Josephine Baker – The Inimitable (1952)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Nessa nossa salada mista musical e na imprevisibilidade das nossas postagens neste mês de fevereiro, eu trago hoje e mais uma vez a fascinante cantora fraco-americana, ícone de uma época, Josephine Baker. Este lp era para ter sido postado em uma de nossas últimas levas temáticas, em disco de 10 polegadas, mas acabou ficando de fora. Agora, porém, acho que vai caber aqui, no encaixe dessa quarta feira. E para tanto, incluo aqui um texto enviado pelo amigo Francisco Santana de Miranda, corrigindo e complementando o que eu havia escrito anteriormente nesta postagem. 
A fascinante cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa, ícone de uma época, Josephine Baker neste LP em disco de 10 polegadas “The Inimitable”. Foi um álbum lançado pelo selo Mercury, em 1951 nos EUA (em 4×10″/78RPM, depois em 4×7″/45RPM e, posteriormente, em LP 10″/33.3RPM), o qual também foi lançado no Brasil em 1952, pela gravadora Mocambo, assim como diversos outros discos em 10 polegadas, quando a nossa indústria iniciava a produção desses, então, moderninhos long-playings. Neste disquinho há referências musicais ao Brasil: Josephine Baker cantando uma versão de “Boneca de Pixie”, sucesso inesquecível também na voz da nossa Carmem Miranda. Há também uma versão interessante para “Chiquita bacana”. Vale a pena conhecer essas versões da vedete que também é luxo só… O lançamento do LP brasileiro se deveu à presença de Josephine para shows no Recife, que ocorreram em agosto de 1952 . O Diário de Pernambuco fez ampla divulgação em 29 de julho; a capa do periódico mais antigo em circulação na América Latina foi totalmente dedicada a um anúncio do show: “A artista mais cara até hoje contratada para atuar no Nordeste”, dizia a arte – o preço do cachê não foi revelado. O acordo contemplava dois shows para o público no Teatro de Santa Isabel, em 16 e 17 de agosto (sábado e domingo), sempre às 21h35. Após a ‘performance’ pernambucana, Josephine Baker seguiu para João Pessoa (PB), onde fez mais um espetáculo.
 
boneca de pixe
peg de mon coeur
princesse sans amour
paris paris
te voyo bene
revoir paris
you’re the greatest love
chiquita madame
 
 
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Vários – Eternos Sucessos (1969)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! A sempre falta de tempo acaba atrasando tudo por aqui e a medida em que vão acumulando as postagens diárias a serem feitas, a tarefa de postagem vai ficando cada vez mais desanimadora. Daí, é hora de recorrer aos sempre prontos, “arquivos de gaveta” ou ainda, “discos de gaveta”, aqueles que estão sempre prontos para ocupar um espaço vazio. E é nessa situação que eu estou… Inclusive, tenho pensado seriamente em encerrar de vez o trabalho no Toque Musical em julho, quando estará completando oficialmente 15 anos de existência. Este blog é uma cachaça, mas eu estou chegando num ponto que preciso parar de beber. Não posso mais manter esse compromisso, pelo menos não mais como sempre foi, diário. Vamos ver como tudo segue nos próximos meses. Por enquanto, seguimos…
E aqui vai um tampa buraco, uma coletânea, “Eternos Sucessos”, disco lançado pela Odeon, em 1969) através de seu selo Imperial. Aqui temos reunidos uma série de sucessos de diferentes artistas populares em gravações originais, extraídas de discos dos anos 50 e 60. Possivelmente, quase todos esses discos devem ter sido mostrados aqui. Coletânea tem disso 🙂 Mas mesmo assim ainda vale a pena conferir…
 
que quere tu de mim – altemar dutra
alguém me disse – anisio silva
bandeira branca – dalva de oliveira
marina – dorival caymmi
sabra dios – gregório barrios
tão somente uma vez – trio irakitan
meu grito – agnaldo timóteo
creio em ti – francisco egydio
leva eu sodade – nilo amaro e seu cantores de ébano
risque – osny silva
hino ao amor – wilma bentivegna
 
 
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Quinteto Violado – Enquanto A Chaleira Não Chia (1985)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Hoje trago para vocês mais um disco do Quinteto Violado. Formado no início dos anos 70 por Fernando Filizola (viola), Marcelo Melo (violão), Toinho Alves (contrabaixo), Luciano Pimentel (bateria) e Generino Luna (flauta), o Quinteto Violado é hoje uma tradição e um dos mais antigos ainda em atividade. Ao logo de sua existência, os “Violados”, como são carinhosamente conhecidos, levaram a música nordestina por todos os cantos do país e também para fora. Foram um dos primeiros grupos a terem seu próprio veículo, um ônibus, no qual percorria levando seus shows. Em sua trajetória de mais de 50 anos o Quinteto Violado gravou dezenas de discos e também por ele passaram vários músicos. Se tornaram conhecidos internacionalmente sendo também um dos grupos brasileiros mais premiados. Foram influência para diversos conjuntos, como a Banda de Pau e Cordas, Bolo de Feira e outros, pelo norte e  nordeste. 
Aqui temos dele este lp, lançado em 1985, cujo título, “Enquanto a chaleira não chia”, só aparece no selo. Foi o único disco que o QV gravou pela RCA. Um trabalho, como sempre, encantador, festivo e alegre, que como tantos outros, não tem como não gostar 🙂
 
enquanto a chaleira não chia
noites brasileiras
fogueira de são joão
lorota boa
bom demais
erva doce
último pau de arara
pipoca real
o forró tá cheio
de viola e rabeca
a fé do lavrador
amar
azul maceió
aracaju
 
