O Pequeno Príncipe 1957 (1981)

Outra boa que sempre prezamos por aqui são discos, não necessariamente musicais, mas também para outros fins sonoros, curiosidades de todos os tipos, música para se ouvir com outros olhos 🙂
Desta vez temos um dos relançamentos feitos pela PolyGram, em 1981 para alguns dos mais expressivos discos de 10 polegadas, do memorável selo  Festa. Os discos foram relançados em formato 12 polegadas, tal qual como este de 1957, “O Pequeno Príncipe”, da obra de Antoine De Saint-Exupery na interpretação de Paulo Autran e Glória Cometh. A trilha de fundo musical é de Antonio Carlos Jobim. O lp de 10 polegadas e original da época já foi postado, em outros tempos, aqui no Toque Musical. Eis aí uma segunda chance para conhecer o disco…
 
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Pascoal Meirelles – Anna (1987)

Neste ‘drops’ sortido do nosso mês de julho, mês de aniversário, que representa bem a diversidade fonomusical do Toque Musical, hoje vamos com música instrumental moderna. Temos aqui “Anna”, album pouco conhecido do grande baterista, compositor e arranjador Pascoal Meireles. Já apresentamos ele por aqui e agora temos este trabalho dedicado à sua filha. Um trabalho de caráter um tanto íntimo e emotivo, totalmente autoral. Pascoal vem acompanhado por um time de músicos de primeiríssima como Mauro Senise, Arthur Maia, Jacques Morelenbaum, Wagner Tiso, Victor Biglione e outros que podem ser conferidos nos créditos e nas faixas….
 
maracatudo
ijexá
anna
duelo
pentotal
juruviara
tom
 
 
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Abel E Seu Conjunto – Jantar Dançante Nº2 (1959)

Na sequencia de nossas postagem, temos para hoje este excelente lp de Abel Ferreira e seu conjunto, lançado em 1959 pelo selo Copacabana. Este disco, conforme indica o título, é o númro 2, um segundo lançamento com o artista. Acopanhado por um conjunto com um time de músicos de primeiríssima, Abel Ferreira faz o “Jantar Dançante Nº2 ser dos mais apetitosos e agradáveis. O álbum reflete um repertório dançante, com estilo misto de samba, bolero, baião e músicas internacionais adaptadas. Muito bom, super recomendado 😉
 
lamento – chega de saudade
siete notas de amor – veneno
till – all the way
cabeça inchada – maringá
recado
samba do teleco teco
no tabuleiro da baiana
o apito no samba
copacabana
evocação
 
 
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A Roda Do Iê Iê Iê – Gravado Ao Vivo (1966) 

Mais um sortido, buscado aleatóriamente em nossos arquivos. Desta vez temos um disco jovem, jovem dos anos 60, quando a ‘onda’ era o “iê iê iê”.  Trata-se de uma coletânea ao vivo, lançada pela gravadora Odeon, em 1967, reunindo vários artistas do movimento da Jovem Guarda, uma espécie de ‘snapshot’ do cenário ‘iê‑iê‑iê’no palco daquela época. O repertório mescla músicas autorais e covers de hits internacionais, como Beatles, clássico latino-americano e sucessos da Jovem Guarda. Um lp que ainda pode ser encontrado no Mercado Livre e por um preço acessível.
 
roda do iê iê iê
vou dizer que não – robert livi
parecida a uma boba – denise barreto
perfídia – humberto garin
i saw her standing there – os lordes
vai ser bom
você me acende – denise barreto
alguém na multidão / help – golden boys
guantanamera – humberto garin
roda do iê iê iê
day tripper – os lordes
la bamba – humberto garin
deixa de banca – denise barreto
what’d i say – robert livi
festa de arromba
mamãe passou açucar em mim – trio esperança
run for your life – os lordes
celia – robert livi
quero que vá tudo pro inferno
 
 
 
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Passoca – Que Moda (1979)

