Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um disquinho de 10 polegadas do selo Rádio focalizando o violinista Gabriel Antonio de Azeredo, o “Baiano”, músico o qual já foi apresentado aqui no Toque Musical, no fim do ano passado, em seu terceiro lp, “Violino na gafieira”. Desta vez ele volta, agora em seu primeiro disco lançado em 1956, um lp trazendo oito composições, sendo seis próprias, tocadas em uma rabeca construída também pelo “Baiano”. Gabriel foi um músico autodidata cearense talentoso que conquistou mestres como Hekel Tavares, conforme escreve Fernando Lobo no texto de contracapa. Em 58 a Rádio lançaria uma versão ampliada de “Um violino no samba”, em de 12 polegadas e incluindo mais músicas além das presentes neste lp. Vamos então conferir?
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Sem delongas, pois o dia de hoje foi puxado… Nosso encontro é com o cantor Jorge Goulart em seu disco de retorno ao RCA Victor e em seu primeiro lp de 12 polegadas, lançado em 1958. Nesta época o cantor estava no auge do sucesso e este disco ele tem ao seu dispor um repertório até então exclusivo e no qual se destacam os sambas, os quais ele interpreta de forma magistral. Confiram este lp no GTM, que vale a pena 😉
Boa noite, amigos cultos e ocultos! E aqui partimos para o nosso décimo quinto ano de atividades. Neste mês de agosto pretendo também incluir semanalmente, talvez um ou dois discos internacionais. Vez por outra eu faço algo assim para dar uma diversificada em nossas postagens e evidentemente, procuro trazer algo que tenha a ver com esse nosso universo de antigos, raros, independentes e curiosos.
Para hoje vamos com este 10 polegadas no qual o destaque são os músicos Aristides Zaccarias e ‘Fats’ Elpídio, dois nomes de peso no mundo da música popular brasileira dos anos 50 e que aqui, no Toque Musical, já marcaram presença, em outros discos e postagens. Desta vez temos Zaccarias e ‘Fats’ Elpídio tocando juntos, respectivamente, clarineta e piano, com acompanhamento de orquestra. Neste disco a seleção musical e totalmente internacional e voltada, como não poderia deixar de ser, para a dança. São temas de sucesso, verdadeiros clássicos da música popular internacional. Olha aí, um bom começo para um mês que pretende tocar e cantar também em outros idiomas. Vamos ficar ligados…
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Começamos mais um ano de vida fazendo uma reparação. Para (não) variar, eu cometi o pecado de não publicar este que foi o penúltimo post escrito pelo amigo Samuel Machado Filho. Eu não notei a falha e ele também não. E nem mesmo vocês foram capazes de perceber se faltava ou não algum volume, o que me leva a crer que quase ninguém anda se importando com isso. Eu já havia pensado em parar esta série, embora ainda haja tantos fonogramas de 78 abandonados por aí. Porém, com a morte do Samuca, achei melhor fechar de vez essa coleção de seleções musicais. Talvez eu crie outra, uma nova versão, mas que não apague o trabalho desse moço que tanto nos ajudou. Assim, segue aqui o volume que faltava e que deveria ter entrado em abril, do ano passado. Achei melhor manter a data atual, marcando assim, de vez o fim de uma era. A baixo, o texto original escrito pelo Samuca para este volume:
E o carnaval continua no Grand Record Brazil, em sua edição número 155. Nesta e na próxima edição, apresentaremos sambas que fizeram sucesso na folia de Momo. Abrindo este volume, Linda Batista interpreta “Me deixe em paz”, de Monsueto e Ayrton Amorim, aliás o primeiro sucesso de Monsueto como compositor e um dos campeões do carnaval de 1952. Gravação RCA Victor de 6 de agosto de 51, uma segunda feira, lançada ainda em outubro sob número de disco 80-0825-A, matriz S-093017. Em seguida, Francisco Alves canta “Izaura”, de Herivelto Martins e Roberto Roberti, sucesso do carnaval de 1945. Gravação Odeon de 13 de novembro de 44, outra segunda-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, com o número 12530-A, matriz 7700. O Rei da Voz também interpretou a composição no filme “Pif-paf”, da Cinédia. Na faixa 3, Gilberto Alves canta “Chorar pra quê?”, de Pereira Matos e Oldemar Magalhães, do carnaval de 1948. Gravação RCA Victor de 13 de setembro de 47, um sábado, lançada ainda em novembro com o número 80-0549-B, matriz S-078781. Em seguida, duas faixas com Carlos Galhardo, “o cantor