Banda De Pífanos De Caruaru – A Bandinha Vai Tocar (1980)

Pela terceira vez, apresentamos essa deliciosa Banda de Pífanos de Caruaru o grupo mais importante, no gênero, criado ainda na década de 20, em Pernambuco. Ou seja, um grupo dos mais tradicionais composto de pífanos e percussão. Já tivemos aqui a oportunidade de conhecer dois outros discos deles lançado pelo brasileiríssimo selo Marcus Pereira. Confiram agora mais este, tão bom quanto os demais.
 
a bandinha vai tocar
galope
um de cada vez
baiano da viola
são joão do carneirinho
de alagoas a pernambuco
bianada na roça
feira do mangaio
pega pra capá
forró em limoeiro
maxixando
saudades de caruaru
 
 
 

A Vida De Jesus (1964)

Aproveitando que estamos na Semana Santa, nesta Sexta-feira da Paixão, vamos aqui trazendo este lp. Não se trata de um toque musical, mas uma curiosidade do mundo fonográfico. Lançado pelo selo Chantecler no início dos anos 60 e explorando o tema de religiosidade, ao estilo das rádio-novelas daquele tempo, temos assim, “A Vida de Jesus”. Este lp faz parte de uma série de discos lançados por essa gravadora dedicados à família, família padrão de classe média e católica, certamente. O álbum infelizmente não traz nenhuma outra informação além do que vemos na capa e o que tem no selo. Enfim, algo irrelevante quando o foco é apenas o conteúdo, como os discos de ‘estórinhas’.
Para quem não conhece a vida de Jesus Cristo, eis aqui a salvação.
 
 
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Hugo Land – Hugo Sings Hugo Plays (1962)

No mundo fonográfico tem disso, muitas curiosidades que valem a pena a gente conhecer e entender. Eis que temos um disco, até então desconhecido, que apareceu por aqui. Um lp realmente obscuro, de um selo também desconhecido e que agora estamos tentando entender. Para a nossa felicidade, temos um texto de contracapa que já nos ajuda nesse entendimento. Conforme texto, este é Hugo Land, músico romeno que veio parar aqui no Brasil nos anos 50. Ele era cantor e baterista. Atuou em boates paulistas no final dos anos 50. Ao que se entende, Hugo Land fazia parte da orquestra de jazz de Lagna Fietta, maestro argentino radicado no Brasil e que no caso também é o responsável pelos arranjos e regência neste disco. Também, ao que parece, este teria sido o primeiro lp gravado pelo artista que interpreta cantando e também tocando, temas famosos da música internacional. Um disco de jazz com muita bossa, com nos descreve o autor do texto de contracapa. Disco bacana, vale conhecer…
 
my kind of girl
on the sunny side of the street
tammy – love is a many splendored thing
i could have danced all night
lullaby of broadway
chi-baba chi-baba
istambul
almost like being in love
all of you
sweet georgia brown
dancing in the dark
five minutes more
 
 
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The Insiders – Bug Eyes (1967) 

Aqui, um disco que achavamos já ter sido postado no Toque Musical (são tantas emoções…). Mas, não foi publicado não. Então, entra agora em nosso toque do dia. Lp dos mais interessantes, a começar pela capa e também pelo título que de imediato nos remete a algo exótico e curioso. Porém, logo ao olhar a contracapa percebemos pelo repertório que não é nada disso. Daí, conhecendo esse mundo fonográfico, percebemos que se trata de uma produção da própria gravadora, uma seleção de sucessos interpretada por um grupo de músicos de estúdio, no caso, da CBS. Coisa bem comum naquele tempo quando as gravadoras lançavam mão de seus músicos de estúdio na criação de um projeto como este. E no caso, muitos falam que se trata do The Fevers, ou os músicos do The Fevers fazendo hora extra. O certo é que The Insiders (nome bem sugestivo) parece não ter ficado só neste lp de 67, consta também um segundo lançado em 1970. Talvez, a CBS tenha até lançado outros entre esses dois. Vai saber…?
 
happy together
bug eyes
born free
wonderful love
reach out i’ll be there
i’m a beliver
the disadvantages of  you
sunny
see you in september
in case the wind should blow
spanish eyes
 