Marco Antônio Vilalba, mais conhecido como Passoca é um violeiro, cantor e compositor paulista. Seu estilo musical lembra muito outros artistas como Almir Sater e Renato Teixeira. Iniciou a carreira nos anos 70, quando fez parte do grupo Flying Banana. Mas logo ao seguir uma carreira solo, tomou o rumo da viola. Gravou primeiro um compacto em 1978 e no ano seguinte lançava este lp pela RCA, “Que moda”, que é a expressão máxima dessas suas influências rurais, inclusive a faixa “Bicho de pé” é uma co-autoria com Renato Teixeira. Sem dúvida, um disco muito bom. Vale a pena conhecer…
 
pirapora
bicho de pé
vida de operário
guacyra
que moda
viola braguesa
ver de coração
era na era
pressa de violeiro
o pardal
 
 
 
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Sylvio Vianna – Samba Do Bom (1962)

Seguimos com nosso toque musical, hoje apresentando e já pela terceira vez, Sylvio Vianna. 
Sylvio Vianna era um pianista, gaitista e vibrafonista que fez muito sucesso em casas noturnas do Rio de Janeiro. Ele fez parte do conjunto de Dick Farney e posteriormente formou seu próprio conjunto no qual fazia o que todos os músicos/artistas da época faziam, música para dançar.
Aqui temos ele e seu conjunto em mais um disco para dançar. Desta vez, “Samba do bom”, lp lançado em 1962 pela RCA Victor. Como o próprio título indica, trata-se de um seleção de clássicos da música brasileira, sambas e também, em ritmo de samba, outros dois clássicos, só que da música americana, “A little more of your amor” e “Over the rainbow”. Sylvio Vianna vem acompanhado de conjunto, coro e a voz de Dalva Barbosa em duas das faixas.
 
pourquoi?
boato
volta
a little more of your amor
você não quer nem eu
exaltação a mangueira
cai cai
arrasta sandália
aliança
casa da loló
que samba bom
over the rainbow
lamento do adeus
não me dia adeus
 
 
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Fernando Falcão – Barracas Barrocas (1987) 

Dentro da escolha aleatória, eis que temos aqui “Barracas Barrocas”, lp de Fernando Falcão, lançado pelo selo Carmo, em 1987. Não faz muito tempo, publicamos um outro disco deste músico percussionista. Agora e mais uma vez temos outro trabalho seu. Um disco curioso com encontros inusitados. De Lelo Nazário à Alceu Valença. Um trem de doido que merece uma boa audição…
 
as 7 filhas da rainha sumaia
barraca barrocas
amazônico
girandas
elas (à girges ristum)
7º cavaleiro
canção do exilio
purundirindas
tumbalauê
disse alguém
 
 
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Riachão Batatinha E Panela – Samba Da Bahia (1973)

Desta vez vamos com o lp “Samba da Bahia”, trazendo três grandes nomes do samba baiano: Batatinha, Panela e Riachão. Lançado em 1973 pelo selo Fontana, este é mais um disco que merecia um relançamento, mesmo que em cd. “Samba da Bahia” é um disco que se inicia com Riachão por todo o lado A, são sete músicas/faixas. No lado B temos Batatinha e Panela.. Disco bonito de samba, o samba feito na Bahia…
Edil Pacheco, destaca a trajetória da gravação e importância deste álbum “A experiência foi conviver com Riachão… você conviver com Riachão, Panela e Batatinha, fazer um disco num teatro sem acústica nenhuma, ou seja, com metade de barulho da rua e que teve a história do grilo também que apareceu… a gente não gravou. Mas isso tudo talvez tenha sido o magnetismo que conduziu pra que esse disco ficasse tão bonito e se encontra hoje. É um disco que parece que foi feito hoje, atualíssimo. Então é isso aí. Quem gosta de música brasileira, quem gosta do samba, não tenha dúvida que vai adorar esse trabalho “, concluiu o cantor e compositor.”
 
