao uso de trompas, somado a pitadas jazzísticas e new age. Muito interessante, bem agradável de se ouvir.
Mais um disquinho de mineiro, mais uma vez puxando a sardinha para o nosso lado. Isso é o que irão pensar e vai ser difícil dizer que não. Porém, o que acontece é que vamos postando aqui, aquilo que a gente está ouvindo e achando interessante trazer para o Toque Musical. Opções não faltam, há centenas de títulos interessantes esperando sua vez. Na medida do possível, vamos também publicando os lançamentos que só saíram em compact disc. O mês exclusivo do cd vai chegando ao fim…
Então, voltando, aqui temos uma produção mineira, o cavaquinista Guiba numa seleção instrumental com a música de Noel Rosa. Gravado em 1993 na Bemol pelo Dirceu Cheib. O disco é uma produção do violonista Geraldo Vianna que juntamente com outros grandes músicos mineiros dão a base para o cavaquinho de Guiba. Disquinho bem legal, vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
O cd de hoje é um trabalho solo do músico, compositor, arranjador e produtor mineiro, Márcio Lomirada. Aliás, consta como sendo o seu primeiro disco solo. Já apresentamos ele aqui, em outro trabalho, o Eletro Fluminas, de 2001, ao lado do guitarrista Paulo Rafael e a cantora Taryn Szpilman. Embora só tenha lançado seu primeiro disco solo em 2008, Márcio tem muita bagagem, currículo e tempo de estrada. Como tecladista e arranjador já esteve presente em discos importantes de artistas famosos da MPB. Há mais de duas décadas integra a equipe de produtores musicais da Rede Globo, sendo compositor de trilhas originais para vários dos programas da emissora.
Verdazul parece seguir exatamente essa linha, um estilo de música visual, uma mesclagem de diferentes elementos com muitos recursos eletrônicos, prontinho para trilha do que for, até mesmo para nosso próprio ambiente. Bem legal.
Ouvir João Donato é sempre muito bom, né? Pois fica ainda melhor quando ele interpreta outro grande, Tom Jobim. Uma seleção de 14 sambas clássicos pontuados pelo produtor Almir Chediak, seguindo a concepção do songbook de Tom, produzido também por Chediak. Temos assim, o João Donato desfilando em seu piano, ao lado de um timaço de músicos, que dão a este cd um caráter pra lá de homenagem entre dois grandes músicos. É mesmo um trabalho único onde Donato se dedica exclusivamente à musica de Tom Jobim. Imperdível 🙂
Mais um artista mineiro (olha o barrismo!), o inspirado Luizinho Lopes, músico nascido em Pirapora, mas que veio viver em Juiz de Fora ainda na adolescencia. Com mais de 40 anos de estrada, Luizinho é hoje um dos grandes artistas da música popular brasileira de qualidade. E quando falamos de ‘qualidade’, estamos dizendo, ele pertence a uma classe de músicos e músicas acima da média, ou seja, o popular com arte 🙂
“Sertão das Miragens” é mais um desses trabalhos impecáveis. Luizinho Lopes vem acompanhado da competente cantora, também mineira, Marcela Lobo. Juntos eles fazem deste um dos trabalhos mais primorosos lançados naquele ano de 2001. Vale a pena dar uma conferida 🙂
E mais uma vez marcando presença em nosso Toque Musical, temos o Ladston do Nascimento, artista mineiro, cantor, compositor e arranjador dos mais talentosos. Já apresentamos dele, aqui, outros três trabalhos e se vamos para um quarto disco é porque o cabra merece. Como já comentamos em outras postagens Ladston tem um timbre vocal muito semelhante a de outro Nascimento, o grande Bituca e muitas vezes ao ser ouvido por uma primeira vez, pode-se pensar que é o Milton. Não bastasse o segundo nome e também o timbre vocal, outras semelhanças associam um ao outro, tal como a qualidade musical e esse jeito mineiro que não dá para enganar, Porém, embora as semelhanças, percebe-se logo que não é uma questão de influências ou imitação. Ladston é originalíssimo, músico reconhecidamente competente. Prova maior da qualidades deste artista se vê também neste disco, “Anjim Barroco”, lançado em 1998. Disco este que foi também lançado, dois anos depois, no mercado americano com o título de “Voice Of The Heart’. Foi considerado, segundo conceituadas revistas especializadas de música como um dos melhores lançamentos estrangeiros, em 2000, nos Estados Unidos.