 
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Nazareth – Compacto (1962)

Olha aí uma boa raridade… Compacto duplo da cantora paraense Maria Nazareth. Atuou, inicialmente, em grupos locais, em especial como cantora no conjunto de Alberto Mota, que naquele início dos anos 60 assinava com a Polydor. E foi certamente neste mesmo momento, a cantora se destaca e grava aí seu primeiro disco, este compacto duplo da melhor qualidade. Infelizmente, numa pesquisa rápida pela internet, não encontramos muita coisa sobre ela. Mas ao que se vê pelo Discogs, ela gravou outros compactos e um lp na Argentina. Ao que se sabe também, ela nos anos 70 se mudu para a França. 
 
dona baratinnha
per omnia saecula saeculorum, amen
na basedo pinguim
ninguém chora por mim
 
 
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Claudio E Os Goldfingers (1967)

Mais uma raridade, agora dos anos 60. Desta vez vamos com Cláudio e Os Goldfingers, um dos conjuntos gaúchos do gênero Jovem Guarda. Liderado pelo tecladista (organista) Cláudio A. de Souza, que já era arranjador da Chantecler, com seus quatro ‘goldfingers’, gravaram este que foi o primeiro e ao que parece, único lp, em 1967 por esta gravadora. Na contracapa temos um texto mais detalhado e também o repertório, como podemos ver, um misto de sucessos jovens da época e temas autorais do próprio conjunto. Um disco bem interessante para colecionadores e amantes da Jovem Guarda.
 
acorda maria bonita
o homem verde
era um garoto que como eu amava os betles e os rolling stones
ciao amore ciao
não crie caso
sem ti
falso amor
cuore matto
there’s a kind of hush
somentihing stupid
goldfinges
meu grito
 
 
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Mario Alves – Duas Taças E Outros Sucessos (1959)

Trazemos hoje este raro disco da RCA Camden, lançado em 1959 e trazendo o cantor Mário Alves em seu primeiro disco solo de 12 polegadas. Como em boa parte dos artistas dessa época, este cantor cearence já havia gravado alguns discos de 78 rpm, as famosas ‘bolachas’ de 10 polegadas, pela mesma gravadora. E este lp é também uma copilação dessas gravações, reunindo músicas como a que dá nome ao disco, “Duas Taças”. Para aqueles que não sabem, Mário Alves fazia parte de um dos mais importantes trios vocais brasileiros, o inesquecível Trio Nagô.
 
duas taças
não me enganes
duas rosas
palhaço
eu juro
noite amarga
divino perdão
não haveria um adeus
fiquei surpreso
eva de fogo
lua confidente
chuva de arroz
 
 
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Carlinhos De Pilares – Formas E Manejos (1986) 

Aqui um lp que devia ter entrado na semana dedicada ao samba e carnaval, acabou não entrando lá, mas agora faz presença. Nosso artista de destaque é Carlinhos de Pilares que como o próprio nome sugere, vem da Escola Caprichosos de Pilares. Ele era intérprete e compositor de sambas enredo da Escola nos anos 70 e 80. Este lp foi lançado pela Top Tape no auge de sua carreira e no bom momento da Caprichosos de Pilares. São dez sambas muito bem produzidos.
 
alento de um sambista
campeão de samba enredo
meu mal éteu mal
o bruto não passou
um abraço e um aperto de mão
mais uma vez
formas e maneiras
no capricho
parabéns
no país da asombração
 
 
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Nilo Amaro E Seus Cantores De Ébano (1962)

Aqui temos, Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano numa reedição do disco “Os Anjos Cantam”, primeiro lp do grupo, lançado em 1962 pela Odeon. Este disco fez muito sucesso, prinicpalmente pela música “Leva eu sodade”, de Tito Neto e Alventino Cavalcanti. Foi relançado quase duas décadas depois pela Odeon através de seu selo Fenix e desta vez com uma nova capa. 
 
leva eu sodade
boa noite
fiz a cama na varanda
cançar de ninar meu bem
down by the riverside
greenfields
a lenda do abaeté
azulão
eu e você
minha graúna
dorinha
a noiva
 
 
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Luiz Bonfá E Silvia Telles (1960)