vou chegando
fufu
terra hospitaleira
cada macaco no seu galho
pitada de tabaco
ousado e mosquito
até amanhã
diplomacia
ministro do samba
inventor do trabalho
direito de sambar
não suje o meu caixão
o patrão é meu pandeiro
 
 
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Tam… Tam… Tam… (1958)

Aqui um ‘long play’ que há tempos queríamos postar… Um disco realmente dos mais raros e que curiosamente despertou o interesse de muita gente de uns tempos para cá, desde foi mostrado ao Ed Motta, que por sua vez amplificou a coisa com seu toque de Midas. O disco é uma espécie de copilação musical de uma peça de autoria do polonês  Miécio Askanazy chamada “Brasiliana”, dos anos 30. Ao que se sabe, ela foi apresentada ao longo dos tempos em vários lugares pelo mundo, sempre fazendo muito sucesso. E isso se deve, certamente, ao tema que explora a música regional, de terreiro, macumbas, batuques, candoblés, sambas e maracatus. E mais ainda, à presença de uma excelente orquestra sob a direção e arranjos do maetro mineiro José Prates e vocais de Ivan de Oliveira, cantor que sabia como poucos executar pontes musicais entre o erudito e o popular. Este lp foi gravado na Europa e lançado por aqui também, mas parece não ter feito muito sucesso na época. Hoje, um exemplar, pela sua raridade, se tornou objeto de especulação no Mercado Livre e Discogs.
 
imbarabo
imbaê
nanã imborô
fá-eu-á
onika
ogum olojô
maracatu elegante
nega zefinha
trem brabo no samba
 
 
 

Leny Andrade – Eu Quero Ver (1990)

E pelo jeito, neste mês de sortidos, escolhidos aleatoriamente, as mulheres tem sido as mais contempladas. Cantoras, autoras e instrumentistas… E aqui, mais uma cantora, Leny Andrade. Aliás uma das nossas grandes cantoras, infelizmente falecida em 2023. 
Aqui temos dela “Eu Quero Ver”, lp lançado em 1990 pelo selo Estúdio Eldorado. Neste, temos nove canções escolhidas a dedo pela cantora. Leny vem acompanhada por João Carlos Coutinho no piano, Luizão Maia no baixo e Adriano de Oliveira (Bacamarte) na bateria. 
 
eu quero ver
pedro brasil
como você demorou
angra
la mentira – tu mi delirio
amigo não tem defeito
chaga de saudade
absinto – eu te odeio
viola violar
 
 
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Telma – Joana Flor Das Alagoas (1982)

Não faz muito tempo, nós postamos aqui um disco da cantora Telma cantando com Nelson Cavaquinho. Agora, no acaso dos sortidos e sorteados, temos ela mais uma vez em disco lançado em 1982, pelo selo RCA, “Joana Flor das Alagoas”, música que dá nome ao disco é uma composição de Elomar. E como podemos ver, as demais músicas do repertório é do mesmo nível. Ou seja, um disco de primeiríssima, com produção de Fagner. Vale a pena ouvir…
 
a quem interessar possa
um amor que é só meu 
revertério
tamarindo
mucuripe
que vontade de comer goiaba
lambada de serpente
algodão
pra multiplicar o bem (caterino)
joana flor das alagoas
 
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Tuca – Drácula I Love You (1974)

Seguimos aqui trazendo, “Dracula I Love You”, lp de 1974 da cantora e compositora Tuca. Este foi seu último trabalho, um disco gravado orginalmente na França, onde ela viveu uma boa temporada. Foi na volta ao Brasil que ela lançou este lp pela Som Livre. Um trabalho que, infelizmente, poucos ainda hoje conhecem. Nunca foi relançado, nem mesmo em cd. Vale muito conhecer…
 
girl
lástima
pra você com amor
sorvete
oui, je suis hereuse
dracula i love you
ilha do quartzo azul
teia viva
827
tempo glacial
o canto do cisne negro
 
 
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Ribamar – Duas Faces Do Amor (1968)

