Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Coisa que há tempos eu não publico aqui são os discos de poesia, que sempre fazem muito sucesso, principalmente os discos lançados pelo memorável selo Festa. Da série produzida por essa gravadora nós já apresentamos vários e agora temos mais um, desta vez apresentando dois outros grandes escritores e poetas, Manuel Bandeira e Sérgio Milliet. Como de costume, cada lado do disco é dedicado a um poeta. Confiram, pois se tem uma coisa rara de se encontrar disponível na internet são esses discos de poesia lançados nos anos 50.
Olá, amigos cultos e ocultos! Para mantermos a diversidade fonomusical, que é uma característica do nosso blog, vamos a cada dia sempre com uma boa surpresa. Hoje eu resolvi encaixar aqui este belíssimo trabalho, lançado em 1989 pela CBS, trazendo um encontro dos mais perfeitos, a afinadíssima cantora Olívia Byington ao lado do excelente pianista João Carlos Assis Brasil. O repertório é uma seleção de algumas das mais belas composições de autores como Cole Porter, Gershwin. Tom Jobim, Cartola, Kurt Weill, Villa-Lobos e mais… Lindo disco, vale muito a pena ouvir. Confiram no GTM…
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Olha só, aqui mais um disquinho de 10 polegadas com o pianista João Leal Brito, ou Britinho, ou ainda uma série de outros pseudônimos que ele assumiu para diversos outros discos lançados nessa época, A época da dança e disco que vendia, era disco com músicas para dançar, principalmente música lenta, de boate, como temos aqui neste disquinho lançado pela Sinter em 1956. Britinho nos apresenta oito temas dançantes, entre boleros e fox-trot e também três composições próprias que se integram bem as demais. Confiram no GTM…
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não ficarmos apenas rodando em 10 polegadas, vamos também para os de 12. Aqui, um sortido, puxado no acaso, Kleiton Ramil e seu disco solo ‘Sim”, lançado em 1991 pelo selo RGE. Trabalho muito bonito deste artista gaúcho, que aqui se aventura sem o irmão, Kledir, com quem formou uma das mais importantes duplas da mpb. Este disco foi gravado em 1990, nos Estados Unidos e ao que parece com músicos estrangeiros. Traz um repertório praticamente todo autoral e bem interessante. Vale uma conferida…
Olá, amigos cultos e ocultos! Percebendo o meu enorme interesse por ‘discos velhos’, meu vizinho me presenteou com mais uma caixa. Cheio de disquinhos de 10 polegadas e muitos nacionais. Olha só este Baião Nº2, com Leal Brito, As Três Marias e Catulo de Paula. Disco lançado pela Musidisc em 1953. Há algum tempo atrás postamos aqui o Nº1 e agora finalmente temos o segundo, desta vez apresentando, além do pianista Leal Brito e do trio vocal As Três Marias, o cantor e compositor Catulo de Paula, que aqui aparece pela primeira vez em um lp. O baião foi um ritmo que fez muito sucesso, principalmente nos anos 40 e 50. A Musidisc, como muitas outras gravadoras também investiu no ritmo nordestino e este foi o seu segundo lp de 10 polegadas, em 33 rpm. Confiram no GTM…
Olá, amigos cultos e ocultos! Tem sempre uns discos que eu fico querendo postar e nesse vai e vem acabo deixando passar. Aqui o “Aralume”, outro maravilhoso lp do Quinteto Armorial. Lançado em 1976, pelo selo Marcus Pereira. Um disco, para mim, fundamental em uma discoteca de música brasileira. Na verdade, todos os quatro discos lançado pelo grupo é genial.