que dispensa adjetivos”. A primeira é “Você não é…”, de Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira, do carnaval de 1937. Gravação Odeon de 31 de outubro de 36, outro sábado, lançada ainda em dezembro com o número 11421-B, matriz 5432. A outra é “Comício em Mangueira”, de Wilson Batista e Germano Augusto, do chamado “carnaval da vitória”, o de 1946, assim chamado por ter sido o primeiro após o fim da Segunda Guerra Mundial. Gravação Victor de 18 de outubro de 45, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 80-0360-B, matriz S-078321. Na faixa 6, volta Francisco Alves, desta vez cantando “Uma apresentação”, da dupla Paquito-Romeu Gentil, sucesso do carnaval de 1949. Gravação Odeon de 29 de novembro de 48, uma segunda-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 12908-A, matriz 8458. Na faixa 7, Orlando Silva, “o cantor das multidões”, interpreta “Orgia” (o título é uma gíria então corrente para designar baile ou samba), de Waldemar Costa e Valdomiro Braga, do carnaval de 1936, acompanhado pela orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha. Gravação Victor de 18 de dezembro de 35, uma quarta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 34006-A, matriz 80056. Em seguida, J. B. de Carvalho “o batuqueiro famoso”, canta “Partiu… para onde não sei”, de Henrique Mesquita e Felisberto Martins, do carnaval de 1941. Gravação Odeon de 17 de outubro de 40, uma quinta-feira, lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 11946-B, matriz 6481. Na faixa 9, Risadinha interpreta “Meu primeiro amor”, de J. Piedade, Sebastião Gomes e Oswaldo Silva, do carnaval de 1951. Gravação Odeon de 5 de outubro de 50, uma quinta-feira, lançada ainda em dezembro sob número 13068-B, matriz 8809. Na faixa 10, Dircinha Batista canta “Entrego a Deus”, do carnaval de 1949, de autoria da dupla Haroldo Lobo-Mílton de Oliveira, por sinal responsável por muitos êxitos na folia de Momo. Gravação Odeon, feita em pleno dia de Finados de 48 (2 de novembro, uma terça-feira), e lançada um mês antes da folia, em janeiro, sob número 12911-B, matriz 8462. Para finalizar, Francisco Alves interpreta outro sucesso do carnaval de 1949: “Maior é Deus”, de Felisberto & Fernando Martins. Gravação Odeon, feita na mesma sessão de “Uma apresentação” e lançada no lado B do mesmo disco, matriz 8459. E, no próximo volume, apresentaremos mais sambas de sucesso nos carnavais. Até lá!
Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Enfim, estamos hoje completando 14 anos de atividades. E a cada aniversário eu me surpreendo com essa nossa vitalidade e presença. Os tempos já não são mais os mesmos, mas ainda assim continuamos contribuindo, de maneira despretensiosa e apaixonada, com esse universo fonomusical, ajudando a resgatar tudo aquilo que ficou escondido na poeira. Não sei até onde vamos, mas vamos até onde der. Salve o Toque Musical, um lugar para se ouvir música com outros olhos!
Para celebrar esta data, eu preparei aqui uma coletânea única, baseada em um antigo livro de música que ganhei recentemente, o “201 Sucessos Musicais Escolhidos”. Publicação esta que acredito ser do final dos anos 50. Trata-se de um livro com melodias criado para instrumentos de clave de sol com cifras para piano e acordeom. As 201 músicas foram extraídas dos catálogos de Irmãos Vitale e Editorial Mangione S.A. Nesta seleção de sucessos temos predominante e evidentemente, músicas de compositores brasileiros, mas também há espaço para sucessos internacionais, em especial a música latina, Este livro é mesmo muito interessante e por certo, muitos aqui devem conhecê-lo. Ainda é possível encontrar exemplares a venda no Mercado Livre. Quando decidi reunir em mp3 todos os 201 sucessos, fiz, na verdade, para mim mesmo, para incluir junto com o livro, dando a ele um ‘plus’, um disquinho digital com todas as músicas. Mas, aproveitando o ensejo, o nosso aniversário, porque não compartilhar isso com vocês, não é mesmo? Então, está aí, uma coletânea incluindo todas as músicas do livro e em alguns casos também a sua versão, que muitas vezes fez mais sucesso aqui do que o original. Procurei também ser coerente na escolha dos intérpretes, pois em muitos caso temos versões de diferentes cantores e assim, mantive gravações de época, como seria se fosse possível naquele tempo um livro incluindo o disco (ou discos, no caso aqui).