Puxando na casa do R, aleatóriamente, veio este disco do Ribamar e seu conjunto, lançado pelo selo Equipe, que acima de tudo tinha uma ótima equipe de arte, as capas despertavam interesse no disco. E aqui não é diferente, faz do disco do Ribamar algo ainda mais interessante. “Duas faces do amor” é um lp onde o pianista, acompanhado de seu conjunto nos apresenta uma seleção musical com 19 sambas românticos, onde ele mistura sucessos antigos e modernos, da época. 
 
a noite do meu bem
segredo
duas contas
alguém como tu / não tem solução
cansei de ilusões / molambo
canção de amor / canção da volta
não tenho você / se você se importasse
folhas mortas / prece
ninguém me ama / se eu morresse amanhã
foi a noite / neste mesmo lugar
 
 
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Neco – Samba E Violão (1967)

Então, temos desta vez a presença de Daudeth Azevedo, músico carioca, mais conhecido pela alcunha de Neco. Foi um instrumentista e arranjador. Participou de shows e gravações de centenas de discos da MPB. Era essencialmente um músico de estúdio, mas também foi integrante de grupos como Os Ipanemas, com Astor Silva; Banda Veneno, de Erlon Chaves; Os Catedráticos, de Eumir Deodato e Os Gatos, de Durval Ferreira. Gravou também quatro discos solos, sendo este o segundo, lançado em 1967 pelo selo London. Como o próprio título indica, Neco nos apresenta um repertório de sambas clássicos ao violão, acompanhado de flauta e percussão. Simplesmente uma delícia de se ouvir. Confira no GTM…
 
upa negrinho
agora é cinza
pinião
disparada
olê olá
não tenho lágrimas
não me diga adeus
doralice
o morro não tem vez
samba do avião
só tinha de ser com você
 
 
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Nelsinho E Sua Orquestra – Explosivo (1970) 

Neste mês de julho, mês de aniversário do Toque Musical, estamos escolhendo os discos de forma bem aleatória, quase no escuro. E nessa, vale de tudo, por isso não estranhem o que vem no dia seguinte. Pode ser um lp, um compacto, um cd e até mesmo uma criação nossa.
Temos nesta postagem o trombonista carioca Nelson Martins dos Santos, o Nelsinho, como ficou conhecido. Instrumentisnta exemplar, também tocava outros instrumentos de sopro, mas foi no trombone que se destacou. Fez parte do corpo de importantes orquestras desde os anos 40. Também tocou em boates, rádio e televisão. Gravou diversos discos e por certo está presente em tantas outras gravações com outros artistas. Aqui temos ele e sua orquestra já nos anos 70 e com um repetório moderno, condizente com a época, sambas de sucesso e da melhor qualidade.
 
fumacê
essa moça tá diferente
coqueiro verde
samba sem viola
um samba só não dá
pigmalião
fotograma
aqui é o país do futebol
se você quiser mas sem bronquear
morte ao amor
comunicação
vou deitar e rolar
 
 

Maria Lúcia Godoy – E A Canção Popular Brasileira E Napolitana (1979) 

Hoje nossa postagem é dedicada à cantora lírica Maria Lúcia Godoy, artista que já apresentamos aqui por outras vezes. Centenária, faleceu no dia 16 de maio deste ano, em Belo Horizonte, onde residia.
Aqui temos um disco que ela gravou, lançado pela Philips em 1979. Um álbum dos mais interessantes onde a cantora interpreta canções populares. No caso, são músicas populares brasileira e napolitana. O disco se divede entre esses dois momentos. O lado A é dedicado a canção brasileira, com arranjos e regências do maestro Gaya. O lado B são canções italianas, com arranjos e regências do maestro Francisco Mignone. Um trabalho realmente muito bonito.
 
sabiá
casinha pequenina
fiz a cama na varanda
é a ti flor do céu
quem sabe
travessia
torna a surriento
dicitencello vuie
marechiare
core ‘ngrato
‘a vucchella
 
 
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Nema – Pássaro Livre (1980)