 
 

Maria Creuza – Poético (1982)

Boa hora, caros amigos cultos e ocultos! Novamente, marcando presença em nosso Toque Musical, temos hoje o “Poético”, disco da cantora Maria Creuza, lançado pela RCA Victor em 1982. Está aí um disco que vale a pena ouvir com carinho, pois, além de termos uma grande intérprete, uma cantora excepcional, temos também um repertório que é mesmo uma poesia, ou melhor dizendo, várias poesias… Neste álbum, Maria Creuza retoma sua história com as composições do grande poeta, Vinícius de Moraes e seus parceiros. Temos aqui um repertório maravilhoso, que por certo todos nós já conhecemos e que mais uma vez nos encanta na voz dessa baiana. Confiram no GTM…
 
chora coração
tarde em itapoã
água de beber
lamento
rancho das namoradas
valsinha
canção do amor ausente
marcha da quarta-feira de cinzas
berimbau
samba de orly
 
 
 
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Luiz Ayrão – Alegria Geral (1984)

Boa tarde, companheiros, amigos cultos e ocultos! Eis um artista que por aqui, até hoje, só postamos músicas individuais presentes em coletâneas. Só vim a dar conta disso, quando o amigo Fáres me pediu sua discografia e para variar percebi que não tinha nada deste compositor, cantor e sambista, a não ser este lp que hoje apresentamos a vocês.
Luiz Ayrão, para quem não sabe, é filho do compositor Darcy Ayrão e sobrinho do saxofonista Juca Azevedo, com quem veio a conhecer grandes nomes da da nossa música e de onde nasceria seu desejo de também se tornar um compositor. Cresceu num ambiente musical, o que lhe garantiu um bom começo. Suas primeiras composições foram gravadas por Roberto Carlos, mas também fez música para muitos artistas da Jovem Guarda. Seu primeiro sucesso veio num compacto lançado em 1973, o samba “Porta aberta”, o que lhe garantiu em seguida o primeiro lp. Daí por diante, Luiz Ayrão se consagraria como cantor e compositor, passando a gravar vários discos e também a lançar vários outros sucessos. Se tornou mais conhecido com um sambista, por conta de suas composições serem quase sempre nesse gênero. “Alegria Geral” foi seu décimo primeiro disco e nele vamos encontrar também muito samba, cabendo também espaço para baião, frevo, choro e canção romântica. Um disco bem honesto, que embora não tenha um sucesso de destaque, traz uma seleção quase toda de composições autorais que agrada em cheio. Confiram no GTM….
 
é da juventude
um sou eu
brisa errante
venho velho
aventureiro
café amigo
dez mandamentos para um povo feliz
cadê iaiá
roqueiro
ausência
gatice
eu o rei você a rainha
 
 

Orlando Silva – Relíquias Brasileiras Vol. 1 (1985) 

Bom dia, boa hora…, caros amigos cultos e ocultos! Aqui temos hoje a presença do grande Orlando Silva em um relançamento dos anos 80, o disco “Relíquias Brasileiras – Vol. 1”, produzido pela Rádio América, de Belo Horizonte. Nessa época, a emissora mineira apresentava um programa com este nome, “Relíquias Brasileiras”, no qual trazia semanalmente uma série de músicas e artistas da época em que os discos eram ainda de 78 rpm, grandes destaques que marcaram a chamada “Era de Ouro do Rádio no Brasil”, nos anos 30, 40 e 50. Acredito que o programa ainda continue no ar, pois até 2019 ele era apresentado aos sábados a noite, com reprise no domingo, também a noite.
“Relíquias Brasileiras” acabou gerando um apanhado de boa parte da discografia de Orlando Silva, sendo lançados vários volumes na sequência deste. A produção inicial foi bem modesta e para tanto, neste primeiro volume, saiu com o selo da RCA Victor, pois os fonogramas eram todos dessa gravadora. Creio que esta foi a primeira reedição em discos de 12 polegadas, reunindo as primeiras gravações do cantor. A partir dessa época outras produtoras e editoras passaram a reeditar esse tipo de material, como foi o caso da Revivendo Músicas, que gerou um dos maiores catálogos nessa linha.
Neste volume 1, temos uma série de gravações, discos de Orlando Silva lançados ainda em sua primeira fase, ou seja, os anos 30. São doze músicas, entre sambas, valsas e marcha. Muitas dessas músicas, inclusive que já foram a presentadas aqui em nossa série exclusiva, a coleção Grand Record Brazil para discos em 78 rpm, pelo nosso saudoso Samuca (Samuel Machado Filho). De quebra e como bônus, incluímos também nesses arquivos um raro jingle comercial da Brahma, com o nosso “cantor das multidões”. Confiram, no GTM…
 
no quilometro 2
para deus somos iguais
lágrimas
já é de madrugada
não é proceder
tristeza
deusa do cassino
foi você
caprichos do destino
amigo leal
viva a liberdade
se a orgia acabar
chopp brahma (bônus)
 
 