Então, são 227 músicas no total e por essa razão, por ser extensa a lista, não vou me dar ao trabalho de colocar aqui, logo a baixo, a relação de músicas e seus artistas, vejam o que temos na imagem de contracapa, ok? Outro detalhe, por ser grande um arquivo com 227 músicas, estarei dividindo este em três parte, no caso, três links no GTM, ok?
Boa noite, meus caros amigos, cultos e ocultos! Amanhã, o Toque Musical completa 14 anos, oficialmente. Inacreditável… Não pensei que chegássemos a tanto, mas tudo propiciou, foi circunstancial, além da minha persistência e esse prazer danado desse compromisso… Viva nós!
Em razão de nosso aniversário, busquei produzir alguns “presentinhos”, coisas que sempre fizeram parte desse nosso toque musical, que são as criações exclusivas, coletâneas, registros raros, etc.. E assim, nasceu uma dessas produções que hoje eu apresento a vocês.
“Choveu de Amor – Uma Coletânea Apaixonada” é uma coletânea com canções de diferentes épocas, mas que refletem um momento de paixão e tristeza, de amor e solidão, daqueles que choram por seu amor perdido, pelo destino que as vezes nos parece tão cruel. É mesmo uma seleção que eu fiz escolhendo a dedo, músicas que gosto muito e que refletem o momento de muita gente, inclusive o de um grande amigo. E se não é para ele, foi pensando nele, na sua dor… É também uma seleção musical que é um presente, um ‘playlist’ que o Toque Musical oferece em seu aniversário. Confiram e amanhã tem mais…
chora coração – maria creuza
meu amor (my love) – tunai
homem não chora – alzira espíndola
passageira – abílio manoel
só se for nós dois – adriana
terna saudade (por um beijo) – vânia bastos
eu sei que vou te amar – maria creuza, toquinho e vinícius
Alô, alô… amigos cultos e ocultos! Estamos bem na véspera de nosso aniversário e apesar dos pesares, eu pensei em fazer algo especial, ter alguma coisa que marcasse esse momento… Enfim, dar a vocês algo que só mesmo aqui no Toque Musical se consegue. Vamos ver o que vem por aí…
Por hora, seguimos da dobradinha ’10 por 12′, desta vez destacando a genial pianista Carolina Cardoso de Menezes em mais um de seus lps. Digo mais um porque Carolina é uma das artistas que mais apareceu por aqui ao longo de nosso percurso. E aqui, mais uma vez, temos dela este lp, de 56, lançado pela Sinter, cujo repertório de oito músicas deve ter embalado alegremente muitas festas dançantes. Disquinho gostoso de dançar e também de ouvir. Vale a pena conferir…
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje um disco que há muito já devia estar em nossa lista, faltou mesmo foi a oportunidade. E hoje é dele e de todos vocês 😉
“Orquestra Los Danseros – Los Danseros En Bolero”, lp lançado em 1964, pelo selo Equipe. Se tornou um disco célebre por conta do então jovem maestro e arranjador Eumir Deodato no comando de um time de outros grandes instrumentistas, os quais eu nem vou citar aqui para não dar trabalho, mas já de cara, na contracapa já se vê listado o nome de cada um no time. Sem mesmo ter ouvido as música, somente por essa turma dá para imaginar o nível deste trabalho que foi um filho único. Na verdade, já no final dos anos 60, Los Danseros foi ‘lançado’ novamente com outros nomes, em outros dois discos (Orquestra Don Camacho e The Midnight Orchestra). O repertório, em si, não foge do convencional e para o que foi proposto, dentro de uma época em que o bolero e a dança ainda estavam em alta, ele se mantém com um sequencia musical, praticamente, toda recheada de temas de sucessos internacionais, com duas músicas a cada faixa. Destaque para “Oba-la-la”, de João Gilberto, que é a única de um autor brasileiro. Disco bacana, quem ainda não conhece, eu recomendo…
sally’s tomato – teatch me tonight
so in love – echo of love
on the street where you live – i could have danced all night
Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Daqui há pouco menos de uma semana estaremos completando 14 anos, oficialmente, de atuação constante, levando a todos o nosso toque musical.