O Quinteto Armorial foi um grupo de música instrumental formado no Recife, no início dos anos 70. Sua proposta era criar um trabalho o qual fundia elementos da música de câmara erudita com as raízes populares do nordeste e também medievais de origens portuguesas
Aqui no Toque Musical eu bem que achava que já havia postado todos, mas me enganei. Creio que não o fiz por conta de que, em outro momento, era figurinha fácil, que se encontrava em outros blogs. Hoje nem os blogs se encontram mais. Só mesmo aqui no nosso tradicional espaço de curiosidades fonomusicais. Confiram no GTM…
Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Depois de postarmos um disco onde o destaque é a voz (me refiro a Tetê Espíndola), na melhor que um outro disco onde também o destaque é a harmonia vocal. Aqui temos “Vozes em Harmonia”, disco de 10 polegadas lançado pela RCA Victor em 1957 e apresentando quatro de seus melhores grupos vocais na época. Como podemos ver temos neste disquinho as presenças do Trio Nagô, Trio de Ouro, Trio Itapoã e o quarteto Os Gaudérios. No disquinho de oito faixas cada grupo apresenta duas músicas. Um pequeno mostruário da gravadora.
Muito bom novo dia a todos, amigos cultos e ocultos! Para começarmos bem, trago aqui a maravilhosa Tetê Espíndola em seu álbum “Ouvir”, de 1991. Um disco lindo, como todas as coisas feitas por essa artista. Resultado da Expedição Macauã, uma viagem de cinco dias pelas matas amazônicas feitas pela cantora juntamente com pesquisadores da Unicamp. Nessa oportunidade de vivência e criação ela afinou ainda mais o seu canto, ou por outra, cantou com os pássaros da Amazônia. Acompanhando a expedição do pesquisador francês Jacques Vielliard, especialistas em cantos de pássaros da região neo-tropical. Dessa experiência ela reúne material para compor este álbum em parceria com seu companheiro, o também compositor, Arnaldo Black. O disco fica ainda mais bonito com a participação especial da irmã Alzira Espíndola, do Duofel e de Itamar Assumpção. Trabalho muito bacana que não poderia faltar por aqui. Confiram no GTM…
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disquinho… Disquinho não, discão! Temos nesta postagem um exemplar de um lp dos mais cobiçados por colecionadores e gente que acha que é colecionador. Aliás, é bom que se diga, é muito por conta dos colecionadores de ocasião, essa gente endinheirada que resolveu de repente entrar na onda do vinil apenas para mostrar aos amigos e visitantes, ou postar aquelas fotos nas redes sociais que a cotação de lps foi lá no alto. E eles são exigentes, não se contentam apenas em ter discos, querem as primeira edições, os originais para ficarem bonitos na fita, como dizem por aí. Foi quando apareceu esse tipo de colecionador que os preços subiram, que a especulação ganhou força e o Mercado Livre se tornou o termômetro, ou o indicador de preços. Hoje, ninguém mais vende disco sem antes consultar os valores no Mercado Livre e no Discogs. E é nessas plataformas que surge os especuladores, gente que de repente se tornou especialista em discos (ou seria vendas?). As vezes nem sabe bem o que é mais, mas se é antigo, velho, vira raridade. Anunciam nessas plataformas com a maior cara dura, colocando preços que nem mesmo colecionadores de verdade comprariam. Isso, inclusive, virou uma prática especulativa. O sujeito tem um determinado disco, quer vender, vai no Mercado Livre e parea no preço com outro igual que esteja anunciado. Quando não há outro em oferta/anúncio, tanto melhor, ele coloca o preço que quer e sendo o primeiro ou único, passa a ser o que dita o preço. Outros que chegam, se baseiam no preço desse e assim o comércio especulativo do vinil vem crescendo até chegar um momento em que engessa. Os discos ficam tão caros que já não público para comprar. Assim funciona o comércio do vinil nos dias de hoje.