Em tempos de cd’s também cabe Elza Soares. E aqui temos ela em um trabalho de 2002, seu trigésimo álbum, “Do Cóccix Até O Pescoço”. Um disco então que abria as portas para as novas gerações. Uma repaginada na lendária cantora trazendo experimentações músicais, mesclando samba, soul, funk, rap e pop eletrônico. Ou seja, colocando Elza Soares dentro da modernidade, coisa que nenhuma outra cantora de sua geração conseguiu. Estava nascendo ali uma nova fase da cantora…
Um cd bem bacana é o que temos aqui, segundo e último disco autoral do músico mineiro Claudio Faria. “O que ninguém ensina” foi um trabalho que ele dedicou a sua mãe, a artista plática Maria Simim Faria que havia falecido em 2014. Claudio Faria lançou este cd, de produção independente, em 2016. Contou também com a participação da cantora Leila Pinheiro. Pouco tempo depois, foi diagnosticado com uma toxoplasmose cerebral, vindo a falecer no ano seguinte, infelizmente, com apensa 48 anos. Claudio Faria era cantor, compositor, tecladista, arranjador e produtor. Paralelamente, há mais de 20 anos fazia parte da banda de Beto Guedes.
Para os amantes da boa música acústica e instrumental temos aqui este cd trazendo os dois violonistas, Luiz Bueno e Fernando Melo, o Duofel ao lado do percussionista indiano Badal Roy. Trata-se de um registro ao vivo feito em uma apresentação no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo. No encarte do cd consta um texto de Zuza Homem de Mello sobre esse encontro e essa fusão entre o indiano e o Duofel. Cd lançado pelo selo Velas em 1994. Confiram no GTM…
Creio que foram poucas as vezes em que postamos aqui discos de Maria Bethânia. Por certo, não foi por falta do que mostrar, afinal, nossa amada cantora tem uma discografia exemplar e também sites e blogs dedicados exclusivamente a ela. Mas como estamos no mês das postagens em cds, não poderíamos deixar perder essa oportunidade de trazer aqui um dos mais belos trabalhos da cantora em tempos digitais. “Tua” é um cd que foi lançado pela Biscoito Fino em 2013, o que quer dizer, foi feito com esmero, no nível dessa grande artista da música popular brasileira. Lindo, lindo, lindo… Um disco de amor que ninguém pode deixar de ouvir. Confiram!
Reafirmando nosso ecletismo “fono-sonoro-musical”, apresentamos desta vez um cd que faz parte de uma publicação sobre o artista baiano Jayme Fygura, com produção (coordenação editorial) do artista mineiro Francilins, lançada em 2015.
Personagem já folclórica da cidade de Salvador, conhecido também como o ‘homem da máscara de ferro’, Jayme Andrade de Almeida foi mesmo uma figura, um performer diário andando solto pelas ruas da cidade com seus trajes e máscaras. Poucos conheciam seu rosto, o qual ele alimentava o mistério com as máscaras que contruía. Jayme era um desenhista publicitário e tinha uma vida estável. Parece que perdeu suas economias durante o plano Collor e a partir daí que tudo começa. Passa a se dedicar as artes, pintando, escrevendo, construindo artefatos. Ele estava também ligado ao movimento punk baiano e junto a uma banda fazia suas apresentações performáticas, onde ele mesmo era a obra. Faleceu no ano passado, aos 64 anos, vítima de um enfarto.
Neste cd que acompanha a publicação, que foi apenas de 1000 exemplares, não há informações sobre os títulos das músicas, cuja as letras e vocal são de Jayme Fygura. Assim, para esta postagem, não teremos a relação, que geralmente segue a baixo. Da mesma forma nos arquivos de mp3 que vocês poderão ter acesso no GTM. Aproveitando o embalo, como um bônus extra, incluímos também o registro de um show, no Pelourinho, em 2010.
Fiquei na dúvida se postava ou não este cd da Banda Black Rio, pois tinha certo que já havíamos publicado o celebrado lp “Maria Fumaça”. Mas para a minha surpresa, este passou batido. Então, vamos aqui com esta ‘coletânea gringa’ produzida para o mercado inglês, em 1996. A seleção que apresenta a banda de samba-funk-soul… carioca foi lançada lá em versão cd e vinil. Traz realmente o melhor do grupo para inglês ver e ouvir.