Seguindo, temos aqui uma pequena mas boa coletânea do selo Columbia trazendo uma seleção de alguns de seus artistas de sucesso. Uma maneira de unir o útil ao agradável, ou seja, a gravadora reunia num lp de divulgação seus diversos artistas e o público tinha a oportunidade de ter uma amostra de cada uma desses num só disco. E esta, de 55 está bem sortida, vejam só….
lago azul – ellen de lima com renato de oliveira e sua orquestra
tu, só tu – cauby peixoto
teu olhar – helena ribeiro com renato de oliveira e sua orquestra
mar negro – déo
sorri – ivan de alencar
sedução – zezé gonzaga
canção sem nome – carlos henrique com renato de oliveira e sua orquestra
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Cá estamos nesta manhã fria de domingo, pelo menos por aqui. Fria, mas ensolarada, dia lindo para passear, coisa que farei logo que termine esta postagem. 🙂
Temos aqui o “Festival Prestige”, disco promocional do pequeno selo Prestige, lançado em 1959, ano de seu primeiro aniversário. No primeiro ano de atividade o selo lançou praticamente e o equivalente a um título por ano. E temos ao total nove lps e dos quais foram selecionadas as músicas de álbum comemorativo. Talvez fosse desnecessária esta postagem, considerando que praticamente quase todos os discos aqui já foram publicados no Toque Musical, mas achei que seria interessante os amigos conhecerem o lp. Temos nessa seleção a série “Música e Festa”, até então, como seus quatro volumes, o Sexteto Prestige, José Menezes e seu conjunto, Paulinho baterista (Paulo Fernando de Magalhães) e um internacional (creio eu) como o American Dancing Quartet. Na capa também aparece um disco chamado “Confeti e Serpentina”, com a Banda da Polícia Militar do Distrito Federal. Este, porém, acabou não entrando na festa, pois, segundo nota no final da contracapa, o estilo foge aos demais que são essencialmente dançantes e o que foi pretendido seria mesmo mostrar o lado ‘dancing’ do selo. Está aí uma nova chance de vocês poderem conferir o que já passou por aqui…
Olá, meus amigos cultos e ocultos! Há pouco mais de um mês resgatei um lote de discos de um vizinho, os quais estavam realmente indo para a reciclagem. Sorte foi eu ter interceptado esse descarte a tempo. Um bom lote de disco, onde (graças a Deus) quase tudo é produção nacional. Há discos que eu mesmo nem conhecia e confesso, estou mesmo apaixonado com esses disquinhos, em especial pelas capas, cada uma mais bonita que as outras. Acho que comecei uma nova coleção, com certeza!
E aqui temos mais um para a nossa ‘dobradinha alternada’. Vamos nessa com este interessante e curioso disco de Aloysio e seu acordeon. Estamos falando de Aloysio Figueiredo, pianista, acordeonista e arranjador, o qual já apresentamos aqui em um outro lp. Desta vez ele nos apresenta este disco chamado “Carnaval no Tango”, que nada mais é que uma adaptação de vários sambas carnavalescos clássicos em ritmo de tango. Realmente, ficou um coisa bem interessante. Geralmente, o que vemos são outros gêneros sendo adaptados ao samba, desta vez é ele, o samba, travestido de tango. Vamos conferir?
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós ainda no esquema alternado de discos de 10 e 12 polegadas. E aqui temos um exemplar que cabe bem nessa mostra.