Mas, voltando a raridade, ao disco do dia, temos aqui o Som 4, grupo formado nos anos 60 por quatro grandes músicos: Papudinho no piston, Hermeto Pascoal na flauta e piano, Azeitona no contrabaixo e Edilson Aires na bateria. Entre muitos motivos que levam este disco ser raro, está o fato de ter sido o único gravado pelo grupo em uma edição que, por certo, não passou de mil cópias e nunca ter recebido uma reedição. Somente em 2002 ele mereceu uma edição em cd, dentro da série “Arquivos Warner”, supervisionada pelo Titãs Charles Gavin. É um disco já bem rodado na internet, em diferentes blogs de música, o que o levou a ser conhecido e cobiçado também pelas novas gerações. Confiram no GTM…
Amigos cultos e ocultos, bom dia! Seguimos com mais um lp da série ‘descartes do vizinho’. Desta vez com um álbum dos mais interessantes, “Solistas em Hi-Fi”. Olha que bacana, temos aqui seis solistas, em seus diferentes instrumentos. Rosário de Cária, flauta; Walter Bianchi, clarineta; Omar Izar, gaita; Walrigo Patucchi, violoncelo, Paulo Mezzaroma, violino e Mario de Azevedo, assobio. Todos sob regência e orquestração de Waldemiro Lemke. Disco lançado pela Polydor, em 1959. Mais um para o nosso acervo! Vamos conferir?
Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo para vocês mais um dos discos que ganhei de um vizinho. Iriam todos para o lixo não fosse a lembrança de me ver carregando discos prá lá e prá cá.
Temos aqui e mais uma vez o pianista/organista/tecladista José Scarambone e eu conjunto. Este lp, embora eu não tenha encontrado a data certa de seu lançamento, acredito que tenha sido lançado em 1960. Foi um dos primeiros lançamentos do selo Carroussell que algum tempo depois viria a se dedicar exclusivamente aos discos de infantis de historinhas, aqueles discos coloridos, tanto lps quanto compactos. Mas aqui temos um disco dedicado a dança, ou seja um lp feito para dançar. São diversos temas conhecidos entre sambas, boleros, rumba, cha-cha-cha… enfim tudo aquilo que estava em voga naquela época. José Scarambone e seu conjunto gravariam no ano seguinte mais um disco pelo selo Carroussel. E também é bom lembrar, Scarambone fez parte do grupo Renato e Seus Blue Caps. Há também outros dois Scarambone, Carmelo, que eu acredito ser irmão e o Francisco Scarambone, outro pianista organista e compositor famoso, que suponho seja o pai. Ou não? Bom, deixo essa para vocês ou corrijo se encontrar a informação correta. No mais, só conferindo no GTM…
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Para quem ainda não se ligou na parada, estamos com problemas, com este nosso site. Parece que fomos invadidos por algum tipo de hacker. E se foi, não sei bem o motivo, talvez apenas o velho ‘espírito de porco’. Vai saber…? Mas, enfim, caso este site saia do ar, procure pela versão blogspot, que na verdade é também a nossa galeria de postagens 🙂
Bom, dando sequencia a nossa missão, enquanto for possível, temos para hoje mais um disco do importante selo Discos Marcus Pereira. Aqui um lp lançado em 1974 apresentando ao grande público o genial ritmista Osvaldinho da Cuíca, acompanhado pelo grupo Vai Vai. Este foi o primeiro disco gravado por ele. Um lp de samba que realmente dá gosto. E Osvaldinho mostra que é mesmo um mestre chegando a tirar notas, a tocar com a cuíca, algo realmente espetacular. E ainda dizem que em São Paulo não tem samba. O samba está onde tem um sambista… Disco bacanérrimo! Não deixem de conferir…
Salve, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disco do grupo The Pop’s, lp que corresponde ao sétimo disco lançado por eles, em 1971 pelo selo Equipe. Já postamos aqui alguns outros discos desse grupo de música pop instrumental. Muitos consideram o The Pop’s como um grupo de rock instrumental, mas se formos analisar tudo o que eles gravaram estariam mais para um samba elétrico, para um pop jovem guarda, que foi o que realmente os caracterizaram. O The Pop’s, através do Silvio Parada resistiu até o início dos anos 2000. Passou por várias transformações gravando diferentes ritmos, sempre ao estilo ‘conjunto de beira de piscina’, como se dizia antigamente. O último lp foi em 1976, mas certamente muita coisa saiu em cd e por certo o grupo chegou a lançar nesse formato, mas a fase boa é mesmo a do vinil. Confiram no GTM…
A postagem de hoje é para dedicar um momento, ou ainda, prestar uma homenagem ao nosso companheiro, amigo culto e oculto, nosso colaborador resenhista, Samuel Machado Filho, o Samuca que infelizmente partiu para ouvir música no céu. Infelizmente, perdemos o nosso amigo para o covid :(. Mais um entre tantos brasileiros vitimados pela irresponsabilidade desse governo canalha, dessa política genocida de um monstro e seus asseclas. Juro, não tenho mais como ficar indignado, triste e pesaroso. O Samuca foi um bom companheiro, tivemos uma relação de amizade por quase dez anos e curiosamente, nunca nos encontramos pessoalmente. Mais um que vai fazer muita falta entre nós. Aqui, então, com certeza, pois seus textos sempre foram feitos de forma detalhada e de uma maneira que abrilhantava e cativava nosso público.