E aqui temos Nema – Pássaro Livre, disco lançado em 1980 pela RCA Victor. Essa cantora é um verdadeiro mistério, não se encontra nada sobre ela . Nenhuma informação, nem mesmo algum comentário no Youtube, mas nem neste canal ela aparece com alguma dsa faixas. Realmente um mistério e de se estranhar, visto que o trabalho é muito bom, com um excelente repertório. A cantora também, não deixa nada a desejar. Muito afinada e uma voz muito agradável. Para quem não conhece, eis aqui a oportunidade…
 
geração 80
voe
de frente pra serra
sua metade
pássaro livre (el condor pasa)
no colo da morena
até sangrar os dedos
para lennon e maccartney
coração alado
andarilho
 
 

Parada de Sucessos (1953)

Aqui uma coletânea da Sinter, uma das primeiras da gravadora em lps de 10 polegas. Temos nesta seleção sete artistas entre cantores e instrumentistas, todos, obviamente integrantes do cast da Sinter. As músicas escolhidas aqui fazem parte de lançamentos originais em discos de 78 rpm. Coisa muito comum para o formato lp de 10 polegadas, um formato de transição que serviu mais para atualizar e agrupar aquilo que havia sido lançado nos bolachões de 78 rpm.
 
somos dois – lyrio panicali e sua orquestra
noites do rio – heleninha costa
luar de paquetá – carolina cardoso de menezes e zé menezes
porque voltei – ivan de alencar
canção de dalila – zezé gonzaga
granada – os copacabana
chega mais – mary gonçalves
ternura – lyrio panicali e sua orquestra
 
 
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J. Rocha (1959)

Há pouco tempo atrás postamos um disco deste artista, J. Rocha, até então um tanto obscuro para nós. Mas logo percebemos que havia um outro disco gravado por ele pela mesma gravadora, Rosenblit/Selo Mocambo e ao que tudo indica, o primeiro e no qual temos na contracapa um texto de apresentação do artista. José Magalhães Rocha, multinstrumentista das cordas e como bom baiano foi um pioneiro na eletrificação em seu violão, que mais fazia lembrar uma guitarra. E nessa sonoridade ele passeia neste lp, pelo baião, jazz, blues, bolero, samba… e claro, feito para dançar. 🙂
 
mexe mexe
eliana
midnight masquerade
czaradas de monti
dança do machucado
saudoso
mister sandman
capricho
 
 
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14 Sucessos Sertanejos (1970)

Trazemos hoje um lp do selo Caboclo/Continental, criado exclusivamente para o gênero sertanejo. Por este passaram algumas das mais expressivas duplas da autêntica música rural brasileira. Infelizmente, hoje em dia, a coisa se transformou em um arremedo financiando pelo ‘agro’. Muito pouco restou de raiz. Então, nada como termos em um só disco a autenticidade de várias duplas sertanejas numa seleção rara de 14 sucessos. Disco bem bacana que encanta pela ingenuidade e simplicidade.
 
maringá – tonico e tinoco
brigas de amor – caçula e marinheiro
fim do baile no rincão – nelson e jeanette
doce de côco – jacó e jacozinho
três boiadores – pedro bento e zé da estrada
mágoas de trovador – dupla mirim
a conquista da lua – moreno e moreninho
priminnha linda – zico e zeca
o que é dela não é meu – sulino e marrueiro
joão bobo – pedro bento e zé da estrada
o amor mais puro – caçula e marinheiro
naureza – abel e caim
coro de boi – tonico e tinoco
duas moças – jacó e jacozinho
 
 
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Os Populares – Populares 70 (1970)