Ainda nos anos 50 a indústria fonográfica brasileira celebrava os seus lps, os microssulcos de 33 rpm. E a coisa ia bem nesses disquinhos com padrão de quatro faixas de cada lado e da mesma forma acompanhavam as capas, sempre com belíssimas artes e sempre charmosas. Porém, este formato não vingou por muito tempo, aqui no Brasil não chegou a uma década. Já pelos fins dos anos 50 a indústria fonográfica musical já estava adotando um novo e maior formato, os disco de 12 polegadas. Foi um progresso, pois permitiu gravações mais extensas, discos com mais tempo de música, ou mais músicas.
Aqui temos um exemplo de um disco de 12′, ainda dos anos 50, na verdade uns dos primeiros exemplares neste formato, que nesse princípio ainda estava em ‘test-drive’, período de transição. Aqui ele ainda é uma espécie de disco promocional. Já tivemos um outro disco do selo Rádio com esse mesmo tipo de capa, o que nos sugere serem parte de uma série, pois assim como este trazem dois artistas diferentes, compondo o lp em duplas e em gravações distintas. Ao que parece, são registros originalmente lançados em discos de 78 rpm. E aqui temos os grupos Farroupilha e Trio Nagô fazendo um contraponto lado a lado do lp e nos trazendo temas populares do norte e do sul do país. São músicas bem conhecidas do público em geral, o que garante de imediato uma simpatia por este trabalho. Vamos conferir?
Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, marcando presença em nosso Toque Musical, temos para hoje o inconfundível Waldir Calmon, figurinha por aqui já bem manjada com outros tantos discos que já postamos. Desta vez temos mais uma dançante que por acaso ainda não havia sido mencionado entre os outros “Feito para dançar”. Lp de 10 polegadas do selo Rádio, lançado em 1956, traz um repertório como nos números anteriores, com temas nacionais e internacionais e em diferentes gêneros dançantes, prato cheio para esse grande tecladista e seu conjunto. Confiram no GTM…
Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Nesta semana encontrei lá no Acervos Discos, aqui em BH, este lp que até então eu só conhecia de fotos e, obviamente, dos arquivos de mp3. Na verdade, nem me lembrava mais da existência deste álbum e foi como uma descoberta nova. Aqui temos a famosa trilha sonora feita por Antônio Carlos Jobim para o cinema americano, no caso, o filme “The Adventurers”, aqui chamado de “O mundo dos aventureiros”. Filme americano, dirigido pelo inglês Lewis Gilbert, no qual participou artistas de peso como Charles Aznavour, Alan Badel, Candice Bergen e muitos outros. Pelo que eu sei, este disco nunca chegou a ser lançado no Brasil e também ficou anos fora de catálogo, o que elevou bem o seu valor nos ‘Discogs da vida’. Sem dúvida, a trilha sonora é a grande salvação deste filme, ou por outra eu diria, é muita areia para esse caminhão. Trilha sonora maravilhosa e de grande importância também para a história da nossa música popular brasileira, pois foi aqui que nasceu, ou pelo menos serviu de base para duas das mais lindas e importantes canções de nosso Tom Jobim, “Chovendo na roseira” e “Olha Maria que respectivamente como um ‘esboço’ entraram como “Children’s Game” e “Dax & Amparo”. Há também no disco duas composições de Eumir Deodato, “Corteguay” e “El Lobo’s Band”. É também de Eumir Deodato os arranjos e orquestração, o que dá ao disco mais tempero brasileiro, sendo totalmente diferente da versão lançada posteriormente, de Quincy Jones, que é mais jazzistica e incompleta. Enfim, aqui temos o disco que faltava, um Tom Jobim que não se vê (e se ouve) muito fácil por aí. Não deixem de conferir…
Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Tenho andado meio no atraso devido a problemas técnicos em nossa versão WordPress. Mas sempre que uma portinha se abre, olha nós aqui marcando presença 😉