É lamentável tudo isso e não é de agora que tenho vivido momentos tão ruins com a perda de amigos queridos. Vocês não fazem ideia de quantas histórias tristes tem passado por aqui. Quem me vê postando discos deve pensar que estou no paraíso. Sim, é um paraíso no qual eu me escondo para fugir da tristeza e indignação, para procurar me distrair e distrair quem está assim como eu. Nesses últimos três meses perdi alguns bons amigos e outros, mais triste ainda, perderam toda família, perderam seus pais, seus irmãos e mais, perderam seus amores, seus maiores tesouros… Confesso que chorei. confesso que estou ainda chorando… E de tudo, o que resta é uma dor, um pesar que somente o tempo poderá aplacar. Tenho muito pesar por aqueles que se foram e talvez mais ainda por aqueles que sofrem a perda do seu grande amor. Isso não é justo… (mas eu rezo por todos)
Olá, amigos cultos e ocultos! E não é que daqui há um mês o Toque Musical estará completando oficialmente 14 anos? Sim, o tempo passa e quando a gente vê, lá se foi mais de uma década. Mas vamos deixar para falar disso daqui um mês 🙂
Hoje nosso encontro é com a encantadora Claudette Soares. Estou trazendo aqui um disco o qual eu acreditava já tê-lo postado. Lp originalmente lançado em 1968, pela Mocambo. Mas, recebeu reedição nos anos 70 e também nos 80, 1983 para ser exato. E é exatamente essa última reedição, pelo selo Beverly que eu apresento a vocês. Este é um disco já bem rodado nesse nosso universo dos blogs musicais de compartilhamento. Aqui temos um dos bons momento de Claudette, num repertório fino, cheio de bossa e uma interpretação que dispensa comentários. Não vou nem tomar o tempo de vocês. Corram lá no GTM e confiram…
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Uma coisa que até hoje eu não entendi e não encontrei qualquer informação a respeito é sobre o organista e pianista mineiro Celso Murilo. A isso me refiro a sua discografia. Sabemos que ele gravou seus primeiros discos no início dos anos 60 e boa parte de suas gravações foram para selos pequenos como Drink e Pawal. Há também registros em outros selos como Paladium, Coledisc e provavelmente em outros ainda mais obscuros e nos quais criaram para ele até um outro nome, ou um pseudônimo. Curiosamente, ele também aparece no selo RCA Victor e posteriormente iria para a Odeon. Aqui temos um desses discos onde surge a confusão. O álbum “Disco de Ouro”, lançado pela Pawal, também foi lançado pela RCA Victor. E ao que tudo indica, este lp, originalmente, saiu pela RCA e só depois veio a ser publicado pela Pawal. Isso se percebe pela capa original aproveitada pela Pawal que na cara dura não se deu nem ao trabalho de excluir a logomarca da multinacional, Daí, talvez a razão pela qual todos os discos dessa ‘montagem’ aparecem com adesivos colados na capa e também nos selos do vinil. Certamente essa produção foi barrada quando já estava na boca do comércio, assim, a maneira que encontraram para anulá-lo foi essa. O pior é que os adesivos que colaram nos selos comprometem também a trilha nos sulcos das últimas faixas, uma pena… Mesmo assim, procurei limpar ao máximo para não afetar a audição. Entendo que este disco seja uma coletânea, ou então que algumas dessas gravações vieram a entrar em outros lps do Celso Murilo. Vai entender…?