Mais um disco compacto, de sete polegadas, raridade do inicio dos anos 60 e também um dos primeiros disquinhos, ainda da fase dos 45rpm, lançado pela Odeon e divulgando dois de seus artistas contratados, Luiz Bonfá e Silvia Telles. Trata-se de um compacto duplo, ou seja, com duas músicas de cada lado, No caso aqui, quatro composições de Luiz Bonfá, que ao lado de Sylvia Telles fazem deste, um disquinho especial, intimista onde se destacam perfeitamente voz e violão. Um belo disco, com certeza!
 
de tanto amor
de braços lassos
meu sonho
perdido de amor
 
 
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Festival Da Penha – 2º Festival (1959)

E hoje temos um lp dos mais interessantes. Um dos primeiros discos de festivais de música popular. No caso aqui, trata-se do segundo Festival da Penha, idealizado e promovido pela Rádio e Jornal do Brasil e Lojas Palermo, uma das mais imporantes lojas de discos e aparelhos de som, que existia no Largo da Carioca, nos anos 50. Pelo texto de contracapa é de se entender que a primeira edição do festival não houve um registro como este, em disco. E é de se estranhar, mesmo com a assistência quase ‘oracular’ da Inteligência Artificial, não há nenhum relato publicado sobre esse festival ou evento… Por certo, aqui é algo bem diferente dos festivais dos anos 60 e 70, mas, como podemos ver na contracapa, houve uma seleção e premiação e as músicas aparecem na listagem, ou na sequências das faixas, em ordem da premiação. 
 
sinfonia dos astros – ivon curi
o riao – francisco carlos
mergulha a bateia – fernando barreto
trapeiro – francisco carlos
lua luá – jair alves
maria maluca – orlando correa
a saudade venceu – neusa maria
imagem de mãe – carlos galhardo
pandeiro do brasil – dircinha baptista
há sempre uma luz acesa – linda baptista
um de nós é demais – alaide costa
eu vou a penha – carlos galhardo
 
 
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Elis Regina – Ensaio Geral (1966)

E mais uma vez um compacto e mais uma vez Elis Regina, porque não? Desta, vamos com um disquinho de 1966 lançado através do selo Artistas Unidos. Um registro gravado ao vivo, certamente no Festival da Record no qual a cantora vem acompanhada de orquestra, em “Ensaio Geral”, de Gilberto Gil e também “Jogo de Roda”, de Edu Lobo e Rui Guerra. Compacto dos mais raros, com certeza!
 
ensaio geral
jogo de roda
 
 
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Carlito E Seu Piano De Boate (1968)

Hoje vamos com um raro lp do selo Imperal e também, ao que consta, o único disco do pianista e compositor Carlos Santana Lima, conhecido artisticamente apenas por Carlito. O músico atuou por muitos anos em boates do Rio de Janeiro. Também compôs diversas músicas interpretadas por diferentes artistas. Em 1968 teve a oportunidade de gravar este lp cujo o repertório traz, além de composições próprias, alguns clássicos da música popular brasileira. Realmente, um disco dos mais interessantes e que ainda hoje agrada em cheio…
 
bom dia, meu amor
mancada
até segunda feira
insensatez
forma de cantar
roda viva
tristeza
tem mais samba
apelo
bananadas
é só tristeza
meu tudo e porque
 
 

Vinicius Marilia Medalha E Toquinho – Como Dizia O Poeta… Música Nova (1971)

Seguimos aqui com um disco clássico, um clássico da nossa música popular brasileira,”Como dizia o poeta…” um trabalho maravilhoso de Vinícius e Toquinho e a participação mais que especial de Marília Medalha. Lp lançado em 1971 pelo selo RGE. Grande sucesso que marcou uma época.
E olha nós aqui achando que já havíamos postado… Ou talvez não, considerando que nosso foco vai mais para os empoeirados, esquecidos ou desconhecidos. Mas este é um disco tão bacana que a gente não pode deixar de ter em nossa vitrine. Afinal, são esses que nos dão o ibope 🙂
 
tarde em itapoan
como dizia o poeta
tomara
valsa para o ausente
samba de gesse
a tonga da mironga do kabuletê
a benção bahia
mais um adeus
a vez do dombe
o grande apelo
samba da rosa
melancia e côco verde
 