Hoje tenho para você uma artista que há muito (e injustamente) não postamos, nossa querida Angela Maria. E aqui temos ela em seu primeiro lp pela Copacabana, seu primeiro disco de 33rpm. Este disco foi lançado em 1955 e nele as tradicionais oito faixas, sendo quatro relançamentos de versões em 78 rpm e outras quatros inéditas, lançadas. Um repertório praticamente todo de samba canção que ela interpreta acompanhada de orquestra. Confiram…
Olá, meus amiguinhos cultos e ocultos! Vida aos poucos voltando a normalidade, graças a Deus e as vacinas, é bom lembrar! E para começarmos bem a semana, trago aqui Os Choros de Câmara, de Villa-Lobos. Este disco foi lançado em 1977 pelo selo Kuarup, em seu primeiro ano de existência. Selo então novo, com uma proposta nova, produções especiais… E este lp é sem dúvida um acontecimento. Foi concebido, originalmente, como disco promocional, como forma de brinde do Banco do Brasil no exterior, mas acabou sendo incorporado ao catálogo da gravadora. Confiram no GTM…
choros nº1
choros nº2
choros nº3 (picapau)
choros nº4
choros nº5 (alma brasileira)
choros nº2 (primeira gravação da versão para piano)
Olá, meus amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje um disco de 10 polegadas do selo Rádio, lp lançado em 1955 trazendo uma seleção de artistas do ‘cast’ desta gravadora. Eis aqui um dos primeiro exemplos de coletânea promocional onde o selo pode mostrar num disco seu leque de opções. E aqui temos…
Olá, amigos cultos e ocultos! Nossa versão WordPress continua inacessível, tanto para mim quanto para vocês visitantes. Assim e por enquanto, o foco é aqui na versão matriz pelo Blogger, ok?
Seguindo, aqui temos o saudoso ‘titio’, o grande Silvio Caldas, cantor e compositor querido por todos nós. Há tempos nós não postávamos nada dele no Toque Musical, assim, acho que seria uma boa trazer algum disco dele. E este aqui é bem interessante. Temos um lp lançado em 1961 pela RCA, através de seu selo Camden, dedicado a coletâneas e reedições da RCA Victor. E neste lp temos o Silvio Caldas dos anos 30 e 40, gravações feitas por ele, ainda no tempo da bolacha de 78 rpm. Músicas extraídas de seus discos de 1934 a 44. Uma oportunidade de ouvir com uma melhor qualidade o conteúdo de discos antigos, que geralmente nunca estão em bom estado de conservação. Ao que consta, essas gravações foram extraídas da gravação master, o que lhe garante uma maior qualidade. Vamos conferir?
Boa noite, amigos cultos e ocultos! Meus caros, infelizmente, continuamos com problemas na nossa versão Toque Musical WordPress (www.toque-musicall.com). Por razões que eu desconheço, mas que eu desconfio, estou sem conseguir acessar nosso site. Daí e por enquanto, vamos atualizando as postagens apenas nesta versão Blogger. Uma pena, justamente no mês de aniversário do TM.
E hoje temos aqui e mais uma vez uma cantora a qual nós gostamos muito, Vanja Orico. Esta, aqui já dispensa maiores apresentações, pois já postamos dela outros discos. Desta vez temos dela este “Viagem Musical”, lp de 10 polegadas lançado em 1955, sendo este, oficialmente, o seu primeiro disco. Um lp onde ela interpreta oito canções tradicionais de diferentes regiões brasileiras. Na contracapa temos um bom texto de apresentação da artista e do disco, feito pelo maestro Henrique Gandelman, assim, resumo nosso papo e vamos logo conferir…
Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Sem muita delongas, vamos nós aqui… Hoje o nosso encontro é com Tiradentes, o nosso herói. Temos aqui uma proposta músico-teatral cujo o tema é a história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Este é o pano de fundo para esta produção musical que tem na ponta o trabalho de Wagner Tiso, como diretor musical e direção artística de Mazola. “Tiradentes Nosso Herói” é mesmo uma super produção, pois para tal, envolveu também a participação de outros vários artistas, nomes de peso como Beto Guedes, Gonzaguinha, Kleiton & Kledir, Milton Nascimento, Zizi Possi, Tunai, João Bosco, MPB-4… e tem mais…
“Tiradentes, Nosso Herói” é um disco bem bonito, com músicas selecionadas, algumas até já bem conhecidas do público e em novos arranjos. Outro ponto interessante deste álbum é também uma proposta lúdica e cênica, ao estilo do teatro grego, com direito a máscara com o rosto de Tiradentes onde podemos encenar Tiradentes, Nosso Herói. Tudo incluído nos encartes presentes no álbum. E aqui, vocês já sabem, o serviço também é completo. Confiram no GTM…