Alguns, talvez estejam achando este blog uma grande colcha de retalhos, com tanta coisa sortida nessa nossa mostra de cds. E desse balaio de gatos, agora puxamos este cd, lançado pela extinta editora/selo Karmim em 2006. Como se vê, trata-se de um disco de poesia de Helena Jobim, irmã de Tom Jobim. No cd ela nos apresenta 33 poemas, sendo muitos até então inéditos. Os poemas são interpretados pela própria autora e Tom Jobim é o fundo musical executado por Paulo Jobim e Mário Adnet.
Outro cd interessante lançado há algum tempo atrás, para quem aprecia um rock experimental e instrumental, eis aqui a banda paulista Rumbo Reverso, em seu segundo trabalho. Um disco que procura manter a mesma linha de experimentações sonoras, influências progressivas que vai de Pink Floyd, somado a outras sonoridades, de Zappa, Kraut e Rock in Opposition. O grupo é liderado pelo músico Cacá Amaral.
grimaldi e bastar
quais cenas ele pode conter
dissolvidor de rancores
improvavel probabilidade do imprevisivel acontecer
Um trabalho curiosamente interessante lançado somente em cd e que aqui recebe merecidamente uma janela, uma vitrine para exposição. Trazemos mais uma vez o violinista polones, naturalizado brasileiro, Jerzy Milewski, que se tornou conhecido pelas suas interpretações de música popular e erudita, de compositores brasileiros.
“Paulinho da Viola… – …Sem Palavras” como o título já sugere, trata-se de uma interpretação da obra musical do grande compositor e sambista, no caso, somente a parte das melodias. Para tanto, Jerzy conta com as participações de dois outros grandes nomes, dois grandes instrumentistas, Paulo Moura e Helvius Vilela. Por aí já dá para sentir o naipe da coisa. Vale muito a pena ouvir esse disco. Confiram no GTM…
Eis aqui mais um cd que há muito esperava um momento para ser apresentado em nosso Toque Musical. Faltava um momento assim como este mês de outubro dedicado exclusivamente ao formato ‘compact-disc’. Enviado diretamente pelo amigo, o músico baiano Luiz Rocha, hoje mais que nunca uma referência brasileira da gaita de boca. “Pise Fundo” foi seu primeiro disco, gravado entre 2006 e 2008. Na época, ele era um ‘endorser’ da marca Bends de gaitas e este cd seria uma espécie de vitrine da marca e, claro, todas as músicas são executadas por ele com as harmonicas que estavam chegando no mercado brasileiro. Este cd é hoje um disquinho raro, pois foram produzido na época apenas mil exemplares, Acredito que não veio a ser relançado pelo artista. Para os que ainda não perceberam ou não conhece, trata-se de um disco de blues/rock dos muito inspirados. Vale a pena conferir…
Mais um cd bacana, disco que só tem em versão digital. Aqui temos o Trio Mocotó em sua última formação com dois dos integrantes originais, Jão Parahyba e Nereu Gargalo e o terceiro que foi o músico Skowa, falecido recentemente. Este então foi o último disco de um dos pioneiros grupos de samba com elementos do rock e da black music americana. Vale muito a pena conhecer…
Depois de postados aqui os dois primeiros discos deste projeto “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, chegamos ao terceiro e último volume, lançado em 2018, dois anos após o volume 2. Apesar do espaçamento, esse intervalo de dois anos entre os volumes, o trabalho num todo se mantem coeso sem perder sua originalidade e beleza. Neste terceiro volume, o nome do poeta arrudA (assim mesmo que escreve, com a última letra maiúscula) já aparece com destque nessa parceiria e também participa das gravações com suas intervensões poéticas. Mais uma vez, um trabalho nota 10! Não deixem de conferir!
Desta vez temos o grupo mineiro de rock progressivo, aliás, bem mais que um grupo de rock, em sua maturidade o Sagrado Coração da Terra é um grupo de música progressiva, onde estão presente diferentes elementos, frutos da vivência de Marcos Viana, compositor, violinista, cantor e produtor, figura que está a frente deste projeto musical desde sua criação em 1979. Este cd, Sacred Heart Of Earth, lançado em 2001 é uma coletânea que reune um pouco dos cinco primeiros discos do grupo. Mais um disco bem bacana, mas que infelizmente não foi editado em vinil.