 
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Centenário Alberto Santos Dumont – 1873-1973 (1973)

Hoje vamos com um disco comemorativo, uma colaboração de um dos nossos bons amigos cultos. Aqui temos um lp comemorativo do centenário do nosso “Pai da Aviação”, Alberto Santos Dumont, em 1973. Espanta pensar que já naquele centenário o homem já viajava a jato e para não dizer, já tinha chegado a Lua. Este álbum, álbum duplo é bom lembrar, fez parte do pacote das comemorações do governo militar, do Ministério da Aeronáutica. O álbum duplo se divide em dois momentos, musical, com uma seleção temática com diferentes artistas e um segundo disco trazendo a história sobre Santos Dumont, “A Conquista do At”. Eis aí um disco, no mínimo curioso. Vale conhecer.
 
hino do centenário
bandeirantes do ar 
um dia aconteceu
exaltação a santos dumont
mineiro bom
canto do aviador brasileiro
hino dos aviadores brasileiros
14 bis
hino sa santos dumont
a conquiata do ar
salve santos dumont
alberto santos dumont
a conquista do ar (história de alberto santos dumont)
 
 
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Hermeto Pascoal – Compacto (1975) 

Hoje vamos de compacto e para ser ainda mais irregular nesse nosso toque musical, temos Hermeto Pascoal, não é legal? (rimando e rindo). Aqui temos um raro exemplar, disco de 7 polegadas de Hermeto. Coisa mesmo difícil de se ver, levando-se em conta que compactos musicais sempre se prestaram, mais, à função de amostragem ou divulgação de artista num contexto comercial. E aqui, o caso não é diferente, porém estranha ser de Hermento Pascoal. Acontece que este compacto, lançado pela RCA Victor, foi aproveitando o momento, quando da participação do músico no Festival Abertura, da Rede Globo de Televisão, levou o prêmio de melhor arranjo para a sua música “Porco na Festa”
 
porco na festa
rainha do mar
 
 

Moura Junior – Oxente (1962)

Mais uma vez, aqui temos, Moura Junior, este artista pernambucano que gravou alguns bons discos no início dos anos 60. Infelizmente, ainda continuamos naquela, sem maiores informações sobre o artista além do que temos nos textos das contracapas. O certo é que se trata de mais um disco interessante desse artista, desta vez e ao que parece ser o seu primeiro lp. “Oooooxênte!”, como o próprio título indica é um disco de xote, xaxado e baião, nordestino de raiz.
 
seu dureza
cowboy do ceará
tira o cavalo da chuva
espera maria
porque cargas d’agua
mariazinha
baião da carta
eu sou de menor
o colo de maria
o mundo só é bom assim
nordeste da peste
os olhos da cabocla
 
 
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Conjunto Flamingo – Apresentando O Conjunto Flamingo (1962) 

E cá estamos de volta, retomando nossas postagens após um mês de um merecido descanso. Haviam outros discos de samba e carnaval para serem postados, mas acabamos dando uma pausa em plena festa e esses ficaram para uma próxima oportunidade.
Abrindo, temos aqui um lp bacana, apresentando o Conjunto Flamingo, em seu primeiro disco, lançado em 1962 pelo selo Audio Fidelity. Isso, por certo já é garantia da qualidade. Somado a um repertório selecionado e essencialmente nacional, só faltava o conjunto ser também impecável e é! O Conjunto Flamingo foi uma das boas coisas que o Rio Grande do Sul nos proporcionou, surgido nos anos 50 e tendo a frente um excelente músico, João Peixoto Primo. E foi também este conjunto no qual passou Elis Regina, ainda em início de carreira. Na contracapa temos um texto de apresentação do conjunto feito pelo jornalista gaúcho Roberto Eduardo Xavier. Triste notar que o moço não se limita a fazer um texto, sem deixar claro um preconceito tão comum naqueles tempos, quando se refere ao músico, preto/pardo, de forma pejorativa como “mulatinho melenudo”. Brincadeira… Mas tirando essa cáca, a coisa é fina, podem conferir…
 
beija-me
eu nasci no morro
é fácil dizer adeus
chora tua tristeza
o barquinho
levanta mangueira
brasil 62
o que é que a baiana tem
quem quiser encontrar o amor
falsa baiana
franqueza
gauchinha bem querer
 