Dorival Caymmi – Canções Praieiras (1955)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Passando pelo “D”, achei outro disquinho aqui que há tempos já devia ter sido postado no Toque Musical. Disquinho, no bom sentido, talvez pelo tamanho, um lp de 10 polegadas, aqueles dos anos 50. Dorival Caymmi é um medalhão da nossa MPB e por certo, um dos poucos que fazemos questão, aqui no TM, de compartilhar em nosso grupo, muito embora sabendo que facilmente pode ser baixado e ouvido integralmente em várias outras ‘praças’. Além do mais, convenhamos, este baiano era foda! E aqui temos dele o lp, lançado em 1955, pela Odeon, no qual temos a deliciosa seleção de algumas das suas mais famosas canções relacionadas ao mar, a praia, pescadores, seus amores e suas jangadas. Um retrato musical de uma Bahia litorânea que para muitos ficou na saudade. Além do mais, ouvir Caymmi é sempre uma benção. Estejamos hoje todos abençoados. Salve o baiano!
 
quem vem pra beira do mar
o bem do mar
o mar
pescaria (canoeiro)
é doce morrer no mar
a jangada voltou só
a lenda do abaeté
saudades de itapoã
 
 
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Diana Pequeno – Sinal De Amor (1981)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Fevereiro está aí e vamos que vamos… Hoje e mais uma vez, nosso encontro é com essa beleza de morena, a baiana, Diana Pequeno, uma cantora e compositora que dispensa apresentações, pelo menos no Toque Musical, onde já postamos dela uns três discos. E quando falo em beleza, por certo também me refiro a beleza de sua arte, do seu canto e de seus repertórios. Seu legado está aí, sempre atual. O tempo passou, mas seus discos continuam muito atuais e se por sorte vocês ainda encontram os lps por um preço barato, pois, pelo jeito, só deve ter ficado na memória do povo aquilo que insistentemente se tocava no rádio. E no caso de “Sinal de Amor”, lançado em 1981, temos várias músicas bem divulgadas na mídia rádio-televisiva, além de terem sido também gravadas por outros artistas. Nesta época, a cantora estava vivendo seu melhor momento, participando de shows por todo o Brasil, dividindo palco com o Mestre Sivuca no Projeto Pixinguinha e também no Festival de Águas Claras. Enfim, a moça estava, merecidamente, com tudo. Hoje, vivemos um outro momento onde a informação, a mídia, se diluiu, se fragmentou em tanto pedaços que mesmo um artista dos mais conhecidos, acaba também diluído. Aliás, essa é a nova ordem mundial, não se ouve a obra de um artista, mas sim a música, o hit do momento em alguma plataforma digital. E passa logo… Mas aqui, no Toque Musical, as coisas passam devagar, com o retardo necessário que cabe a toda boa lembrança. E vamos a ela… 😉
 
sinal de amor e de perigo
regina
vagando
laura
estrelas nil
trem do pantanal
busca-pé
berço de todos os azuis
as flores deste jardim
barca de noé
recolher
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 24 Novembro (1959)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Entramos, enfim, em fevereiro e aqui vamos nós na nossa peleja fonomusical. Para começar, vamos com mais um disco da série, “A voz da RCA Victor” desta vez trazendo o suplemento de lançamentos dos seus discos de 78 rpm para o mês de novembro, de 1959. Esta série é mesmo muito rara e poucos são os colecionadores que possuem esse material. Infelizmente, nós só tínhamos seis deles e este é o último que apresentamos por aqui. Se acaso aparecerem outros, sem dúvida, iremos trazer para vocês. Neste suplemento de número 24, todos os lançamentos são de artistas nacionais. São 24 trechos iniciais das músicas, que mesmo cortadas valem a pena serem ouvidas. Aqui temos…
 
vinheta de abertura
mariposa / argumento – nelson gonçalves
petite fleur / la chanson d’orphée – guylaine guy
fuba / velhos tempos – jacob do bandolim
la strada del amore / refugio – neusa maria
meu castigo / um pouco de nós mesmo – fernando barreto
prece a chuva / sonho desfeito – ivete siqueira
vem / molengo da morena – jair alves
juvita / aracati – ary lobo
madalena / arrependida – tião careira e carreirinho
resposta da saudade/mariquinha – silveria e barrinha
nossa verdade / passado de boêmio – marreco e marrequinho
vinheta final
 
 
 