Certo é que temos aqui um grande disco, com um super repertório e um estilo inconfundível desse artista que a partir dos anos 70 foi sumindo da praça. Felizmente, um pouco da sua música foi resgatada em cd, em um box da editora Discobertas. Mas também para nossa sorte, muitos desses discos ainda podem ser encontrados a venda em sebos e no Mercado Livre. Difícil é achar um em bom estado. Enfim, melhor conhecer pelo Toque Musical. Confiram no GTM…
Olá, meus amigos cultos e ocultos! Aqui vai um disco que era para ter entrado há algum tempo atrás, quando então postamos uma série de discos de choro. Por falha nossa ele acabou ficando de fora. Mas, no Toque Musical, nunca é tarde para ser feliz… Este foi o primeiro e talvez o único lançamento do selo Musiquim, uma editora cuja a proposta era trazer uma música popular brasileira de qualidade e que, no caso, tivesse pouco apelo comercial. É nessa que eles começam com o conjunto Sambachoro, um grupo musical que até então fugia do padrão de grupos de samba e choro. Aqui eles traziam uma releitura do choro, de uma forma ousada, porém sem perder a essência do que é o samba e o chorinho. Repertório impecável, um disco que merece destaque. Só lamento um pouco a qualidade da digitalização, ou ainda, do próprio disco, recuperado, resgatado de uma lata de lixo que seria o seu destino. Ainda bem que eu cheguei a tempo 🙂 Então, agora podemos ouvir. Eu recomento…
Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! No vai em vem de valsas, achei aqui um disco que a muitos irá agradar. Como se pode ver, nesta postagem temos um disco dedicado ao grande compositor, poeta, cronista e jornalista brasileiro, Orestes Barbosa. Este lp lançado pelo selo Som, em 1962, nos traz uma seleção de doze de algumas das mais importantes obras deste compositor, onde encontramos suas parceiras com Silvio Caldas, Francisco Alves e Newton Teixeira. Para tanto, a Continental, através de seu selo Som Hi-Fi, lançou mão de alguns dos artistas de seu ‘cast’, da época. Assim temos Roberto Silva, Luiz Roberto, Gilberto Alves, Ted Moreno, Jorge Roberto, João Dias, Elizete Cardoso e Wilson Ferreira. Sem dúvida, um disco imperdível que não poderá faltar na sua coleção de mp3 🙂 Quer conferir?
Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, atendendo a um pedido especial, que necessariamente não era o de postagem, mas que achei por bem publicá-lo, afinal, é aqui o reduto de tudo aquilo que se esconde na poeira do tempo. E assim, temos para hoje este lp do acordeonista Alberto Calçada e seu conjunto. Já apresentamos algumas coisas desse artista no nosso Toque Musical.
Agora, aqui temos um lp lançado pela Chantecler, em 1958.Um disco dedicado a valsa brasileira. Uma seleção clássica de temas populares, repertório seresteiro que ainda agrada a muita gente. Vamos conferir?
Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Aqui um disco que ganhei de um vizinho, ao saber da minha paixão por discos de vinil. Na verdade foram vários discos e o que mais me chamou a atenção foi o estado de conservação desses lps, discos aí na faixa dos 60 anos ou mais, impecáveis! E claro, eu não poderia deixá-los de fora do nosso Toque Musical, não é mesmo? 🙂
Então, temos aqui o Quinteto de Dalton no álbum de 1959. “Música na madrugada”, lançado pelo selo para músicas dançantes, CID Internacional. Um disco cujo o repertório segue aquela linha dos lps da época, trazendo um misto de ‘standards’ da música dançante internacional, juntamente com as composições nacionais, no caso, fox e samba.