 
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Samba Enredo Em Juiz De Fora (1982) 

E bem no meio da festa, da folia do Carnaval, eis que a gente aparece para mais um toque musical carnavalesco. Trazemos agora um disco de samba de enredo das escolas de samba da cidade de Juiz de Fora, a mais carioca das cidades mineiras. No caso, temos aqui um momento memorável do carnaval da cidade, que mereceu até o esforço para o lançamento deste lp. Vamos deixar o disco rodando e bem no meio da festa, da folia e à francesa, vamos saindo… tirar um mês de férias!
Durante o mês de março vamos dar um descanso. As postagens voltam em abril, combinado?
 
mascarada veneziana
arvoredo
pra tudo se acabar na quarta feira
o circo
ao cair da noite na floresta encantada
zumbi rei negro dos palmares
canto a estrela
recife no folclore do maracatu
festas folcloricas do brasil
pernambuco leão do norte
exaltação ao rio são francisco
chica da silva
 
 

Os Carbonos – Samba Bom Nunca Morre (1985)

Continuamos no embalo do samba, afinal, o Carnaval também está aí, né? Por outra, eu também diria, já foi o tempo que o Carnaval era do samba. Aliás, o que menos essa festa hoje é, é do samba. Mas ainda assim a gente insiste e persiste, afinal, quem não gosta de samba, bom sujeito não é…
Aqui temos então este lp que é uma seleção de clássicos de sambas divididos em seis momentos, ou três faixas longas para cada lado, numa série em ‘pot-pourri’. E quem vem no comando da coisa é o grupo Os Carbonos. Sim, aquele mesmo que atuava em várias frentes. Claro que aqui também está presente a cozinha de apoio para não deixar esse 34 sambas virarem um simples pagode. Em resumo, um disco bem animado, mesmo para quem não é bom sujeito 🙂
 
festejando
viva meu samba
o trem do samba
samba na avenida
reunião de bacanas
casa de bamba
 
 
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Roberto Ribeiro – Molejo (1975) 

Fechamos o mês de fevereiro com um disco de Roberto Ribeiro. (Putz, até rimou!) Eis aí um artista que há tempos espera sua vez aqui no Toque Musical. Trazemos dele o lp “Molejo”, seu segundo album solo, lançado em 1975 pela Odeon. Ele já havia gravado anteriormente dois discos, um com Elza Soares e outro com a cantora Simone, este último gravado para o mercado estrangeiro (lançado na Europa). Este é, sem dúvida, um de seus melhores discos e isso fica claro não apenas pelo repertório, mas principalmente pelo time de músicos que fazem este disco acontecer. A ficha completa se pode ver na contracapa, mas temos figuras de peso como o maestro Gaya e João de Aquino, José Menezes, Pedro Sorongo, Copinha, Altamiro Carrilho… Jesus… só tem fera!
 
sinto
meu baio e meus balaios
estrela de madureira
até amanhã
drama universal
só pra chatear
molejo
leonel leonor
manhã de primavera
proposta amorosa
os cinco bailes da história do rio
laborio
 
 
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Roda De Samba Nº2 (1974)

Na roda de samba, aqui vai mais um… Temos agora este lp lançado pelo selo CID, em 1974. Trata-se de uma trilogia. Queríamos ter começado pelo volume 1, mas as coisas por aqui vão se encaixando na medida do improviso e como se pode perceber, à toque de caixa.Então, vamos começando pelo nº2 e quando der a gente posta os outros, ok? Neste lp temos uma seleção de bambas, nomes como Aparecida, Nelson Cavaquinho, Rubens da Mangueira, Dida, Sabrina e Roque do Plá são os intépretes que dão voz a esse disção. Quem gosta de samba de verdade sabe…

proteção – aparecida
acalentava – sabrina
quero alegria – nelson cavaquinho
cantos afros – roque do plá
por cima da linha – rubens da mangueira
rosas para iasa – aparecida
armas proibidas – nelson cavaquinho
morro velho – rubens da mangueira
liberdade – sabrina
chegou quem faltava chegar – dida
 