Nos primeiros anos do Toque Musical chegamos a postar vários discos do grupo instrumental Os Populares lançados nos anos 60. Eis que de repente nos aparece outro, agora o de 1970. 
Os Populares surgiram em 1967 no Rio de Janeiro, de uma dissidencia do The Pop’s. O guitarrista J. Cesar, por sinal um dos melhores do Brasil, resolveu criar o grupo em paralelo com os Pop’s que ainda continuavam a existir.Eles se lançaram em um compacto com músicas de Natal, hoje muito raro. O grupo se apresentou em diversos programas de rádio e TV, gravaram alguns discos e atuaram até por volta de 1978, conseguindo alguma popularidade. Seu estilo era a basicamente instrumental, bem na linha ‘conjunto de beira de piscina e bailes’. Nós aqui do Toque Musical gostamos bastante e recomendamos…
 
asa branca – kalu
tema de amor de romeu e julieta – exodus
não quero ver vocÊ triste assim
o saci pererê
zingara
rain drops keep falling on my heard
baião – assum preto – paraíba
here there and every where
trevo de quatro folhas
só estou manjando
beleza das cores
 
 
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Músicas de Pacífico Mascarenhas – Belo Horizonte Que Eu Gosto (2005)

Hoje, nossa postagem é de um cd, uma produção independente, lançada em 2005 e trazendo a música do Pacífico Mascarenhas, compositor mineiro, que faleceu em abril do ano passado. 
“Belo Horizonte Que Eu Gosto” é um trabalho envolvendo um numeroso time de artistas, intépretes e músicos que dão vida ao repertório com mais de 20 músicas que falam de Minas, de Beagá, do bairrismo… Por certo, é um disco que encanta qualquer belorizontino, mas também não deixa de ser surpreendente para qualquer um. Vale muito a pena ouvir…
 
belo horizonte que eu gosto – sambacana
praça da savassi – paula santoro
ônibus colegial – beto lopes
belo horizonte de antigamente – sambacana
dia sorrindo na savassi – renato motha
anos savassi – gilberto mascarenhas
minha cidade – suzana e bob tostes
foi no minas tênis clube – renato motha
vamos comemorar – claudinho campos
o jogo – marina machado
espero você em lourdes – sergio santos
belo horizonte londres pequim – renato motha
programa no domingo – suzana e bob tostes
triste horizonte – renato motha
di – marilton borges
minas gerais – renato motha
meus velhos amigos – gilberto mascarenhas
um ilustre brasileiro – renato motha
andando na bandeirantes – sergio santos
vem para o minas – renato motha
turma da savassi – gilberto mascarenhas
sou do américa – renato motha
ao mestre com carinho – alarme falso
belo horizonte  que eu gosto – renato motha
praça da savassi – pacífico mascarenhas
programa de domingo – affonsinho
 
 
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Samba Soul – Do It (1978)

E como uma coisa leva a outra e para que ninguém saia ainda da pista de dança, vamos com mais um disco dance, um samba soul… Samba Soul? Não, aqui não tem nada de samba e nem de soul, é dance music, discoteca pura.. Talvez o sentido do título deste lp tenha a ver com o fato de ser meio americano, meio brasileiro. Ou por outra, trata-se de um disco onde o lado A é uma produção americana e no lado B, brasileira. Gravado em Nova York e São Paulo. Lançado pela RCA em 1978, simultaneamente no Brasil e nos States.
 
i’m in you
here we go again
sometimes when we touch
keep your eyes on the sparrow
black coco
dancig days
biorritmical
loco man
 
 

Lady Zu – A Noite Vai Chegar (1978) 

E mudando de assunto, mas no mesmo assunto, agora vamos dançar… Aqui a Rainha das Discotecas, Lady Zu, como passou a ser conhecida. Essa cantora surgiu na segunda metade dos anos 70, quando então acontecia a febre internacional das discotecas. A moda eram as danceterias e por aqui não foi diferente. É nesse cenário que aparece o compacto de estreia de Lady Zu, trazendo duas músicas das quais uma era “A noite vai chegar”, que chamou a atenção da produção da Rede Globo, que incluiu a música na trilha de sua nova novela, “Sem lenço , sem documento”. O que fez só amplificar o sucesso do hit e deste abrir as portas à cantora para seu primeiro disco, lançado no mesmo ano e usando o sucesso como título do álbum. Dentro dessa atmosfera ‘dancing’ o lp é uma festa, com direito, com direito também as ‘lentas’. Pena não terem incluido a faixa do lado B do compacto, “Eu prefiro dançar”, que tem uma pegada muito boa, quase roqueira. O álbum, no geral, é mesmo muito bom e não foi atoa que mereceu uma reedição nos tempos atuais. Confiram…
 