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Jards Macalé – Só Morto (Burning Night) (1970)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Nada como ser independente, não estar atrelado a regras e poder seguir livremente fazendo as coisas do jeito que a gente quer. Me refiro, por certo, ao próprio blog Toque Musical, esse ‘arremedo informativo fonomusical’ que está na ativa já há quase quinze anos. Sabemos o quanto somos menosprezados pela turma dos expertise da música, gente graduada que escreve em jornais e revistas, publicam livros e coisa e tal, mas torcem o nariz para o nosso blog. Eu até entendo, principalmente por conta de uma certa vaidade e orgulho, ter seu nome associado ao TM pode  por em descrédito o profissionalismo. E isso se dá pelo fato de não termos normas, por ser um blog que compartilha no assunto da música o fundamental, a própria música. Ainda hoje somos associados a pirataria, como se tivéssemos mesmo interessados em fazer dinheiro. Estamos há 15 anos por aqui e ao contrário do que possa parecer, nunca ganhamos nada além da satisfação de apresentar diariamente uma produção fonográfica, coisa que, modéstia a parte nós, os blogs musicais, ajudamos a resgatar. Sinceramente, acho mesmo até bom que não tenhamos nos vinculado a parceiros robustos. Por certo, numa dessas já teríamos fechado as portas, como fizeram tantos outros blogs, seja pela pretensão ou pela falta mesmo de estímulos (melhor um incompetente animado do que um competente limitado). É ótimo trabalhar assim, sem amarras, sem uma ordem que nos imponha limite. É bom contar com parceiros que se unem ao TM apenas pelo prazer em cooperar. E se ainda estamos no jogo, isso se deve ao fato de somos exatamente isso o que queremos ser, um blog de caráter pessoal, que posta e compartilha em seu grupo privado, o GTM, o conteúdo de suas publicações. Alguns, por certo, irão questionar o fato de pedirmos doação, coisa que fazemos somente e mediante a solicitação para postagens antigas cujo os links já tenham caducado. Consideramos isso como uma contrapartida, um valor simbólico que nos ajuda a manter a hospedagem da versão WordPress e sua manutenção, nada a mais. Nosso ganho é apenas o prazer de fazermos novas amizades e nesse sentido, temos os melhores amigos cultos e ocultos do mundo, que são vocês…
Mas, deixemos esse assunto para um próximo momento, vamos dando sequencia às nossas postagens que hoje está trazendo o genial Jards Macalé. Já o apresentamos aqui em outros trabalhos, mas como estamos na onda dos discos de sete polegadas, vamos aproveitar a oportunidade para postarmos dele este disquinho que foi seu filho primogênito, um compacto duplo lançado pela RGE, em 1970. “Só morto (burning night)” foi um trabalho produzido pelo próprio Macalé e por Carlos Eduardo Machado, contou com a participação de um time de primeira linha, como se pode ver na ficha da contracapa. Trazia o grupo de rock carioca Soma, Zé Rodrix no piano e orgão e Naná Vasconcelos na percussão. As quatro músicas que compõe o compacto são todas de Macalé em parcerias, sendo uma com Capinan e as outras três com Duda (Carlos Eduardo Machado). Nas quatro faixas Macalé é o responsável pelos arranjos e é quem toca o violão. Neste primeiro disco temos, por exemplo, a música “Sem essa”, que voltaria a ser regravada por ele em seu disco de 1977. Embora seja uma joinha, o disquinho tem uma qualidade de som que ficou a desejar e foi nesse desejo que décadas depois ele mereceu uma segunda edição, feita com maestria pela Discobertas, transformando aquele compacto duplo em um lp/cd e no qual trazia mais dez faixas bônus que são gravações também antigas, feitas ao vivo. Esta versão vocês ainda encontram com facilidade para comprar. Já o compacto original, esse já virou artigo de especulação no Mercado Livre e Discogs. Confiram no GTM…
 
soluços
o crime
só morto (burning night)
sem essa
 
 
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Dick Farney E Sua Orquestra – Compacto (1963)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Um artista que sempre gostamos de ver (e ouvir) no Toque Musical é o Dick Farney. E aqui está ele novamente, marcando presença com sua orquestra, neste disquinho de 7 polegadas, lançado em 1963 pelo selo RGE. Como podemos ver logo na contracapa, aqui temos uma seleção de ouro para este compacto duplo, com quatro sambas clássicos, a ver e ouvir com prazer…
 
ser ou não ser
ninguém na rua
teresa da praia
meditação
 
 
 
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Fagner – Compacto (1972)

Boa noite, meus caros e prezados amigos cultos e ocultos! Hoje nosso encontro é com Fagner, Raimundo Fagner, em seu primeiro disco, no caso, um compacto duplo lançado em 1972. Fagner havia chegado ao Rio de Janeiro há pouco tempo, mas já trazia na bagagem um currículo interessante, que logo foi notado. Quem primeiro gravou sua música foi Elis Regina, uma garantia de sucesso para qualquer compositor e foi nessas e outras que o cearense logo conseguiu um contrato com a Philips para gravar este disquinho, um compacto com quatro músicas, tendo como carro-chefe a faixa “Cavalo Ferro”. Aqui também está presente “Quatro graus”, música sua que concorreu ao VII FIC, mas foi desclassificada. Confiram no GTM mais este disquinho, que hoje é coisa rara.
 
cavalo ferro
amém amém
fim do mundo
quatro graus
 
 
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Trio Esperança (1965)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Em nossa última semana de janeiro, ainda nos compactos, trago aqui este disquinho do Trio Esperança. Ele já foi apresentado aqui há algum tempo atrás, mas em bloco, com outros discos de sete polegadas e na época foi sem a capa original. Assim, já com o disco na mão, porque não postá-lo novamente, né? 🙂 Então, aqui temos dois sucessos que ficaram marcados nos anos 60: “Festa do Bolinha”, música de Roberto e Erasmo Carlos  e “Downtown”, hit internacional em uma versão de Rossini Pinto que se chamou “Não me abandone”. Nada de novo no ‘front’, mas que agrada em cheio. Confiram no GTM…
 
não me abandone
festa do bolinha
 
 
 

Marcos Valle (1968)

Bom dia, companheiros, amigos cultos e ocultos! Porque hoje é sábado… hehehe… Uma boa desculpa ou razão para trazer de volta este compacto do Marcos Valle, uma amostra do seu lp de 1968, “Viola Enluarada”. Eu já havia postado este disquinho aqui há uns 10 anos atrás, mas só que foi em bloco, num conjunto de outros discos de sete polegadas, creio que ninguém nem lembra mais, nem eu me lembrava e talvez sabendo disso, nem teria re-postado, mas em se tratando de um artista como o Marcos Valle, sempre vale a pena ver e ouvir de novo. Aqui temos ele em dois momentos apresentando a canção título do lp, “Viola enluarada”, com a participação de Milton Nascimento e “Pelas ruas do Recife”, também de sua autoria com o irmão Paulo Sérgio. Disquinho encantador, merece estar aqui e em destaque 😉
 
viola enluarada
pelas ruas do recife
 
 
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Carinhoso – Temas Musicais Da Novela (1973)