 
 

Os Cinco Crioulos – Samba No Duro (1967)

Um clássico do samba. Eis aí um exemplar da mais fina flor do samba carioca. Realamente, samba,,, no duro! Os Cinco Crioulos, um grupo de sambistas classudo reunindo nada mais, nada menos que Elton Medeiros, Jair do Cavaco, Mauro Duarte, Nelson Sargento e Nescarzinho do Salgueiro. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui outro disco deles. E agora vamos com esse lp, lançado em 1967, pela EMI-Odeon. Na contracapa temos um texto de Sérgio Porto garantindo as devidas informações que aqui nem sempre a gente consegue manter, né? Mas vamos ao disco…
 
o mundo encantado de monteiro lobato
fica doido varrido
ó seu oscar
brigaram pra valer
vou partir
vai dizer a ela
pelo telefone
chica da silva
eu nasci no morro
aurora de paz
barba de molho
defensor do samba
 
 
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Pagode Das Escolas (1986) 

Temos aqui o Pagode das Escolas, um lp que reúne onze dos mais expressivo puxadores de samba das onze mais importantes escolas de samba do Rio de Janeiro. O disco foi lançado em 1986 pela RCA, produzido pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rioj de Janeiro. 
 
além das flores – dedé (da portela)
tributo a martinho da vila – gera (de vila isabel)
caminhada – hamilton (da império da tijuca)
se chover tem pagode – oró do pandeiro (da beija flor)
vai dizer que não gosta – grilo (da união da ponte)
falso polícia – ney viana (de padre miguel)
bom investimento – bira (da estácio)
corrida ao céu – ivo meireles (da mangueira)
vara de ferrão – serjão (da imperatriz)
bolo de mulher casa – celsinho (da unidos docabuçu)
relíquias – maneco (da imperio serrano)
 
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Razão Brasileira (1993)

No leque de variedades do samba, vamos agora com o grupo Razão Brasileira em seu primeiro disco, lançado em 1993 pela EMI. A banda surgiu dez anos antes, no Rio de Janeiro, mas a partir deste disco eles viriam a se tornar uma consagração, gravando vários outros discos e fazendo apresentações não apenas pelo Brasil, mas também pela Europa e Japão. Neste lp de estréia temos sucessos como “Eu menti” e “Naturalmente”, um ‘pot pourri’ de Lulu Santos, uma versão empagodada de “Maluco beleza”, de Raul Seixas e ainda “Revelação”, de Fagner e outras… Assim começou o pagode, um formato garantido de sucesso.
 
eu menti
quem é você
revelação
você e a solidão
maluco beleza
luar de mel
naturalmente
afinal
de repente california
adivinha o que é
um certo alguém
o ultimo romântico
como uma onda
réu confesso
andança
faixa nobre
 
 
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Marquinhos Satã – Graça Divina (1989)

Seguindo e sambando, vamos hoje com o sambista, cantor e compositor Marquinhos Satã. Artista que começou a se destacar nos anos 80. De lá pra cá gravou diversos discos, sendo este que apresentamos o último da geração vinil e também o primeiro em cd. Curioso notar seu nome artístico, Satã e mais ainda o nome do disco, “Graça Divina”. Deus e o Diabo na terra do sol, kkkkk… Não sei se foi por questão da numerologia, coisa comum entre os artistas, o fato é que Marquinhos mudou para Sathan, sobrenome esse que ele tinha usado em inicio de carreira. 
Quanto a “Graça Divina”, este é um disco que surpreende. Um trabalho bem produzido, com bons arranjos e um time de excelentes músicos que fazem deste mais que um simples disco de sambas, mas um autêntico disco de música popular brasileira.
 
jogo de azar
meiga presença
mil reis
mundo da ilusão
elos de um querer
só de pirraça
lentamente
calmaria e vendaval
a que mais deixa saudade
menu diferente
de repente
meu xodó
 
 
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Jovelinha – Pérola Negra (1986) 