novidades
amando você
esqueça-me
não deu em nada
não fique preocupado
a noite vai chegar
com sabor
me dê mais carinho
só você (por você, sem você)
eu queria falar com você
lady é meu nome
solução
 
 
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Joyce – Encontro Marcado (1969)

E aqui temos a Joyce, cantora, compositora, que iniciou sua carreira na primeira metade dos anos 60. Uma artista, hoje, consagrada na música popular brasileira, dona de uma carreira internacional impecável. Sempre muito ativa, tendo em currículo dezenas de discos publicados no Brasil e no exterior. Sem dúvida, uma das nossas jóias musicais.
“Encontro Marcado” foi seu segundo trabalho solo, lançado pelo selo Philips, em 1969. Disco produzido e dirigido por Nelson Motta. Traz uma seleção com onze faixas entre músicas autorais, parceirias e também de outros compositores. Este disco voltou a ser relançado na versão cd e também em lp pela editora Três Selos.
 
adam, adam
encontro marcado
bom dia
copacabana velha de guerra
como vai, vai bem?
asa branca
longe do tempo
a saudade mata a gente
preparando um luminoso
pra saber de nada
caminho pro sol
 
 

Musika Jovem (1968)

Aqui outro lp interessante, lançado pela Polydor, em 1968, “Musika Jovem”, um título sugestivo para uma coletânea reunindo alguns artistas da música jovem de seu ‘cast’. Uma amostra que reune artistas conhecidos como Mutantes, Ronnie Von, Marcio Greyck, The Brazilian Bitles e também outros nomes que talvez nem tenham passado de um compacto. Vale a pena conhecer e ouvir…
 
mundo vazio – marico greyck
onoce one kono – the candies
o barqueiro – the brazilian bitles
as luzes se apagaram – hamilton
passarinho feliz – beatriz
a minha menina – mutantes
ele tem você – ronnie von
pra não lembrar nosso amor – dino meira
vem sorrindo – edson gray
cha la la – ottavio klemane
parole – conjunto norberto baldauf e edgard
 
 
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Nova Geração Em Ritmo De Samba (1960)

Temos para hoje outro disco bacana, que não poderia passar batido, ou por outra, não poderia faltar no nosso Toque Musical. “Nova Geração em Ritmo de Samba” é um lp dirigido e produzido pelo grande Altamiro Carrilho, que aqui teve a audaciosa escolha de chamar um jovem de, então, 17 anos para ser o arranjador. Este rapaz era Eumir Deodato. Lançado em 1960 pelo selo Copacabana, o lp, como o próprio título indica é composto de sambas com toda aquela pegada de Bossa Nova. Ou seja, para a época, um disco moderno e para uma nova geração. O conjunto escalado pelo flautista era formado por ele próprio, Deodato, Durval Ferreira, Agobar de Paula, Fernando Costa e Alfredinho. E tem também os vocais por conta de Marilucia, Myrna Romani. Claudette Soares, Silvino Junior e Walmir Falcão. Vale a pena conferir…
 
guerra à bossa
cinderela em 3d
vestígios de saudade
a fábula que educa
ursinho dodói
tristeza de nós dois
eramos três
depois do carnaval
meu samba é assim
fuga
copacabana sem vocÊ
sambop
 
 
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Irany Pinto Ze Menezes Moacyr Silva E Sivuca – 4 Ases Em HIFI (1958)