Boa hora, amigos cultos e ocultos! Definitivamente, eu não estou conseguindo manter nossas postagens diárias, mas também não quero deixá-las espaçadas, considerando apenas os dias em que realmente faço as publicações. Por isso elas seguem, embora com atrasos, sempre na sequencia dos dias.
Hoje tenho para vocês este disquinho lançado pela RGE/Fermata, em 1973. Nele temos quatro temas que fizeram parte da novela “Carinhoso”, da Rede Globo. Nesta época, embora a Globo já tivesse seu editorial para trilhas e o selo Som Livre, era muito comum se pegar carona no sucesso deles e aqui temos um bom exemplo disso. A RGE. aproveitando desse sucesso, produziu um disco com temas musicais da novela, no caso, versões geradas certamente por músicos de estúdio da gravadora que aqui aparecem como grupos: Thad Sunshine, Nuvens e Clouds. A direção artística é de Toninho Paladinho e os arranjos e solos de sintetizador é do mestre Renato Mendes, que dá uma outra roupagem as músicas. Disquinho curioso, que vale a pena conhecer. Confiram no GTM…
 
music and me
carinhoso
amar sofrer e sonhar
manhattan
 
 
 
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Severino Araújo E Sua Orquestra Tabajara – A Tabajara No Frevo (1956)

Boa hora, meus caros amigos cultos e ocultos! Boa hora para se ouvir frevo e ao som de uma das mais tradicionais e importantes orquestra, a queridíssima Orquestra Tabajara e seu grande maestro Severino Araújo. Há tempos não postamos nada dele por aqui. Então esta é uma boa hora mesmo 😉
Aqui temos uma seleção de oito frevos, hoje em dia todos clássicos, em lp de dez polegadas, lançado pela Continental em 1956. Vamos conferir essa joinha?
 
zé pereira
último dia
tudo dança
a tabajara no frevo
vassourinhas
relembrando o norte
assim é espeto
zé carioca no frevo
 
 
 

Trio Surdina – Ouvindo O Trio Surdinha Vol. 3 (1956)

Olá, amigos cultos e ocultos! Olhem só que capa bacana… Não vou negar, o que trouxe este disco aqui hoje foi seu apelo visual. A escolha do disco hoje foi movida apenas pela capa, hehehe… Mas podem ter certeza, o conteúdo não fica nada a desejar, afinal estamos falando do lendário Trio Surdina, em sua formação original com Fafá Lemos no violino, Garoto no violão e Chiquinho no acordeom. Este lp de dez polegadas lançado pela Musidisc em 56 foi o terceiro da série Ouvindo Trio Surdina e foi lançado quando o trio já não tinha a mesma formação. Nesse momento o grupo era formado por Al Quincas no violino, Nestor Campos no Violão e El Gaucho no acordeom. No repertório temos uma seleção de músicas/fonogramas com temas nacionais e internacionais que já haviam sido lançados antes, em discos de 78 rpm, inclusive a faixa “Porque brilham os teus olhos” foi lançada pelo autor, Fernando Cesar. Por certo, um disquinho muito bacana e que vale a pena conferir no GTM.
 
matinata
sal e pimenta
over the rainbow
molambo
ojos verdes
j’attendrai
serenata
porque brilham teus olhos
 
 
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Clovis Pereira, Orquestra E Coral Da UFPB – Grande Missa Nordestina (1979)

Boa noite a todos amigos cultos e ocultos! Como todos devem saber, o blog Toque Musical tem duas versões, uma no Blogspot e outra no WordPress. Temos também uma terceira janela, também pelo Blogspot direcionado apenas para as nossas produções exclusivas, que são as diferentes coletâneas que aqui criamos. Pois bem, mesmo com a ajuda de alguns colaboradores e parceiros, ainda assim estou com dificuldades para manter em dia nosso toques musicais. Não é só a habitual falta de tempo, mas também alguns problemas técnicos e invasão ao site, que acabam comendo nossos dias. Daí a razão de nossos atrasos naquilo que deveria ser diário. Porém, como sempre digo, tardamos mas não faltamos 😉
Muito bem, aqui vai o disco do dia, um exemplar para quem gostar de música sacra. Temos aqui a Grande Missa Nordestina, obra composta pelo pernambucano Clóvis Pereira, um dos mais importantes compositores nordestinos. Músico talentoso, pianista, arranjador e regente. É compositor de frevos, maracatus e caboclinhos e também de obras eruditas para coro e orquestra e de peças como esta que hoje apresentamos, um disco do memorável selo Marcus Pereira, gravado em 1978. Aqui temos Clóvis Pereira regendo a Orquestra e coral da Universidade Federal da Paraíba. 
Os detalhes sobre este disco estão todos na contracapa, dessa forma o que mais tenho a acrescentar é apenas, podem conferir no GTM…
 
kyrie
glória
credo
sanctus
agnus dei
 
 
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Dhaal – Estrela Do Amanhã (1987)