Nosso encontro hoje é com Jovelina Pérola Negra, uma das grande divas do samba e do pagode. Uma artista que infelizmente, em vida, não recebeu todas as honras que merece. Cantora e compositora carioca, esteve presente nas melhores rodas de samba e ao lado dos maiores bambas. Sua figura encarna, inevitalemente, a lembrança de outra diva, Clementina de Jesus. Ao longo de sua carreira gravou uma dezena de discos, os quais hoje em dia se tornaram difícieis de encontrar. Os gringos já passaram a mão em tudo. Aqui temos ela em seu primeiro disco, lançado pela RGE em 1986.
 
o dia se zangou
pagod no serrado
boogie woogie na favela
preparo da vovó
menina você bebeu
água de poço
laços e pedaços
rabo de saia
maria tristeza
camarão com xuxu
chora viola
é isso que eu mereço
 
 
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Sambas De Enredo Das Escolas De Samba Do Grupo 1 – Carnaval 1976 (1976)

Carnaval 1976. Aqui um registro dos sambas de enredo das escolas de sambas do grupo 1 carioca. Nesta edição do Carnaval, a escola que se sagrou campeã foi a Beija Flor de Nilópolis com o enredo “Sonhar com Rei dá Leão”, desenvolvida pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. O nosso disco, uma produção da Top Tape, é um autêntico registro dessa festa na Avenida Presidente Vargas, com gravações originais.
 
g.r.e.s. estação primeira de mangueira – no reino do ouro.
g.r.e.s. mocidade independente de padre miguel – menininha do gantois
g.r.e.s. imperatriz leopoldinense – por mares nunca dantes navegados
g.r.e.s. tupy de brás pinha – rquezas aureas da nossa bandeira
g.r.e.s. união da ilha do governador – poema de mascaras em sonho
s.r.e.s. lins imperial – folia de reis
g.r.e.s. portela – o homem do pacoval
g.r.e.s. beija flor de nilopolis – sonhar com rei dá leão
g.r.e.s. unidos de vila isabel – inveção de orfeu
g.r.e.s. unidos de são carlos – arte negra na lendária bahia
g.r.e.s. em cima da hora – os sertões
g.r.e.s. unidso de lucas – mar baiano em noite de gala
g.r.e.s. academicos do salgueiro – valongo
 
 
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Samba Dá Saudade – Coletânea (1981)

Nas coletâneas de samba, temos agora esta lançada pelo selo Som Livre no início dos anos 80. Uma seleção que mais parece um playlist bem pessoal, sem muitos critérios além do próprio gosto. Isso, porém, não faz da coletânea algo negativo, muito pelo contrário, considerando a seleção dos fonogramas, artistas e músicas de primeira linha em gravações originais. Vamos nessa, tá compensando ouvir… 🙂
 
porta aberta – luiz ayrão
1800 colinas – beth carvalho
palhaçada – miltinho
batida de limão aroldo santos
regra três – toquinho e vinícius
máscara negra – helena de lima
os meninos da mangueira – ataulfo jr
do lado direito da rua direita – os originais do samba
o conde – jair rodrigues
primeiro eu – elza soares
o pequeno burguês – martinho da vila
tamanco malandrinho – tom e dito
 
 
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Os Batuqueiros E As Mulatas – Patola O Siri (1975)

Em um outro momento, aqui no Toque Musical, nós apresentamos Os Batuqueiros e As Mulatas, em disco gravado em 1972. Foi uma postagem tão crua que merece uma segunda chance. Mas enquanto a gente não digitaliza tudo de novo, vamos metendo bronca com o “Patola o siri”, outro disco bem bacana desse conjunto de sambistas que fez muito sucesso nos anos 70. Aqui uma sequencia de sambas, com destaque para um pot pourri de Martinho da Vila. Bem legal 🙂
 
macunaima
zaquia jorge, estrela do suburbio vedete de madureira
nos confis de vila monte
patola o siri
nega do peito
fraqueza
dona flor e seus dois maridos
imagens poéticas de jorge lima
o segredo das minas do rei salomão
no silencio da madrugada
batendo a porta
meu sapato já furou
tragédia no fundo do mar (o assassinato do camarão)
na fazenda
conto de areia
meninos deus
homenagem a martinho da vila:
casa de bamba
pra que dinheiro
quem é do mar não enjoa
o pequeno burguês
segure tudo
calango longo
canta canta minha gente
disritmia
cada de bamba
 
 
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