O Quinteto de Dalton surgiu nos anos 40, criado por compositor e multi-instrumentista carioca Dalton Vogeler. Atuou por mais de dez anos em estações como as Rádio Club e Rádio Tupi.
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eis que pela primeira vez temos em nosso Toque Musical um disco do lendário Trio Nagô. Grupo vocal vindo do Ceará, formado por Evaldo Gouveia, Mário Alves e Epaminondas de Souza. Foi um trio muito popular nos anos 50. Atuaram no eixo Rio-São Paulo e também excursionaram pela América Latina e Europa. Gravaram diversos discos de 78 rpm e também registraram em 12 polegadas. O Trio Nagô durou até 1961. Aqui temos deles um lp de 10 polegadas, lançado pelo selo Rádio, em 1956. Disquinho bacana, não apenas pelo trio, mas também pelo repertório, hoje, clássico com oito temas do cancioneiro popular focados no nordeste. Taí, um álbum que não poderia faltar por aqui. Confiram no GTM…
Salve, salve… amigos cultos e ocultos! Olha só que disco bacana eu tenho aqui. Na verdade, trata-se de um álbum duplo não comercial, lançado pela Odeon. Digamos que este é um super catálogo da gravadora que reuniu aqui nada mais, nada menos que uma amostra de seus vinte lançamentos para o ano de 1967. Eis aqui um álbum realmente curioso e interessante destinado como já informam na capa, aos revendedores de rádio e televisão, disc-jockeys e cronistas especializados. Como se pode ver aqui pelas imagens temos músicas extraídas de discos de Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra, Wilson Simonal, Deny e Dino, Elza Soares e Miltinho, Geraldo Vandré, Quarteto Novo, Eduardo Araújo, Coro Odeon, Lyrio Panicali, Los Cubanacans, Ed Maciel, Meireles e Orquestra, Banda dos Coroas e ainda sobra espaço para artistas internacionais como Franck Pourcel, Montavani, The Outsiders, Bobbie Gentry e The Beach Boys. Não me recordo da Odeon ou outra gravadora fazer uma coletânea promocional como esta. Está aí, mais um álbum raro que muito colecionador corre atrás. Vamos conferir no GTM…
quem será – agnaldo timóteo
eu sou aquele – agnaldo timóteo
dedicatória – altemar dutra
minha oração – altemar dutra
agora é cinza – wilson simonal
vesti azul – wilson simonal
volta amanhã – hebe camargo
frevo – hebe camargo
o ciúme – deny e dino
pra ver você chorar – deny e dino
boogie woogie na favela – elza soares e miltinho
ventania – geraldo azevedo
o ovo – quarteto novo
alta tensão – eduardo araújo
combustão lenta – eduardo araújo
canta brasil – coro odeon
só vou gostar de quem gosta de mim – lyrio panicali
Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Estão vendo só como o Toque Musical é cheio de surpresas? Agora, saímos de rap e entramos em outra onda, numa espécie de movimento, também ocorrido em São Paulo, onde surgem uma nova leva de artistas com uma nova proposta, a chamada “Vanguarda Paulista”, na qual se destacam artistas como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Banda Isca de Polícia, Grupo Rumo, Premeditando o Breque e outros… É nesta cena que também está a cantora Eliana Estevão. Aliás, que cantora! Uma das mais belas vozes e em um disco também sensacional, realmente de grande sensibilidade e beleza. Lançado em 1981, de maneira independente, o disco traz a participação de vários artistas desse momento. Os arranjos são também de várias mãos, entre essas de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Eliana Estevão é também lembrada na versão em português do desenho animado “O Rei Leão”, da Disney, onde ela canta o tema “Ciclo sem fim”. Hoje, uma cantora com uma carreira internacional. Vale a pena ouvir e conhecer…
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Só mesmo aqui no Toque Musical… depois do choro, da valsa e do bolero, aqui vou eu com um disco de rap. Gosto é assim, fazendo a cabeça de todo mundo. Nesta praça cabe de tudo, pois como já dizia o poeta Paulo Cesar Pinheiro, o importante é que a nossa emoção sobreviva. E aqui é só emoção…