Digam aí, amiguinhos cultos e ocultos, tudo bem? Hoje o tempo está curtíssimo e para não ficarmos a ver navios, vai aqui um pronto e de gaveta. Um disco que só agora eu me toquei qual foi o motivo dele ter ficado na gaveta. Simplesmente não encontrei informações sobre o nosso artista. Mas, agora, já que comecei, vamos em frente… Temos aqui o cantor e compositor Dhaal, mineiro da cidade de Leopoldina, única informação a respeito deste artista que gravou em 1987 este lp, “Estrela do Amanhã”. Trabalho bem produzido e lançado pelo selo independente Lup. O repertório e quase todo autoral, mas cabe também músicas de outros artistas e em destaque temos aqui uma versão para o clássico do Clube da Esquina, “Para Lennon e McCartney”, de Lô, Márcio Borges e Fernando Brant. Está aí, mais um disco que só se encontra aqui no nosso Toque Musical. Confiram no GTM…
 
sonhar demais
blue nada mais que blue
catavento
por isso estou aqui
para lennon e maccartney
américa do sul
guardião
cantador
tem qualquer coisa no ar
 
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Chico Amaral – Singular (2007)

Bom dia, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! É… então fechamos aqui nossa mostra fonográfica em cds. E para tanto, escolhi um disco/artista que merece mais que nunca estar em nossa lista. Temos aqui o grande instrumentista e compositor mineiro, Chico Amaral. Saxofonista, letrista que faz parte do grupo dos grandes artistas da música, aqui de Belo Horizonte. Para quem não sabe, Chico Amaral é o responsável por muitos dos sucessos da banda , também mineira, Skank. Muitas das canções de sucesso da banda são dele, em parceria com Samuel Rosa. Mas Chico não se limita ao pop, o cara é mesmo singular e atua em todas as frentes da música, tendo muitos outros parceiros de peso como Milton Nascimento, Lô Borges, Ed Motta, Erasmo Carlos, Beto Guedes e outros… Começou a carreira nos anos 70 ao lado de ninguém mais que Altamiro Carrilho e também Cartola, quando fez parte do grupo de choro Naquele Tempo.
Aqui temos dele o cd “Singular”, seu terceiro disco solo lançado em 2007. Albinho bacana com treze músicas, todas autorais e quase todas instrumentais. Chico vem acompanhado de um time de feras e conta com as participações especiais de Samuel Rosa, Leo Minax e Lelo Zanetti. Produção musical de Robertinho Brant. Belo trabalho que vocês precisam conhecer. Confiram no GTM…
 
singular
sambage à trois
sobe o verão
tempo de samba
maio
duas marias
panamericana
tateando
boca
borboleta
balancim
lobo
bodas
 
 
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Lagna Fieta E Orquestra – Natal Dançante (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! E então é Natal, é noite de Natal. Um Natal diferente, mais triste, porque não haverá a confraternização tradicional. Essa pandemia melou nossas pretensões natalinas, ou eu diria os encontros e a festa. Nesta noite, quem tem realmente consciência da situação, não vai se arriscar. Vamos todos ficar quietos em nossas casas. Celebremos o Natal dentro de nós, pois isso é o que realmente importa. Para a nossa sorte, podemos encontrar nossos queridos de forma virtual, podemos vê-los e também lhe mandar mensagem. Eu sei, não é muito, mas é o que temos por agora. Vamos ficar em nossas casas. E aproveitando, vamos ouvir música para alegrar o nosso espirito e lavar a alma.
Para esta noite, tenho o lp “Natal Dançante”, de 1959, um disco lançado pela RGE, trazendo um repertório que eu diria, mais com clima natalino do que propriamente temas de Natal. Esses, na verdade, se limitaram a duas ou três faixas, mas o disco tem seus encantos. A frente temos a orquestra do maestro argentino Hector Lagna Fieta, radicado no Brasil, esteve muito atuante em rádios e gravadoras, sendo parte do ‘cast’ de músicos e maestros de estúdio. Lagna Fieta era também compositor. Foi ele o responsável pela composição e arranjos de todas as trilhas sonoras dos filmes de Mazzaropi, ao lado de Elpídio dos Santos que fazia as letras. Maestro que fez parte da época de ouro das gravadoras.
Enfim, temos aqui nossa trilha de Natal. Desejamos a todos os amigos uma noite iluminada, com muito amor e paz. Quero desejar aqui também, em especial, os meus votos natalinos aos amigos Samuel Machado Filho, Edu Pampani e ao Fares Darwiche pela colaboração, foça e amizade. Um abraço a todos. Feliz Natal!
 
jingle bells
quem é
lobo bobo
una mujer
maria boa
valentina my valentina
white christmas
o apito no samba
túnel do amor
conversa
margarida
castigo – balada triste – mais brilho nas estrelas
 
 
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Bandinha Musidisc – A Bandinha No Cinema (1963)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Começando bem a semana, temos aqui um disco muito interessante, “A Bandinha no Cinema”. Uma curiosa interpretação de músicas de cinema ao estilo e por conta de uma bandinha, dessas que tocam em coreto de praça pública. Essa é a proposta da Musidisc naquele ano de 1963. Como podemos ver, são músicas de filmes de sucesso internacional. Vale a pena conhecer essas versões…
 
sempre no meu coração
lolita ya ya
sete homens e um destino
an affair to remember
que sera sera
exodus
luzes da ribalta
love is a many splendored thing
moon river
lili
tonight
smile
 
 
 