“Quatro Ases em Hi-Fi” é o feliz encontro de quatro grandes instrumentistas, Irany Pinto, Zé Menezes, Moacyr Silva e Sivuca. Um lp que não foge à regra daquele tempo, ou seja, feito para dançar. Mas aqui, mais que prezar pela dança, o que temos é o prezar o artista, o músico. Então, reunir um time desses é dar a eles uma certa liberdade da escolha do que tocar e como tocar. São doze faixas onde cada um dos músicos se destaca na linha de frente. Um repertório misto de sucessos, com temas nacionais e internacionais. Um bom disco que vale a pena ouvir.
 
nel blu dipinto di blu
violão em samba
zitto-zitto-zitto
guerra sem paz
quero-te assim
dizzy fingers
choro na gafieira
nas alterosas
concerto d’autunno
o samba da cidade
nós quatro
in the blue
 
 
 
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Introdução (1965)

Saímos um pouco das sequencia de cantoras e vamos por  outros toques. Desta vez, temos aqui um raríssimo exemplar de uma coletânea de grupos de bossa nova, lançados em 1965 pelo selo Mocambo. “Introdução”. Acreditamos que este disco só tenha sido apresentado em blogs através do memorável Loronix, do parceiro Zecaloro e ainda assim muita gente comeu mosca, perdeu a chance de conhecer e ouvir. Então, mais que nunca, é hora da gente ter este lp aqui também. Este disco faz parte de uma série, “Teenager Series” criada pela gravadora no sentido de apresentar novos talentos musicais, jovens músicos. Na contracapa há um texto informativo que complementa esta postagem…
“Introdução é mais uma afirmação de que, nos últimos anos, os temas da bossa nova alcançaram uma frente popular há muito tempo não vista. Consequência lógica da nova forma rítmica e criativa que a música popular brasileira imprime. Ainda mais importante é a inestimável contribuição que ela lega ao patrimônio musical e, como se não bastasse, a bossa nova proporcionou à juventude uma liberdade até então não encontrada na própria música popular brasileira. Toda inspiração depende do meio. Pois bem, a bossa nova construiu um novo ambiente, no qual o novo pode contar com as antigas criações de uma forma moderna, com uma estrutura mais adaptável à evolução do nosso tempo. É interessante notar que a média de idade desses jovens é de 18 anos. O talento das crianças (como são tratadas carinhosamente pelas “cobras” da música brasileira) é indiscutível, e podemos dizer honestamente que o portal da cidadela do sucesso está aberto para elas. Quatro músicas deste LP são inéditas e compostas pelos jovens que as gravaram aqui: SELVAGEM, do pianista Wan Trio (Wagner); DESARMONIA e HISTORIA DE DUAS CRIANÇAS, de Tony, e a segunda letra é de Hernesto Domingues; PAZ E AMOR, de Ezequiel, com letra de João Magalhães. Este LP foi baseado em um “show” realizado na escola Rio Branco: o “show” RIO BRANBOSSA, que não foi gravado ao vivo, pois tal “show” merece uma reprodução muito fiel e com a melhor qualidade sonora.
 
selvagem – wan trio
onde está você – patrícia
morte de um deus de sal – impulso 4
desarmonia – tony carbonell
blues walk – quinteto berimbossa
historia de duas crianças – joão paulo
maria moita – silvinha
tokio’s blues – octons
paz e amor – ezequiel
a felicidade – quinteto berimbossa
 
 
 

 

Neyde Fraga – Um Milhão De Estrelas (1959)

Aqui temos Neyde Fraga (ou Neide Fraga) em seu primeiro lp, ainda no tempo dos discos de dez polegadas, lançado em 1959, pela Odeon. Este é um disco que reune alguns de seus discos de 78 rpm lançados pela gravadora nos anos 50. Uma oportunidade de ouvir diferentes momentos da cantora que a partir dos anos 60 foi se afastando das gravações. Gravou apenas mais um disco, o qual nós já apresentamos aqui. 
 
lili
fica bonzinho
mãe eu juro
a dança do beijo
um milhão de estrelas
juca
banco de jardim
bangalo de chocolate
 
 
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