Fiquei na dúvida se já havia ou não postado este disco do grupo de rap paulista Racionais MC’s. Creio que até hoje eu nunca havia feito postagem de artistas do rap. Pessoalmente, não é algo que me atrai, prefiro o repente que é coisa de raiz. O rap, embora seja um gênero importado, se adaptou bem aos centros urbanos, em especial na cidade de São Paulo. E sem dúvida, o mais expressivo grupo de rap é o quarteto Racionais MC’s, formado por Mano Brown, KL Jay. Edi Rock e Ice Blue. O grupo surgiu nos anos 80 e se tornou um lenda, mostrando serem mais que um simples modismo. Eles se destacaram por conta de suas letras que falam de questões sociais, em especial das condições de vida do jovem negro de periferia, da violência, preconceito, das drogas e a miséria urbana. Ao longo de mais de 30 anos de estrada o Racionais MC’s recebeu vários prêmios importantes e também gravaram uma dezena de discos entre lps, cds, singles e dvds. “Raio-X Brasil foi o terceiro disco do grupo, lançado em uma festa na quadra de uma escola de samba, onde haviam mais de 10 mil pessoas. Foi um dos disco do quarteto que mais fez sucesso, principalmente em bailes de rap e em algumas rádios. O grupo, embora tenha feito umas pausas, continua em atividade. Mano Brown hoje é um artista respeitado e circula ao lado de outros grandes nomes da nossa música popular. Para quem não conhece a treta, cola aqui, no GTM…
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Ainda atendendo um pedido especial, vamos com um pouco mais de choro e de quebra ainda tem as valsinhas. É mais ou menos na mesma linha do Jair Pimentel que trago mais uma vez para o nosso Toque Musical, o saxofonista Domingos Pecci. Já havíamos postado dele “Um saxofone no choro”, uma reedição de 1977 de um disco gravado em 60. Agora vamos como “Mágoas de um chorão, vol, 2”, disco lançado pela Chantecler em 1966. Neste lp encontramos também um repertório com composições próprias e de outros autores do universo seresteiro. Confiram…
Bom tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Atendendo aos pedidos de nosso público cativo, temos para hoje um pouco de choros e boleros. E nesse quesito, nada melhor que este disco do multi-instrumentista pernambucano Jair Pimentel, um mestre no clarinete, sax e outros instrumentos de sopro. Aqui temos dele este que foi o segundo lp gravado por ele para a fábrica de discos Rosenblit. Antes, porém, se não me engano, ele havia gravado em 1960, também pela Rosenblit/Mocambo um outro disco, inclusive com o mesmo nome e a mesma capa deste, porém era um disco de 10 polegadas e o repertório é outro. Neste, temos uma seleção onde metade da músicas são de sua autoria, entre choros e boleros. Os arranjos e orquestração são do maestro Nelson Ferreira. Não deixem de conferir…
Salve, amigos cultos e ocultos! Seguimos em nosso sortido toque musical, desta vez trazendo um raríssimo lp do grupo Os Apaches, lançado pela Bemol em 1968. Para quem não conhece, este grupo nasceu em Varginha, cidade no sul de Minas. Começaram a se destacar em bailes da região, depois também aparecem em programas de televisão do Belo Horizonte, Rio e São Paulo. Tinham como líder da banda um artista que viria a fazer sucesso a partir dos anos 70, cantor e compositor Silvio Brito. Já tivemos a oportunidade de postarmos aqui um outro disco do grupo Os Apaches, o segundo lp deles, juntamente com Silvio Brito que daí partiria para seu vôo solo
“11º Mandamento” foi o disco de estreia deste grupo que nos apresenta um repertório com interpretações de sucessos da Jovem Guarda, músicas internacionais e também composições próprias. Um disco realmente gostoso de se ouvir. Chamo atenção para a música que dá nome ao disco, psicodelia pura, mais uma da ótimas criações do Silvio Brito. Não deixem de conferir no GTM…