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Minas Ao Luar (1988)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Um dos eventos musicais mais tradicional em Minas Gerais, que creio eu, ainda existe é o “Minas ao Luar”, promovido pelo Sesc/MG. Trata-se de um projeto musical itinerante, que periodicamente percorria várias cidades mineiras levando grupos de artistas seresteiros para apresentações em praças públicas. Em Belo Horizonte eu tive a oportunidade de assistir vários e são realmente muito animados. Em 1988 os produtores lançaram este lp, reunindo alguns de seus mais expressivos artistas e apresentando um repertório tradicional, bem conhecido do grande público. Quem gosta de seresta e serenatas, não pode perder esse toque musical. Confiram no GTM….

apresentação de carlos felipe

elvira escuta

noite tristonha

gondoleiro do amor

sereno da madrugada

guitarra de prata

hino de minas gerais

ave maria

última estrofe

vivo a cantar

o bardo

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Kris & Cristina – Compacto (1973)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Hoje estava eu pesquisando algumas coisas no You Tube, quando me deparei com uma velha trilha de um velho e célebre programa de humor da tv brasileira, o “Chico City”, comandado pelo genial Chico Anísio. Foi daí que me lembrei que eu tenho o disquinho e para não perder tempo já estou postando ele aqui para vocês. Trata-se de um compacto simples no qual temos a música de abertura do programa, que era “Isso é muito bom” e “É domingo, é domingo”, as duas composições de Chico Anísio e seu eterno parceiro Arnaud Rodrigues. Quem interpreta as músicas é a dupla Kris e Cristina que antes já havia gravado outro tema de abertura de novela. Ao que parece, ficaram apenas nesses sucessos de tv, por certo seguiram por outros caminhos. Mas, enfim, o disquinho está aí, pra gente lembrar um pouco dos velhos tempos. Confiram no GTM…

isso é muito bom

é domingo, é domingo

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Carlos Pita – Aguas Do São Francisco (1979)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Temos aqui um disco que há tempos deveria estar constando em nossas fileiras, o “Águas do São Francisco”, disco de estreia do cantor e compositor baiano, de Feira de Santana, Carlos Pita, em 1979, pelo selo Chantecler. Embora tenha gravado seu primeiro disco em 79, já atuava na música, compondo e também produzindo. Para se ter uma ideia, foi Pita o produtor de discos como os de Elomar: “Na Quadrada das Águas Perdidas”, “Fantasia Leiga” e “Auto da Catingueira” e também de destaque, o disco “Interregno”, de Walter Smetak, entre outros… Sua trajetória remonta mais de 30 anos dedicados a música popular brasileira. Artista reconhecido internacionalmente e hoje com uma carreira consolidada, tem dezenas de trabalhos autorais, em vinil e também em cd. O álbum que aqui apresentamos foi um disco de sucesso, um trabalho premiado, feito dentro da linguagem dos livros de cordel, de herança medieval. Lembra muito a música de Elomar. Disco bonito de se ouvir e por certo um dos melhores trabalhos musicais lançados naquele final de anos 70. Vale a pena ouvir…

o reino das águas barrentas e os desafios do amor

a história do cavaleiro enluarado com a donzela do bem amar

a história do cavaleiro de couro e corda com a dama dos rasos de seca

a história do cavaleiro sertanejo com a princesa do clarear

o romance do rei do ensolarar com a bela das rendas de lua

a princesa do agreste e o cantador do elo ao mar

o arco-íris trovejou

a história dos quatro reinos desaparecidos e os guerreiros do mal viver

princesa sertaneja

a rainha do trançar e o violeiro dos esqueces

a história da princesa das candeias de amor com o cego do alumiar

o príncipe das verdejanças e o amor do verdejar

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Toque Musical – 13 Anos Com Você!

E então, eis que chegamos ao décimo terceiro ano de atividades. Cá estamos fazendo hoje 13 anos de Toque Musical. Muita água já rolou e tem rolado por aqui. Ou melhor dizendo, muita música! São mais de três mil discos, sempre escolhidos a dedo. Uma diversidade que contempla todos os gêneros que povoam a nossa música brasileira e cabe até algumas investidas na música internacional. Este é o nosso blog Toque Musical.
Mais uma vez eu quero agradecer aqui a todos os amigos cultos e ocultos por estarem sempre com a gente. Quero agradecer também a minha laboriosa equipe e em especial ao amigo Samuel Machado Filho, que muitas vezes salvou o dia com sua participação voluntária e atenciosa, produzindo excelentes resenhas para nossas postagens. Agradeço também aos amigos Edu Pampani, Fares Darwiche, ao Denys e ao Chico do Sintonia Musikal, todos sempre muito generosos e incentivadores dessa nossa caminhada.
É isso aí, viva o Toque Musical! Parabéns todos nós! Que venham mais 13 anos…  🙂

 

Augusto TM

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Máximo Da Bossa (1967)