Seguimos aqui com um lançamento de 1997, “Parabelo”, de Tom Zé e Jo(Zé) Miguel Wisnik. Trilha sonora originalmente composta para este espetáculo de dança do renomado Grupo Corpo. Um trabalho musical dos mais interessantes e curiosos no sentido de que acabou caindo também no agrado do pessoal que gosta e dança forró. Uma trilha que atendende não apenas ao propósito legítimo do espetáculo, vai além, inspirando sanfoneiros e forrozeiros universitários.
Então… para não perdermos o fio da meada, aqui vai logo o segundo volume de “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, este, lançado dois depois do primeiro, em 2015, mantendo as mesmas características conceituais de capa e o mais importante, o conteúdo poético-musical dessa feliz parceiria, Peri Pane e arrudA. Muito lindo este volume 2. Não deixem de conferir. Pra semana vem o terceiro, aguardem. 🙂
Mais uma joinha aqui no nosso Toque Musical, desta vez destacando a cantora e compositora paulista Ná Ozzetti em um disco dos mais interessantes, “Balangandãs/’, uma releitura de uma série de sucessos que fizeram parte do repertório de Carmem Miranda. Disco lançado em 2009, produção independente, Ná Records.
Certa vez, recebi através de um ‘amigo culto’, um cd que ele havia me enviado, recomendando sua postagem aqui no Toque Musical. Como se tratava de um cd recém lançado e até então nossas publicações eram exclusivametne de lps/vinil, o disquinho prateado acabou ficando meio de lado e confesso, nem cheguei a ouvir. Demorou uns dez anos para que um dia, no acaso, eu resolvesse então olhar direito e ouvisse também, esse tal cd. Esse tal disquinho, no caso, é este ‘discão’ (no melhor sentido da expressão) que hoje eu apresento. “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes” foi uma das coisas mais encantadoras que ouvi nesses últimos tempos. Um trabalho totalmente acústico, de uma beleza musical cuja sensibilidade também transborda nas letras originais, verdadeiras poesias. E tudo isso é obra de Peri Pane, um artista dos mais interessantes. Além de músico e compositor é também um artista performático.
“Canções Velhas Para Embrulhar Peixes” foi um projeto de múisca e poesia, em parceiria com o poeta arrudA. Se eu já estava encantado com este cd, fiquei mais ainda ao saber que esse projeto rendeu três discos, ou seja, três volumes lançados, este primeiro em 2012, depois veio o segundo volume em 2015 e completou a tríade em 2018. Adquiri os outros dois volumes, todos feitos, pelo menos as capas, de forma artesanal, usando restos de caixas de papelão com arte em spray, aerógrafo, talvez. Isso deu ao trabalho ainda maior originalidade, sendo que por mais que parecidas as capas nunca são iguais, pelo menos nas cores. Na primeira edição, inclusive, o lançamento era numerado. Infelizmente, alguém que gostou desses discos mais do que eu, acabou no meu discuido. Por sorte, consegui entrar em contato com o Peri e com ele adquirir os três volumes, com direito a autógrafo para ficar bem claro que esses aqui tem dono. 🙂
Por hoje, vou puclicar aqui só o primeiro volume, mas já aviso que os outros dois virão em seguida. Tenho certeza que muitos aqui que ainda não conhecem vão adorar. Música boa pra gente boa 🙂
Nosso disco de hoje é mais uma belezinha digital, que não poderia passar batido aqui nessa nossa mostra exclusiva de lançamentos em cd’s. “Qualquer Canção – Chico Buarque” dá logo a dica do que iremos encontrar, um seleção de músicas de Chico Buarque de Hollanda, numa interpretação de cair o queixo, com dois formidáveis artistas, o genial Toninho Horta e seu personalíssimo violão acompanhando um excelente intérprete, o cantor Carlos Fernando, do grupo Nouvelle Cousine, que infelizmente em 2004, veio a falecer vítima de um enfarte.
Este trabalho foi um dos primeiros lançamentos da editora Dubas Música, de Ronaldo Bastos e voltou a ser relançado em 2004, com uma outra capa.