Bom dia, amigos cultos e ocultos! Enquanto ainda eu encontrar por aqui discos de 10 polegadas, irei nessa ‘dobradinha’ com os de 12′. Um dia um, um dia outro… E hoje é dia de 10 polegadas e aqui está Moacyr Silva, fabuloso saxofonista, o qual nós já tivemos a oportunidade de apresentar aqui no Toque Musical por outras vezes. E nesta, agora, temos ele em seu primeiro lp de 33 rpm. Um disquinho no estilo ‘dancing’. como era comum naqueles tempos, apresentando do lado A temas de sucesso internacional, como temas de filmes e do lado B ele dá lugar a produção de compositores brasileiros com quatro choros também representativos desse autêntico gênero nacional. Confiram no GTM…
Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Dando sequencia a este projeto, que oficialmente completa 14 anos dia 30 agora, trago desta vez um disco bem bacana, raridade que não se vê por aí… Aqui temos, “A moça chamada Mércia”, ou melhor dizendo, a cantora chamada Mércia. Um nome tão obscuro quanto este lp. Digo obscuro no sentido de ser um disco bem raro, de uma cantora a qual só sabemos que se chama Mércia. Por sinal, uma excelente intérprete de um conjunto de músicas do então jovem talento, Renato Teixeira, este que também participa do disco em duas das faixas. O disco é realmente dos mais interessantes, lançado em 1968, pelo selo Philips, carrega a brisa da bossa de Aloysio de Oliveira, que foi quem produziu e os arranjos de Oscar Castro Neves. Daí, já dá para se ter uma ideia do que temos aqui. Quanto a Mércia, talvez, só mesmo o Renato Teixeira poderá nos falar, né?
Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Bom dia, ou boa madrugada? Isso não importa, porém fiz questão de postar este disco dentro ‘dos conformes’, ou seja, a meia noite, afinal este também é o nome do disquinho de hoje 🙂 Aqui temos um lp de 10 polegadas lançado pela Sinter, em 1953. Um dos primeiros 10 polegadas de 33 rpm lançado por este selo. Nele encontraremos uma seleção de músicas cuja a orquestração e arranjos são do maestro Lyrio Panicali. E ao que tudo indica, são gravações que também foram lançadas em bolachas de 78 rpm, tanto antes quanto depois deste lançamento e o que seriam discos dos seguintes artistas: Heleninha Costa, Ernani Filho, Neusa Maria, Maurici Moura, Mary Gonçalves, Carlos Augusto, Zezé Gonzaga e Roberto Paiva. Assim, temos aqui, uma coletânea da melhor qualidade em termos de música popular brasileira daqueles tempos e no caso, ritmos da noite, das ‘boites’ que ficaram na memória. Vamos conferir? 😉
Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Existem alguns artistas que eu sempre gosto de postar seus discos, seja pela qualidade, curiosidade, ou mesmo porque sou mesmo fã. É o caso do grande Jair Rodrigues, um cantor que já dispensa maiores apresentações, mas que merece por aqui sempre um novo toque. Em “Festa para um rei negro”, lançado pela Philips em 1971, temos uma de suas melhores safras. Um disco cheio de sucesso, que diga-se de passagem, se fez na voz dele. Confiram aqui os temas…
Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Ainda não chegou o carnaval, mas estamos no mês de aniversário do Toque Musical, que é quase a mesma coisa em termos de alegria, portanto faz todo sentido um disco com marchinhas carnavalescas. Mas a alegria carnavalesca não poderia ser outra senão do genial Lamartine Babo neste que foi o seu primeiro lp, conforme ele mesmo afirma no texto da contracapa. Eis aí um disco dos mais importantes, um raro momento onde podemos ouvir cantando este grande compositor brasileiro. Disquinho delicioso. Confiram no GTM…
Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, o Toque Musical sendo o Toque Musical, variado e variando… 🙂 Trazemos hoje a cantora e compositora carioca, Verônica Sabino, filha do escritor Fernando Sabino. Cantora de muito talento, ela antes fazia parte do grupo vocal Céu da Boca, com o qual gravou dois discos. Em 1985 ela partiu para a carreira solo, lançando seu primeiro lp, o “Metamorfose”, pelo selo Philips. Disco bem produzido, com participações de músicos de primeiríssima linha como Luiz Avellar, Ricardo Silveira, Ivan Lins, Leo Gandelman, Carlos Bala, Pisca, Pascoal Meirelles, Kiko Ferreira e mais… Um repertório também de qualidade e com algumas músicas até bem conhecidas do público, trazendo como destaque “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas, que de certa forma dá nome ao disco. Trabalho bacana que vale a pena conferir 😉
Amigos cultos e ocultos, cá estamos, ainda na dobradinha, alternando discos de dez e doze polegadas. Hoje é dia dos pequenos. E aqui temos este lp do pianista e compositor José Luciano. Vindo do Ceará, de uma tradicional família de Fortaleza, iniciou os estudos de piano ainda na infância, Na adolescência veio morar no Rio de Janeiro, onde se encontrou totalmente com a música. Tocou no rádio e na televisão e também em boates. Acompanhou os mais diversos artistas e seu piano está presente em muitos discos famosos. Já tivemos a oportunidade de postar aqui um outro disco dele, de 1957, pelo selo Copacabana. Neste lp “Sambas”, lançado em 55 pelo selo Mocambo, nosso artista nos apresenta um repertório de oito seletos sambas, clássicos, que sempre é bom reviver. Confiram no GTM…
Olá, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós em mais uma postagem diária, mantendo a linha e a forma… E desta vez temos este interessante disco do grupo Fogo Fátuo. Este é mais um daqueles discos que a gente tem que sair procurando as informações como detetive, de forma picada e juntando as peças. Isso geralmente acontece para produções obscuras e independente. O grupo Fogo Fátuo segue por aí, pois foi o primeiro e único disco lançado por este grupo surgido em Franca (SP) no final dos anos 70. Ao que se sabe, o Fogo Fátuo era a sensação da cidade, um conjunto com uma pegada na linha do rock rural, com músicas próprias, bem comum naqueles tempos. Batalhando daqui e dali, a moçada da banda conseguiu realizar a difícil façanha de gravar um disco. Segundo contam, alugaram um estúdio em São Paulo onde, durante três meses, nos fins de semana, conseguiram fazer as gravações. Devido aos recursos um tanto escassos, só conseguiram gravar e lançar em disco quatro músicas. Uma pena, pois o Fogo Fátuo era mesmo um conjunto muito bom, com músicas boas e letras também. Até a capa é também muito boa, chama logo a atenção. Contudo, mesmo assim, o grupo não deslanchou e por motivos que eu não faço ideia, acabou. Porém, a chama do Fogo Fátuo, vez por outra se acende. Em 2006 eles se reuniram novamente para apresentações na cidade natal. Beto Eliezer, um dos componentes do grupo continua ativo na música e já lançou vários cds, É através de sua página no Facebook que podemos ter uma ideia de sua produção. Muito interessante, vale a pena conhecer. E quanto ao disco, vocês já sabem, confiram no GTM…
Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Nosso encontro hoje é com Epídio Sales Pessoa, ou como era mais conhecido, ‘Fats’ Elpidio, pianista e compositor pernambucano. Iniciou a carreira nos anos 30, na Orquestra de Jonas Silva. Era irmão de outro grande músico, Ayres Pessoa, o ‘Pernambuco’ com quem também formou um grupo, ‘Os Irmãos Pessoa’. Mudou-se para o Rio de Janeiro e daí sua carreira deslanchou. Tocou em grandes orquestras de baile. Esteve presente no primeiro show de jazz realizado no Brasil. Gravou vários discos e nessa também participou como um expoente da Bossa Nova. Nos anos 50, fez muito sucesso na ‘boite’ Vogue, o que deu a ele a chance de gravar este disco pelo selo Rádio. O repertório, em ritmo dançante, é bem variado com temas nacionais, inclusive com duas músicas do irmão Pernambuco. Das oito faixas desse pequeno 10 polegadas, apenas uma é estrangeira, ‘La vien rose’, de Edith Piaf. Taí, um disquinho dos mais interessantes que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…