Boa tarde a todos os amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós completando hoje 13 anos de atividades, 13 anos de Toque Musical. E para festejar, ou melhor, não deixar passar como apenas mais um dia, eu hoje estou trazendo para nossa postagem especial este box/caixa lançada em 1967 pelo editorial da Seleções, do Readers Digest. Uma produção associada a Aloísio de Oliveira e seu selo Elenco. Aqui temos reunidos dez lps, discos esses lançados pela gravadora na primeira metade dos anos 60 e aqui novamente apresentados nessa rica caixa. Um primor que só peca pela falta de um encarte, um libreto com maiores informações, seja sobre a Bossa Nova, seja sobre os artistas e músicas contidas nessa seleção. Por certo, trata-se de um projeto que se limita aos artistas da Bossa Nova que gravaram  pela Elenco e nem de todo é um disco de Bossa Nova. Tem bossa, mas é samba, samba com batido de bossa. Mas, quem melhor aqui para explicar sobre o que é a Bossa Nova do que o próprio Aloísio de Oliveira? Nesta, ele nos reservou um disco inteiro, o primeiro que abre a coleção e nos apresenta uma definição do que é esse gênero, mostrando vários exemplos e também entrevistando alguns dos artistas que fazem parte desses discos.
Essa coleção é sem dúvida histórica, importantíssima, básica para todo apreciador da música popular brasileira. Curiosamente, não recebeu sua devida importância, tanto por seu conteúdo quanto pela quantidade. Um box raro de se ver e de se ouvir, no sentido de volume e qualidade. Ainda hoje é possível encontrar essa edição por menos de 100 reais, em sebos e pelos mercados livres da vida.
Aí está um presente legal, que não é novidade, mas cabe bem em nossa comemoração.
Por ser uma postagem especial, de aniversário, não vou me dar ao trabalho de listar as faixas. É muita música! Melhor focar no GTM 😉 Abraço a todos e vamos para mais 13 anos 😉

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Ilma Rocha (1982)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Dentro do proposto, aqui temos mais um disco da série sertaneja e desta vez vamos com a cantora Ilma Rocha. Esta artista, para a nossa sorte, traz mais informações em seu currículo. Poderíamos nos salvar apenas com o texto da contracapa. Então vamos lá… Ilma Rocha é uma cantora e compositora mineira. Iniciou sua carreira artística ainda na infância, cantando ao lado de sua irmã com quem formava a dupla Duo Irmãs Graciosas. Na fase adulta, passou a se apresentar sozinha. Em 1980 ela se inscreve no Festival da Música Sertaneja da Rádio Record e sua música obtém o primeiro lugar, o que garante a ela um contrato com a gravadora Chantecler para a qual grava este que foi o seu primeiro disco. Como se pode ver na contracapa, ela nos apresenta doze canções, entre rasqueados, boleros, canções rancheiras e guarânias. Um disco romântico-popular com aquela dosezinha ‘bregueira’ tão comum nesse gênero musical. Quem gosta, não pode poder…

coração de ferro
minha vida é um problema
jogue esta aliança fora
não consigo chorar por amor
nosso filho com quem vai ficar
minha mágoa
meu primeiro beijo
ninguém vai me fazer chorar
ele esqueceu de mim
pranto escondido
triste calado
humilhada

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Grupo Fundo de Quintal – Samba É No Fundo Do Quintal (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um disco de samba. Desta vez temos aqui o Grupo Fundo de Quintal, que já teve aqui um outro de seus discos publicado. O Fundo de Quintal é um grupo de pagode formado no final dos anos 70. Surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Pelo grupo já passaram uma dezena de sambistas, principalmente da Escola de Samba Imperatriz Leopodinense. Pelo grupo passaram nomes de peso do samba, figuras como  Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Bira Presidente, Arlindo Cruz, Cleber Augusto, Neocy, Walter Sete Cordas e outros feras… O grupo, ao que parece, continua na ativa, hoje com outros integrantes. Gravaram mais de 30 discos ao logo da carreira. E hoje o que apresentamos aqui é o primeiro. Disco de estréia no qual trazia Bira, Ubirany, Jorge Aragão, Sereno, Almir Guineto, Neoci e Nemeato. Neste primeiro disco o Fundo de Quintal emplacou sucessos com “Você quer voltar”, “Sou Flamengo, Cacique de Ramos”, “Gamação danada” e outros. Disco produzido por Durval Ferreira e apresentação da saudosa Beth Carvalho. Não deixem de conferir no nosso GTM.

você quer voltar
sou flamengo, cacique de ramos
prazer da serrinha
olha a intimidade
volta da sorte
marido de madame
bate na viola
gamação danada
lá no morro
bar da esquina
voltar a paz
zé da ralé
 
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Melodias de Terreiro – Pontos e Rituais (1955)

Olá, meus amigos cultos e ocultos, boa noite! Estou trazendo hoje um disco que eu acho muito bacana e também por ser uma edição importantíssima da fonografia nacional. “Melodias de Terreiro – Pontos Rituais” foi o primeiro disco do gênero lançado no Brasil. E para tanto, seus produtores decidiram convidar cinco grandes nomes da música popular, segundo o texto de contracapa, profundos conhecedores, para interpretar as melodias de Terreiro e os Pontos Rituais: Lenita Bruno, Ataúlfo Alves, Jorge Fernandes, Leo Peracchi e Heitor dos Prazeres. Pelas imagens podemos de imediato ter todas as devidas informações. Taí, um disco que merece a nossa atenção. Não é atoa que tem maluco pedido até 900 pilas, no Mercado Livre. Mas aqui vocês conferem no GTM…

aruanda – jorge fernandes e leo peracchi
agô-iê – ataulfo alves
oxum-maré – lenita bruno, jorge fernando e leo peracchi
nêgo véio – heitor dos prazeres
congo – lenita bruno, jorge fernandes e leo peracchi
pai joaquim d’angola – ataulfo alves
ogum-yara – jorge fernandes e leo peracchi
vamos brincar no terreiro – heitor dos prazeres

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