Olá, meus amigos cultos e ocultos! Temos aqui um disco bem bacana, álbum raro e por acaso até bem conhecido do público antenado em vinil e mais ainda os carnavalescos. Mas ainda assim, um disco difícil de se ver por aí, afinal os tinham dando sopa por aí, os gringos levaram. E este é um disco realmente tipo exportação. Difícil não se surpreender com esse batuque…
Aqui temos o Cacique de Ramos, um dos mais tradicionais e famosos blocos carnavalesco do Rio de Janeiro. Surgiu no início dos anos 60, no bairro da Olaria, como um pequeno grupo para brincar o carnaval. Em pouco mais de três anos de existência, se tornou um grupo no qual participavam mais de mil foliões. Este disco, lançado em 1964 pela RCA Victor foi gravado num momento de maior destaque desse bloco e que o fez se projetar para além do carnaval carioca. Aqui, como destaque em seu repertório de sambas/batucadas temos “Água na boca”, samba que ultrapassou o momento carnavalesco, se tornando um grande sucesso musical dessa agremiação. Confiram este lp no GTM…
Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Inicialmente, quero agradecer ao pessoal da loja de discos Acervos, em Belo Horizonte, que gentilmente e vez por outra me emprestam discos, como este que hoje apresento a vocês. O mesmo vale para a Discoteca Pública e também o meu bom amigo Fáres. É graças a essa turminha que temos aqui no Toque Musical um leque tão variado de discos. Não esquecendo também outros tantos amigos que nos enviam seus arquivos digitalizados. O que não nos falta é disco, falta somente o tempo para nos dedicar mais.
Então, aqui temos um disco do selo Marcus Pereira. Entre os tantos que foram publicados, este talvez seja um dos mais raro e isso se deve ao fato de seu conteúdo, que é mais documental do que propriamente um disco musical e creio que a temática a qual o lp se trata traz também um fator político que para muitos não é interessante. Daí, vemos que se trata de um disco o qual foi produzido em pequena escala e portanto de edição ainda mais limitada que outros disco do selo Marcus Pereira.
Nos anos 70, centenas de camponeses se concentraram em frete ao palácio do Governo da Paraíba, para protestar, durante a visita do então presidente da República, o general Ernesto Geisel a João Pessoa. Eram representantes de centenas de famílias de lavradores que estavam sendo ameaçadas de despejo das terras onde trabalhavam há mais de 30 anos, na região conhecida como Grande Alagamar, no interior do Estado. Naquela época o governo federal estava implantando as usinas de cana de açúcar para a produção de álcool combustível. A área das fazendas onde moravam e trabalhavam esses agricultores como arrendatários foram passadas/vendidas a investidores que buscavam transforma as áreas em plantações de cana de açúcar. Isso gerou muito conflito com violência, tendo inclusive a intervenção da Igreja em favor dos camponeses…
Este lp nos conta essa história em forma de uma cantata com música e regência de José Alberto Kaplan e texto de Waldemar José Solha. Taí um disco cuja mensagem cabe bem nos dias de hoje, onde esse (des)governo, por trás de muita cortina de fumaça, vem passando a sua boiada, destruindo reservas em favor dos grandes pecuaristas.
Boa noite, amigos cultos e ocultos! E aqui vai mais um disco do trio Jorge Henrique, Alan Gordon e Hugo Lander… Para quem acompanha o Toque Musical, deve saber que já postamos aqui dois outros discos desse trio que embalava as noites em boates dos anos 50. Já apresentamos aqui os lps “Dançando Face a Face” e o “Cheek to Cheek Vol. 2”. Agora, nada mais justo que trazermos também o disco inicial, ou seja, o “Cheek to Cheek Vol. 1”. Neste primeiro lp, lançado em 1958 pelo selo Rádio temos um repertório misto formado por ‘standards’ dançantes da música internacional da época, entre ‘fox-trotes’ e boleros, cabendo também composições próprias e sambas. Tudo daquele jeitinho dançante, face a face, a meia luz… Confiram no GTM.